Textos sobre o destino
"O Destino que Sussurra"
Na vastidão do tempo, onde as areias do deserto dançam com o vento, duas almas se procuravam. Não sabiam seus nomes, nem de onde vinham, mas sentiam o chamado do infinito.
Quando nossos olhos se encontraram, minha alma falou com a dela, não em palavras, mas em um som que o coração conhece, mas a razão não decifra. Ela era ao mesmo tempo um espelho e um mar profundo; via-me refletido, mas também me afogava em tudo o que eu não sabia ser.
"És tu quem tenho esperado?" perguntei em silêncio.
E ela sorriu, aquele sorriso que o céu guarda para os encontros predestinados. "Não sou eu quem esperas", parecia dizer, "sou a parte de ti que sempre esteve perdida, e agora foi encontrada."
O destino não é uma linha reta, mas um círculo que sempre nos traz de volta ao que é nosso. Encontrei nela o eco das minhas preces, a certeza de que o amor não é algo que se busca, mas que nos encontra quando estamos prontos.
" RESERVADO "
Não fugirei do que me for dado em destino
e nem irei, pois, recusar lhe olhar de frente!
Querer barrar-me, bem eu sei, há quem intente
só por maldade, mão de ferro e olhar ferino!
Sou o que sou, sem medo algum, bom combatente,
fiel a mim, já como o fui desde menino,
e piso o chão com pés de amante e peregrino
seguindo em busca do melhor, como é evidente.
Se queres vir seguir comigo nessa estrada
esteja, então, disposta a tudo e apaixonada
das mesmas coisas, mesmos sonhos me ofertados…
Pois, do destino que estiver-me reservado
não fugirei, nem quem comigo pôr-se ao lado,
até cumprir-se o que, no amor, for frutos dados!
Meu estúdio mental
Vive e tece um caminho
Meu estúdio mental
Buga e perde o destino
Meu estúdio mental
Acorda e retorna para o percurso
Meu estúdio mental
Morre no devaneio da incerteza
Meu estúdio mental
Se encontra e logo mais se perde e logo mais se vai e logo mais inexiste e logo mais enlouquece e logo mais nada mais e logo mais nada muda e logo mais piso na Lua e logo mais não tem mais e logo mais, logo mais, logo mais, logo mais...
"O que parece fim… às vezes é só o destino reorganizando tudo.
A roda gira — e com ela, giram os ciclos, as pessoas, as verdades e os disfarces.
Nem tudo o que parte é perda. Tem coisas que saem do caminho pra dar espaço ao que faz sentido.
Senti medo.
Senti dor.
Senti um vazio que só quem já chorou em silêncio consegue entender.
Mas também senti força. Uma força que eu nem sabia que morava em mim.
Eu não esqueci o que foi bom.
Mas aprendi a lembrar sem me ferir.
Tem gente que foi parte da minha história — mas não merece o final dela.
A minha paz vale mais do que a insistência em algo que não me escolhe.
Hoje eu ando mais calado, mais seletivo, mais firme.
E mesmo nos dias escuros…
Eu confio: a roda vai girar de novo.
E dessa vez, é pra me colocar exatamente onde minha alma merece estar."
Mantra do Destino Consciente
“Meu destino está em minhas mãos.
Eu sou criador da minha realidade, moldo o invisível com minha consciência.
A cada pensamento elevado, caminho para níveis maiores de expansão.
Eu escolho o melhor, o mais nobre, o mais verdadeiro.
Minha jornada é infinita, e eu sou o autor de cada capítulo.”
O Destino dos Lúcidos
O destino dos lúcidos é carregar o peso da verdade
como quem leva água num vaso rachado:
sabendo que, a cada passo, algo se perde,
e mesmo assim caminhando.
Ver além dos olhos é uma ferida secreta,
uma lâmina de luz que sangra devagar,
enquanto a maioria adormece embalada
pelo suave consolo da ilusão.
Os lúcidos atravessam cidades silenciosas,
templos abandonados, desertos sem nome.
Carregam nos ombros o que não pode ser dito
e nos olhos o que o mundo se recusa a ver.
Por vezes, desejam também dormir —
mas a lucidez é uma chama que não se apaga:
ela arde nos ossos,
ela queima no coração,
ela sussurra entre os passos:
“Segue…”
Pois o que vê não pode fingir que é cego,
e o que sabe não pode regressar à ignorância
sem rasgar a própria alma.
O destino dos lúcidos é ser ponte entre mundos,
eco entre silêncios,
voz entre os adormecidos
e chama acesa
nas noites sem estrelas.
CURVA DO DESTINO
Sem rumo, sem direção, procuro a imensidão do coração.
Sigo o céu incerto, cada passo a vagar,
como nuvem que dança sem nada a pesar.
No silêncio da alma, ouço um clarão.
Perder-me nas esquinas do destino,
encontrar-me nas curvas do meu caminho.
As brumas do passado vão se dissipar,
no sopro do presente volto a amar.
No fim de cada estrada sinto calor,
o amor dá sentido à minha direção.
Cada passo incerto ganha uma nova cor,
e no fim do caminho vejo: o amor me faz feliz.
No baile do destino, nos encontramos
Dois corações que se encontraram
Um amigo nos apresentou
E o amor começou a se desenrolar
Nossos olhos se encontraram
E o tempo parou
Nós nos sentimos atraídos
Como se fosse o destino que nos uniu
Começamos a namorar
E o amor cresceu
Até que veio a notícia
De um novo ser que estava por vir
Nossa família não entendia
Mas nós sabíamos que seria
Um amor verdadeiro
Que nos faria felizes
E agora somos uma família
Com dois filhos ao lado
E sabemos que o amor
É o que nos faz forte
No baile do destino
Nos encontramos
E o amor verdadeiro
Nos uniu para sempre
autor Sidnei Mendes
Você
Você, que dita o caminho
Do seu grande destino.
Você roda, roda, perdido, igual a um moinho.
Você fala, fala como se fosse mais um amigo,
Mas, no fundo, você só quer
Mais um abrigo qualquer.
Todos temos nossos demônios,
E, com isso, não temos nada a fazer.
Temos, sim — mas não sei...
Quando o dia nascer, cor ancestral,
Você vai ver que nada é real.
Essa semana não posso andar demais,
Não posso amar, porque sempre ando.
Sempre que puder, vou tentar escrever
Algo assim, só pra você ter.
Somos todos irmãos, não importa a religião,
Mas há algumas que não têm respeito:
Quase sempre buscam defeito onde não há,
Vivem achando que estão sãs.
Mas é noite, e Deus ama a todos.
Está a assistir seu episódio novo,
Assinando sua vida
Em seu sofá,
Nada para falar,
Com sua pipoca ao lado,
Talvez já estamos condenados.
" GUIA "
Eu perguntei pro curso do destino
pra onde é que me leva a sua estrada
de curvas e ladeiras, pois, formada
de modo que o final não descortino!
Se a travessia imposta na jornada
oculta-se nas páginas que assino,
como é que vou colher do seu ensino
e compreender qualquer lição me dada?!
Queria antecipar o fim da história
pagando, à vista, assim, a promissória
a quem prestar as contas vou, um dia…
Mas o destino, sem qualquer resposta,
mandou que eu aumentasse, enfim, a aposta
e me arriscasse a prosseguir sem guia!
Há estrelas flamejantes no Céu, como anjos de fogo, delicadas talagarças do destino, brasas; hoje como águias, trocando raios, com os raios do Sol. Soa as doze badaladas, cor de prata, cor de bronze, cor de ouro, prenúncio de um novo ciclo, revigora-se as esperanças.
Neste mundo a delirar, a vitória e a derrota são eternos impostores. Seguir a jornada e apreciar as belezas do caminho, são para poucos. Coiso, coisas não importa. O que importa é que hoje muitos irão sorrir e outros irão se debruçar no manto do arrependimento. A vida é assim. Te convido a sorrir, a amar e acima de tudo, perdoar.
Hoje é dia de agradecer todas as bênçãos. Vamos celebrar o amor como a grande família de Deus. Vamos esvaziar a alma, deixar de lado tudo de ruim. Renovados, seremos permeados pelo amor do aprimoramento.
Existe até o tempo para os "tempos" se reencontrarem.
O mundo pode mudar com o seu exemplo!
DESTINO
Sou uma simples estrada
Como tantas por aí.
Quantas pessoas passam
Diariamente por mim
Vindo daqui e dali
Seguindo a sua jornada.
E HOJE, NO PERÍODO MATUTINO,
PASSOU POR MIM, APRESSADO,
UM CATIVANTE MENINO.
Alguns andam por aqui bem sossegados
Outros fazem seu percurso, preocupados.
Uns preferem ir sozinhos, caminhando
Outros passam por aqui sempre em bando.
Alguns vêm de bicicleta,
De carro ou motocicleta
Outros passam apinhados
Em ônibus superlotados
Todos cumprem, enfim, sua empreitada
Cruzando por esta velha estrada.
E HOJE, NO PERÍODO VESPERTINO,
PASSOU POR MIM, APRESSADO,
UM CATIVANTE MENINO.
No trajeto há aqueles que namoram,
Tem aqueles que mendigam,
Também aqueles que oram.
Alguns seguem desconfiados
E outros bem-humorados.
Alguns cruzam desatentos
Usando fones de ouvido.
Outros seguem tão festivos,
Fazendo vasto ruído.
É tanta gente diferente!
Alguns vão, mas também voltam...
Outros apenas seguem em frente.
E eu, uma simples estrada,
Inerte e introvertida,
Fico só a observar...
É esta a minha vida.
E AO CHEGAR A ESCURIDÃO
PALPITA O MEU CORAÇÃO:
QUAL HÁ DE SER O DESTINO
DO CATIVANTE MENINO?
Destino, Destino, surpreende até o maior dos magos do Destino.
Plantando em nosso Sonhar, visões, conversas, paisagens que apesar de serem sonhos, irão acontecer em um momento ou outro.
Ao mais cético dos homens tu dizes: "Eis aqui o teu destino, plantado em teu Sonhar, hora ou outra o Destino ira de advir".
Ao mais sábio dos deuses tu dizes: "Eis teu destino, já trançado e alinhado, não tens aonde ir."
Ao mais recente dos homens tu dizes: "Vê os teus destinos? Apenas você irá fazer-lo, seguir o seu destino ou fazer teu destino. Eis o poder que nem o próprio perpétuo do Destino tens pois, ele serve a ti. Porque apenas você traça o teu próprio destino."
Mais uma vez surpreende-me, Destino.
Tecendo as teias do meu destino,
percorro caminhos enviesados.
Mergulho em rios translúcidos.
Viajo entre as brumas do pensamento.
No abismo da minh ‘alma
ouço os ecos
dos sorrisos estampados nas fotografias
amareladas pelo tempo...
Agora, pelas janelas do trem
observo os tique-taques dos relógios passando por mim,
platinando com o orvalho da madrugada
os meus longos cabelos,
que outrora reluziam diante do sol
A estrada é longa e misteriosa,
repleta de suspense e fascínio.
Amanhã, finalmente desvendarei
as verdades escondidas por entre as frestas das vozes
melodiosas e
enigmáticas dos filmes de Carlitos...
Valnia Véras
Se me perguntassem se eu acreditava em destino há uns dez anos atrás eu diria que não.
Diria que os eventos que decorrem diante de nossos olhos, os quais chamamos de vida, são meras casualidades causadas por espaço, tempo e ações intuitivas humanas. Hoje vejo que não é bem assim.
Quando te vi pela primeira vez, e eu nunca vou me esquecer disso, você estava com um olho roxo. Isso é marcante! E as vezes a gente não nota, mas as pessoas nos marcam a gente, e você foi marcante de um jeito especial em todos os momentos da minha vida.
As vezes olho pra trás e penso que perdi um puta partido, e realmente, eu perdi. Estar com você é algo especial, marcante e divertido. Mas como disse, se me perguntarem agora se acredito em destino, eu diria que sim.
Agora eu acredito em destino porque não é mera casualidade te conhecer e poder ter momentos felizes ao teu lado. Eu ainda não sei pra que vim ao mundo, mas com certeza sei que curtir com você está dentro do meu propósito.
A vida, o destino e todas as forças do universo deram uma maneira de nos unir em laços confusos, mas verdadeiros. Eles me deram você de presente. E por tudo isso agora me pergunto, se eu te desse um presente, o mais caro e o mais bonito, não sei se seria o suficiente pra agradecer o qual importante você é na minha vida.
O aniversário é seu, mas sinto como se o presente fosse você. É um prazer poder ter momentos ao seu lado e isso pra mim já é o maior presente do mundo.
Quero te desejar toda a felicidade do mundo. Quero que seus sonhos se realizem e que você alcance todos seus objetivos. Quero ver você crescer como pessoa, e como espírito também.
Feliz aniversário, Tainá. Que essa data se repita muitas vezes! Te amo ❤️ 🐼
PS: Espero ter sido o último a te dar os parabéns porque a cereja do bolo é sempre a última coisa a se colocar.
Esporei o cavalo do destino
A procura de alguém leve e singela
O achado deixou grande sequela
Me fazendo de novo um clandestino
Eu pensava não ser mais um menino
Porque tudo na vida eu aprendia
Mas a aula que me falta fazia
Recebi como um chute na canela
Que a pior solidão é sempre aquela
Que vivemos em falsa companhia.
Portugal: o Mito e o Destino -
E a cruz ao alto erguida, lá,
onde a terra acaba e o mar começa,
desperta em mim a memória das naus ...
Essa longinqua quimera,
saudosa Epopeia, Sonho mais alto!
O nosso Sonho!
Escalda-me então o sangue nas veias,
bate-me o coração a compasso desmedido,
minha'Alma levanta voo,
parte em direcção ao infinito ...
Busca outro chão, outros Povos,
outras Raças, outro Deus!
Mas não vejo a Cruz!
Os barcos perderam-na!
E as quilhas?! Onde?!!
Perdeu-se também o sonho,
desfez-se também o Mito,
sepultaram-se Poetas e visionários ...
E a Alma Portuguesa recolheu! Onde?! Onde?!
E Eu?! Que farei agora Eu sem Deus?! ...
(No cabo da Roca)
As velas sem cruz são a modernidade. O discurso político deixa de ser religioso (sem cristo e sem cruz) e passa a ser económico a partir da Guerra dos Trinta Anos - a partir da Paz de Vestefália ... A confusão entre economia e política fez com que todas as guerras, depois de 1648, tenham sido económicas.
Esta, a do século XXI, é isso mesmo: uma guerra económica e monetária.
E só deixaremos este ciclo quando separarmos a política da economia. Ou seja, voltarmos a Cristo!
Um Embaixador para a Economia da Alma...
(Analise de um amigo Economista)
Penso, destino
É um mistério
Sigo lutando.
Essa tal felicidade
estou buscando
Você podia ser meu futuro
Inspiração
Digo,a chance que tive ontem
seu coração.
Você nem sentiu
O tempo passou
Iluminou aquele sorriso
Ele nasceu
Dissolveu no ar.
Quando lhe vi
Apostei nesse amor
Migalhas desse amor
Nem sei por que
E mesmo assim
Perdi você.
Nem sei por que
E mesmo assim
Perdi você.
Já que acreditei
Não está aqui
Dentro de mim.
Não restou nada
O que posso fazer
Tentar te esquecer.
Descobri que teve razões
Prometi que seria feliz
Sem você
Sem você.
Força
Ó Grande grande arquiteto
Além de qualquer Compreensão
Abre o meu coração
Com destino a um eterno afeto
Proporciona aos seres viventes
Através do seu emissário
Do pobre ao rico carente
A visão do interior necessário
Que o espirito de guerreiro
Do desvalido e humilde aventureiro
Medrando fascinante obstinação
Forças para carregar com firmeza
A tocha que ilumina e traz beleza
Jamais fraquejar nesta sedutora missão.
Ademir Missias 10/22
Não quero ser Destino -
Eu não quero ser destino!
Coisa vaga, sem sentido,
perdida ao longe,
num latido.
Eu não quero ser aquele
que a Vida não abrange ...
Eu não quero ser destino!
Corpo velho,
Alma nova,
gente em desatino,
que fica ali esperando,
que ali fica a chorar,
ali também dançando ...
Eu não quero esse destino!
Tão pouco! Tão nada!
Um brilho quase felino...
D’olhos que apenas
vão fitando!
Fitando o desespero,
que aos poucos,
instalado,
destrói a expectativa,
deixa a amargura,
a triste sina,
o desespero
e a desilusão, perdura ....
Por isso não quero ser destino!
Eu sou um’ Alma rouca!
sem destino ...
Uma graça pouca!
Em desalinho ...
Uma cabeça louca!
Sem tino ...
Só não quero ser destino!
Só não quero esse fadário!
Mas não querendo sê-lo,
na verdade, sou-o já!
E sou-o de pequenino ...
Eu sou esse calvário!
Eu sou esse destino!
