Textos de Declarações de Amor
A minha fé esta no amor...
A minha esperança é o amor...
A minha "religião" (?) é amar com amor....
O meu milagre esta no amor que cura...
A minha vida quem conduz é o amor...
Quem esta no controle é o amor...
Quem salva é o amor...
Sómente o " amor" restaura...
Só quem ama perdoa...
O amor, sómente o amor, pois acima de tudo,o mais importante é o amor.
NADA FOI ,È OU SERÁ ONDE NÃO EXISTE O AMOR !
Nada que não tenha amor vale a pena,
um beijo que não tenha amor,
abraço sem tremor e calor,
Sem amor nada faz o coração acelerar,ou
a quimica disparar e fazer a alma tremer.
Tudo que não é feito com amor,
mas parece comida sem tempero,
um relógio sem ponteiro,
sem amor, um arco-iris fica sem cor....
O amor aproxima a distância,
faz o adulto voltar a ser criança,
a cantar e sorrir feliz, isso é amor !
Nada que não seja com amor,
tem graça e calor,
sem o amor a vida é incolor,
sem amor a alma chora de dor,
sem amor,solitário na multidão,
um peito sem coração...
Assim fica quem vive sem amor,
o amor que cura doença,
muito mais forte do que qualquer " crença",
esse é o remèdio chamado amor,
as vezes uma ferida na alma, que é curada
de dia ,de tarde ou de madrugada,
mesmo na hora chegada,quem renasce só com amor,
O verdadeiro amor que eternamente dura,
Sentimento que encurta distâncias,
que traz pra perto quem esta longe,
amor de quem ama de verdade nunca acaba,
Nada nessa vida deveria existir sem amor,
O amor no ar que respira,
O amor que como comida mata a nossa fome,
amor que como agua sacia a nossa sede,
Tudo que vale a pena tem amor de verdade!
Amor que nos tira da solidão...
Amor que nos permite perdoar, sorris ou chorar,
Amor mais que sentimento,
amor ,estilo de vida
como é gostoso sentir amor !
Eu te amo, tu me amas...
tu me amas e eu te amo e cuido de você !
Portanto não basta gostar, é preciso amar de novo !
Amor que cuida, restaura e enobrece,
amor que
beija , abraça e faz amor.
Nada se compara , ao se tentar ,com outro sentimento,
comparar tudo ao amor.
Amar é incomparável,
incomparável amor !
Inspiração.
A chuva, o vento, o céu, as estrelas...
O Sol, os sonhos, o firmamento...
O amor, o abraço, o beijo...
O sorriso, a alegria, a felicidade...
Tudo isso é “ inspiração”.
Estar inspirado é ser otimista,
Ser inspirado é ter esperança de que é possível ser e estar feliz.
Os sonhos acabam não quando acordamos,
Mas sim quando desistimos de ter uma vida como sempre quis.
Inspiração nas batidas pulsantes do coração,
Viver a vida com amor e emoção.
Gilberto Braga celebrante.
AS FORMAS DO MEU AMOR XII
Ando com tempo para pensar
Num futuro sem você
Mas não consigo compreender
Que minha alma tanto queira te amar.
Isso até posso não entender
Quem sabe o tempo me dirá
Tudo que sinto até o momento
Pode ser um amor do presente ou do passado.
Mas consigo ainda pensar
Que um dia ver teu sorriso
Pode minha vida melhorar
Quem sabe sonhar com o paraiso?
O que me mantém ainda firme
É que posso ainda em algum momento cruzar contigo
A esperança de estar ao seu lado
Torna o amor de minha alma mais forte.
Não desistirei em circunstância nenhuma Posso cair e enfraquecer
Quando me levantar, simplesmente
Farei tudo que não esteja ao meu alcance para te conquistar.
AS FORMAS DO MEU AMOR XV
" Me sinto confuso em minhas fantasias e não quero sair desse sonho que não se torna realidade, mas , penso como se fosse."
Continuo a cada dia me perguntando
Quando estarei ao seu lado
Aqui ainda fico imaginado
Cada detalhe de seu rosto.
Escrevo tanto pensando como seria
A cada momento estar contigo
E esqueço realmente o que deveria
Provar que por ti estou lutando.
Desde aquele dia que te vi pela primeira vez Não consegui mais te esquecer
E quando vou a rua penso que talvez
Possa te encontrar , o que sinto, te dizer.
A verdade doi mais, muito mais
Porque crio na minha mente, desejos
Me atormenta a vida demais
Pensar que estou todos os momentos ao seu lado.
As Formas do Meu Amor V
Procuro dormir sem em ti pensar
Ao fechar os olhos passo a sonhar
Num lugar com jardim e belas flores
Ao teu encontro estou a chegar.
A jornada não é tão longa
E te vejo perto de um jardim
Sem pensar, caminho em sua direção
Mas cada passo permanecia no mesmo lugar.
O chão se movia a cada passo meu
A agonia aumentava em meu coração
Você naquele mesmo lugar ficava parada Então na minha mente procurava uma solução.
Te chamei, chamei, e por fim, gritei
Em nenhum momento você ouviu
Estava eu em um sonho espelhado?
Ou naquele loop de tempo você não me viu?
A verdade é que acordara
Sem contigo ter falado
Um sonho não solucionado
Que deixei de dizer que te amava.
As Formas do Meu Amor IV
Criei um mundo na minha mente
E dele jamaias quero sair
Vivo ao seu lado sempre
Daqui não pretendo partir.
No mundo real não te vejo
E percebo a cada dia ficar mais distante
Me envergonho dizer: que és meu desejo
Se estivesse ao meu lado seria feliz o suficiente?
No mundo da minha mente
O seu sorriso é a felicidade
O seu olhar é a esperança
No meu mundo só há reciprocidade.
O que mais poderia dizer
Se não apenas a verdade
Você existe na vida real, e nos meus sonhos Onde vivo para dizer, que te amo.
Posso ter errado ao me expressar
No momento que te encontro sinto paz
A suavidade do seu olhar e seu sorriso
Faz com que a cada momento, queira te amar.
As Formas do Meu Amor II
Eu me arrepio pensando em você
Me passa flashes do seu olhar e seu lindo sorriso
E pensar que um dia estarei ao seu lado Simplesmente almeja meu coração.
Num mundo tão grande, ser poeta não é importante
Em uma cidade fronteirça e pquena e pacata Com o tempo fui me apaixonando por você Com um sorriso tão discreto, mas apixonante.
Os dias se passaram sem poder te olhar
Ao pensar em nós crio sonhos
A realidade é apenas te amar
Mas percebo que é somente uma poesia.
Se o paraiso realmente existe
Ao seu lado quero estar
Em outra vida devíamos estar unidos
E nessa Vida farei de tudo para estarmos também.
As Formas do Meu Amor III
Saber que posso não te ver mais
Começo dentro de mim ter aflito
E sei que esta distância será demais
Minha alma entrará em conflito.
Quero de novo ver teu sorriso
Que tão pouco pude vê-lo
Tão lindo é o seu riso
Que vida ao redor disso!
Um dia vou conquistá-lo
Pois sei que estarei preparado
Nessa vida vou amá-la
E dir-te-ei que estou apaixonado.
Sorrisos e olhares serão capazes
De mostrar o amor que sinto por ti
E no momento certo aclarei
Que ao seu lado apenas quero estar.
A humanidade sucumbe à si mesma
Gritam o amor
Proclamam Deus
Mas se sangra um dos seus
jogam sal no corte
e chupam a ferida.
Hipócritas
Doentios
Pior que os gentios
Não sejam fingidos
Abafem seus gemidos poéticos
Cadáveres fétidos!
... Fingir poesia
Vós não fingis!
Vós a mentem!
Engano
Um dia eu já fui tão triste, e fui mesmo infeliz, por acreditar no amor verdadeiro, hoje sei que foi um grande erro, total engano. Em minhas ilusões ainda romantizo o amor, ainda acredito em algumas fantasias, mas já me dói a realidade triste de saber, que amor, amor mesmo, só de mãe... e nem todas são dedicadas.
A maior ilusão é acreditar
que o amor entre duas pessoas
aumenta naturalmente com o passar do tempo,
pois se as pessoas são seres
que enfraquecem com o tempo
o que ela sentem também o será,
dessa forma devemos procurar
fazer de tudo para que esse enfraquecimento
seja o mais lento possível.
Como o corpo precisa de atividades físicas
para se manter por mais tempo ativo na vida,
o amor necessita de mais cuidados
para se manter vivo entre os que se amam.
A Casa do Pai
O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.
Sensato Coração
(Amor pela Vida)
A vida nos ensina á fazer coisas loucas, nos ensina á andar por caminhos diferentes todos os dias; nos ensina á amar, chorar, sorrir, cair, levantar, nos ensina ás mais diversas emoções.
A vida é para ser vivida das mais diversas formas que existe; não é difícil viver, não é impossível achar a vida bela; abra os olhos, sinta a vida, junto com a primavera.
Quando Deus criou tudo isso, foi por um propósito, foi para mostrar que a vida é divertida de viver, para mostrar que a Criação não foi em vão e que a natureza é uma das coisas mais linda que Ele criou.
Oh, sensato coração, nunca me deixes na mão, eu preciso aprender a viver, eu preciso aprender á amar, preciso olhar á vida, como uma forma de Amor, preciso aprender a perdoar. Oh, sensato coração, porque tem que ser assim? Porque forçamos sentimentos, sem eles existir? Porque maltratamos nosso próximo? Porque julgamos se sabemos que isso é permitido apenas para Deus? Oh, sensato coração, me ensinar a viver a vida melhor, me ensina a amar o meu próximo. Oh, sensato coração.
Amor de Infância
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com você todos os dias, você era a única pessoa que eu queria. O tempo passou e você foi embora levou com você a nossa história, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazíamos na nossa infância.
Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar simplesmente aconteceu você na minha vida, eu não sei se era o certo, eu não sei se era assim, mas o nosso amor de infância nunca terá, nunca terá um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderá nos separa, nada nunca irá nos fazer chorar, pois o nosso amor de infância para sempre vai durar.
O Primeiro Amor
Cresci escutando que o primeiro amor da vida de uma menina é o pai. Nunca ouvi tanta mentira caber em tão poucas palavras.
Porque o primeiro amor de um filho não deveria ser definido pelo gênero, mas pelo vínculo, pelo cuidado, pelo lugar onde o coração encontra o primeiro abrigo. E, para mim, esse primeiro amor sempre foi a mãe.
É nela que encontramos conforto, é no colo dela que descobrimos aconchego, é na voz dela que encontramos calma quando ainda nem sabemos explicar o que sentimos. É através dela que a vida começa, é dentro dela que, antes mesmo de conhecermos o mundo, já somos existência, já somos parte de alguém.
Antes de aprender a amar qualquer outra pessoa, aprendemos o amor através dela. Antes de conhecer qualquer paixão, conhecemos o calor de um colo. Antes de entender o significado de pertencimento, já pertencemos a alguém.
Talvez o primeiro amor não seja aquele que nos ensina a amar romanticamente. Talvez seja aquele que nos ensina, pela primeira vez, o que significa ser amado.
E é por isso que nunca consegui enxergar verdade nessa frase que colocaram tantas vezes como regra. Porque amor não é uma fórmula, não é uma sentença pronta e muito menos uma definição baseada em gênero.
O primeiro amor é aquele que nos acolhe quando ainda somos pequenos demais para compreender o mundo. É aquele que nos reconhece antes mesmo de sabermos quem somos. É aquele que nos oferece abrigo quando tudo ao redor ainda é desconhecido.
E, para mim, esse amor tem nome: mãe.
Porque antes de qualquer romance, antes de qualquer paixão, antes de qualquer pessoa que um dia possa chegar e ocupar espaço no coração, existe aquela que nos ensinou, mesmo sem palavras, que amar também é cuidar, proteger, acolher e permanecer.
O primeiro amor não é necessariamente quem um dia fará o coração bater mais forte.
É quem, um dia, ensinou esse coração a bater.
O Pecado de Escolher a Paz
Eu nunca compreendi como um grande amor,
que ontem era abrigo, hoje vira rancor;
como quem adormece envolto em carinho
desperta odiando quem andou no seu caminho.
Por que a ternura se torna vingança?
Por que destruir aquilo que um dia foi esperança?
Ciclos se encerram, caminhos se desfazem,
amores se transformam, pessoas se afastam.
Mas por que transformar um adeus em prisão?
Por que fazer da partida uma condenação?
Só porque alguém não coube na expectativa,
merece carregar uma culpa tão viva?
Eu também já esperei de quem não correspondeu,
já amei quem não foi aquilo que prometeu.
Nem por isso fiz do ressentimento uma arma,
nem transformei despedida em guerra ou desgraça.
Então por que fazem comigo aquilo que não fiz?
Por que me chamam de monstro, se eu só quis ser feliz?
Ninguém viu minhas noites, ninguém viu minha dor,
ninguém sabe quantas vezes calei por amor.
Eu não quis destruir, eu só quis respirar;
não quis ferir, só precisava me encontrar.
E se partir de onde eu já não podia florescer
me fez parecer cruel, então que seja —
eu escolhi viver.
Não quero tua queda, não quero vingança,
não quero transformar mágoa em lembrança.
O que um dia foi amor não precisa ser guerra,
nem todo adeus precisa incendiar a terra.
Talvez um dia você consiga entender:
eu não fui embora porque deixei de querer.
Fui embora porque, para continuar ao teu lado,
eu precisava deixar de ser quem eu sou — e isso seria errado.
E se me chamarem de vilã, deixarei o tempo falar:
há verdades que só o silêncio consegue revelar.
Porque, no fim, aprendi a duras penas:
nem todo amor nasceu para permanecer,
nem todo adeus precisa fazer alguém sofrer.
E escolher a própria paz, depois de tanto padecer,
não é crueldade — é finalmente escolher viver.
Pequenos detalhes
o amor se revela no simples,
numa flor, num calor, numa nuance,
porque quase tudo que importa
cabe no pouco
antes que o medo alcance.
amar nunca me pareceu complexo.
complexo é interpretar silêncio,
prever ausência,
conjugar o futuro
antes de aprender o presente.
o medo tem essa mania
de transformar ponto em reticência,
carinho em hipótese,
e qualquer demora
em evidência.
quero te amar, e amar, e amar,
até gastar o verbo
de tanto o conjugar.
sem procurar antítese no afeto,
sem fazer do erro um presságio,
sem transformar cada detalhe
num argumento contrário.
quero ser frágil sem ser pouco,
vulnerável sem pedir garantia,
deixar que você conheça
o que eu escondo até de mim
nos dias de covardia.
quero errar sem fazer do erro
uma profecia do final,
porque já perdi coisas bonitas
tentando encontrar perigo
em todo ato banal.
NA SEARA DO AMOR:
O DISCÍPULO É RECONHECIDO PELO QUE SENTE E PRATICA.
Marcelo Caetano Monteiro.
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
— Jesus, João 13:35, Bíblia de Jerusalém
Introdução:
A marca do verdadeiro trabalhador do Cristo.
Jesus, em sua sublime pedagogia moral, legou à Humanidade não apenas um código de virtudes, mas o sinal distintivo de seus verdadeiros seguidores: o amor fraterno vivido com autenticidade. A frase “Os meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem” é uma síntese interpretativa fiel do Evangelho segundo João 13:35. Esse ensinamento ecoa na Doutrina Espírita como pilar da regeneração do homem de si para as sociedades universais.
Com Jesus e Kardec aprendemos amor como Identidade Espiritual.
No Espiritismo, o tema do amor como reconhecimento do discípulo fiel é central.Em O Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente:
Capítulo XI – Amar o próximo como a si mesmo,
Item 4: “Fora da caridade não há salvação”, reafirmando que o amor ao próximo é o verdadeiro sinal da elevação moral.
Item 13: Os Espíritos nos dizem que “o amor resume a doutrina de Jesus inteira, porque esse é o sentimento por excelência.”
Em O Livro dos Espíritos, encontramos o fundamento dessa moral elevada:
Questão 886: Quando Kardec pergunta qual o verdadeiro sentido da caridade, os Espíritos respondem: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O Evangelho segundo o Espiritismo:
Capítulo XVII - Sede perfeito.Os bons espíritas “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações."
A frase retoma a mesma ideia do Cristo: é pela conduta amorosa diária, nos esforços empreendidos com o real desejo de se melhorar que se reconhece o discípulo.
Na Revista Espírita, edição de julho de 1865, há um texto de Allan Kardec intitulado O egoísmo e o orgulho – causas do sofrimento, no qual ele ressalta:
“Enquanto o homem não colocar o amor ao próximo acima de suas vaidades e interesses mesquinhos, não poderá dizer que segue a Cristo.”
Léon Denis: A Dinâmica do Amor no Coração do Trabalhador.
Em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis aprofunda o ideal cristão sob a luz da razão:
Capítulo XX – O Dever, ele escreve:
“O amor é a força suprema que rege os mundos; o dever é a aplicação do amor. Quem ama,serve. Quem serve, realiza o bem.”
Em O Grande Enigma, no Capítulo XVI – O Culto do Belo, Denis aponta:
“O verdadeiro discípulo do Cristo é aquele que faz da sua vida um apostolado silencioso,irradiando a luz do bem por onde passa.”
Joana de Ângelis: A Psicologia do Amor como Alimento da Alma.
Na obra Vida Feliz (Divaldo Franco – Espírito Joana de Ângelis):
Mensagem 45:
“Ama sempre,mesmo quando não sejas correspondido,porque o amor é fonte que desata correntes e dissolve as algemas do sofrimento.”
Em Jesus e Atualidade, capítulo 1 – Discípulos de Jesus:
“O discípulo real do Mestre é o que ama sem impor,serve sem exigir,permanece quando todos partem,e se sacrifica em nome do bem.”
Joana nos apresenta o amor não como emoção instável,mas como decisão de doação contínua, que é o verdadeiro critério de reconhecimento espiritual.
Raul Teixeira: O Trabalhador da Seara de Coração Humilde.
No livro Na Seara do Mestre (Espírito Camilo – psicografia de Raul Teixeira):
Capítulo "Discípulos de Ontem, Servidores de Hoje",encontramos:
“Jesus não busca especialistas em letras, mas corações dóceis e voluntários.O sinal é o amor:quem ama,não cansa de servir.”
Raul reforça o caráter prático do amor no cotidiano das casas espíritas, no acolhimento, no passe, na escuta fraterna formas pelas quais o discípulo se revela.
Aplicações na Seara: O Amor como Ação
A seara de Jesus não é feita de teorias, mas de mãos estendidas,gestos anônimos e sacrifícios discretos.Os trabalhadores espíritas são convidados a ser reconhecidos pelo que sentem,mas principalmente pelo que praticam em silêncio,com doçura,renúncia e espírito de cooperação.
Quem se oferece ao serviço na Seara do Cristo deve trazer no coração a sua insígnia: a bondade ativa.
*Conclusão Consoladora.
O verdadeiro discípulo não é o que fala mais,nem o que se destaca aos olhos do mundo,mas aquele que ama discretamente,que perdoa com sinceridade,e que serve mesmo quando incompreendido.
Lembremos as palavras do Mestre:
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
(João 13:35)
Que cada gesto nosso,cada palavra e cada renúncia seja como uma pétala de luz ofertada ao Cristo,para que a seara floresça onde houver espinhos.
“Na obra do bem,não importa o tamanho da tua missão,mas que tenhamos a nossa no cerne íntimo imantado ao tamanho do nosso amor.”
Referências:
Bíblia de Jerusalém – João 13:35
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 4 e 13.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questões 886 e 917.
KARDEC, Allan. Revista Espírita, julho de 1865, artigo O egoísmo e o orgulho – causas do sofrimento.
DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. XX – O Dever.
DENIS, Léon. O Grande Enigma, cap. XVI – O Culto do Belo.
JOANA DE ÂNGELIS. Jesus e Atualidade, cap. 1.
JOANA DE ÂNGELIS. Vida Feliz, mensagem 45.
CAMILO (espírito), psicografia de Raul Teixeira. Na Seara do Mestre, cap. “Discípulos de Ontem, Servidores de Hoje”.
A OBSESSÃO FAMILIAR - E O MITO DA “MEDIUNIDADE MISSIONÁRIA"
Quando o amor se transforma em sugestão psicológica e o lar passa a alimentar ilusões espirituais.
Há uma forma de obsessão pouco discutida nos meios espíritas e espiritualistas. Ela não se manifesta apenas através da influência de Espíritos desencarnados perturbadores, mas também por intermédio das ideias fixas, projeções emocionais e expectativas desmedidas cultivadas dentro do próprio ambiente familiar.
Não são raros os casos em que pais, avós ou parentes passam anos repetindo a uma criança ou adolescente que ele possui uma "mediunidade extraordinária", uma "missão grandiosa" ou uma "tarefa espiritual superior" destinada a mudar o mundo.
Aquilo que inicialmente parece incentivo pode converter-se em verdadeira indução psicológica.
Allan Kardec ensina que a mediunidade é uma faculdade natural, encontrada em diferentes graus na humanidade. Em "O Livro dos Médiuns", item 159, afirma que toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Contudo, em momento algum Kardec estabelece que a mediunidade seja sinônimo de superioridade moral, santidade ou missão especial.
Ao contrário, em "O Livro dos Espíritos", questões 459 e 466, os Espíritos esclarecem que as influências espirituais ocorrem constantemente sobre os pensamentos humanos, e que muitas vezes somos dirigidos por sugestões que sequer percebemos.
Quando uma família insiste continuamente em convencer um filho de que ele é um "escolhido", um "missionário" ou um "enviado espiritual", cria-se um fenômeno delicado: a sugestão sistemática. A criança passa a interpretar acontecimentos comuns como manifestações sobrenaturais. Sonhos tornam-se profecias. Intuições tornam-se revelações. Coincidências transformam-se em sinais divinos.
Em muitos casos, não há má-fé. Há afeto, entusiasmo e desconhecimento. Entretanto, o resultado pode ser profundamente prejudicial ao equilíbrio psicológico e espiritual.
Kardec adverte, em "O Livro dos Médiuns", capítulo XXIII, que a obsessão não ocorre apenas por ação direta dos Espíritos inferiores. Ela encontra terreno fértil nas imperfeições humanas, no orgulho, na vaidade e nas ideias fixas.
Nesse sentido, o culto familiar à "missão espiritual" pode tornar-se um poderoso instrumento de fascinação. A fascinação, segundo Kardec, é uma das formas mais perigosas de obsessão, porque altera a capacidade crítica do indivíduo, levando-o a aceitar sem exame aquilo que deseja acreditar.
José Herculano Pires observava que um dos maiores perigos do movimento espírita é a substituição do estudo pelo personalismo. Quando a figura do médium passa a ser mais importante que o conteúdo moral da Doutrina, abre-se espaço para mistificações, fanatismos e desequilíbrios.
A verdadeira grandeza espiritual não necessita de proclamações familiares nem de títulos espirituais. Os grandes missionários da humanidade foram reconhecidos pelas obras, pela renúncia e pelo serviço prestado ao próximo, não por anúncios antecipados de parentes ou admiradores.
O próprio Espírito Emmanuel adverte que a mediunidade é instrumento de trabalho e responsabilidade, jamais certificado de elevação moral.
A Doutrina Espírita é clara ao ensinar que a evolução se mede pelas virtudes conquistadas. Em "O Livro dos Espíritos", questão 625, encontramos Jesus como o modelo e guia da Humanidade. Não é a capacidade de ver Espíritos que define a grandeza de alguém, mas a capacidade de amar, servir, perdoar e melhorar a si mesmo.
Muitos jovens adoecem emocionalmente ao carregar expectativas familiares desproporcionais. Sentem-se obrigados a produzir fenômenos, receber mensagens ou apresentar dons extraordinários para corresponder às crenças dos pais. Outros desenvolvem sentimentos de superioridade espiritual, comprometendo o próprio progresso moral.
O lar deve ser escola de equilíbrio, não laboratório de exaltações místicas.
Se uma faculdade mediúnica realmente existir, ela se manifestará naturalmente e deverá ser educada com estudo sério, disciplina, humildade e observação criteriosa, conforme recomenda Kardec.
A função dos pais não é decretar missões espirituais para os filhos. Sua missão é mais simples e mais sublime: educar consciências, formar caracteres e ensinar valores.
Toda vez que a família substitui a educação pela exaltação, corre o risco de alimentar ilusões.
Toda vez que substitui o estudo pelo entusiasmo, aproxima-se do fanatismo.
E toda vez que transforma uma possibilidade mediúnica em símbolo de superioridade, afasta-se dos princípios fundamentais do Espiritismo.
A prudência, ensinava Kardec, é uma das maiores garantias contra o erro.
No campo da mediunidade, menos deslumbramento e mais discernimento continuam sendo a melhor proteção contra as obsessões visíveis e invisíveis.
Fundamentação Doutrinária
Questão 459 de O Livro dos Espíritos: os Espíritos influenciam nossos pensamentos e atos.
Questão 466: a influência espiritual varia conforme nossas disposições morais.
Questão 625: Jesus é o modelo e guia para a Humanidade.
Questão 919: o autoconhecimento é um dos maiores instrumentos de progresso espiritual.
Capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns: estudo da obsessão, subjugação e fascinação.
Item 159 de O Livro dos Médiuns: definição de médium.
Capítulo XX dos Médiuns: responsabilidade moral do exercício mediúnico.
Alerta aos Familiares:
Nem toda sensibilidade é mediunidade.
Nem toda mediunidade representa moralidade.
Nem toda criança sensível está vendo Espíritos.
Nem toda intuição é revelação espiritual.
Nem todo sonho possui significado transcendente.
A repetição constante de narrativas místicas pode criar dependência emocional, fantasias de grandeza e dificuldades psicológicas reais.
A melhor proteção para um possível médium continua sendo: estudo, equilíbrio emocional, senso crítico, vida moral saudável e ausência de deslumbramento.
Fontes:
O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
Fonte Viva.
Ceifa de Luz.
Vereda Familiar.
#Espiritismo #AllanKardec #Mediunidade #Obsessão #Fascinação #Família #EducaçãoEspiritual #Autoconhecimento #LivroDosMédiuns #LivroDosEspíritos #JoséHerculanoPires #Discernimento #FanatismoReligioso #PsicologiaDaReligião #EvangelhoNoLar #ReformaÍntima #DoutrinaEspírita #EstudoEspírita #Consciência #EvoluçãoEspiritual
