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Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

para a mãe que já não está entre nós

hoje é o dia de visitar a recordação,
onde a celebração da vida é saudade.
do vazio o meu, parabéns, em oração,
e neste abraço que se faz pela metade,
minha saudação.
nesta data querida, de descontinuidade...
a gratidão, o amor, em contas dum rosário,
de lembrança, de afeto, onde a dor brade.
onde estiver, mãe, feliz aniversário!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
julho
Cerrado goiano

Bolero de inverno no cerrado

No cerrado, seco, o sol da manhã
Nos tortos galhos, o ipê, a cortesã
De um inverno, em uma festa pagã
Desperta o capricho do deus tupã
Degustando a aurora tal um leviatã

E numa angústia, o orvalho, num afã
Do céu azul, num infinito, de malsã
Craquela o dia no seu tão árido divã
Do duro fado, tão pouco gentleman
E tão árido, tal uma agridoce romã

E vem o alvor, com o frígido de hortelã
Bafejando poeira cheia de balangandã
Tintando a flora em um rubro poncã
Zunindo o vento tal um som de tantã
Num bolero ávido por um outro amanhã...
São gemidos, uivos, sofreguidão
Correndo pelo sulco do cascalhado chão
Emergindo desse pântano, ressequida solidão.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 27 julho 2018
Brasília, DF

Iury
O problema não é você ficar voltando, o problema é que eu sempre espero mais de você, sempre acho que vai ser diferente, mas nunca é, é sempre igual, você diz que sente minha falta, mas não larga dela, das duas uma, você gosta dela ou é muito frouxo para terminar com ela. E eu tô muito cansada mesmo, cansada de ter paciência, de perder meu tempo com quem não se importa, cansada de ter que esperar que o tempo passe, que o tempo cure minhas feridas, não aguento mais isso.
Você não me deixa em paz, nunca e sempre penso, não dessa vez ele vai me deixar livre, mas isso, nunca acontece.
Dezembro de 2017

Vontade de Chorar -

Nunca pensei como seria chegar aqui.
Que momento infame,
que hora vil e cruel ...
Ter que te dizer adeus!
Que Astros há no firmamento do
teu dia?!
Para onde está direccionada a Cabeça
do Dragão?!
Quem de longe te chama?!
Já nem ouves quem te cerca!!!
Que voz é essa?! Tão forte, tão intensa,
tão profunda?!
Quem são esses que se aproximam do
teu leito e te envolvem em lençois de Luar?!
Só tenho vontadede te ver ...
Só tenho vontade de chorar ...


R.I.P. Maria Flávia de Monsaraz

Ah, o amor
Me disseram que o amor é dor
Que é a morte em forma de ilusão
Me disseram que ele p'ra quem foi machucado
É sofrimento, não salvação

Ah, o amor
Porque vem de forma tão avassaladora
Queria poder lhe defender
Mas, esses corações machucados
Perdoe-me, preciso compreender

Ah, amor
Você realmente é inevitável
É impossível lhe previnir
Mas, por Obséquio...
Nesses corações machucados
Entre, costure retalhos
Porque, p'ra quem tanto sofreu
O amor é pura ilusão

INCONTENTADO (soneto)

Saudade sem dor, amor sem fantasia,
Que aperta o suspiro dentro do peito,
Que no sim perpetuado, assim queria,
Que nada mais se sente tão satisfeito.

Emoção, que o doce sossego repudia,
Na palavra rude dita sem o respeito,
E, tirando dos sorrisos toda a alegria,
Fica ferido, e sem qualquer proveito.

Que viva sempre a sede e a tua fome,
Paixão sem queixa, e sem lamento,
E que ebule o amor em suas rimas.

Sempre tenha, o nome que consome,
Que eu tenha sempre, contentamento,
No incontentado amar e suas pinimas.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

ASSIM QUISERA EU (soneto)

Assim quisera eu, outra sorte
Ter o agrado dum amor afora
Sem o silêncio jaz de outrora
Onde o eu a alguém importe

De sol à lua, da vida à morte
O tempo veloz, age: e, agora
Se fico ou se vou dali embora
Nas asas dum sonho aporte

E logo, aquele: o ter podido!
Partido na saudade que chora
Chapada numa vil recordação

Assim, eu, poeto aqui perdido
Ideando! Devaneando na hora
Saudoso de ti: ignota paixão...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano.

Solidão

Estar só a todo instante
Com pensamento distante
Pensar em si é mais importante
A viver com acompanhante

Autossuficiente
A todo momento
Não divide sentimento
Vive sem ressentimento

Felicidade é encontrada
Em algo que agrada
Sua vida solitária
Sem alegria compartilhada

O silêncio em que vive
É porque insiste
Em guardar pra você
O que jamais irá saber

Resolve sozinho
O que há no caminho
O que falta na vida
É amor e carinho

Roney

CERRADO EM PRECE (soneto)

Cerrado é a candura do tardar do dia
Quando a poesia dos sinos, em trova
Choram o clamor do donzel ave maria
Canonizando ao encanto a boa nova

O sertão de alma sempre em prova
De messe varia no chão em teimosia
Toda a glória, resignação que renova
Do sereno à sequidão que então ardia

Da tua fulgência aos olhares é certo
Tua imensidão nos faz tão pequeninos
Céu de estrelas, em divinos pirilampos

E em uma prece a Deus Pai, decerto
Enaltecemos. Estes júbilos tão divinos
Da pluralidade de seus remotos campos

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro, 14 de 2018
Cerrado goiano

"É melhor ser um pé de madacaru, do que uma árvore que dá sombra . Sabe por quê? Porque sendo um mandacaru, ninguém ousará a mexer contigo e muito menos aproveitar-se de você. Mas,se preferir ser uma árvore que dá sombra,fique na certeza, de que todos a sua volta,irão aproveitar-se de você e de sua boa vontade,como se não houvesse amanhã."

---Olívia Profeta---

Eu procuro um amor

Eu procuro um amor que ainda não senti.
Diferentede todos que eu vivi.

Eu procuro um amor quente, ardente, porém suave que traga paz dentro da gente.

Eu procuro um amor que goste de receber flores, porque flores é o extase de todos os amores.

Eu procuro um amor que tenha cheiro e sabor, porque tudo pode quando existe amor.

Eu procuro um amor , que seja tão meu que meus pensamentos quase seja os seus.

Eu procuro um amor pra vida toda, sem rimas, onde apenas me sinto realizado com minha escolha.

Sandro Teixeira

MADRUGADA DE JULHO DE 2015

Nesta madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
13 de julho, 2015
Cerrado goiano
Falecimento do meu velho pai.
(José Lino Spagnol)

Não vamos nos esquecer que as coisa do Espírito só conhece quem é do espírito. Portanto, é desnecessário e exaustivo debater com quem não conhece as coisas espirituais, porque o assunto sempre será desconhecido, e causará polêmicas até que o indivíduo tenha o seus olhos " espirituais" abertos, caso contrário, o assunto espiritual nunca soará bem nos ouvidos de quem vive o natural (Carne)
Os entendidos entenderão.

Vestígios de Você

Acordado ou dormindo eu vejo você, são tantos os sinais, são tantas as lembranças,
aprendi a enxergar as tuas qualidades e a tua sinceridade em outras pessoas, encontrei em outros sorrisos uma magia semelhante,
o tempo tem passado rapidamente, mas ele não consegui levar você, a tua história é incompleta na minha vida e deixou marcas inesquecíveis,
observo em outros olhares o amor nascendo e vindo na minha direção como veio você, cada vez que me sinto amado, sinto o teu abraço apertado,
Carrego no meu coração uma saudade devastadora, tento encarar a distancia de frente, mas no momento ele é mais forte, escrever uma dor alivia mas não supera.

Amor, vida

O amor já nasce conosco.
Amor não se faz, se cultiva
deixa-se crescer.
Depois de amadurecido o
soltamos, e pela vida o
carregamos dividindo-o com
quem com ele se afine.
Amor não se define,
é algo que dentro do peito
criado se espalha, só bem faz
aos que conosco o compartilhe,
esparrame, divida.
Amor não se guarda, se dá, e
quanto mais o dermos, maior
quantidade vamos ter.
Amor é vida, melhor tê-lo
para melhor viver, quem ama tem
o coração leve, sabe dar sem se
preocupar com o quanto vai receber.
Feliz é quem em abundância o tem,
sempre terá um motivo maior,
para viver.

Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

►Horizonte

Estou chorando, pensando em você
O telefone está tocando, mas não irei atender
Não consigo me reerguer, me sinto fraco
Não sei o que fazer, me sinto a mercê da dor
As memórias não cessam o fogo
As minhas lembranças me deixam afoito.

No esquecimento eu reservei um assento
Um lugarzinho, para que você possa descansar
Um vazio, que jamais poderei silenciar
Não tema, digo aqui, em um tolo poema incompleto
Que sempre a amarei, pergunte ao horizonte
Ele sabe bem o quanto sinto sua falta, daquele campo florido
O quanto sinto saudade de nós dois sorrindo
Do seu beijo me causando arrepios
Do meu abraço segurando forte o meu mundinho
Mas, como uma brisa suave, esse tempo se foi
Se foi, para sempre e não voltará, não mais
Hoje vivo a solidão, que sempre te traz de volta
Como uma miragem em revolta, me atacando.

Estou chorando, não sei quando terminarei
Mas sei que contigo sempre sonharei
Prometo que guardarei você nestas minhas rimas
Frases líricas, sofridas, para ti, linda
Guardarei o desejo que eu tento arduamente calar
O desejo de te carregar, te beijar sem parar
Me afogar em seu mar, como um dia eu fiz
Como no dia em que eu fui realmente feliz.

DELÍRIO (soneto)

Descalço, mas pro cerrado não cabe tento
Em no teu chão, a total admiração extasia
E, em frêmitos pasmos, o meu olhar dizia:
- suntuoso, com todo possível argumento

Cantam os jatobás, encantados, ao vento
Fremente, os Joãos, Marias... os bóias-fria
Vão nos caminhos, cada qual na teimosia
Fazendo do dia em um novo nascimento

Em suspiros, seriemas, num agudo grito
No horizonte se misturam com o infinito
Regendo a alma do sertão num frenesi...

Neste fazer arrepiar em um doce arpejo
Na admiração, a diversidade em cortejo
Tudo se cala, ordena o delírio... Obedeci!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/11/2018, 06’06”
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto)

Talvez ilusão, quando senti, mas sentia
Que, ao desânimo da alma nela enleada
Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia
Numa preamar de esperança prateada

E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada
Assim em cada raio, aí então eu resistia
E construía degraus nesta dura escada
Mesmo que se risco corria... ou se feria...

Tu, alegria sagrada! E também, capital
Sede das sedes!... que venha por nós
Tal reticências, e não como ponto final

E, ó desejada! E tão buscada, aporte
Como um emaranhado de um retrós
Súbito. Vi que rompe na medida sorte!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Alguns por gostar, outros por amor verdadeiro.
Alguns por carência, outros por apenas sexo.
Uns Por estarem sozinhos, outros por clichê de encontrar a cara metade.
Os piores ficam por pena, já outros se deixam serem humilhados...
Neste século de valores trocados onde o importante não é o caráter e sim o status, onde querer viver um amor verdadeiro é devaneio, onde ética e empatia valem menos que likes no facebook, as pessoas se sujeitam a falsos amores apenas por capricho, se corrompendo e tornando-se cada dia mais falsas.
Uma reverência aos verdadeiros, pelos que buscam mais que aparência, para os que fazem o próprio destino ao invés de se deixar manipular por essa sociedade podre, aos que nasceram no século errado, esse século da imoralidade não é nosso.
Somos mais que cascas vazias, sentimos e somos intensos, somos românticos e carinhosos, reciprocidade é o que nos conquista.
Mesmo os tempos sendo difíceis ainda há uma boa causa por qual lutar e é fazer valer o verdadeiro significado da palavra amor.

Decepção à Regra

Sentar-me e
ver os outros passar é o
meu exercício favorito. Entretém.
Não esgota.
É gratuito. Neste meu jogo-do-não
são os outros que passam
(é aos outros que reservo a tarefa
de passar). Lavo daí os pés.
Escrevo de dentro da vida.
Pode até parecer que assim não
chego a lugar algum mas também quem
é que quer ir
ao sítio dos outros?