Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O que me inspira? A viagem de domingo.

E eu que estou com mania de jeans preto, camiseta básica preta ou branca e jaqueta jeans, junte-se a isso uma botinha ultra confortável, com solado tratorado.

Porque estou falando isso?
Saí no domingo, e do nada estou em um trem lotado de gente vestida igual a mim, esqueci de tirar uma fotinho, olhei para os lados e pensei: " O que tá acontecendo? Aí lembrei de um show de rock em Interlagos.
Fiquei com medo, de chegar na estação e alguém me chamar e falar;
- hey tia, chegamos! Bora pro show!😳
Agora não sei se preciso mudar meu estilo.
Aiai

O ser humano se autoproclama racional, mas é justamente a sua razão que o conduz à crueldade. Nenhum animal constrói abatedouros em massa, nenhuma espécie além da nossa mata por prazer, ostentação ou vaidade. O lobo mata para sobreviver, o leão para alimentar a sua prole. O homem, porém, mata para afirmar um poder que não possui, para preencher um vazio que nunca será saciado.
Enquanto o animal carrega a pureza do instinto, o humano carrega a corrupção da consciência. Ele se orgulha de sua inteligência, mas a usa para torturar, explorar e subjugar os mais frágeis. É o único ser capaz de transformar a Terra em cemitério e chamar isso de progresso.
Chama os animais de irracionais, mas quem é mais irracional: o que segue sua natureza ou o que destrói a própria casa onde vive? O homem constrói religiões e fala de alma, mas não enxerga o sagrado que pulsa em cada vida que ele despreza. Ele se coloca no trono da criação, quando na verdade não passa de um predador travestido de civilizado.
O animal não conhece o ódio, o rancor ou a vingança. Já o homem se alimenta disso, como se fosse parte de sua essência. Talvez por isso tema tanto os animais: porque neles há uma pureza que escancara a podridão que o humano insiste em chamar de “evolução”.


Glaucia Araújo

O vento batia no meu rosto com tanta rapidez quanto as pernas entre 2 rodas da motoquinha, nesse momento só tinha 1 única rota onde o final era sair correndo e voltar ao início dela, inúmeras vezes. Eu podia falar de coisas que não existem e fugir dos monstros que a gente via, podia falar por horas e também não conseguirem arrancar nem se quer uma palavrinha minha, meu nome.
O vento batia em nosso rosto com tanta rapidez quanto as pernas que faziam força para descer mais rápido, em um morro, nesse momento o final da rota podia ser um céu estrelado ou bem azul. Eu podia falar do mundo dentro da minha cabeça enquanto o mundo explorável de fora aparecia e você corria, ás vezes mais longe que eu nem ser quer poderia te ver nem falar, seu nome.
O ar e o fogo. Quanto mais vento mais fogo. O vento soprava meu rosto, o vento soprava seu rosto, nesse momento não tinha mais rota, você é o vento, eu o fogo. Enquanto o vento quer ir, o fogo que ficar, enquanto o vento derruba, o fogo consome, enquanto o vento refresca, o fogo aquece. Juntos existem, separados existem. Eis a vontade do fogo que queima. Eis a vontade do vento que sopra. Quanto mais vento mais fogo. O sol batia em seu rosto enquanto com tanta rapidez nossas pernas pedalavam e o vento batia em meu rosto, do meu lado está você. Em um dia de verão. Em um dia divertido. Em um dia não tão divertido. Lá está você.

Ninguém vive para semente. A vida é um sopro, um instante passageiro, e por mais que lutemos para deixar raízes firmes, o tempo sempre mostra que nada é eterno. Muitas vezes, somos obrigados a pagar por dores que não nos pertencem, por culpas que não são nossas e por escolhas que nunca fizemos. A injustiça caminha ao lado da existência, e, ainda assim, precisamos seguir, como se fôssemos responsáveis por fardos alheios.
A verdade é que a vida não pergunta se estamos prontos, ela simplesmente cobra. E, nesse caminho de cobranças silenciosas e contas que nunca abrimos, aprendemos que nem sempre a justiça vem de fora — às vezes, só nasce dentro de nós, no momento em que decidimos não carregar mais aquilo que não nos cabe.
Gláucia Araújo

⁠Queria sentir-me viva de propósito;
Sinto-me enclausurada dentro de mim;
Sou meu próprio algoz;
Sufocada pela inércia;
Como sair desse vazio?
Como vencer meu Eu?
Talvez eu goste do sofrer;
Talvez a felicidade não seja suficiente;
Estou enlouquecendo?
Torturando-me dia após dia;
Não consigo chegar no ponto de partida;
Não consigo enxergar a saída desse círculo vicioso;
Estou vendo o tempo passar diante dos meus olhos;
Estou presa sem grades ao meu redor;
Paralisada na imensidão de pensamentos inúteis, que não chega a nenhum lugar;
Esperando, esperando e esperando;
Apenas existindo.

SOMOS CARROÇAS VAZIAS?

Existe uma música chamada “The First Cut Is the Deepest” (algo como “o primeiro corte é o mais profundo”). Assim também são as primeiras chuvas depois da estiagem: a eletrostática, a poluição e as diferenças gritantes de temperatura fazem com que essas primeiras águas sejam, na maioria das vezes, assustadoras.

Ventos fortes, raios, às vezes granizo — dependendo da região em que vivemos. Não faz muito tempo, tempestades eram situações raras. Embora sempre tenhamos sido palco de descargas elétricas, já há bastante tempo somos o país mais atingido por raios no mundo.

O clima perdeu o controle. A princípio, eu não acreditava em mudanças climáticas. Achava que era apenas mais uma forma de alguém enriquecer espalhando pânico entre a população. Aliás, espalhar medo parece já fazer parte da rotina humana.

As notícias hoje são instantâneas, viajam na velocidade da luz. Cai um avião no Japão e, em questão de segundos, os noticiários do mundo inteiro já exibem imagens do acidente: as últimas palavras do piloto, vídeos dos passageiros... É o preço que pagamos por vivermos conectados.

Mas, falando nisso: até onde somos realmente independentes? Gostamos de estufar o peito e afirmar “não dependo de ninguém”. Até onde isso é verdade? Alguém fabricou este caderno, esta caneta, esta mesa, esta cadeira. Dependo dessas coisas para me sentar, escrever, dormir, escovar os dentes — e em tantas outras situações banais e repetidas da vida cotidiana.

O que seria de nós sem os lixeiros ou sem os coveiros? Claro, poderíamos voltar à moda antiga: cada um cuidando do seu morto, abrindo sua própria cova. E o lixo acumulado? Como descartaríamos? Cada um se viraria com o seu? Uso exemplos extremos apenas para mostrar que somos todos dependentes, mesmo propagando aos quatro ventos que somos livres e independentes.

O livre-arbítrio volta e meia vira assunto de mesa de bar, onde todos sabem quase nada e acham que o pouco que sabem basta para sustentar uma tese acadêmica. Falam bobagens sem parar, misturam assuntos, distorcem impressões e acreditam que, no fim, o bolo — mesmo bizarro — é apetitoso.

Santo Agostinho frequentemente aparece nessas conversas. Para ele, o mal não foi criado por Deus, mas é consequência do mau uso do livre-arbítrio: um dom que pode levar à busca de bens inferiores e ao afastamento da verdade e da salvação divinas. Mas até onde somos realmente livres para escolher?

Ou melhor: até onde nossas escolhas não nos criam problemas?

Acreditamos que podemos fazer o que quisermos, mas poucas verdades existem nessa máxima. Somos todos atrelados uns aos outros. Tudo o que fazemos gera uma reação em algo ou alguém. Vestimo-nos em função da relação com os outros — mesmo quando nossas roupas são um protesto. Tudo o que falamos busca uma reação, seja em momentos bons ou ruins.

Dizem que o silêncio é a melhor forma de protesto. Faz sentido: uma provocação sem resposta se perde, fica sem conclusão.
Então, por que, quando provocados, não conseguimos permanecer em silêncio?

Arrogância: orgulho desmedido, atitude excessiva, senso inflado de importância, sentimento de superioridade, desprezo pelos outros, falta de humildade e visão distorcida das próprias competências. Nunca pensei que encontraria tão facilmente uma definição tão completa do comportamento humano.

Por sermos arrogantes, sentimos que precisamos nos impor, mostrar que somos mais sábios ou mais importantes que aqueles que nos ofendem. Mas o silêncio, em certos casos, pode parecer submissão. Lembro-me de uma discussão com alguém tão teimoso quanto eu (ou até mais, o que é raro, mas existe). Nela, concluí com a frase:
— Vou ficar em silêncio. Isso não significa que concordo com você, apenas que qualquer palavra dita só prolongará um assunto que não me interessa.

Duro? Seco? Mal-educado? Talvez. Mas a ocasião exigia firmeza: a discussão já se estendia, os ânimos estavam exaltados, e nenhum dos dois tinha argumentos consistentes para prosseguir.

Existem assuntos — geralmente os mais debatidos — que talvez nem devessem ser abordados. Somos como técnicos de natação que mal sabem nadar “cachorrinho”, mas querem competir nas Olimpíadas sem aceitar que jamais chegarão ao pódio.

Conta-se que um pai e um filho caminhavam por uma estrada. O pai parou, encostou o ouvido no chão e disse:
— Vamos sair do caminho, está vindo uma carroça vazia.
O filho, curioso, perguntou:
— Como o senhor sabe que está vazia?
E o pai respondeu:
— Carroça vazia faz muito barulho.

Será que nós também somos carroças vazias?

Há muitos que vivem dentro da igreja, mas a igreja não vive em seus corações.


Ser parte de uma instituição religiosa não é o mesmo que ser Igreja.


É simples vestir-se de cristão em um dia da semana, cercado de iguais em um lugar seguro. Difícil é ser cristão no cotidiano, entre hostilidades, onde muitos rejeitam quem você é e a luz que te guia.


O mal cerca, mas não toca. Os que tramam contra você se levantam, mas não te derrubam.


A mentira e a injustiça são as armas dos maus; porém as suas são a fé, a honestidade e a justiça que vêm de Deus.

Fazer o bem é mais do que um acto, é uma responsabilidade moral.
Por vezes, o ser humano deseja ajudar, mas não dispõe dos meios; noutras, possui todos os meios, mas falta-lhe a vontade. Assim, o bem não depende apenas das condições exteriores, mas sobretudo da liberdade interior que move a decisão de cada um.
Furucuto, 2025

Carta para o Futuro



Olá, pessoa do futuro.


Tomara que você seja tão fascinada pelo passado como eu sou... Se você se pergunta se aqui no passado nós somos parecidos com vocês, essa é uma ótima pergunta. A resposta é: provavelmente não. Mas esse "não" é relativo. Não temos essas facilidades que vocês têm e, na verdade, ainda não sentimos falta delas.


Mas a vida continua relativamente igual. Eu tenho mãe e amigos. Tenho uma esposa, muito bonita, por sinal. Eu me levanto cedo para trabalhar, como imagino que você deve fazer também. Ao meio-dia, almoço em um restaurante: como arroz e feijão, carne de gado ou frango, maionese, vinagrete e tomo uma Pepsi (um tipo de bebida gaseificada, com muito açúcar). Chego em casa, ligo o computador e fico horas programando apps ou trabalhando com segurança da informação.


Nossa vida tem alegrias comuns aos homens, como piadas, comida, amigos, música e prazeres. Nós também temos problemas: roubos, doenças, mortes.


Estamos passando por um período muito terrível. Pessoas entram em escolas e matam crianças para ganharem notoriedade. Elas querem ser lembradas como "Fulano de tal, o assassino da escola". Outra onda de morte está sendo por envenenamento de comidas. Teve um caso com um bolo com arsênio aqui no Sul, depois um caso com chumbinho no Nordeste, e outros dois em São Paulo.


O presidente atual é o Lula (Brasil) e o Trump (EUA). Já não nos parecemos em nada com o que éramos há 500 anos atrás, quando os portugueses chegaram em nossas terras.


Espero que aí no futuro você esteja bem. Não fique pensando tanto no passado; as paixões que você teria aqui pode muito bem vivê-las no seu tempo.

Summer Bittencourt
22 de Julho de 2025
Terça-Feira
(Carta escrita em Canoas-RS)

Desculpe, senhores, por me intrometer na conversa de vocês. Mas o amigo aqui falou uma coisa que me chamou atenção: "precisamos mudar começando de baixo." E o outro senhor não concordou, e realmente ele tem todo o direito de não concordar, afinal é por isso que estamos aqui discutindo. Mas eu estava lendo um artigo muito interessante...

— Desde quando o índio sabe ler?
(Todos riem)

— Hahaha, o senhor está certo, eu não me senti ofendido com seu comentário, afinal de contas, faz parte do jogo. Mas somente uma mente fraca tem medo de ouvir um argumento forte. Será que o senhor é capaz de ouvir o que eu tenho a dizer?

Silêncio constrangedor.

— Muito obrigado. Como eu estava dizendo aos amigos, li um artigo muito interessante que falava a respeito de um pequeno gesto que mudou a vida de muitas e muitas pessoas. Peço perdão aos amigos e colegas por não saber dizer o nome dessa pessoa ou do país onde vivia, mas sei que se referem a um estudante de medicina na Europa que, ao chegar em uma universidade, percebeu um dado que o intrigou muito. Ora, enquanto a taxa de mortalidade entre as mulheres que entravam em trabalho de parto cujo procedimento era operado pelos médicos era muito alta, a taxa do mesmo procedimento realizada pelos alunos era muito baixa. Esse estudante de medicina ficou intrigado com isso e resolveu pesquisar a fundo. Ele percebeu um simples gesto que mudou tudo por completo: os alunos, diferente dos médicos, lavavam as mãos antes de tocar nas mulheres e, por conta disso, a taxa de mortalidade entre as pacientes atendidas pelos alunos era menor. Ao levar essa observação ao reitor, ele foi desacreditado, mas não desanimou, voltou ao seu país, fundou seu hospital e reduziu a taxa de mortalidade em trabalho de parto de 80 para apenas 10. Ou seja, antes, entrar em trabalho de parto era quase uma sentença de morte; agora, de 100 mulheres que entram em trabalho de parto, 90 sobrevivem. Isso nos ensina a importância dos pequenos gestos, e é por isso que eu concordo com o colega que disse que temos que começar por baixo.

De Deus muito eu duvidei,
Sabendo que me observava.
Aqui embaixo eu blasfemava,
Esperando o pior.


Ô coisa que eu sinto dó,
E que me aperta o coração!
Eu era réis desgarrada,
Bicho brabo, vaca emprenhada,
Eu era macho redomão.


Eu era fraco de cabeça,
Não é que hoje eu não seja,
É que antes eu fui mais.


Eu achava que eu era
Muito mais do que eu era,
Muito mais, muito mais.


Eu me enxergava como um ouro,
Eu era o prêmio, o tesouro
Que ninguém nunca iria achar.
Eu era o tesouro escondido,
Eu era o elo perdido,
O leite, mel, o xangri-lá.


Pobre de minha mãe,
Pobre de minha esposa,
Pobre dos meus amigos,
Pobre dos meus irmãos.
Me viam eu me iludindo,
E me olhavam sempre rindo
Para proteger meu coração.


Sempre pensei, mais de mim mesmo,
Sempre me levei muito a sério.
Hoje aceito que erro,
Hoje sei que só sou normal.


Mas vale prezar os meus
E viver para sempre em suas mentes,
Do que dez minutos num jornal.

Nasci Pobre e Desletrado



Nasci pobre e desletrado,
mas por meio do Estado
ganhei escrita, ganhei leitura.


Resolvi fazer poesia,
mas a mancha não saía,
minha fala era burra!


Resolvi pedir perdão
e, por meio da União,
no ensino médio me formei.


Resolvi fazer poesia
e, mesmo com maestria,
do jeito simples não me livrei!


Repreensão de todo jeito,
sem tato e com despeito,
eu cansei de escutar.


Resolvi fazer poesia.
Para mim mesmo repetia:
"Ninguém mais vai me malhar."


Analisei a minha obra,
refleti por uma hora
e cheguei à conclusão:


Eu resolvi fazer poesia.
Quem gostava dela, lia.
Quem não gostava, lia em vão!

O tempo é implacável, ele não perdoa. Cada gesto, cada palavra carregada de veneno, cada escolha egoísta deixou marcas não só nos outros, mas em você mesmo. E agora, diante desse vazio que insiste em te rodear, só resta a pergunta que não pode ser silenciada: o que você somou de verdade na sua vida? Respeito? Amor? Gratidão? Ou apenas fragmentos de relacionamentos quebrados, arrependimentos guardados e lembranças que não trazem orgulho?
Glaucia Araújo

Meus amigos! Ouçam! Cada dificuldade, cada tropeço que surge em seu caminho não é castigo! Não é azar! É um chamado divino, uma oportunidade que Deus envia para você renovar sua vida, para escolher novos caminhos com sabedoria e coragem!


Sim! Cada desafio é uma bênção disfarçada! É Deus falando: ‘Levante-se! Recomece! Transforme-se!’ Porque quem persevera com fé, quem age com coragem, jamais será derrotado!


As adversidades existem para despertar a força interior que Deus colocou em cada um de nós! É hora de levantar, de lutar, de agir com fé e determinação! Pois a luz do Criador guia os passos dos justos, e aqueles que confiam em Deus jamais tropeçarão sem propósito!


É hora, meus amigos! É hora de vencer, é hora de se transformar, é hora de mostrar ao mundo que a força de Deus está conosco!

Ecos de um Amor Esquecido

Nessa noite de luar, sinto em mim o peso do desejo,
te penso a cada instante, como uma memória que insiste,
flutuante, dolorida, marcada para sempre em minha pele.

Nosso amor terminou cedo demais,
foi rápido como um sopro —
mas cada momento foi encantador,
cada segundo um feitiço que hoje me atormenta.

Recordo da nossa pequena Eloá,
me chamando de pai —
uma princesa que me transformou,
que despertou em mim um homem diferente.

As tardes em família,
os almoços de domingo,
instantes que pareciam eternos,
mas que se despedaçaram
como vidro lançado ao chão.

A ti me entreguei por inteiro,
me dediquei sem reservas,
te ofereci meu coração.
E, no entanto,
fui para ti apenas uma folha de papel:
usada, rabiscada, amassada
e depois jogada fora.

Dói-me o peito admitir —
todo o amor que carreguei foi em vão.
Hoje, no lugar dos sorrisos, restam cacos de um coração quebrado,
resta apenas a solidão.

Me tornei para ti uma canção esquecida,
que já foi sucesso por um instante,
mas que agora jaz empoeirada,
silenciosa no esquecimento do tempo.

Sou para ti apenas passado,
um coitado sem valor —
mas ainda guardo em mim
o peso cruel da lembrança.

Saibas:
o que vivemos jamais terá volta.
O que foi amor agora é cicatriz.
A dor que carrego não é rancor,
mas um luto sem fim.

Seguimos caminhos distintos,
mas um grande amor nunca morre —
ele permanece,
gravado na carne, cravado no peito.
E, mesmo na ruína,
por ti ainda carrego respeito.

Autor: Douglas Pas

O Cântico do Infinito

Já me perguntei qual é o sentido da vida:
nascemos, envelhecemos e partimos…
Mas afinal, por que viemos ao mundo?

Não é para acumular riquezas,
pois tudo isso é pó e se desfaz.
Viemos para deixar novas gerações,
para preservar tradições,
para honrar a herança da existência.

A alma não nasce nem morre,
ela é eterna, imortal, infinita.
Deus nos enviou com um propósito:
perpetuar a vida e o amor,
não o ouro, nem o poder.

Mas vivemos num tempo corrompido,
onde o pecado já parece normal.
A traição e a prostituição se espalham,
o dinheiro compra até o que não tem preço,
e muitos chamam de amor
aquilo que é apenas ilusão.

Eu creio na vida após a morte,
num novo mundo de luz e esperança.
Não creio no inferno de fogo,
mas sei que os corações sombrios
não verão esse horizonte.

As almas que escolherem a perdição
ficarão perdidas, congeladas,
vagando num vazio sem direção,
sem terra, sem céu, sem lar.

E quem semeia a verdade,
colherá a eternidade.

Autor: Douglas Pasq

Ecos de um Amor Inacabado

Momentos bons ao seu lado se tornaram lembranças,
guardadas na memória como parte da nossa história.
O ar fresco desta tarde sopra inspirações,
e no vento sinto você, como se fosse ontem.

Já se passaram cinco anos,
mas em mim as recordações são vivas,
intensas, marcantes…
Lembro do nosso primeiro encontro,
do instante em que você se tornou amor.

O seu sorriso, o seu carinho,
tudo em nós parecia eterno.
É difícil acreditar que terminou tão rápido,
restando apenas pedaços de um amor inacabado,
um coração despedaçado, mas ainda pulsando em lembranças.

Sobram memórias de risos e também de frustrações,
mas até elas se tornaram parte do que fomos.
O tempo pode seguir,
posso até me casar, construir outra vida,
mas nada apagará os instantes inesquecíveis que vivemos.

Sei que, de algum jeito, ainda habito sua memória.
Talvez não mais em seu coração,
mas quando suas lembranças te alcançam,
sei que seus olhos ainda se enchem de emoção.

Autor: Douglas Pasq

Estrela Guia

Nesta noite de lua cheia,
olho para o céu e lembro de você, meu avô.
Recordo-me como um doutor,
capaz de curar todas as minhas feridas.

No fundo, tudo o que mais queria
era tê-lo de volta à vida,
sentir novamente a sua voz
que hoje vive apenas em minha memória.

Nossos momentos juntos
transformaram-se em sentimento,
um sentimento tão forte
que, às vezes, sinto sua presença
mesmo sem o senhor estar aqui.

Hoje o vejo como minha estrela guia,
meu exemplo de homem,
meu espelho, minha inspiração.
Deus o levou, mas não o apagou:
o senhor permanece vivo em meu coração.

Suas histórias de vida
são lições eternas,
que sigo guardando e levando comigo
como farol de sabedoria.

O senhor foi mais que um avô,
foi meu paizão,
meu abraço mais acolhedor,
meu mentor,
meu exemplo em tudo que faço.

Autor: Douglas Pasq

Farol em Minha Vida

Na noite que passou, sonhei contigo,
e desse sonho nasceu esta declaração.
Nossos momentos, breves e passageiros,
foram intensos, marcantes, verdadeiros.

Você é a luz no fim do túnel,
a chama que aquece minha solidão.
Nas raras conversas que temos, encontro encanto,
e cada palavra sua é uma canção.

Me pergunto o que fiz para merecer
todo o carinho que de ti recebo.
Sua dedicação me lisonjeia,
faz meu coração pulsar mais forte, sem receio.

Você devolve minha autoestima,
quando penso que ela se perdeu pelo caminho.
É o vento fresco que sopra em minha varanda,
é farol que guia meus passos com carinho.

Você, mulher que toca minha alma,
é gratidão, é ternura, é emoção.
E no meio da minha escuridão,
você nasceu para ser luz no meu coração.

O Arquiteto da Eternidade

Sou o marinheiro perdido no mar,
sou o piloto que teme ao aterrissar,
sou resistência que insiste em lutar,
sou nuvem clara a te guiar.

Sou a dor que ensina a viver,
a ferida que insiste em florescer,
sou pedra que aprende a renascer,
sou o fim de guerras que vão se perder.

Sou você ontem, sou ele amanhã,
eco profundo em túnel de afã,
sou a eternidade que nunca se cansa,
sou busca e luz, sou fé e esperança.

Sou guia do profeta, voz que consola,
sou invisível presença que te ampara e rola,
sou quem responde antes da pergunta soar,
sou o onipotente a te guiar e cuidar.

Sou Deus, sou força, sou arquiteto do céu,
sou o universo contido no véu,
sou tudo e nada, sou tempo e direção,
sou o eterno pulsar do coração.