Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Lembra-te, quando fomos condenados
a magoa eterna da separação,
e a dor, o exílio, os anos fatigados,
me houverem corroído o coração;
pensa no extremo adeus, nesta triste existência!
Para quem ama, o tempo é nada, e é nada a ausência.
Meu pobre coração, até morrer,
sempre te há de dizer:
Lembra-te!
Lembra-te
ainda quando paz sem termo
ele, extinto, gozar na terra fria;
e quando, em meu sepulcro, a flor do ermo
Desabrochar suavemente um dia!
Não mais tu me hás de ver;
mas, onde quer que vás,
junto de ti minha alma - irmã fiel - terás!
E, alta noite, hás de ouvir a voz desconhecida,
murmurando sentida:
Lembra-te!
Amor Pra Recomeçar
Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem.
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Eu desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar.
Pra recomeçar.
O que ela ainda não sabe é que quando ela apareceu e me deu aquele tarde boa, minha vida mudou. O que ela ainda não sabe é que cada tapa que ela me dava, eu ficava com vontade de pular naquele pescoço dela. O que ela ainda não sabe é que cada dia que eu passava ao lado dela, eu ficava mais viciado nessa sedução toda. O que ela ainda não sabe é que ela me intimidava deliciosamente. O que ela ainda não sabe é que eu me apaixonei de verdade, não isso ela sabe, e que eu fugia desesperadamente do alcance de suas garras.
Mas o que todo mundo sabe é que não se pode fugir por muito tempo daquela que te desperta esse sentimento desgraçado que é o amor.
Quer que eu diga, quer?
Te amo, Re...
Depois que você me mandou limpar os óculos.
A mesa rodava, as luzes insistiam, os barulhos iam cessando como um prêmio e as pessoas tentavam me aquecer. Eu sabia que estava sendo amada, talvez como nunca em toda a minha vida. Mas só tinha olhos para os pêlos do seu braço. Eu olhava como quem não olha e me dizia baixinho: olha eles lá, olha lá os pêlos que eu tanto amo sem mais e sem fim.
Matei finalmente a saudade do seu dedão. Seu dedão meio largo, meio torto, com a unha que preenche todo o dedão. Eu amo o seu dedão, amo sua unha meio roxa, amo a semicircunferência branca que sai da sua cutícula e vai até o meio da sua unha, amo a sua mão delicada que sai de um braço firme. Amo que os pêlos da sua mão pareçam meio penteados de lado.
É isso, sei lá, mas acho que amo você. Amo de todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem o seu ar. Sem idade, porque a mesma vontade que eu tenho de te comer no banheiro eu tenho de passear de mãos dadas com você empurrando nossos bisnetos.
E por fim te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano.
Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você.
Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente. Eu acredito que ainda vou voltar a pisar naqueles cocôs da sua rua, naquelas pocinhas da sua rua, naquelas florzinhas amarelas da sua rua, naquele cheiro de família bacana e limpinha da sua rua. Como eu queria dobrar aquela esquininha com você, de mãos dadas com os pêlos penteados de lado da sua mão.
Outro dia me peguei pensando que entre dobrar aquela esquininha da sua rua e ganhar na mega-sena acumulada, eu preferia a esquininha. A esquininha que você dobrou quando saiu da casa dos seus pais, a esquininha que você dobrou chorando, porque é mesmo o cúmulo alguém não te amar. A esquininha que você dobrou a vida inteira, indo para a faculdade, para a casa dos seus amigos, para a praia. Eu amo a sua esquininha, eu amo a sua vida e eu amo tudo o que é seu.
Amo você, mesmo sem você me amar. Amo seus rompantes em me devorar com os olhos e amo o nada que sempre vem depois disso. Amo seu nada, apenas porque o seu nada também é seu.
Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz. Deixo você se virando sozinho, se dobrando sozinho. Virando e dobrando a sua esquininha. Afinal, por ela você também passou quando não me quis mais, quando não quis mais a minha mão pequena querendo ser embalsamada eternamente ao seu lado.
O que é que é
que todos sentem
é igual e diferente
e sendo comum a todos
é sempre pessoal
e dependente?
O que é que é
que na batalha vence
o cabo e o general
que se dá no peito
de pobre e industrial
e transforma santo
em marginal?
O que é que é
que se pensa coisa humana
mas tem força animal
e sendo comezinho
é também transcedental
e posto que concreto
é abstrato e real?
O que é que é
que não se pode interromper
como se fosse vício
e a que a gente se entrega rindo
ignoranto o suplício.
Que coisa é essa
para o qual o médico
não tem medicamento
o engenheiro
não tem compasso
o ator
não tem disfarce
e o jardineiro
mesmo arrancando
nasce?
O que é que às vezes
começa sorrateiro
sem ser sentido
que não se tendo antes
experimendato e vivido
quando surge
é logo reconhecido?
que faz do mais tíido
atrevido
e do mais afoito
comedido
que quando mais cortado
mais comprido
e prazeroso
mesmo sofrido?
Oque é que é?
Quem souber
Sabe o que eu digo.
Ai, a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão..
As vezes dá vontade de fazer tudo errado. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e nao estar nem ai pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que nao aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios de sex in the city, uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. Ok? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago
Devemos participar também de todo o sofrimento que nos cerque. O que cada um de nós possui não é um corpo, mas um processo de crescimento que nos leva a experimentar todo tipo de dor. Assim como uma criança evolui através de todos os estágios da vida, até à velhice e à morte (cada um desses estágios aparentemente inatingível a partir do outro, seja por medo ou frustrado desejo), também evoluímos nós (não menos profundamente ligados à humanidade do que a nós mesmos) através de todo o sofrimento deste mundo. Não há lugar para justiça ao longo desse processo, da mesma maneira que não há para o medo da dor ou a atribuição de qualquer mérito a ela.
(Contos, fábulas e aforismos)
Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento, o guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer.
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuropassado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência...
Não espere um sorriso para ser gentil
Não espere ser amado para amar
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado
Não espere ficar de luto para reconhecer o que hoje é importante em sua vida
E especialmente quem hoje é importante em sua vida
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar
Não espere a queda para lembrar-se do conselho
Não espere a enfermidade para reconhecer o quão frágil é a vida
E quanto você deve cuidar dela
Não espere pessoas perfeitas para se apaixonar
Não espere a mágoa para pedir perdão
Não espere a separação para buscar a reconciliação
Não espere a dor para acreditar em oração ou adquirir a fé
Não espere elogios para acreditar em si mesmo
Enfim, não espere
Não espere ter tempo para servir
E não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado
Não espere o "eu te amo" para dizer "eu também"
Não espere ter dinheiro aos montes para contribuir e ajudar alguém
Pare de esperar
A vida é feita do presente
É vivida hoje
Se aprende com o passado
Se deseja coisas para o futuro
Se sonha com o futuro
Mas se vive no presente
Portanto,
Não espere o dia da sua morte
Sem antes amar a vida verdadeiramente
Somente você é capaz de não esperar
Você...
Brincou de passar o anel e de corre cotia?
Usou caneta de 10 cores com cheiro de tutti-frutti?
Usou botas de chuva vermelha ou azul pra lavar o quintal ou ficar andando por ai? Colecionou figurinhas de bichinhos que vinham no chocolate Surpresa? Ou tinha o albúm de figurinhas da Moranguinho? Da melhor novela que você ja viu até hoje (Carrossel) ou dos Super Heróis Changeman, Ultraman, Jaspion? Morria de pena do Cirilo e odiava a Maria Joaquina? Pulava de pogobol? Nossa...lembra? Pulava corda com aquela musiquinha "um homem bateu na minha porta e eu abri, senhoras e senhores, ponham a mão no chão..."? Brincava de Uni-Duni-Tê, Salamê-Minguê, o sorvete colorê, o escolhido foi vô-cê!? Assistia "Caverna do dragão", "He-man" e não tinha problema em gostar da Xuxa (e você gostava)e cantava a musiquinha "Uni duni tê, ôôôô, salamê-minguê, ôôôô, sorvete colorê, sonho encantado onde está você"? E a musica do Didi "Amigo do peito"? Cantava a musica do comercial do Guaraná Antartica "Pipoca na panela, começa a arrebentar, pipoca com sal, que sede que dá..." e do pirulito que bate-bate que tinhha aquela helicinha pra você girar e fazer com que ele voasse? Fazia brincadeira do copo e depois ficava morrendo de medo? Amarrava uma bandana na cabeça pra fingir que era o Rambo? Queria ter os óculos-canudo do Chaves? Hahahahahaha. Dançava "Não se reprima" do menudo? Se você respondeu afirmativamente a maioria das perguntas ou teve um ataque de risos durante a leitura deste texto, se sentiu uma sensação gostosa no peito de saudade,você é um privilegiado, como eu, pois a felicidade é o resultado de vários fatores na nossa vida e, um deles, pode ser medido pela forma como encaramos nossas lembranças. Fala sério...e no futuro, do que as nossas crianças atuais irão lembrar? Do "É o Tchan"? Da Carla Perez rebolando até o chão? Da Feiticeira? Da Tiazinha? Da Bandida do Funk? Dos bate-papos virtuais no MSN, da Internet e dos Video-games Playstation I, II e III? Do Pókemon, da dança da motinha? Acho que a nossa foi a ultima infancia feliz...quem sabe pelo menos nós temos consciencia de que fomos felizes, afinal, pulamos elástico, nadamos em rios, brincamos de esconde-esconde e, talvez, alguns de nós até trocaram cartas pelo correio, cartões de natal não virtuais...é, acho que nós fomos mais felizes.
Decálogo da quotidianidade do Papa João XXIII:
1. Somente hoje, procurarei viver o presente (em sentido positivo), sem querer resolver o problema da minha vida inteiramente de uma só vez.
2. Somente hoje, terei o máximo cuidado pelo meu aspecto: vestirei com sobriedade; não levantarei a voz; serei gentil nos modos; ninguém criticarei; não pretenderei melhorar ou disciplinar alguém, a não ser eu mesmo.
3. Somente hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.
4. Somente hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem aos meus desejos.
5. Somente hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando que como o alimento é necessário para a vida do corpo, do mesmo modo a boa leitura é necessária para a vida da alma.
6. Somente hoje, realizarei uma boa acção e não o direi a ninguém.
7. Somente hoje, farei algo que não gosto de fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, farei de modo que ninguém perceba.
8. Somente hoje, organizarei um programa: talvez não o siga exactamente, mas o organizarei. E tomarei cuidado com dois defeitos: a pressa e a indecisão.
9. Somente hoje, acreditarei firmemente, não obstante as aparências, que a boa providência de Deus se ocupa de mim como de ninguém no mundo.
10. Somente hoje, não temerei. De modo particular, não terei medo de desfrutar do que é bonito e de acreditar na bondade. Posso fazer, por doze horas, o que me espantaria se pensasse em ter que o fazer por toda a vida.
PAI ESTEJA COMIGO
Pai sempre que saio em minha moto, me lembro de te pedir pra ir comigo nela. Sei que muitas vezes não mereço que conduza ela pra mim, mas se vier deixar de fazer isso, por favor lhe peço pegue a sua e esteja do meu lado... pois sem ti nas estradas desta vida, a minha queda será certa.
A cada dia que passa eu gosto muito mais de você.
Estar ao seu lado é maravilhoso, estamos construindo nossa história e o nosso relacionamento tem me dado muita alegria.
Você é uma pessoa que demonstra seu sentimento de uma maneira pura, e isso realmente me encanta e muito.
Cada sorriso, cada beijo, cada toque seu me faz a cada dia mais envolvido no seu universo.
Gostaria de te dizer mais e mais o quanto estou feliz por ter você, te dizer de tudo que está guardado e tem acontecido dentro de mim.
Mas nessa hora demonstrar com atitude é muito melhor.
Essa conquista diária é o que me fascina o tempo todo.
Espero que passemos muito tempo juntos e que o nosso futuro seja tão belo quanto o nosso presente.
Um beijo de quem a cada dia aprende a gostar mais e mais de você.
A QUE ESTÁ SEMPRE ALEGRE
Teu ar, teu gesto, tua fronte
São belos qual bela paisagem;
O riso brinca em tua imagem
Qual vento fresco no horizonte.
A mágoa que te roça os passos
Sucumbe à tua mocidade,
À tua flama, à claridade
Dos teus ombros e dos teus braços.
As fulgurantes, vivas cores
De tua vestes indiscretas
Lançam no espírito dos poetas
A imagem de um balé de flores.
Tais vestes loucas são o emblema
De teu espírito travesso;
Ó louca por quem enlouqueço,
Te odeio e te amo, eis meu dilema!
Certa vez, num belo jardim,
Ao arrastar minha atonia,
Senti, como cruel ironia,
O sol erguer-se contra mim;
E humilhado pela beleza
Da primavera ébria de cor,
Ali castiguei numa flor
A insolência da Natureza.
Assim eu quisera uma noite,
Quando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,
Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,
E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, irmã, meu veneno!
Como eu queria cuidar de você.
Fazer você feliz todos os dia com você.
Acordar ao seu lado.
Fazer a primeira oração do dia junto e as primeiras palavras depois de falar com deus, fosse eu amo você
Levar café para você na cama,
Todos os dias
Arrancar um sorriso seu mesmo quando o dia não for dos melhore,
Preparar sua refeição e ser sua sobremesa
Saber como foi seu dia antes de qualquer pessoa,
O que mais me dói e não poder fazer isso,
E a pessoa que tem essa oportunidade jamais fazer
Dói saber que tens um relacionamento machucado pela falta de atenção e de carinho
E sequer posso cuidar de suas feridas
Te amo
Sempre te amarei
Mesmo sabendo que nunca terei você
Só pra mim...
AUTORRETRATO
Meu nome é Cristiane, mas pode me chamar de Cris! Nasci no dia 10 de setembro de anos passados. Sou de virgem ascendente Escorpião. Ou seja, uma chorona com temperamento explosivo. Não sou uma pessoa fácil, confesso! mas já quis ser diferente.
Vivo com os sentimentos a flor da pele...
Morro de saudade dos tempos do colegial, das farras da faculdade, dos amigos de infância e de alguém especial. Choro de saudades do meu querido pai que se foi! Sinto saudades também de um tempo que não vivi. Adoraria ter vivido na década de 50, e ter conhecido Elvis. Diria a ele que Aways of My Mind foi feita para mim.
Não posso viver sem música. Acredito que meus 257 músicos prediletos me dão o melhor gosto musical do mundo. Adoraria cantar como a Marisa Monte. Queria muito ter ido a um show do Legião Urbana.
Para mim, escrever é uma terapia. Gostaria de escrever como o Renato Russo, ou a Clarice Lispector. Amo as poesias de Vinicius de Moraes e o romantismo negro de Edgar Alan Poe.
Sou apaixonada por Pearl Jam. Nunca comprei um disco do Pearl Jam.
Tenho medo do escuro, mas, não tenho medo da morte. Amo viajar, mas muito raramente viajo! Gosto de dormir tarde e acordar cedo.
Me apaixono com certa facilidade mas tenho medo de compromissos!
Meu primeiro beijo foi aos 13, me apaixonei a primeira vez aos 19, me apaixonei pela última vez aos 26. Já gostei muito e fui rejeitada, já magoei um coração e me arrependi. Não tenho sorte no amor e tão pouco no jogo. Não ligo para dinheiro! Queria ter muito dinheiro para dar muitos presentes!
Sou muito desastrada, já perdi a conta de quantos tombos levei na vida. Nunca quebrei um osso.
Agradeço a Deus pelo céu estrelado, e por minha linda e numerosa família. Tenho inúmeros Conhecidos, alguns colegas, pouquíssimos amigos, e nenhum inimigo. Não odeio nada e nem ninguém, mas pouquíssimas pessoas me encantam.
Amo as tarde de outono, céu nublado, cheiro de grama molhada. Amo a natureza. Não gosto muito de natal, mas gosto de ver a cidade enfeitada.
Adoro tirar fotos, e tenho um medo inexplicável por fotos antigas em preto e branco.
Tomei dois porres na vida; O primeiro foi no réveillon de 99, quando mudei de cidade, e o segundo em 2002 no 1 ano da faculdade. Tirando isso, bebo com certa moderação. Para mim, coca cola é a melhor bebida do mundo. Cerveja gelada combina com Boteco e Amigos. Vinho tinto combina com jantar a luz de velas, e chocolate quente combina com frio. Bebo café demais e água de menos.
Tenho manias extremamente estranhas como estalar todos os dedos das mãos a cada 15 minutos, guardar coisas debaixo da cama, cheirar tudo o que ponho a mão e ir ao cinema sozinha. Amo cinema!!! Devo ter assistido uns 1000 filmes na vida, mas posso fazer uma lista dos que realmente valeram a pena.
Sou idiota às vezes, mas na maioria das vezes me faço de idiota. Detesto regras sociais e falso moralismo. Não suporto crueldade. Amo todos os animais do mundo. Amo todas as crianças do mundo! Amo tudo, muito mais que deveria!
Às vezes preciso ficar só, e algumas vezes me sinto muito só. Para mim noite chuvosa num quanto escuro ao som de Beethoven é o ideal de descanso. Sou meio estressada por natureza, e também muito radical. Sou também critica e, em geral muito observadora, me empolgo com facilidade e às vezes falo rápido demais. Estou sempre correndo!
Já quis parar o tempo, já quis avançar o tempo. Já quis esquecer o tempo!
Já quis ser medica atriz, diplomata. Nunca quis ser Presidente da república. Não gosto do senso comum. Mas tenho bom gosto! O dia mais triste de minha vida, foi quando perdi meu pai. O dia mais feliz, ainda não aconteceu. Choro por qualquer motivo! Nunca chorei de felicidade. Gosto de ouvir a verdade, mas acho que verdade demais às vezes machuca. Não sei ser meio amiga, ou quase amor. Sou tudo ou nada. Gosto de ajudar os outros, mas dificilmente peço ajuda. Não gosto de quem me faz sofrer, não suporto ver alguém sofrer. Gosto de ser assim como sou, mas meus amigos dizem que eu mudo demais.
Meu nome é Cristiane. Mas pode me chamar de Cris.
Breve me mudo.
Estou de partida. Breve me mudarei para a curva do teu braço. Busco a terra sem vento, a mansa terra do teu peito. E a batida surda e quente do magma mais profundo para embalar o meu sono. Busco a tranquilidade da enseada. Já conheci as águas que eu preciso saber. Fui bem além das colunas de Hércules, e há muito descobri que, por mais longe o mar, jamais despenco.
Desbravei os mares, lancei-me por entre espumas. Naveguei seguindo as estrelas do céu, contando as estrelas do mar, até chegar a portos dos quais nem suspeitava a existência.
Agora é tempo de lançar meus braços'a água, deixando que enlacem nos rochedos ancorando - me ao meu destino. Escolho o teu lado esquerdo , onde me beija o sol poente. E espero que tua mão direita amaine minhas velas.
Assim, acima do teu coração, encosto a cabeça. E pequena como um grão, deito raízes. Aprenderei a conhecer-te através da planta dos meus pés, como o cego sabe onde pisa, como o índio que conhece a trilha.
Se for mansa a maré das colinas, terei certeza de que dormes, ou pensas em silêncio.Se de repente meu solo se encrespar tangido por um vento só seu, será o frio que te toca. O medo, saberei no tremor subterrâneo. E quando o suor correr farto enchendo rios sem peixes, ameaçando me levar, será tempo de calor, será o verão cantando na tua pele.
Aprenderei a tatear-te com as mãos, procurar meus caminhos nos vales dos músculos. Fluirei devagar, dormirei nas axilas. Não preciso de casa. Não preciso de abrigo. A terra de tua carne é quente, e nada me ameaça. Posso deitar-me nua, tranquila, ou ficar acordada olhando para o alto. O céu é calmo, as nuvens passam indo a outros lugares. Nenhuma traz a chuva ou a tempestade.
Não preciso de pente, não preciso de panos. O orvalho da tua pele me banha de manhã, e a tua respiração arruma os meus cabelos. Só quero um cavalo. Galoparei com ele as dunas do teu corpo, descerei pelos braços, avançarei pelas mãos, arriscando-me a queda nos penhascos dos seus dedos.
Explorarei teu ventre, matarei minha sede no poço do teu umbigo. E armada de desejo, penetrarei na selva de teus pêlos, emaranhada e perfumada noite, delta dos sumos, labirinto que imperioso me chama e suave me perde.
Só depois, percorridas as pernas, visitado os pés, voltarei corpo acima ; ventre, peito, subindo em peregrinação até o pescoço, repousando no vale da omoplata. Talvez leve um cantil, para a dura escalada do teu queixo. Subirei com cuidado, procurando a caverna das orelhas para repouso e abrigo. Barulho não farei, prometo. Nada que te perturbe.
Talvez no dia seguinte, ou mais ainda, passando-se outro dia na difícil subida , eu procure chegar até os teus olhos. Se estiverem fechados , sentarei com paciência esperando o milagre da íris descoberta, o nascer dos olhos que se renova a cada despertar, o astro de luz surgindo sob o horizonte da pálpebra . Se estiverem abertos, sentarei a beira deste lago, fonte, olho d'água, encantada com a dança dos reflexos ilusórios, peixes deslizando suas sombras sobre um fundo sem algas. E haverá um momento em que vencendo o medo, mergulharei na transparência para nadar em direção ao redemoinho negro da pupila.
A aresta do nariz é perigosa. Eu bem conheço sua linha sinuosa , sua falsa maciez sobre o duro arcabouço. Não convém que a acompanhe. Seguirei pelo lado, encostando -me as
ventas, esgueirando-me para não ser tragada. Não tentarei desvendar o mistério do sopro.
A boca chegarei com respeito. Irei pelo canto, para descer ao lábio inferior, o mais carnudo. Avançarei deitada, rastejando de leve na pele úmida, até chegar a borda. E me debruçarei sobre suas palavras...
Breve me mudo para a curva do teu braço. Não saberei mais de você do que já sei. Nem você saberá mais de mim. Mas talvez assim tão perto , encostada na raiz do teu ser, eu possa me esquecer de onde começo, e me esquecer em ti na minha entrega...
LIBERE A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ!
NÃO IMPORTA A IDADE, MANTENHA A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ LIVRE.
SÓ ELA TE LEVARÁ A CAMINHOS ESQUECIDOS NO TEMPO, LUGARES ONDE AINDA EXISTE ALEGRIA.
LIBERE A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ!
Vamos comparar a diferença das atitudes entre crianças e adultos?
O adulto diz: - Não coma chocolate na cama, você vai acabar dormindo sem escovar os dentes!
Você já experimentou, sem sentir culpa, comer uma barra do seu chocolate ou doce preferido na cama e dormir em seguida? Porque será que vem um soninho tão bom?
O adulto diz: - Entre em casa! Está começando a chover, você vai ficar resfriado e depois eu é que vou passar a noite cuidando de você!
PRIMEIRO: Você já tomou um banho de chuva inesperado?
Sabe aquela pancada que vem de surpresa e você não chega a um lugar coberto a tempo?
Percebeu que depois de alguns segundos vem uma sensação que lava não só o corpo, mas a alma também? E você se entrega...
Nunca???? EXPERIMENTE! É indescritível...
SEGUNDO: Ao dizer ao seu filho “a chantagem”, se é assim que podemos chamar, de que vai ter que passar a noite acordada cuidando dele se ele se resfriar... Peraí!!! Percebeu que além de transformar algo prazeroso em culposo, você ainda acrescentou até um certo remorso nele? Tudo bem que tem horas, momentos, etc... que um banho de chuva seria fora de propósito, mas generalizar, fazer de tudo que foge dos padrões uma neura, transformar as belas e gratuitas sensações que a vida nos presenteia em temores, medos e culpas. Peraí!!!
A criança, sorri de uma bola de chiclete que estoura e gruda no rosto, cabelo, etc...
Sorri ao ver seu cãozinho arrastar e esconder o sapato preferido de sua mãe.
Sorri livre e espontaneamente ao encontrar seus amiguinhos ou até para um estranho que o olhe com bondade e faça uma graça. Sabe por quê? Porque ser criança é enxergar com olhos de amor, de bondade, inocência, de vontade de estar alegre.
A gente sorri assim ao encontrar as pessoas?
Ou primeiro observa rapidamente como se videntes fossemos e nos seguramos para soltar aquele “OLÁ! COMO VAI VOCÊ, A FAMÍLIA, O CACHORRO?”
E o receio de receber um:
“-Bem." meio sem graça e indiferente...
Sabe, eu já me peguei em situações assim, e afirmo que minha consciência do momento e das pessoas, me fez enxergar que arriscar um “OLÁ! COMO VAI? ou um “BOM DIA! BOA TARDE! UMA ÓTIMA NOITE PARA VOCÊ! É muito compensador.
Quebra o “clima”, abre portas e janelas de comunicação e na pior das hipóteses, você vai perceber que o receptor não está em sintonia com a vida naquele dia, se mostrando indiferente, mas aí, isso já não é problema seu.
Nós podemos influenciar as pessoas, não determinar que elas sintam o que sentimos.
Podemos e devemos determinar que as pessoas não nos façam sentir o mal que elas sentem, isso sim! Só depende de nós.
Nossos sentimentos e emoções regem nossa vida e nós temos que comandá-los, não nos deixar dominar pelo meio em que estamos ou passamos.
Quando o meio é favorável, ótimo! Mas se não, você comanda sua vida, você decide o que quer sentir e como.
Por isso muitas vezes eu insisto em ser criança, não quero dizer com isso que sou irresponsável ou inconseqüente.
Mas como é bom enxergar com olhos de inocência. Mesmo sendo adulta, não absorver certas coisas que prejudicam minha visão interior, que embotam as avenidas da minha alma, que eu tanto luto para preservar belas.
INOCÊNCIA, palavra linda!
A vida nos tira a inocência a cada ano de nossa existência. Mas a generosidade, a bondade, o amor, o acreditar que todo ser humano tem seu lado bom, a vida não tira.
Nós é que deixamos de lado, substituindo por sentimentos que nos levam a ser descrentes da vida e a acordar acreditando que temos que “MATAR UM LOBO POR DIA”, sendo que os lobos e monstros, são na maioria das vezes nós mesmos quem criamos, alimentamos e os deixamos do tamanho que queremos!
Eu convido você a rever quais são as coisas que realmente fazem VALER À PENA nosso estresse, nossa saúde prejudicada, enfim, nossa falta de "Qualidade de Vida, cada dia e momento!"
“ADULTOS / CRIANÇAS”
Responsáveis! A mistura perfeita!
Não ansiosos ou estressados.
Encontrar esse equilíbrio, perceber os movimentos da natureza.
O correr das águas, a paisagem das nuvens e ainda sentir vontade de comer algodão doce.
Observar o brincar das crianças reaprendendo como se brinca.
ESSA É A MUSICA DE DEUS.
Jesus disse: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus... (Mateus 19:13-14)
Não importa tamanho ou idade.
LIBERE A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ!
Feliz é aquele que consegue manter a alegria e a pureza da alma, mesmo em um mundo tão impuro.
Pule, brinque e cante uma canção com o coração!
DESEJO VER VOCÊ SORRIR SEMPRE, DE CARA LIMPA E CORAÇÃO ABERTO.
Um Anjo para Você
Para iluminar seu caminho,
para colocar ordem na sua vida,
para você ter sempre a certeza,
de que ele está ao seu lado,
em todos os momentos.
Em qualquer situação,
na sua tristeza e na sua alegria.
E mesmo que você se esqueça dele as vezes,
ele estará sempre do seu lado,
lhe ajudando, lhe dando conselhos,
lhe conduzindo na sua estrada,
as vezes triste, as vezes alegre.
Ele sempre vai dar o melhor de si,
para lhe ajudar, e em troca disso,
ele só quer que você saiba dele,
que acredite nele.
Não precisa saber o nome do seu anjo,
basta lembrar dele como uma luz,
a iluminar o seu caminho.
E você pode ter certeza de que ele é assim,
uma imensa luz, que não se apaga nunca,
que não fica fraca,
que jamais perde sua força e seu brilho.
Um lindo anjo para você...
Que você possa contar com ele,
Sempre, sempre.
"Já Bocage não sou!"
Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
"Outro Aretino fui... A santidade
Manchei...Oh!, se me creste, gente impia,
Rasga meus versos, crê na Eternidade!"
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