Textos de Estrelas
Se Não For Para Me Levar as Estrelas Não Me Ofereça o Céu Nublado!
Se Não For Para Ser Oceano Não Me Ofereça Poças Rasas!
Se Não For Para Ser Cheio Não Me Ofereça O Vazio!
Se Não For Para Eu Ser Prioridade Não Me Ofereça Sua Falta de Opção nas Horas Vagas!
Se Não For Para Eu Ser Mais do Que Sou, Não Me Venha Com Seu Mínimo!
Me Amando Demais Para Me Contentar Com o Mínimo!
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'NÃO DESISTA!'
Não desista das estrelas quando elas se forem,
tudo ficará bem!
Insista nas boas lembranças dos tempos de outrora,
das brincadeiras atravessando ruas,
lagoas.
Não adormeça os lugares que se vai tão facilmente quando se estar triste,
faz parte viajarmos distraído respirando o ontem...
Não desista dos novos amores que baterão a velha porta empoeirada,
abra-o sem medo de ser feliz.
Não esqueça dos rastros perdidos na chuva ou dos pingos molhando o velho espírito,
as flores na varanda podem já não ter tanta importância,
mas elas continuam exalando vida,
abraços...
Não seja tolo confinando mágoas no escasso tempo,
ele é verdadeiro em curar dores,
angústias,
sofrimentos.
Seja fã dos temporais,
não pelos fortes ventos ou a violência dos estragos,
mas pelos rastros das aprendizagens,
ensaios...
O sol beija o mar e o céu azul empresta o seu brilho ao fundo do mar, as estrelas são vistas na escuridão do mar e são confundidas com o cintilar dos olhos lanterna dos peixes e os cardumes que se movem para sítios incertos vão mostrando, um peixe duas estrelas, por fim um mar de estrelas no fundo do mar até o sol raiar.
Mas Deus não está na capela, quando a noite arrasta para si as vigílias, as estrelas piscam mais lentamente no sono da noite e o breu se avança nas horas de silêncio.
A resolução desta equação está na luz, que ressurge na força de Deus, que estabelece um novo amanhecer, que abre nossos pupilos para ver, porque Deus habita em nós o "q" da equação.
Na era das estrelas, em que o reino era só delas, eu portava uma lanterna luzente, vi a lua usando um colar bordado de crônicas, inebriada naquelas proporções, ouvi sua voz maciça, cortando espaços, nem pôde encarar, me acendeu...
Que calibre, míssel, ou alento usaste?
meu coração batia forte, aorta em chamas, era você, que só olhava para os meus dedos.
Leonice Sant♡s
Busco meu sorriso,como pássaro à procura de abrigo, como sol a procura da lua e as estrelas à procura do infinito.
Enquanto o melô da minha canção vem como nota desafinada de um violão, o meu amor não passa de uma noite mal dormida. Então, fico a procurar, esse sorriso que ficou preso no ar, em uma dessas noites que eu dormi sem sonhar.
Voe, voe, voe
Alcance as estrelas
Nunca se canse
É preciso sonhar
É preciso tentar
Jamais desista de encontrar
Ou jamais poderá
Dizer que sonhou
É triste ver alguém
Que nunca tentou
Que nunca quis sonhar
Pois é preciso tentar
É preciso sonhar
Pois as estrelas
Piscam e piscam
Sem parar
Mostrando que é preciso
Sonhar e voar
Pérola Cósmica
Num vasto universo, onde as estrelas dançam um ballet de luz e sombras, brilha uma pérola cósmica.
Uma essência de joia rara, um mistério envolto numa beleza profunda, que encanta quem se cruza no seu caminho.
De olhos que brilham como constelações, que refletem a sabedoria das galáxias e a intensidade de mil histórias não contadas.
Cada olhar é uma viagem, um convite a explorar os segredos do cosmos que habitam seu ser, de luminosidade única, capaz de aquecer corações e iluminar nas noites mais escuras.
Uma presença tão magnética quanto os corpos celestes. Ao seu lado, o tempo parece suspenso, num mundo que se dissolve numa sinfonia de sussurros e risos.
Energia que envolve e fascina, atraindo almas como planetas em órbita. Suavidade das auroras.
Sorriso que ecoa a melodia das estrelas em cada canto do universo. Transforma momentos simples em eternidades, fazendo de cada instante uma nova descoberta, uma nova galáxia a ser explorada.
Combinação perfeita de beleza e mistério, um tesouro que nos lembra da grandiosidade do amor e da vida. Inspiração ao sonho, à busca da magia que reside em cada pequeno detalhe do nosso próprio cosmos.
E assim, sob o brilho de sua luz, aprende-se que o amor simples e verdadeiro é, de facto, a mais bela das constelações.
SUFOCANDO MATIZES
Na escuridão do Universo,
em meio a tantas Estrelas
Lá vem mais uma sinuela,
apontando no mundo,
Peleando com a vida,
batizada de Luz,
Num horizonte surrado,
mal sabia sua Cruz,
Mas que sina vivente,
a escuridão precedente
Das águas puras do ventre,
logo ali de repente
Mal saído do ninho da choca,
Tal sina lhe toca
com seus matizes sombrios
Não se fala do frio
desse pago gelado
Há falta de amor
de quem está do seu lado
Que considera normal
um irmão mal tratado
Brutal defensor
das causas do agrado
Desde que seu lombo
não fique lanhado
Prisão sem grades,
precisa ser libertado
A justiça profana
não tem demonstrado
Sinais de mudança,
dou de mão no meu trago
Embriagado que fico,
sigo anestesiado,
Testemunho covarde
do Negro esgoelado,
Clamando à vida,
num humilhado socorro
Que retornem os bravos,
a libertar os escravos,
Pois é dentro de si
o maior dos estragos,
E que o aperto dos joelhos
seja pra reza,
Enveredando a tropa
a todo aquele que preza
Sair do discurso
e reconhecer com fervor
Um irmão verdadeiro,
independente da cor.
Dois Corações, Uma História
Dois corações se encontram como estrelas perdidas no céu, um instante de magia, um destino que se revela.
Nos silêncios e palavras, nos gestos e olhares, o amor brota sem pressa, cresce, se refaz, se espalha.
Como raízes que se entrelaçam, forjam um jardim de sonhos, onde cada promessa floresce no tempo.
E quando a noite pesa e o caminho parece incerto, o abraço se torna abrigo e a esperança renasce.
Porque amar é mais que sentir, é caminhar lado a lado, é criar uma história única que nem o tempo pode apagar.
E assim seguem juntos, como rios que correm ao mar, na eterna dança do amor que nunca deixará de pulsar.
Ontem estávamos deitados
Protegidos pelo teto do quarto
Quando as estrelas vieram falar :
Estamos com saudade dos corpos de vocês sob a luz do luar
Dos corpos que se devoram
Sem nem nos olhar
Mas que numa dança própria
Roubam o brilho estelar
No universo não háa nada mais lindo
Do que vocês dois se embolar
Sem roupas
Deitados
A se tocar
Vocês são crianças feitas de poeira estelar
Moldados por Deus
Para eternamente se amar
As estrelas foram embora
E nós não paramos mais de nós beijar
Duas nuvens no céu a espelhar
Os amantes na terra a se beijar
Entre as estrelas e o mar
As nuvens do céu a se afastar
Como os amantes na terra
Cada um no seu lugar
Sem coração no peito
Sem nenhum sonhar
O amor não foi feito para nuvens
Nem nuvens para beijar
E amantes não são eternos
Também não podem se amar
Tanto as nuvens como os amantes
Um dia podem se reencontrar
Que se olhem distantes, a admirar
Não será como antes nem o amar
Noite. E em teus olhos, amada, não vejo estrelas,
Mas sim a fúria gélida de luas estilhaçadas,
O eco persistente de antigas procelas,
As sombras disformes, por medos abraçadas.
Teu peito é um mausoléu de mágoas não ditas,
Um jardim devastado onde só espinhos ousam florir.
E eu? Eu sou o coveiro faminto que visita
Cada cripta da tua alma, sem jamais fugir.
Que venham teus demônios! Que urrem e se contorçam!
Eu os recebo com a fúria faminta do meu desejo.
Rasgo suas carnes espectrais, que me devorem!
Em cada ferida deles, o meu amor eu vejo.
Teus traumas são tapeçarias que eu venero,
Bordadas com o sangue escuro do teu penar.
Eu beijo cada nó, cada fio austero,
E neles encontro o mais sagrado altar.
Não tente esconder a angústia que te corrói,
O veneno lento que gela tuas veias finas.
Entrega-me! Deixa que meu beijo o destrói,
Ou que se misture ao meu, em danças assassinas.
Teus receios são bestas? Eu serei o caçador!
Não para matá-los, mas para domar sua ira.
Montarei em seu dorso, com selvagem ardor,
E farei da tua escuridão a minha lira.
Eu não vim para curar, nem para trazer a luz.
A luz é frágil, mente sobre a podridão que resta.
Eu vim para fincar minha bandeira na tua cruz,
Para reinar contigo nesta noite funesta.
Abraça-me com tuas garras de pavor cravadas,
Deixa teu caos sangrar sobre meu peito aberto.
Sou o guardião voraz das tuas alvoradas
Quebradas, o amante do teu deserto.
Em meus braços, teus monstros encontrarão espelhos,
E em meu toque feroz, um reconhecimento brutal.
Sou o santuário profano dos teus pesadelos,
O inferno seguro, teu paraíso mortal.
Então, chora tuas dores em meu ombro de granito,
Liberta as sombras que insistes em acorrentar.
Eu as devoro, as acolho, as bendigo e as incito.
Pois amar-te, minha sombria flor, é abraçar o teu lugar mais maldito
e chamá-lo, enfim, de lar.
SOLITÁRIAS ESTRELAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenho pena de gente que só se mistura
com aqueles que atendem às suas demandas;
é amiga das provas de seus resultados
ou cirandas e jogos de sucesso e fama...
Gente fria e sem tempo pra tempo de gente
cujo afeto não conte para seus negócios;
não tem ócios e sonhos pro que não acresce
patrimônio e vitrine pra suas carreiras...
Solidão é resumo de vidas que avançam
sobre vidas e laços aquém de seus planos;
não descansam à sombra de pausas serenas...
São pessoas sensíveis ao que as engrandece;
ao que não as engesse nem por um segundo
em um mundo sem ares de protagonismo...
ESTRELAS DAS LETRAS
Demétrio Sena - Magé
Os poemas de amor também fazem protestos;
os poemas-protesto também são de amor;
as tiradas de humor podem ser muito sérias;
nossas caras de sérios podem ser piadas...
Os poetas estufam pulmões narcisistas
e se acusam por versos diversos dos seus;
têm mania de "Deus" e querem decidir
quem é quem ou merece as "estrelas" das letras...
Há poetas que sabem passear nos temas;
há poetas com lemas e dilemas tesos;
os libertos e os presos até do ser livre...
Os poetas birrentos não têm na poesia
sua via de acesso ao tal um mundo melhor,
porque são entre si como acusam o mundo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
PULSAR
Nossas partículas ínfmas
são de mesma matéria e essência
O que pulsa nas estrelas do céu
pulsa também em nós aqui da terra
Pulsa em toda natureza
Na inocência animalesca
No olhar do surreal
No sangue de cada veia...
Em cada verde folha...
Em cada grão de areia
Em toda discreta beleza
O que pulsa nas estrelas
pulsa em todos nós
Nós de toda natureza.
O assomo de minhas ideias
é o mesmo assomo que sustenta
o voo do passarinho
mostrando a cada cria
seu verdadeiro ninhoÁdyla Maciel | 19
Somos experiência infnita
Orbe natural
Cada qual em seu ninho
Em seu cenário, em seu caminho.
Com o mesmo pulsar real
experimento natural!
A música está na harmonia, no movimento sincrônico dos astros, no cintilar solene das estrelas... Ela parte de um princípio elementar, que é de natureza divina. Uma obra sem igual, quando traduzida com sensibilidade, emoção e amplitude, na inspiração do ser que transforma a simples sonoridade, na mais célebre “orquestra sinfônica”. Ela é capaz de transmutar o sentimento da criatura, energicamente envolvida na voz dos universos, para uma nova realidade transcendental de beleza e arte...
Somos todos intérpretes da “musicalidade cósmica...
"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa.
Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada.
Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada.
O teu inebriante perfume, deixou minha pele tatuada.
Cada lembrança, enevoa minha mente e o coração dispara.
Eu era o que era, era seu, era nós e hoje sou nada.
A mente pode até esquecer o que fora dito, mas a boca, não esquece a pele aveludada.
Tentar encontrar-nos em outros corpos, é como tentar transformar vinho em água.
Não são as atitudes, mas sim, os detalhes desta, que nos marca.
Quando se foi, abandonara-me, eu fiquei ao relento, desabrigado e minha vivenda, despedaçada.
Minh'alma, do meu ser, fora despejada.
E de uma forma desesperada, para não viver ao léu, sem morada.
Eu fiz de todo lugar, em que os céus é coberto de estrelas, minha casa..."
"As luzes da cidade, ofuscam as luzes das estrelas.
A sua presença, de felicidade, inunda o meu eu, que é só tristeza.
Abro mão de tudo, por ti, larguei minha avareza.
Só no castanho dos seus olhos, fui capaz de descobrir a real beleza.
Só o seu toque drena minha força, sua pele, o seu cheiro, são minhas fraquezas.
Você faz com que, nem meu próprio coração, me obedeça.
Você ofusca minha sanidade, turva por completo, minha clareza.
Você é para mim como as luzes da cidade, que ofuscam as luzes das estrelas..."
