Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

veja como Deus guardou o que Abraham Lincoln, tinha de melhor para o seu país e seu povo...
esperou ele ter a maturidade e responsabilidade dos 60 anos, e com experiência de suas derrotas.
para ele dar o seu melhor que ele tinha para seu povo e seu país...
e você não pense e nem lamente seus tropeços e derrotas.
você pode esta sendo preparado para vencer a melhor batalha de sua vida.

Monumento Aratu: Onde o Pertencimento Ganha Voz


Nas margens de Indiaroba, onde os manguezais guardam histórias e sustento, ergue-se o Monumento Aratu.
Mais que um cartão postal, ele é um marco vivo da nossa identidade, um espelho onde o nosso povo se reconhece.


O aratu, pequeno crustáceo que habita nossos manguezais, carrega o sabor das tradições e o peso do trabalho diário.
Nas mãos das marisqueiras, ele é sustento e herança. Ao som dos cantos e assovios entoados durante a pesca, nasce uma melodia única — símbolo de resistência e pertencimento — transformando o trabalho em um ritual que celebra nossas raízes.


Erguer o Monumento Aratu foi muito mais do que criar um ponto turístico: foi um ato de reconhecimento e orgulho.
Foi afirmar que nossa cultura tem força, que nosso povo merece ser visto e celebrado. Cada morador que olha para esse monumento vê um pedaço de si: sua história, suas memórias e as mãos calejadas que alimentam nossa cidade.


Esse sentimento de valorização vai além da arte. Nossa própria economia carrega esse símbolo: a moeda social digital Aratu, movimentada por cartões e aplicativos, circula dentro do município para fortalecer o comércio local e apoiar as famílias. Cada transação reafirma o compromisso com nosso crescimento coletivo e o pertencimento à nossa terra.


O Monumento Aratu é mais que uma escultura:


✨ É representatividade.
✨ É o canto das marisqueiras ecoando no vento.
✨ É o assovio que guia o olhar atento pelos manguezais.
✨ É a lembrança viva das gerações que vieram antes.
✨ É a marca das mãos retalhadas, quebrando o aratu para nos sustentar.


Que cada visita, cada registro e cada olhar lançado a esse monumento desperte em nós a certeza de que pertencemos.
Porque, aqui, nossa história não está apenas escrita: ela está viva, cantada e celebrada todos os dias.








✍🏻 ©@jorgeane_borges




#MonumentoAratu #PertencimentoQueUne #CulturaViva
#ManguezaisQueCantam #OrgulhoDeViverAqui #RaízesDeIndiaroba

Saudade é amor que fica.


Você se foi
e levou um pedaço gigantesco de mim…
um desses que não se recompõe fácil.


Mas o amor
você esqueceu.


E ele ficou aqui,
ocupando tudo,
transbordando nos silêncios,
me atravessando nos dias mais comuns.


É por isso que eu morro de saudade.


Porque o que ficou
não foi pouco.


Ficou o que mais pesa,
o que não passa,
o que insiste em existir
mesmo depois da sua partida.


E eu escrevo
não para esquecer,
mas para dar lugar
ao que ainda vive em mim.




Aos meus pais 🤍

Há muito te espero. Te espero sem fazer alarde. Te espero sem te procurar. Confesso: até sem sair do lugar.


Tenho receio de que nos desencontremos enquanto dou voltas por aí. Que eu passe por você em um café, numa esquina, em qualquer lugar… e não perceba. Inclusive, posso nem reconhecê-lo.


Ainda assim, te espero. Porque sei que tua alma reconhecerá a minha. Num aroma que fica no ar, num olhar profundo, talvez em um verso dito na hora certa.


Mas às vezes me pergunto: e se já nos encontramos? E se nos desencontramos logo depois? E se nos perdemos no tempo, ou não soubemos nos reconhecer? E se nos estranhamos, duvidamos, seguimos adiante?


Será que o destino concede segundas chances aos que eram para ser?
Será que, mesmo tardios, ainda saberemos voltar um para o outro?
Ou será que, de alguma forma silenciosa, seguimos nos esperando até hoje?

Tenho ânsia de te encontrar. Urgência de me abrigar em teus braços. Ainda que fosse apenas por um instante, por um cafuné, para repousar a tranquilidade entre o peito e o mundo.

Queria atender ao chamado do que me chama em teu olhar. Às vezes, queria trocar o relógio, vencer o tempo, rasgar a distância. Mas há o medo… ah, o medo. Esse que trava, bloqueia, bloqueia, semeia dúvidas. O receio de atropelar a forma certa e não deixar acontecer.

Mas existe forma certa quando o amor decide invadir? Existe medida exata para aquilo que chega tomando posse do que já lhe pertence?

Ah, a paixão… Ela me parece vir carregada de ímpeto e da bela insensatez dos destemidos apaixonados.

Então me pergunto: por que o amor conserva tanto pudor? Por que teme pisar em águas profundas, se ele, por si só, já nasce tão profundo?

Às vezes penso que devo me aquietar, porém quieta já sou. Permaneço imóvel enquanto penso.

E, por alguns momentos, sempre me vem a mesma pergunta: e se eu fizer diferente? Ir em frente e buscar alcançar com as mãos aquilo que só meus olhos alcançaram.

E se eu tocar… será que estrago? Ou é precipitado o medo de me precipitar?

Porque o medo de estragar já não causa seus próprios estragos?

Vai tornando impossível um acontecimento talvez inevitável. Fazendo ruir, antes mesmo do início, aquilo que talvez só precisasse de coragem para acontecer.

Talvez, às vezes, o que chamamos prudência seja apenas temor disfarçado.
E o que mais desejamos não se perde pelo toque… se perde pela ausência dele.

Deus, se não for para mim, tira de mim esse querer.
Se a minha vontade não estiver alinhada à Tua, por que permitir em mim um desejo em vão?


Quero seguir a Tua vontade e os Teus propósitos para a minha vida. Se estás a me preparar, não permitas que nada me desvie do Teu chamado nem do destino que me reservas.


Socorre-me, meu Senhor. Que a Tua graça, a Tua bondade e a Tua misericórdia me alcancem antes que eu me perca em meus próprios desejos.


Se for Teu, confirma.
Se não for, aquieta meu coração.
Mas, acima de tudo, não me deixes caminhar longe de Ti.

Eu não sei sentir sem sentir muito.
Não sei querer se não for por inteiro.
Não sei ser, se for para ser pela metade.


Carrego intensidade até no silêncio, verdade até no que calo, entrega até no que temo.


Por isso me pergunto: por que me invades?
Se sabes que, quando entras, nada em mim permanece raso.
Tudo transborda. Tudo ganha nome. Tudo pede permanência.


Porque em mim, o pouco nunca soube morar.

Minha querida,


Essa intensidade que carregas nem sempre é chama. Às vezes, ela pesa. Às vezes, ocupa todos os espaços dentro de ti e faz parecer que nada mais existe além do que sentes. Enquanto o mundo segue lá fora, tu te vês parada, imóvel, como quem observa a vida de longe sem conseguir tocá-la.


Eu sei que desejas voar. Sei do impulso que existe em ti, da vontade de viver, de sentir o vento, de alcançar horizontes novos. Mas também sei que, por vezes, tu olhas para as próprias asas e acreditas que estão quebradas.


Escuta-me com carinho: talvez elas não estejam quebradas. Talvez estejam cansadas. Talvez feridas. Talvez recolhidas pelo excesso de peso que tens carregado em silêncio.


Não te condenes por isso. Não te chames de fraca por estar parada. Há batalhas que ninguém vê, cansaços que não aparecem no corpo, dores que se escondem atrás de um rosto quieto.


Tu não foste feita para viver apenas dentro de ti. Existe vida te esperando do lado de fora. Existe beleza, encontro, recomeço e caminhos que ainda não conheceste. Mas, para alcançá-los, primeiro precisas abrir algumas janelas por dentro.


Não precisa acontecer tudo hoje. Começa pequeno. Um passo. Um gesto. Um respirar fundo. Um pouco de sol no rosto. Um cuidado contigo. Uma palavra honesta. Um pedido de ajuda, se for preciso.


Lembra-te: o voo nem sempre começa no céu. Muitas vezes, ele começa no chão, no instante em que decidimos nos mover apesar do medo.


E nunca esqueças disto: tu não és a tua prisão. Tu és também a porta.


Com amor,
De mim para mim

Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.


Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.


Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.


Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.


Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.


Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.

Casa de taipa.
Feita de barro, mãos e memória.
Erguida entre o vento e a esperança, sustentada mais por coragem do que por paredes.

Nela, cada rachadura conta uma história, cada canto guarda um silêncio antigo, cada porta conhece quem chegou cansado e quem partiu sonhando.

Casa simples aos olhos de muitos, mas imensa para quem entende que riqueza também mora no afeto.

Porque há lares de concreto que nunca aquecem…
e casas de taipa que abraçam como colo de mãe.

Passei tanto tempo colocando a dor no bolso, escondendo meus próprios problemas, porque os meus nunca pareciam prioridade. As circunstâncias sempre faziam da necessidade do outro algo maior, mais urgente, mais digno de atenção.


Até que veio o acúmulo. E com ele, a implosão
silenciosa, mas devastadora, causando danos profundos.


Agora estou aprendendo qual é o meu lugar de prioridade dentro da minha própria vida. Aprendendo a dar passos que antes nunca me foram permitidos.


Mas hoje surge um novo dilema nas circunstâncias da vida: minha dor já não cabe mais no bolso. Ela transborda, aparece até no silêncio. Tento guardá-la em uma gaveta, mas até essa gaveta está quebrada. E, ainda assim, a prioridade segue sendo cuidar de uma dor física, visível, aquela que todos conseguem enxergar.


E a que ficou em mim?
A que implodiu por dentro?


Existe forma de impedir que os danos ultrapassem os limites do aceitável, quando se viveu tanto tempo sem saber se colocar no próprio lugar?

Engana-se quem julga a Depressão como doença de alguém frágil. Muitas vezes, ela habita justamente quem suportou demais em silêncio, quem guardou dores para si, acumulou cansaços, varreu feridas para debaixo do tapete e colocou a própria dor no bolso para cuidar depois.


A Depressão costuma chegar como um grito silencioso, um pedido de socorro daquilo que foi negligenciado por tempo demais. Surge como limite, convocando a pessoa a reorganizar a bagunça emocional acumulada dentro de si, quando o corpo e a mente já não conseguem sustentar tanto peso calado.


É invisível aos olhos de muitos, mas profunda e devastadora para quem a enfrenta. A Depressão é como um câncer na alma: silenciosa, corrosiva e, muitas vezes, letal em seus efeitos.


Por isso, não é fraqueza, não é drama, não é falta de vontade. É sofrimento real que precisa de acolhimento, escuta, cuidado e tratamento.

A bondade é a mais bela linguagem do universo.
Ela alcança lugares onde palavras não chegam, toca feridas invisíveis e devolve luz até aos dias mais escuros.

Deus é bom, todo o tempo.
E o tempo todo, Sua bondade continua encontrando formas de nos lembrar que ainda existe beleza, cuidado e propósito mesmo em meio ao caos.

Às vezes nos quebram por inteiro por termos sido bons, por confiar, por entregar bondade a mãos erradas.
E dói… dói perceber que aquilo que oferecemos com verdade foi recebido sem cuidado.


Mas como deixar de ser bondade, se Deus nos ensina justamente através dela?
Sua graça nunca foi sobre merecimento. Sua misericórdia nunca escolheu apenas quem acertou.


Talvez o maior desafio não seja continuar acreditando nas pessoas…
Mas continuar preservando a essência que Deus colocou em nós, mesmo depois das decepções.


Porque o mundo pode endurecer alguém.
Mas existe uma força imensa em permanecer luz, mesmo depois de ter atravessado tanta escuridão.

A realização é a contrapartida do desejo; ela nasce dele, cresce através dele e só encontra sentido porque, antes, existiu algo pulsando por dentro, pedindo para acontecer.
Ninguém realiza o que nunca desejou de verdade. Até as maiores conquistas começaram como ausência, vontade, inquietação.

O desejo é a centelha.
A realização é o fogo alcançando forma.

E talvez seja por isso que viver também doa às vezes: porque desejar exige coragem. Mas é justamente essa coragem que move a vida, cria caminhos e transforma o impossível em algo tocável.

A realização é a contrapartida do desejo; ela só existe porque antes houve algo queimando em silêncio.
Um impulso. Uma vontade. Um corpo inquieto imaginando toque, presença, entrega.

Tudo que arde demais dentro da gente procura um jeito de existir fora.
O desejo provoca, percorre a pele antes mesmo das mãos, invade pensamentos, cria cenas, acende faltas.

E a realização…
ah, ela é quando aquilo que incendiava por dentro finalmente encontra corpo, boca, calor e coragem para acontecer.

Porque existem desejos que não nasceram para permanecer imaginados.
Nasceram para serem sentidos até o fim.

Eu sei o que você quer…
consigo sentir no jeito que me olha, nas entrelinhas, no silêncio que tenta esconder o que arde.

Mas quero te ouvir me pedindo.
Quero ver teu desejo perdendo o controle devagar, tomando coragem, deixando de ser pensamento para virar vontade dita, assumida.

Porque existe algo absurdamente provocante em alguém que tenta resistir… até não conseguir mais.
E, sinceramente?
A forma como você me pedir talvez me acenda ainda mais do que o próprio desejo.

Só se vê bem com o coração. O essencial quase nunca se entrega aos olhos apressados.

Há coisas que não se explicam pela aparência, nem se alcançam apenas pelo toque das mãos. É preciso sensibilidade para perceber, calma para enxergar além da superfície e alma para tocar aquilo que não se vê, mas se sente.

Olha pra mim.


Olha para o que me tornei ao longo desses três anos. Não para alguma versão antiga de mim, nem para expectativas guardadas em alguma gaveta do passado. Olha pra mim, agora. Nos meus olhos. No que existe diante de você.


Percorre com calma a textura do que venho me tornando. Passa os olhos pelo meu corpo, pelo meu semblante… e não se assusta.


Quero que me decifre. E eu não tenho dificultado a tua leitura. Estou aqui, me revelando inteira, com falhas, cicatrizes, vulnerabilidades e verdades que nunca souberam mais se esconder.


Olha pra mim.


Entra pelos meus olhos e percebe o que a tua ausência causou em mim. Tenho queimado por ti em silêncio há tanto tempo… Me toca, não só com os olhos.


Olha pra mim e vê se consegue enxergar o tamanho do que te guardei, de tudo o que ficou aqui, apertado no peito, esperando um lugar para existir.


Estende as tuas mãos e me puxa pra junto de você. Me sacode. Baila comigo. Me faz sentir que ainda existe espaço para nós em algum canto do teu caos.


Olha pra mim e vê se consegue se enxergar, nem que seja um pouco, ao meu lado… nos teus sonhos, nas tuas vontades, nos teus dias distraídos.


Vê se eu caibo aí, nessa tua bagunça bonita. Me encaixa. Me ajeita. Ou simplesmente me permita encontrar abrigo em ti.


Mas, antes de tudo… olha pra mim.