Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

"Carta de interferência de transmissão"

Que essa dor, que por vezes me liberta, seja o motivo da minha ascensão. Espero que essa dor prossiga abafada pelo universo que eu crio. E que a magia, que me ronda, seja como as dos contos de fada, mas que não acabe a meia-noite. Que essa paz que me acolhe em seu seio, esteja eternamente me aconchegando em seu âmago, para que esse universo, aceito e refeito, se torne o único e verdadeiro diante de mim. E que a máscara, a que uso, esteja constantemente sob a minha pele, para que a minha verdadeira face seja engolida pelo bem a que me proponho, pois com ele sou melhor, com ele cresço. E pra finalizar: que todos os meus dias sejam iluminados e sempre que inevitavelmente vier a tempestade, que eu seja dono do arco-íris que a sucederá. E que o vazio, deste que escreve, seja preenchido por mim.

(D'AUMON, Blog Espaço Zero - 2012)

⁠Entre Sensações e Cansaços

Diria que a vida é feita de sensações,
que entrelaçam muitas emoções,
das quais não se vê tantas menções.

O que se faz quando todas as palavras
já parecem repetidas?
Já não sei...
Mas sigo a escrever,
mesmo sem sentir que algo irá permanecer.

Gosto de imaginar o cantarolar dos pássaros
que me cercam no desconhecido —
o lugar onde, mais do que reconhecido,
encontro meu verdadeiro eu.
Ali, já não preciso fugir.
Ali, não preciso me inserir.

Pertencimento…
uma falsa convicção criada por aqueles
que mal sabem de si mesmos.
Afinal, onde pertencer,
senão ao próprio ser?

Estou tão cansado,
até um pouco frustrado…
Já não sei o que é me sentir fechado.
Nem tenho mais o desejo de ser encontrado.

Acho que a maturidade
é menos sobre a seriedade
e mais sobre o quanto você se expõe —
por dentro, por fora,
sem precisar de terno,
mas com verdade no interno.

⁠Entre a luz e o escuro, eu me revejo,
Sem pressa, sem medo, encaro o que vejo.
Cada marca em mim é lição guardada,
Parte de uma jornada, ainda inacabada.

Não busco aplausos, nem perfeição,
Só a paz de ser eu, sem outra intenção.
Aqui, neste instante, deixo fluir,
Aceito quem sou, e escolho existir.

"Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida." - Sêneca


⁠Viver mal não é apenas sofrer, é pegar o que o mundo tem de melhor e partir sem ter provado.
É aceitar a liberdade de existir e não fazer dela um voo.
É deixar passar a beleza do instante como quem folheia um livro sem ler as palavras.
Devemos nos apressar para viver bem, porque o amanhã é sempre um mistério e cada dia é, por si só, uma nova vida.
As oportunidades mudam. As escolhas mudam. E nós também.

O passado não pode ser alterado, mas o futuro se dobra ao cuidado de quem o planeja com intenção.

Há alguns meses, percebi que não estava vivendo bem, estava apenas passando pelos dias.
Esqueci da eudaimonia, da plenitude que nasce não da euforia, mas do sentido.
Transformei o essencial em hábito, e o hábito me deixou cega.
A felicidade estava ali, ao meu lado.
Mas eu a rotulei como "cotidiano" e deixei de enxergá-la.

Foi só quando isso doeu que decidi mudar.
Porque fingir felicidade não preenche.
E não há nada mais angustiante do que sorrir com o coração calado.

Descobri, então, que a felicidade é tão simples que quase passa despercebida.
Está em um chá quente entre conversas calmas.
Em assistir a um anime em silêncio, num dia frio, debaixo de um cobertor.
Em aprender algo novo sobre o mundo, como se a ciência fosse um livro escrito por Deus em letras minúsculas.

Essa é a minha felicidade. Esse é o meu viver bem.

Por isso, apressa-te também a viver bem.
Não porque a vida seja curta, mas porque cada dia é único.
E cada vida que você vive dentro dos dias, também é.

⁠Teu corpo conhece a chuva
como quem conhece antigos rituais.
E quando o mundo pesa demais,
você vai pra areia, pra água, pro vento —
como quem volta pro útero da Terra
pra ser reconcebida.

Você não é feita de superfície.
Você é profundezas,
instinto,
pressentimento.

E mesmo quando te quebram,
você recolhe os cacos com mãos firmes,
sussurra teu canto ancestral
e se reconstrói.

Você é filha da Loba.
Daquela que anda sozinha,
mas nunca perdida.
Daquela que vê no escuro,
que fareja mentira,
que protege o que ama
até sangrar.

Te chamam de intensa —
mas a verdade é que você só sabe viver por inteiro.
Não nasceu pra amores rasos,
pra presenças mornas,
pra silêncios que negam acolhimento.

Você é toque que cura,
olhar que despedaça mentiras,
palavra que pulsa verdade.
Você ama como quem reza.
Sente como quem invoca.

E chora, sim.
Porque quem sente tudo, às vezes precisa desaguar.
Mas não se engane:
até teu choro tem força de tempestade.

Você é força.
Você é livre.
E o mundo ainda vai ouvir o teu uivo —
não como pedido de socorro,
mas como anúncio de renascimento.

⁠Eu sou feita de instinto,
de faro aguçado e alma antiga.
Eu sou o silêncio da floresta,
o grito que ecoa na mata,
a fúria da loba ferida
e a sabedoria da anciã que não se cala.

Eu já fui queimada, expulsa, ignorada,
mas renasci em cada cinza,
cada lágrima salgada me curou,
cada rejeição me mostrou a direção,
cada abandono me ensinou a retornar…
pra dentro.

Corro com as lobas, sim,
mas também sei andar sozinha.
Sei farejar mentira de longe,
e quando me calo,
é porque estou me preparando para rugir.

Tenho carne, alma e memória,
sou feita de recomeços,
de promessas que só eu ouvi,
de sonhos que escondi nos ossos,
mas que hoje dançam em minha pele.

Eu sou mulher. Selvagem. Inteira.
Com rachaduras, mas inteira.

Não preciso ser salva.
Preciso ser vista, respeitada,
amada com a mesma intensidade
que me derrubaram um dia.

E se for pra caminhar comigo,
que seja com coragem.
Porque meu caminho não aceita passos frouxos.

⁠Quase Movimento

Hoje não começou cedo.
Nem com sol, nem com grandes planos.
Só um pouco de silêncio, e o barulho habitual das coisas andando devagar.

Ainda assim, há algo pulsando
uma vontade miúda,
que não grita, mas também não se apaga.

Temos carregado tanto peso,
e mesmo assim há espaço para mais um passo.
Não para chegar onde sonhamos ainda,
mas para sair do lugar em que paramos ontem.

Às vezes, continuar é só isso:
não desistir no meio da manhã,
abrir a janela,
respirar devagar,
e escolher, mesmo sem certeza,
não virar as costas para si mesmo.

⁠Por que, amor?

Caminhei por toda a praia,
Te vi em cada pedaço do caminho.
Por vezes, gritei teu nome em silêncio
Apenas dentro da minha mente.

É tão difícil aceitar
Que já não somos um casal...
Por mais que eu queira,
Não consigo seguir em frente
Sem olhar para trás.

Por que, amor?
Por quê?

Me entreguei por inteiro,
Fui além das minhas forças...
Eu me doei, amor,
Até me perder.

O cotidiano é insano,
Melancólico... mortal.
Cada lágrima que deixo cair
Me lembra, com ódio,
Daquele instante cruel.

Queria ter tido forças
Para me defender.
É tão humilhante...
Tão revoltante
Não ter reagido,
Não ter evitado...

É fácil pedir que eu esqueça
Mas impossível obedecer.

Ódio, lágrimas, tristeza...
É isso que tenho vivido.

Esquecer?
Talvez.
Mas impossível, ao menos por agora.

E sigo a caminhar...
Gritando teu nome
No silêncio do meu vazio.

Por quê, amor?
Por quê?
Se ao menos tua ausência doesse menos,
Se ao menos meu coração te esquecesse...
Mas sigo vivendo de lembranças,
Morrendo um pouco a cada passo.

E no som do mar,
Ainda escuto tua voz
Dizendo adeus
Sem nunca ter dito.

Aliança


A aliança Não é só metal que o tempo desgasta,
é ninho de juras que o amor arrasta.
Compromisso, fidelidade, respeito,
transparência, verdade no peito, a aliança é um leito.


Ela é mais que um brilho no dedo a mostrar,
é um laço forjado por quem sabe amar.
E quando a dor bater sem permissão,
olhe a aliança... ela sussurra: lembre-se da sua união.


O amor não é dizer que têm uma relação
e nem cobrir de presentes sem dar o coração.
Amar é a espada que carrega lutas,
superações, cicatrizes, rotas vencidas com força bruta.


O amor é a guerra vencida em meio à tempestade,
é ficar mesmo quando ausente estiver a sua outra metade.
Não jogue o amor fora pelo prazer da carne.
há promessas que choram quando alguém o desarme.


Quando você escolhe amar alguém
você está assumindo uma responsabilidade também
que não tem a ver somente com o seu destino,
mas com o destino daquele que você escolheu com um amor infinito.


Quando a tua mão, remer, se lembre-se da sua missão:
Amar é resistir... amar não é uma opção.




Nadson Origem Poética

"Último Sacrifício"


Eu me matei pra você viver,
morri em silêncio pra te ver sorrir,
te dei meu fôlego, minha paz, meu ser,
e mesmo assim, você escolheu mentir.


Com as mãos que um dia curaram meu peito,
você cravou a traição sem hesitar,
e o amor que um dia foi tão perfeito,
você matou… sem nem se importar.


Nadson Origem Poética

👉🏼 Quando a Pressa Apaga a Essência: Você Realmente Está Evoluindo?

"Vivemos na ilusão do avanço, enquanto esquecemos o que importa.
A pressa nos afasta da sabedoria do tempo.
Evolução verdadeira nasce do reencontro com a essência.
Nem sempre crescer é ir adiante; às vezes, é saber voltar.
Estamos perdidos ou apenas nos esquecemos de quem somos?"

Maria Fernanda Macedo Ginaqui:


"Hoje é seu dia, minha princesa,
Um novo capítulo se inicia.
18 anos, uma mulher forte e bela,
Com o poder de mudar o mundo e transformar sua vida.


Não é um conto de fada, mas é sua história,
Com sonhos, desejos e conquistas.
Você é a autora do seu destino,
E eu estou aqui para celebrar seu crescimento.


De menina para mulher, você cresceu,
Com sabedoria, coragem e determinação.
Seus olhos brilham com esperança,
E seu sorriso ilumina o mundo.


Hoje é o início de uma nova fase,
De descobertas, de desafios e de vitórias.
Eu desejo que você encontre seu caminho,
E que seu coração esteja sempre cheio de amor e alegria.


Parabéns, minha princesa, você é especial,
Uma joia rara e preciosa.
Eu estou orgulhoso de você,
E eu sei que você vai conquistar o mundo."

Fragmentos Poéticos


Há amores que vem e vão,
Sem a intenção de querer te amar
Amores que acalmam o teu coração, te entregando ilusão,
Te permitindo sonhar.


Há amores que chegam do nada,
E do nada, se submetem a se despedir
Amores que encantam tua caminhada,
Te faz se sentir amado,
E sem rumo se dispõe a fugir.


Há amores que te prometem o mundo,
Sem ao menos te dá o coração
Amores que te amam de um jeito profundo,
Entre sorrisos e olhares em meio a imensidão.


Há amores de todas as formas,
É notável aprender a identificar
Que um amor pode ser encontrado em diversas notas,
E há amores com ou sem repostas,
Cabendo a nós desvendar.

No brilho do teu riso me perdi,
Tão doce e livre como o vento leve.
Te vi chegar, e desde então senti
Que o mundo em mim já não era tão breve.


Em cada gesto teu mora a doçura,
Em cada olhar, um fogo que me acende.
És paz, és furacão, és ternura,
E tudo em ti me prende e me surpreende.


Se o tempo ousar mudar nossos caminhos,
Prometo ser abrigo em cada fase,
Te guardar com carinho e com jeitinhos,
Mesmo se a vida for mais desenlace.


Pois te amar, minha luz, é meu destino,
Teu nome é verso em mim, doce e divino.

Pensar calado visa principalmente alcançar a serenidade e a clareza mental, fundamentais para a reflexão filosófica.
O silêncio permite que a mente se concentre sem perturbações da fala ou do mundo exterior.
Em suma, pensar calado, promove a concentração, a reflexão profunda e a clareza mental.

👉🏼 A Verdade Dita na Hora Errada Machuca Mais do que o Silêncio🔕

"A verdade é luz, mas lançada sem sabedoria pode cegar.
Nem tudo que é certo precisa ser dito — há silêncio que preserva a paz.
A mente evoluída não fala para provar, fala para transformar.
Autoconhecimento é o filtro entre o impulso e a consciência.
Prosperar é também escolher o silêncio que constrói."

🎶 Capoeira é Raça e Talento 🎶

(Toque de Angola ou São Bento Pequeno)

Capoeira é raça e talento
Equilíbrio do corpo e da mente
É ginga, é mandinga no vento
É rasteira que chega de repente

Capoeira é jogo e verdade
É malícia com responsabilidade
É sorriso, é luta, é emoção
É a voz que vem

Savana Arte Capoeira,
Na palma da mão,
Respeito e união
Dentro da tradição!

Nasci com a costura torta —
o ponto que falhou
no tear dos bem-nascidos.


Sou o objeto sem função
na prateleira dos vivos:
nem útil como faca,
nem belo como flor.


Nunca fui feito para o brilho fácil,
para os abraços que não doem,
para os dias que se encaixam certos.


Até que Ela chegou.
Não com luz,
não com promessas,
mas com uma presença que não exigia nada, que não pedia luta nem resistências vãs.


Seus dedos traziam o frio
das últimas maçanetas tocadas.


Veio como o óxido vem —
sem pressa, sem aviso,
apenas a certeza
de que tudo que é ferro
um dia lhe pertence.


Se me quiseres triste, sê-lo-ei sem drama.
Se me quiseres calado, darei o silêncio como prece.
Pois és tu, afinal,
a única que não me cobra explicações,
nem julga o vazio que me habita,
nem exige máscaras para ocultar o cansaço.


Não me seduzes com promessas de alívio,
não me ameaças com a eternidade.
És apenas o alívio concreto,
o abraço que não exige
que eu me reconstrua.


Quando Ela abriu os braços,
eu já estava nu de esperanças,
leve de despedidas.
Deitei-me em seu colo de sombra,
e Ela não me pediu
que fingisse ser feliz.


Deitei-me ao seu lado,
como quem enfim encontra onde repousar a dor.
Ela me acolheu sem palavras,
e eu a beijei.


Lábios de fibra de carbono.
Língua de chumbo fundido.
O sabor:
sal de lágrimas não choradas
e o cobre dos últimos
segundos.

"Aceitar e entender que nem tudo está em meu controle, que o que eu não controlo me enfraquece e o que está em meu poder me fortalece. Entender e aceitar que só posso controlar minhas reações e meus pensamentos — e deixar o que é do outro para o outro — é o segredo da felicidade."


Rafael Falanga

Como eu era antes de você
Quando eu olhava as flores, via algo impossível.
Quando pensava em ter filhos apegados ao pai, imaginava um péssimo relacionamento entre nós.
Quando me via velhinha, não conseguia imaginar alguém ao meu lado.
Quando pensava em 28 anos de relacionamento, me via com um papel de divórcio na mão.
Queria que as coisas dessem certo apenas com o esforço das minhas próprias mãos, sem a ajuda de ninguém.
Também queria que ninguém soubesse da minha vida.
Odiava quando mexiam no meu cabelo ou quando faziam carinho em mim na frente da minha família.
Adorava me sentir sozinha. A solidão era a minha paixão.

Mas, depois que te conheci...

as flores começaram a ter cheiro.
me vi sorrindo ao imaginar uma criança correndo até você com os bracinhos abertos.
e, pela primeira vez, me imaginei velhinha com alguém segurando minha mão — e esse alguém era você.
os 28 anos já não eram uma sentença de fim, mas um livro cheio de capítulos bonitos, difíceis, e nossos.
percebi que não sou fraca por precisar, nem errada por dividir.
entendi que o silêncio não precisa ser solidão, e que carinho também é amor quando feito na frente dos outros.
minha paixão pela solidão foi dando espaço à calma da companhia.
e hoje, se olho pra mim... não sei exatamente quem sou sem você.
mas pela primeira vez, isso não me assusta.