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Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Barrow-on-Furness

I
Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não os tem ninguém.
Quem diz que os tem é como eu, mas mente.
Quem diz que busca é porque não os tem.
É com a imaginação que eu amo o bem.
Meu baixo ser porém não mo consente.
Passo, fantasma do meu ser presente,
Ébrio, por intervalos, de um Além.

Como todos não creio no que creio.
Talvez possa morrer por esse ideal.
Mas, enquanto não morro, falo c leio.

Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual?...
— Acaba lá com isso, ó coração!

II
Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.
Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Águia do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...

Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?

Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.

III
Corre, raio de rio, e leva ao mar
A minha indiferença subjetiva!
Qual "leva ao mar"! Tua presença esquiva
Que tem comigo e com o meu pensar?
Lesma de sorte! Vivo a cavalgar
A sombra de um jumento. A vida viva
Vive a dar nomes ao que não se ativa,
Morre a pôr etiquetas ao grande ar...

Escancarado Furness, mais três dias
Te, aturarei, pobre engenheiro preso
A sucessibilíssimas vistorias...

Depois, ir-me-ei embora, eu e o desprezo
(E tu irás do mesmo modo que ias),
Qualquer, na gare, de cigarro aceso...

IV
Conclusão a sucata! ... Fiz o cálculo,
Saiu-me certo, fui elogiado...
Meu coração é um enorme estrado
Onde se expõe um pequeno animálculo
A microscópio de desilusões
Findei, prolixo nas minúcias fúteis...
Minhas conclusões Dráticas, inúteis...
Minhas conclusões teóricas, confusões...

Que teorias há para quem sente
o cérebro quebrar-se, como um dente
Dum pente de mendigo que emigrou?

Fecho o caderno dos apontamentos
E faço riscos moles e cinzentos
Nas costas do envelope do que sou ...

V
Há quanto tempo, Portugal, há quanto
Vivemos separados! Ah, mas a alma,
Esta alma incerta, nunca forte ou calma,
Não se distrai de ti, nem bem nem tanto.
Sonho, histérico oculto, um vão recanto...
O rio Furness, que é o que aqui banha,
Só ironicamente me acompanha,
Que estou parado e ele correndo tanto ...

Tanto? Sim, tanto relativamente...
Arre, acabemos com as distinções,
As subtilezas, o interstício, o entre,
A metafísica das sensações —

Acabemos com isto e tudo mais ...
Ah, que ânsia humana de ser rio ou cais!

APOSTILA (11-4-1928)

Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!

Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.

Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...

Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...

Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!

(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)

Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.

Viagem de um vencido

Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!

O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!

Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.

Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.

Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!

Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.

Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!

Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!

Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!

Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!

A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!

Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!

Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!

Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!

No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!

Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!

Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!

Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.

Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:

"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!

Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!

Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!

É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!

A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!

Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"

Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!

Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!

Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!

Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!

Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Volúpia imortal

Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!

Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!

Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,

Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Vencido

No auge de atordoadora e ávida sanha
Leu tudo, desde o mais prístino mito,
Por exemplo: o do boi Ápis do Egito
Ao velho Niebelungen da Alemanha.

Acometido de uma febre estranha
Sem o escândalo fônico de um grito,
Mergulhou a cabeça no Infinito,
Arrancou os cabelos na montanha!

Desceu depois à gleba mais bastarda,
Pondo a áurea insígnia heráldica da farda
A vontade do vômito plebeu...

E ao vir-lhe o cuspo diário à boca fria
O vencido pensava que cuspia
Na célula infeliz de onde nasceu.

Versos a um cão

Que força pode, adstricta a ambriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!

Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.

Cão! — Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais. . .

E irá assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angústia hereditária dos seus pais!

Versos d’um exilado

Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.

Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!

Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia

E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!

Solilóquio de um visionário

Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!

A digestão desse manjar funéreo
Tornado sangue transformou-me o instinto
De humanas impressões visuais que eu sinto,
Nas divinas visões do íncola etéreo!

Vestido de hidrogênio incandescente,
Vaguei um século, improficuamente,
Pelas monotonias siderais...

Subi talvez às máximas alturas,
Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
É necessário que inda eu suba mais!

O deus-verme

Factor universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme — é o seu nome obscuro de batismo.

Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.

Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...

Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!

Desapego...
A alma que esta presa a alguma coisa, por melhor que seja esta, não pode alcançar a liberdade e a “União Divina”.
Pouco importa que o pássaro esteja preso a uma corda ou a uma fina linha, pois basta que o cordão não se rompa e o pássaro não poderá voar.
Um rio que desce a montanha desde o pico majestoso tem que alterar muitas vezes o seu curso de um ano para o outro.
Galhos caídos, montes de folhas mortas e rochas desprendidas podem fazer a terra mudar de uma estação para outra, de modo que em cada estação a água deve construir um novo curso para seguir seu caminho pelo vale.
Que tipo de rio é você ? Pensa por um instante.... O que atravessa a montanha?
É a corrente de água que flui por novos cursos, que contorna os obstáculos e explora a aventura de viver?
Ou frente aos obstáculos, de pronto, suas águas se fazem pantanosas, pesadas e escuras?
Um tronco ou um monte de galhos param o seu curso?
Esses troncos representam os teus apegos.
Ao que você esta preso, apegado nessa vida?
Pode ser uma pessoa, um objeto, uma religião, um animal, uma filosofia de vida, uma emoção ou uma lembrança do passado.
O que esta te prendendo? O que te mantém paralisado? Você deseja o equilíbrio, a liberdade?
Deseja seguir com a vida, mas tuas correntes de apegos e medos não te deixam partir?
Olhe para dentro de ti agora... qual emoção te passa?
Se tivesse a possibilidade de escolher, seguirias o curso do rio, ou permaneceria na segurança do velho e conhecido lago?
Igual ao que acontece na natureza a vida esta repleta de possibilidades. Você não sabe o que se passa no outro lado, no entanto, é lá que a vida acontece.
Pode parecer confuso, mas aquilo ao que você se apega não tem sentido nem direção, não há nada que seja inferior ou superior a você, uma pequena folha de grama e as grandes estrelas são igualmente importantes para o equilíbrio da Natureza.
Livre-se do seu apego.
Dentro de ti, vive um grande potencial e você se sente um prisioneiro?
Do outro lado algo novo esta te esperando, existem novas dimensões e perspectivas para você descobrir, e hoje você pode escolher ser tão livre e flexível como as águas do rio.

BICHO – HOMEM
O manual de instrução geralmente vem em mandarim ou em braile ( daí a máxima o amor é cego!). Há partes dessa complexa máquina totalmente obscuras para a mulher: Por exemplo o botão que aciona a vontade de se comprometer em relacionamentos sérios e de preferência para vida toda!...Uma amiga que já convive com o “marido” aproveitou o dia dos namorados e colocou várias alianças numa cesta de café da manhã para que ele escolhesse a que mais lhe agradava...Teve como resposta: “Ainda não me sinto pronto pra usar isso” E olha que já convivem e têm um filho! A bichinha toda sem graça ainda teve que devolver as alianças para loja.
Geralmente os países baixos ( leia –se ,a partir do umbigo ) basta usar o controle remoto que liga rapidinho...Salvo em alguns casos que a pilha já está muito fraca, você tem que apertar, apertar até a luzinha acender. Tem vezes que não acende de jeito nenhum e o melhor a fazer é dormir sem o cine – corujão..Provavelmente no outro dia você vai acordar de mau humor querida! Ou troca por um modelo mais novo, ou usa o da vizinha ou compra pilhas alcaliníssimas!
Todos vêm com um dispositivo para gostar de futebol e ser fanático por um time. Já vi um modelo que pasmem...Tatuou o símbolo do time do coração na testa! Quando seus times perdem sentem – se como se um ente querido tivesse morrido. E ficam de cabeça quente pois não agüentam os adversários contando vantagem.
Funções que fazem toda a diferença: Não tem medo de matar barata, sabem trocar pneu e consertar chuveiros, colocam o quadro na parede com auxílio de furadeira ( objeto quase que impossível de ser usado por mulheres) , reconhecem a diferença de chave de fenda para chave de roda, comem toda a comida que sobra no jantar... , . Outra coisa que esqueci de advertir sentem um ciúme quase que doentio do próprio carro. Cuidado ao entrar com o pé sujo de areia ou deixar as crianças tomarem suco quando estiverem viajando...
Não adianta reclamar com o fornecedor TODOS os modelos existentes no mercado não reconhecem quando você corta o cabelo ou faz a sobrancelha, percebem que sua bolsa é nova ou de couro, discutem a relação por horas a fio ( nessa hora, sabiamente eles ligam no piloto – automático), te dão colo quando você está na TPM ( preferem manter uma distância segura ), acordam a noite toda enquanto o bebê chora de cólica, topam assistir sem reclamar um filme romântico ou o final da novela, vão a um programa feminino sem um homem para ter o que conversar...
É um utilitário e tanto. Modelos mais novos geralmente têm muita resistência e modelos mais antigos não perdem o charme e aproveitamos muito de seus quilômetros já rodados.
As mulheres erram pois não lêem o manual de instrução antes de usar ou costumam não ouvir a opinião das donas anteriores. Elas simplesmente acham que com elas vai ser diferente! Nem sequer acionam o GPS quando eles demoram pra voltar pra casa.
Há modelos de última geração que conversam e te ouvem. Aproveitam sua companhia e fazem questão da sua presença...São carísssimos e importados , daqui a alguns anos você consegue ter um. Vá fazendo sua poupança , Darling!
Há modelos geneticamente modificados que rejeitam totalmente a idéia de conviver com uma fêmea, só se sentem atraídos por iguais e não adianta inserir tecnologia de ponta eles não acendem a luzinha para a cor rosa só para a cor azul. Se proliferam no mercado a cada dia...Algumas compraram e devolveram a loja, outras estão tentando usar sem resultados animadores.
Aposto que , a partir de agora ,você vai pesquisar na internet como usar seu modelo com sabedoria, sem causar muitos estragos e de preferência ser a ÚNICA dona! Aprecie sem moderação . Estudos indicam que apesar das advertências e efeitos colaterais ter um desses faz um bem danado.

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

De chocolate quando estou na TPM;
Daquele romance proibido e os encontros secretos;
De quando vejo aquele lindo sem camisa, deitado na minha cama;
De ter as coxas da Ivete Sangalo;
De esganar as motos que me cortam pela direita ou que surgem do nada e avançam sem ao menos olhar;
De injustiça para os pobres e pretos e impunidade para os ricos, políticos, bandidos;
Da fome no mundo e dos que estão morrendo de fome neste momento, paradoxalmente minha geladeira está cheia de coisas gostosas e estou de dieta para baixar o colesterol;
De tanta violência anunciada nos jornais;
De programas que estimulam o lado mais obscuro do ser humano e são sucesso de público, principalmente entre os adolescentes;
De gente preguiçosa;
De ciúme exagerado;
De desculpa esfarrapada;
De quem tem inveja do sucesso alheio;
Dos incompetentes;
Dos nóias que matam e roubam sem nem ao menos saber o que estão fazendo;
Do desrespeito/intolerância com as mulheres, crianças, idosos e homossexuais;
De ser criança;
Do mar em dia ensolarado;
De ar-condicionado em dias quentes;
De um dia de princesa no salão;
De ganhar na loteria e realizar muitos desejos, ajudar os familiares e amigos;
De beijo de língua;
De viajar SEMPRE, de preferência com amigos bem queridos;
De conhecer os recantos de Paris com as dicas de Danusa Leão em seu livro “De malas prontas”;
De fazer mestrado;
De conhecer a vida e obra do maravilhoso José Saramago;
De saber de cor um poema de Drummond ou de Pessoa;
De ir a um cruzeiro com Roberto Carlos;
De assistir a um show da diva Maria Bethânia;
De rezar antes de dormir;
De ouvir conselhos quando se está em dúvida para uma decisão importante;
De chorar em final de novela ou em filme água com açúcar;
De férias;
De feriado;
De fim de semana;
De ter filhos e vê-los crescerem com saúde;
De ter um amor que valha a pena;
De dançar;
De cantarolar no trânsito ou no chuveiro;
De acender um incenso;
De picolé de limão;
De abraço apertado;
De receber elogios;
De dar o ombro pro amigo chorar;
De mãos dadas;
De soneca na rede;
De cafuné;
De massagem no pé;
Da vida simples no interior;
De ser honesto e ensinar isso às pessoas à sua volta;
De ser um BOM exemplo;
De escrever um livro no Facebook que tá bombando e colher os louros disso!
E você? Tem fome e sede de quê?

FAÇA A DIFERENÇA.

Quando as aflições te rondam,
Querendo te devorar...
Quando teu coração apertar
E percorrer o frio na espinha.
Quando sentir que o mundo
Vai se desmoronando...
Quando achar que tudo está perdido,
E não há mais uma saída...
Olhe o nascer do sol! Acorde!
Com ele nasce a esperança,
Que se renova a cada dia.
Não cruze os braços, recomece!
Mude o final de sua historia.
Aproprie-se de teus direitos
Seja na terra ou nos céus.
A tua vida pode mudar
O destino cruel de outra vida.
Insista, Lute, Vença!
Faça a diferença!!!!!

Aquele homem era metido a intelectual.

sobrecarregado de tintas amarelas, por falta de tempo ou algo qualquer, vivia aquela vidinha medíocre de fim de tarde nublado e jornais rasgados. Ele tomava vinho as sete horas da manhã e olhava pela sua janela o tempo passar. Tentava fazer algo a respeito mais decidiu que iria só ficar ali vendo o tempo correr. Lendo páginas insignificantes de Einstein, e tento um complexo de inteligencia francesa. Suas músicas eram todas melancólicas ao ponto de não terem um sequer refrão. Corre o tempo lá fora e não se tem mais rimas, as rimas acabaram junto com o chá na cabeceira de sua cama, e seus pares de meias amarelas se desprenderam faz tempo do varal…Até que chegue uma visita e lhe chame para tomar um café lá na esquina e versar sobre a vida continuara ali, parado sem iniciativa de começar novamente. Enquanto seus discos antigos tocam, ele olha um retrato velho na parede e se lembra -era essa moça que me abraçava- E as pessoas vão embora do mundo, mas sempre ficam cravadas em nossa alma.

Serei o seu amor

Serei o seu amor
de onde você vem
que você me fascina tanto
qual o lugar que você visita
pra ser tão bonita
e ter tamanho encanto
fala pra mim
qual o seu segredo
adoro sentir o seu cheiro delicioso assim
perto do meu sorriso
quero acalmar os teus medos
e te levar ao paraíso
meus dedos tocando a tua pele
e a minha boca beijando a sua alma
você me acalma e me fascina
você me salva da minha rotina
e me coloca no topo do mundo
onde eu e você somos eternos
nem Reis nem Vagabundos
apenas vivemos o amor mais belo
vestindo a nossa roupa
e olhando a nossa cara .
obrigado a você , por ser tão carinhosa
serei o seu amor
da forma mais gostosa ,
da forma mais linda ,
da forma mais rara .

"Não espere os outros para ser feliz"

Seria maravilhoso acordar e perceber que a gentileza reina...
que seu melhor amigo esta sorrindo....
que não há mais dor, sofrimento....e angustia...

mas voce acha que isso é um sonho não é?
Porque não acordar e fazer uma gentileza?
ou sorrir para seu melhor amigo?
Por que não tentar?
a gente espera de todos uma reação
mas a reação começa por nós mesmos...

Trago comigo a certeza de que não se pode confiar em ninguém. Preferia acreditar que não, mas é verdade.
E trago comigo também a certeza que não importa o que você diga, suas palavras sempre serão distorcidas e as pessoas só irão acreditar naquilo que elas quiserem.
E o pior: algumas ainda irão lhe tratar como se nada tivesse acontecido.

Sempre ou em algum momento olhamos para ele
E o pensamento voa...
A magia, o encanto, questões sem respostas surgem
Seja no silêncio da noite, seja nos sons do dia
Seja no ritmo do entardecer
Lá está ele com nossos pensamentos...
Azul escuro, azul claro, índigo, cinza,
Com nuances de laranja e rosa
Com nuvens brancas da Paz
Com Estrelas, com Lua, Planetas, com Sol
Com Arco Íris, lá está ele para ser contemplado
Seduzindo, exercendo atração, chamando a atenção
Lá está ele...
O céu! Seu infinito céu azul!

Já desisti de entender algumas coisas na minha vida...

Alguns sentimentos, algumas pessoas...

Simplesmente deixei que o tempo possa me dar todas essas respostas...


É engraçado quando a gente traça planos pra nossa vida, e como um vento que faz voar todas as folhas soltas, Deus vem e muda todos esses planos...

É estranho se sentir vulnerável de novo, quando a gente acreditava que teria pra sempre o controle total dos sentimentos, da vida...


Eu acreditei que só abriria de novo meu coração "quando eu quisesse" (leia-se: nunca mais), e que não deixaria ninguém tomar um espaço maior do que o que eu estivesse disposta a oferecer dentro dele...

Eu acreditei que teria o controle absoluto das minhas emoções, dos meus sonhos, dos meus desejos, dos meus planos...

Tive a audácia de acreditar que eu ia comandar e que não ia cair de novo nesse desconhecido sentimento...


Pois é...Aí veio Deus e me mostrou que eu não sei é de nada! E que os planos Dele pra mim, quem cuida, é Ele...rs..

E, se Ele diz q vou me apaixonar de novo, que vou perder todo controle sobre os meus sentimentos de novo, quem sou eu pra dizer que não....

Tão grande a sabedoria de um homem ao ponto de enxergar tamanha felicidade onde ninguém mais tem olhos, feliz por ser único amado e amar, feliz por saber que não se corrompeu aos que todos dizem, feliz por descobrir o amor com seus sentidos, por tocar, por cheira, por beijar... não porque alguém o influenciou.. O amor causa medo, e espanta o mais fracos, mais somente os mais corajosos pode um dia dizer:
-Eu enfrentei o desconhecido e o vencir...
Hoje eu tenho o meu amor!!!