Textos sobre Dor
É em dias como esse que eu me perco. Cinza. Talvez seja por meu próprio descuido, por fraqueza ou por costume. Sempre caio demasiadamente fundo demais e quase não percebo que a queda me detona. Talvez me falte sensatez ou autoestima, no fim das contas eu culpo o cinza do dia, esse céu sujo e melancólico, que é duro e franco, que deixa os defeitos mais nítidos. Mas isso passa. No dia seguinte o sol vem e pendura uma máscara, encobrindo todas as feridas. Dores são todas passageiras. Ou eu posso estar delirando, e coloco a culpa num dia cinza inocente, comum e quieto, que é apenas mais um dia, sem poder controlar nada além dele mesmo. Quem sabe uma hora eu pare de culpar dias nublados e comece a ser meu próprio sol.
Se enganam as pessoas que acham que quanto mais amamos, mais nos apegamos. O apego tem a ver com a paixão, com a posse, com a dependência. Isso gera dor. Já, quando estamos transbordando de amor, não existe carência. O amor, assim como Deus, simplesmente "é". Isso é uma forma de satisfação. E quando estamos satisfeitos, o amor "sobra" e fica mais fácil ainda de nos doarmos para além de um relacionamento. Mas não necessariamente sermos voluntários, praticarmos caridade... Mas nos doarmos aos gestos de amor. Gratidão Pai, por tanta certeza. Tanta confiança. A dor só existirá quando houver arrependimento. A dor pode ser sentida, sem medo, desde que estejamos abertos para ela. A dor fica mais fácil de ser suportada quando aceitamos que cada um vivencia situações de forma diferente e todos podem se ajudar. Ela passará se você se reencontrar a todo momento na pessoa que sempre foi, como ser único e independente de quem se foi. Para não tropeçar na dor, é só você não olhar para trás com tristeza, mas com gratidão e alegria. O passado ficará no exato lugar que tem que ficar. O futuro se abre. E a dor pode ser sua amiga se você deixá-la livre para acontecer.
A maioria das vezes por confiarmos demais nos outros e achar que eles são parecidos com a gente, nos machucamos demasiadamente, tão brutalmente que sangramos em silêncio, esvaindo aos poucos e desacreditando dos sentimentos nobres e serenos. E seguimos, quase num vazio intenso dessa imensidão de falhas e dores da alma. Porque precisamos desse desacreditar se essa passagem é tão efêmera???
Duas pessoas que se odeiam, provocam consequências e passam apuros juntas, perseguindo uma a outra. Jogando a culpa. A dor e o sofrimento em comum, por último, as unem, a isso chamamos de amor eterno. Pois, o amor é atrativo, o sofrimento não. Difícil é distingui-los quando nos acostumamos a sofrer juntos.
Cães com as pernas quebradas, uivos ou gritos... Não faz diferença, nem as pernas, nem os gritos... Eles ainda fazem parte da matilha... Ou não, tanto faz, não faz diferença... Comer, beber, viver... O que muda realmente? Um uivo? Um grito? Animais quebrados, doentes e maltratados, gritam de dor ou alegria, ou solidão, gritam ou uivam? Tanto faz, não faz diferença, para alguns é até incomodo... Não somos cães, mas, tanto faz...
Há um demônio adormecido dentro de mim. Tenho de sossegar a minha mente para não desperta-lo. Quando ele acorda sou levada a dor mais profunda que existe, atirada no precipício da minha existência, tal qual uma criança trancada em um quarto escuro junto ao desespero. Não há quem escute os meus gritos de terror, e quanto mais barulho faço, maior fica o mostro dentro de mim. Então recordo-me que, apenas o silêncio da minha mente é capaz de clarear o calabouço da depressão retirando-me de lá e, fazendo com que o demônio adormeça novamente.
Meu pensamento me trai. A cada passo passa a minha frente sem me olhar de frente. De repente se vira e me destrói. Se curva perante mim e mostra seu poder. Meu desespero se esvai mas minha tristeza nele faz morada. E assim vou seguindo tentando nao pensar para nao fraquejar porque meu pensamento se tornou meu inimigo nais mortal.
Hoje somos estranhos. Até há uns tempos, era isso que doía, o facto de sermos estranhos. Hoje... Hoje, somos apenas, uma lembrança do que fomos. Hoje, passamos e já não nos reconhecemos. Ainda dói. Mas é uma dor diferente. Hoje dói termos chegado a este ponto. Ontem doía, porque te amava. Hoje desapego-me.
La pelas tantas da madrugada, deito minha cabeça em meu travesseiro, fecho meus olhos e juro... Juro que tento dormi. Mais o meu cérebro e teimoso, ele sabe a hora que vou deitar, e fica a espreita. Assim que pus meus fones para tentar dormi, pronto era a deixa para ele ter a sua desculpa de sair vagueando por lugares proibidos; Ele sempre faz isso comigo. Mais penssando bem eu o agradeço, pois ele faz isso em horários propícios... Na madrugada. Pois ele sabe que aquele filme que ele esta me mostrando vai ser revelado em forma de lágrimas... Ele sabe que vai doer.. Sabe que sou fraca pra isso. Todos nós somos quando se trata de sentimentos, memórias e essas merdas todas.
"Talvez eu não esteja vivendo no meu mundo. Olho ao meu redor vejo tudo estranho, indiferente para comigo. Paro, penso, reflito e chego a uma conclusão: é... realmente esse não é o meu mundo. Eu quero viver o meu mundo, no meu mundo. Sim, eu quero! O mundo que eu quero viver terá dores? Sim, terá dores, mas eu suportarei com vontade de presenciá-las cada vem mais, incessantemente e constantemente. Eu quero, eu posso e eu ainda vou conseguir."
É que tua vida não tem sentido. E por meses, eu quis que o sentido da tua vida fosse eu. Ou nós. E como isso não aconteceu, me tornei frustrada. Frustrada por achar que a culpa toda foi minha. Só que hoje, eu percebi que eu não devo me culpar por tudo. E tentei te mostrar que você também não deve se culpar por achar que tua vida é vazia. Quero que saiba que tentei. E não me arrependo de ter tentado. Porque eu não deixei te amar e querer que você seja feliz.
Já doeu mais. Mas doía ainda e doeria por muito tempo, embora já não trocasse de pele todos os dias nem tentasse reerguer as paredes derrubadas. Aprendera um pouco da sagacidade do vento e deixava ir aos poucos a poeira. Reaprendia a olhar o mundo e a criar uma nova paisagem, ensaiava os lentos passos do esquecimento com a consciência de que nunca mais seria a mesma. Um dia jogaria fora os entulhos e trocaria de nome; quem sabe renascesse flor para murchar menos dolorosamente.
E no fundo, o que melhor sei fazer é escrever. Com meus versos apenas tento mostrar o quanto alguém é importante para mim e/ou o quanto alguém pode me fazer falta. Sempre tive isso como algo bom. Até now! Talvez a beleza e a verdade de letras unidas que formavam palavras e se fundiam em frases não fossem a forma certa de se expressar. Talvez meu coração escrito não seja algo bom. Talvez agoniante, talvez .. Talvez apenas um vazio.
"Quero uma história de papel, uma vida de papel. Uma vida de papel é possível editar, repensar e voltar atrás. A tinta que será usada pra escrever nesse papel serão as minhas ações, ações essas que até parecerem que serão escritas a lápis, só que a tinta do meu lápis é indelével. Magoei-me por você outra vez, digo, foi a primeira, mas é como se fosse a milionésima vez que acontece isso comigo. As linhas que serão escritas essas histórias estão em um processo contínuo de amadurecimento, até diria de “magoadas”. Um coração de papel é possível para quem quer, o meu é de papel. Por favor, não o rasgue, e, se isso acontecer ele voltará mais forte, voltará reciclado e sem máculas."
Ela estava ausente. Nada a presentificava onde deveria estar. Nenhum fio de cabelo se movia, nenhuma pálpebra batia, nenhuma lágrima caía. Estava ausente da rua, do trabalho e até do mar que continuava a quebrar nela as suas ondas, como a dizê-la que tudo passaria. Estava fora do seu corpo, a embalagem que vestia a sua ausência e fazia os outros acreditarem que ela ainda existia e andava e comia e vivia, quando apenas sobrevivia a si mesma!
A calma permite que a paciência fortaleça e a espera seja menos dolorosa. Não quer dizer que esse estado de vida se conquiste parado, a inércia é a pior característica de um perdedor! No ciclo chamado felicidade só chega ao ápice da alegria quem já sobrepôs as tristezas e desapegou do sofrimento!
"'...eu sei que tem pessoas que me amam muito, mas quem sabe eu possa despertar ódio e inveja também. Eu ja tive a dor de ser deletada e sem tanto mérito existem pessoas que me seguem. Entre o orgulho de ser batalhadora e ser humilde pra reconhecer meus erros e defeitos eu sigo em frente... perdoando e agradecendo muito. De coração. Aprendendo todos os dias... com sol, com a lua, com o vento, com o frio. Com você. "' (L.T.S)
Quando eu era criança eu caia muito e ralava o meu joelho e eu saia chorando desesperada pra mostrar a minha mãe que sempre me falava, vai passar filha, e eu passava horas as vezes até dias com aquela dorzinha que eu chamava de dodói, mas acreditava que ia passar então aguentava caladinha, e acho que aprendi com isso talvez me acostumei, a dor não é boa mas aprendi pelos meus joelhos ralados que é preciso ser sentida e se tem alguém que terá que sentir essa dor será eu, e uma hora tudo vai passar, joelho ralados não duram para sempre as dores também não.
À procura da fórmula que quebre o encanto ou do botão desligue permanentemente o poder de enamorar-se por indivíduos incapazes de corresponder um amor, a possibilidade de se apaixonar pelas metades da laranja já sendo chupadas dentre outros fatores capazes de transformar um sentimento puro em um árduo sofrimento lastimável.
Parece que quando as lágrimas caem elas fazem um barulho enorme, mas não, é o vazio que você deixou em minha vida. E quando elas caem ecoam dor. Queria não sentir. Engulo o gosto amargo delas pra doer menos e ninguém reparar no meu nariz vermelho, olhos inchados e molhados, boca tremula e blusa gotejada.
