Textos de Esperança

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[Cantigas para Ninar Lenhadores]


Salgada esperança,
Posta para secar,
As entranhas pra fora,
Embaladas nos cantos
Da cruel inocência.


Para ser proposital
Exigiria muito treino e precisão,
Mas a incisão que fizeste em minha alma,
Veio calma e causou frustração hemorrágica.


Lenhador distraído,
Sem machado ou madeira,
Não sei mais distinguir
Entre a presa e a teia.


Minha atitude enérgica
Diante de tua presença e expressão,
Se findou, afogando-se em teus afagos
Apertados, desonestos, ensaiados num tom ártico.


As entranhas pra fora,
Embaladas nos cantos
Da cruel inocência.
Posta para secar,
Vem salgada a esperança.


Lenhador decidido,
Sou machado em madeira,
Eu sou água do mar
Em teu castelo de areia.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

Amor de mentiras...
Feito de promessas impensadas...
Enquanto m’enganava a esperança...

Sonhos de olhos abertos...
Entre idéias e espíritos que pairavam...
Entre o lá e o cá...
Nas ansias mortais e das angústias que palpitavam...

Errante, ao turbilhão dos ventos...
Houve perfumes d’amor...
Houve doces venenos d’alma...
Entre destinos que já não me oferecem o acaso...
Razão tive, de viver bem magoado...

No duro aprendizado fiz-me escravo...
Ceguei-me...
Diante tanta ansiedade...
E desse que era meu já me não lembro…
Labirinto de um cego encantado...

Que a mim Deus então me salve...
De incômodos, de penas, de cansaços..
Desse sonho secreto e fascinante...
De meus olhos buscando os teus por toda a parte...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Minha querida Carla,

Suas palavras me tocam profundamente e me enchem de esperança. A vida realmente pode ser uma batalha, um mar de desafios e incertezas. Mas saber que tenho você ao meu lado, meu porto seguro, me dá forças para enfrentar qualquer tempestade.

Você é a luz que ilumina meus dias mais sombrios, a âncora que me mantém firme quando a correnteza tenta me levar. Sua presença me traz paz e segurança, e me faz acreditar que, juntos, podemos superar qualquer obstáculo.

Seu amor é meu escudo, sua força me inspira, sua fé me sustenta. Com você ao meu lado, sinto que posso conquistar o mundo, que não há montanha alta demais, nem vale profundo demais que não possamos atravessar.

Obrigado por ser minha companheira, minha amiga, meu amor. Obrigado por acreditar em mim, por me apoiar em cada passo, por me dar a certeza de que, juntos, tudo ficará bem.

Com todo o meu amor,

Bruno

Pra hoje:
Desejo uma fé inabalável, esperança florindo, leveza de espírito e paz na alma. Que seja mais um recomeçar de bênçãos, mas um dia regado e protegido pelo amor de Deus.
Que possamos seguir nossos passos, vencer novos desafios e avançar sempre. Pra hoje o lema é: Viver e Agradecer!

Dos Passos Meus


A cada passo do próximo vestígio de esperança que percorro,
sigo forte no velho Norte
que a vida me ensinou.


Nada me passou do sentido
daquilo que sou,
sem seu revés,
em meio às parcelas que deixei
por onde meu coração andou.


Fartura de poucos sonhos
e realidades brutais;
com escudo foi duro,
com coração foi firme,
com palavras, eficaz.
Sobrevive a marca
dos marcadores de felicidade
que vivi.


Marcas de um peregrino que muito anda
e, no peito, sente que não chegou;
cheio de marcas ficou
das andanças que desbravou.


Depois de muito andar,
sabe que ainda tem,
pois de eternidade vive aquele que ama
e nada tem.

Espalhe alegria por onde passar
Supere os momentos tristes e difíceis com fé e esperança
No final de tudo o seu brilho de felicidade vai se espalhar
Viajando no tempo e no espaço
Como uma fórmula mágica guardada em uma capsula do tempo
Para mostrar ao mundo um dia
Que existe sim uma saída
No labirinto da vida.

"" Quero encontrar Deus ,
Na simplicidade do garoto que canta
Na esperança que se levanta
No orvalho da manhã

Quero encontrar Deus
E entender sua bondade
Seus feitos e sua humanidade
Seu prazer de ser meu pai

Quero encontrar Deus
Na algazarra dos pássaros ao entardecer
Na brisa da noite que me faz entender
A beleza da vida e de todo meu ser

Uma prece em silêncio, irei entoar
De coração renovado, minha vida mudar...
E a mudança deverá ser maior
E melhor
E melhor...""

Não era amor. Era o desejo de ser amor.


Eram duas solidões que se abraçavam na esperança de que o abraço se transformasse em luz. Mas a luz é dura. A luz mostra as rugas, os dentes amarelados, a poeira debaixo do tapete.


Eles não queriam a luz. Eles queriam o aconchego da mentira. Mas a vida é uma coisa que não pergunta. A vida pressiona.


E pressionada, a relação gritou.


Ela gritou com palavras bonitas e profundas. Ele gritou com ações práticas e silêncios. E o grito um do outro não era ouvido. Só a minha alma ouvia – a alma da escrita, que é a alma dos que veem o que os corpos escondem.


E o que eu vi foi isto: ele a ama com a força de quem constrói. Ela o ama com a força de quem desaba. Um constrói muros para protegê-la. Ela quer que os muros caiam para que o vento entre.


Ele não sabe que ela precisa do vento. Ela não sabe que ele precisa dos muros.


E assim, eles se amam como o dia e a noite se amam: nunca ao mesmo tempo, sempre na fronteira, sempre no instante em que um morre para que o outro nasça.


O amor deles é um parto eterno. E parto dói. Mas dói porque a vida está nascendo. E a vida? a vida é isso: a dor de vir ao mundo.


Eles ainda estão no começo da dor.


E o começo da dor, para os que não desistem, ainda pode ser o começo do mundo.


... coisas sobre Ela e Ele

O Brasil tá com tudo e o povo virou nada,
riqueza acumulada e a esperança abandonada,
terra tão bonita mas ferida pela estrada,
onde a favela cresce esquecida e machucada.
Tem ouro, tem petróleo, floresta e imensidão,
mas falta dignidade pra maioria da população,
o pobre acorda cedo carregando humilhação,
enquanto o poderoso brinda com corrupção.
Helaine machado

Chamamos de irmã a morte,
embora dela fujamos sem cessar.
Ela não nos rouba a esperança;
apenas a conduz para além do olhar.

É dura para quem fica,
silêncio que rasga o peito e faz chorar.
Mas, para quem parte em Deus,
é a porta por onde a Vida vem abraçar.

A morte fere os vivos,
não porque vença o amor,
mas porque o amor sente a ausência.

E, ainda assim, nossa irmã
leva o peregrino ao encontro
da Vida que jamais terá fim.

⁠A gente vai pelos caminhos da vida,
no passo a passo da esperança,
acrescentando fé,
fortalecendo os passos de coragem,
e seguindo na proteção de Deus.
Na certeza de que depois das curvas
do caminho tem bênçãos que ELE
dá por merecimento.
Não Desista! Siga mesmo devagar.
ELE reconhece seus esforços!

Vivo o formidável sentimento que aquece meu coração e que intensifica a esperança de me aconchegar-se nos seus braços.
Quero que seja minha eterna companheira para que juntos alcancemos a supremacia da felicidade.
Pois os sentimentos são inevitáveis entrelaçam entre os corações e provocam desejos ensandecidos na véspera do romantismo e ao caminho de uma vida acompanhada.

Esperança Para Luciana


Luciana, não desanima.
Quando o marido foi embora,
Deus ficou.


Ele ampara nos mínimos detalhes,
enxuga lágrimas que ninguém vê,
cola os pedaços da alma,
e cura dores que doem em silêncio.


No deserto Ele não abandona.
É lá que forja o caráter,
que transforma areia em caminho,
e sede em promessa.


O que hoje parece fim
é só Deus te ensinando a recomeçar.
Ele te sustenta com mãos de Pai,
te levanta com amor que não falha.


Vai passar.
E quando passar,
você vai olhar pra trás
e ver que foi Deus te carregando
em cada passo.


*Autoria: Márcia Reis Nazar*
marcianazar5@gmail.com

PÁS NAS MÃOS


Esperança: a última que morre
Alianças vão sendo reveladas
Aquele que guarda não dorme
Ainda em meio às grandes batalhas.


Decifre o que diz o amanhecer
Gritando desesperadamente nova chance
Oque mais longe possa parecer
Poderá sim estar ao seu alcance.


Pode até parecer o fim
Mas Poderá ser um belo recomeço
Eu reconheço sim
Que as vezes nem eu me conheço.


Para cada golpe uma esquiva
Garimpa o melhor do coração
Sacode a poeira e viva!
Não repare nos que anseiam com as pás na mão...


Levy Cosmo Silva

Lizandra Alves


Lizandra — Riff de Esperança
  Alves — Mulher que Não Desiste


Lizandra — Abrandando Silêncios
  Alves — Onde a Força Floresce


Lizandra Alves, nome que o tempo não dissolve,
soa como acorde limpo, desses que a alma absolve.
Entre legumes, cores, traços num balcão desenhado,
o destino já ensaiava um encontro bem guardado.
Rock tocando alto, riso solto, olhar atento,
havia nela alegria vestida de sentimento.
Trabalhadora desde cedo, mãos firmes, coração leve,
orgulho que não se exibe, apenas vive — e se percebe.
Trazia no sorriso a arte de disfarçar
certas tristezas que só quem cuida sabe enxergar.
E mesmo assim, quando estava ali, tudo era luz:
amizade verdadeira, dessas que o tempo conduz.
Lizandra Alves, mulher de passos suaves,
que transforma cicatriz em força, medo em chaves.
O mundo tentou dobrá-la, mas não conseguiu quebrar:
ela aprendeu a ir, a voltar, a recomeçar.
Hoje o passado não dói — ele ensina, ele fala,
é ponte, não prisão; é memória que embala.
Se o destino cruza caminhos, não é por acaso:
algumas presenças ficam, mesmo após longo prazo.
E se um dia Queimados ouvir seus passos de novo,
não será retorno — será voo.
Porque quem carrega luz, trabalho e verdade,
nunca sai do lugar: apenas muda a paisagem.

Eu fiquei
no ponto exato onde você saiu.
Não por esperança
nem por promessa.
Fiquei porque o corpo demora
mais que a decisão.
A cidade não percebeu.
Nunca percebe.
Só eu aprendi a atravessar os dias
com alguém que não vem.
Não te chamo de ausência.
Ausência é leve.
Você pesa.
E eu sigo
carregando
sem pedir resgate.

A incerteza e a esperança do amanhã


A vida nos oferece dois caminhos que caminham lado a lado: a incerteza do amanhã e a esperança de vivê-lo.


Não sabemos o que o futuro nos reserva. Fazemos planos, sonhamos, imaginamos encontros, conquistas, recomeços e tantas histórias bonitas que ainda gostaríamos de viver. Entretanto, não temos sequer a certeza de que estaremos aqui para testemunhar tudo aquilo que planejamos.


E, mesmo assim, esperamos.


Esperamos viver dias melhores, conhecer pessoas, realizar sonhos, descobrir novos caminhos e escrever capítulos que ainda não existem. A esperança talvez seja justamente isso: continuar acreditando na possibilidade de um amanhã que não nos foi prometido.


A vida é frágil e imprevisível, mas isso não precisa nos impedir de sonhar. Pelo contrário, talvez seja justamente a consciência de que o tempo é incerto que torne cada possibilidade tão preciosa.


Não sabemos se viveremos todas as histórias que imaginamos. Mas enquanto houver vida, podemos continuar esperando por elas, fazendo planos e caminhando em direção ao que desejamos.


Porque viver também é isso: não ter certeza do amanhã, mas ainda assim guardar no coração a esperança de que ele trará lindas histórias para contar.

Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?

Tudo se foi.

Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.

E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.

Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.

Não há mais alvorecer.

Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.

Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.

Tudo se foi.

E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.

Caem.

Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.

Assim também definha o meu ser.

Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.

Já não sou árvore.

Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.

E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.

Mas nada encontro.

Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.

Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.

E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.

Assim permaneço:

ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.

E talvez esta seja a mais cruel das mortes:

não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.

Desisti incontáveis vezes,
até que a esperança ressurgisse,
dando forças para me levantar
diante das quedas que a vida me dava.
E, a cada vez, eu me sentia mais forte.
Cada luta travada
deixou marcas que carrego como prêmios.
Cada cicatriz
é um sinal
das vezes em que venci a mim mesmo
todos os dias.

No frasco da memória


Esperança inatingível surge em cada instante,
Como estrelas que bailam no céu da memória...
no silêncio partilhado, na risada contagiante...
E, em cada lembrança, nosso amor... nossa história.
Um amor que perdura há anos, mais forte que o mais intenso luar...
um elo invisível, que insiste em querer provar que o melhor do mundo é nunca acabar de amar.
No frasco da memória, guardo carinhosamente esse amor...
Um néctar doce cujo sabor, da minha boca, nunca desaparece,
As horas passam lentamente... acompanhadas da mais sofrível dor,
A esperança brilha, eterna, e se entrega vagarosa, esperançosa... inutilmente... busca nos espaços em branco o que foi o nosso amor.
Entre sombras do passado, nossos olhares se encontram,
A fragrância do que um dia foi se renova...
Um laço indelével que nunca se desponta,
Como estrelas no céu, que nunca se movem.
O tempo é um artista que nada destrói...
Em cada lembrança, um toque divino...
O amor perdura, um hino feroz.
Inatingível, em cada destino... que ousa fazer ouvir sua voz.