Textos de Declarações de Amor
ÀS IGREJAS DO PLENO AMOR.
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Queridos irmãos, fraternidade e paz descam sobre cada um de nós e permaneça em morada plena no cântaro de nossos sentimentos.
O mundo sacode-se e contorce-se de dores sequazes imperativas das nossas corrupções morais que não cabendo mais no alforje transborda pelos caminhos onde vai o interesse humano que regorgita o veneno sorvido pelo próprio homem.
A iniguidade, a dor, a injustiça e as trevas do orgulho e do egoísmo tem alimentado fartamente o monstro da destruição que investe contra a esperança e a paz.
O estertor das bombas de outrora que estilhaçava uma fria e indiferente belicosidade, eis que bate quase que já arrombando todas as portas do mais além na terra e no céu. Irmãos de Jesus, amados e amantes do Cristo, relembremos os primórdios do Evangelho sobrevivendo ensanguentado pelos mártires sem nenhuma particular denominação religiosa o estandarte era tão somente a mensagem cristã. Hoje, hora aponta e convoca os corações de um só amor, de um só pastor e um só rebanho. Somos convidados há muito meus filhos a amparar e estender o socorro a quem é vítima limpa e que se encontra sobre os escombros da maldade que sem dar-se conta devora a si mesma num repasto que não cabe à mesa messiânica. Somos convidados a lutar pela paz distante e tão seguaz tão perto, mas lutar sem atacar, lutar sem ferir, lutar sem o peso das nuvens densas em nossos corações e nem em nossa razão. Não existe o que justifique o aniquilamento de uma reencarnação. Irmãos que somos, como outrora já o provamos estando sob as bênçãos do Cristo. Qual a diferença que nos dividiu que não tenha causa primordial no interesse humano? Hora urge combatentes, sustentáculos do brilho do amor excelso daquele que amou e ama para todo o sempre até os confins do mundo demo-nos as mãos mais uma vez, mas em plena homogeneidade com o coração. Jesus conta com cada alma sempre e sempre uma vez mais,não o abandonemos no horto entregando-nos ao sono da indiferença. O Mestre conta com os vitimados para que busquem força na crença do estar no lugar do outro,conta com os que compadecem para que o samaritano resurja antes do assalto na estrada, conta com cada pensamento de harmonia e paz e esta paz fortalecerá os lares e ao mundo. As potências bélicas estão nas mãos humanas, mas a Lei e a vontade na permissão Divina. Sejamos hoje mais que ontem nos holocaustos Cristãos, mais unidos, compreendendo que tudo tem um curso de meandros,mas somos os herdeiros de Deus a exercer a obra magistral de caráter efetivamente e inequívoco pois só se comprova na fraternidade.
CASAMENTO, CELIBATO E POLIGAMIA À LUZ DO ESPIRITISMO: A EVOLUÇÃO DO AMOR SEGUNDO A LEI NATURAL.
Entre as diversas leis morais apresentadas pela Doutrina Espírita, a Lei de Reprodução ocupa lugar de grande importância por tratar de um dos aspectos mais profundos da existência humana: a continuidade da vida e o aperfeiçoamento moral do Espírito. Longe de restringir-se ao fenômeno biológico da geração, essa lei alcança as dimensões da responsabilidade, da afetividade, da família e do progresso espiritual.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec demonstra que as leis da Natureza possuem uma finalidade superior. Nada foi criado ao acaso. A reprodução dos seres vivos integra a harmonia universal e assegura a continuidade da vida em todos os seus aspectos. Entretanto, ao conceder ao homem a inteligência e o livre-arbítrio, Deus também lhe confiou a responsabilidade de agir como colaborador da própria Natureza, jamais como seu destruidor.
Por essa razão, os Espíritos ensinam que o ser humano pode regular a reprodução quando houver necessidade legítima e em benefício do equilíbrio natural. O que se condena não é o uso consciente da inteligência, mas a tentativa de frustrar deliberadamente a finalidade da reprodução apenas para atender aos excessos da sensualidade e do egoísmo. Quando o prazer torna-se um fim em si mesmo, separado da responsabilidade moral, evidencia-se o predomínio da matéria sobre o Espírito.
Nesse contexto, o casamento representa um dos maiores marcos da evolução da Humanidade. Kardec pergunta se a união permanente entre dois seres seria contrária à lei natural, e a resposta dos Espíritos é clara: trata-se de um progresso na marcha humana. O casamento transforma a simples atração física em compromisso, fidelidade, cooperação e responsabilidade recíproca. A família deixa de ser apenas um agrupamento biológico para tornar-se uma verdadeira escola de aperfeiçoamento moral.
O comentário de Kardec é particularmente significativo ao afirmar que a abolição do casamento significaria um retorno ao estado primitivo da Humanidade. A união estável dos cônjuges favorece o desenvolvimento dos sentimentos, fortalece os vínculos familiares e cria condições para que Espíritos reencarnados encontrem no lar um ambiente de educação, reparação e crescimento espiritual.
Ao mesmo tempo, a Doutrina Espírita distingue claramente as leis divinas das leis humanas. A indissolubilidade absoluta do casamento não pertence à Lei Natural, mas às legislações criadas pelos homens. Isso significa que a união matrimonial deve ser preservada enquanto cumprir sua finalidade de auxílio mútuo, respeito e crescimento moral. Quando se transforma em instrumento permanente de sofrimento, violência ou degradação dos envolvidos, o rompimento do vínculo jurídico não constitui afronta à lei divina, mas consequência das imperfeições humanas ainda presentes na sociedade.
Outro tema frequentemente mal compreendido é o celibato. O Espiritismo não considera o simples fato de permanecer solteiro um estado de superioridade espiritual. Se motivado pelo egoísmo, pelo orgulho ou pelo desprezo à vida familiar, o celibato não possui qualquer mérito diante de Deus. Contudo, quando representa um sacrifício voluntário realizado para dedicar integralmente a existência ao serviço da Humanidade, adquire elevado valor moral. O mérito nunca está na condição exterior da pessoa, mas na intenção pura que inspira seus atos.
Também a poligamia é analisada sob o prisma da evolução moral. Os Espíritos afirmam que ela não constitui uma lei natural, mas uma instituição humana vinculada a determinados períodos históricos e costumes sociais. O casamento ideal, segundo as leis divinas, fundamenta-se na afeição recíproca. Onde predomina apenas a sensualidade, desaparecem os elementos espirituais do amor verdadeiro. À medida que a Humanidade progride, substitui as relações baseadas na posse, no poder e nos interesses materiais por vínculos construídos sobre o respeito, a igualdade e a fidelidade.
Essa compreensão revela um aspecto essencial da Doutrina Espírita: a verdadeira evolução consiste na educação dos sentimentos. O homem deixa gradualmente de ser governado pelos impulsos instintivos para orientar sua vida pela consciência, pela razão e pelo amor. O casamento, a família e a própria sexualidade deixam de ser simples expressões da natureza biológica para converterem-se em instrumentos de crescimento espiritual.
Em última análise, a Lei de Reprodução não trata apenas da multiplicação dos corpos, mas da educação das almas. Cada lar constitui uma oficina de aperfeiçoamento onde Espíritos aprendem a renunciar ao egoísmo, desenvolver a paciência, exercitar o perdão e construir laços de amor que ultrapassam a própria morte. A família, assim compreendida, torna-se um dos mais importantes mecanismos da Providência Divina para conduzir a Humanidade ao seu destino de perfeição.
Fontes:
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Parte Terceira – Leis Morais. Capítulo IV – Lei de Reprodução, questões 693 a 701.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulos XIV (Honrai a vosso pai e a vossa mãe) e XXII (Não separeis o que Deus juntou).
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SUBLIME POEMA AO AMOR.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Amor, silêncio em veste de agonia,
Relíquia acesa em pálida amplidão;
És flor que nasce à sombra mais sombria,
E morre cedo dentro do coração.
Teu beijo traz o gosto da saudade,
Teu riso é véu de oculta solidão;
Prometes sempre a eterna claridade,
Mas deixas noite em cada despedida, então.
Há sinos mudos sobre os cemitérios,
Cantando preces para quem partiu;
E os ventos, como monges funerários,
Guardam o nome de quem já dormiu.
A lua, em seu sudário prateado,
Embala as cinzas de um jardim sem cor;
O céu contempla, imóvel e calado,
A lenta procissão de cada amor.
Quem ama aprende o idioma das ruínas,
O peso amargo de esperar em vão;
Colhe espinhos onde havia boninas,
E faz do pranto a própria oração.
Contudo, amor, mistério inesgotável,
Mesmo vestido em luto e escuridão,
És o mais doce e o mais inevitável
Fantasma a visitar o coração.
Pois toda vida curva-se ao teu fado,
Toda esperança busca teu calor;
E até a morte, em seu silêncio alado,
Ajoelha-se, vencida, ante o Amor.
Nossa História, Nosso Amor
Não foi o acaso que nos uniu,
foi a vida pedindo recomeço.
A dor de lá encontrou a dor de cá,
e no meio da tempestade
a gente descobriu o nosso abrigo.
Ele veio lá do Sul,
com o vento frio e o peito ferido.
Eu, aqui no asfalto paulistano,
com a alma aflita, cuidando dos meus.
A vida nos testou com força,
mas do meio dos espinhos
nasceu o carinho mais bonito
que o coração humano pode ter.
O tempo olhou para nós dois
e contou trinta anos no relógio,
mas o amor não sabe contar anos.
O amor só sabe contar abraços,
só sabe contar o desejo, a entrega,
o arrepio na pele ao segurar a mão.
A Avenida Paulista parou para ver
o nosso primeiro encontro.
Enfrentei o vento forte das terras dele,
o frio gelado que assusta a gente,
mas o calor que recebi no peito
deixou a vida quente de novo.
Que não seja eterno posto que é chama,
mas que seja infinito enquanto dure.
Hoje a gente vive assim:
corpo, alma, paixão e verdade.
Ele é meu porto seguro, meu homem,
meu presente e meu futuro.
A prova viva e bonita
de que o amor de verdade
sempre vale a pena.
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim
Edson Ricardo Paiva
O amor deveria ser para sempre, mas sabemos que o para sempre, sempre acaba!
Não busque inflamações oculares, quando já se sabe que a maior parte da sua vida, você passou chorando por alguém que não lhe merecia.
Engane o seu cérebro, ele é burro, se você sorrir, ele entende que você está feliz.
Interesse
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino
Dizem que o amor se alimenta de presença, mas a nossa história tem me provado que ele sobrevive, na verdade, de algo muito mais profundo: a conexão. Mesmo com os quilômetros que nos separam agora, sinto que nunca estivemos tão sintonizados.
Estar longe de você me ensinou a dar um novo valor ao que antes parecia comum. Hoje, o som da sua voz pelo telefone é o meu porto seguro, e cada segundo da nossa contagem regressiva para o próximo encontro é o que me mantém focado e sorrindo durante o dia. É engraçado como a distância não diminui nada; ela só serviu como uma lente de aumento para a falta que você me faz e para a vontade que tenho de te ter por perto, sem pressa de ir embora.
Não vou mentir, fechar os olhos à noite e não sentir o seu abraço é o momento mais difícil. Mas, toda manhã, ao acordar, eu percebo que escolheria você mais mil vezes, em qualquer circunstância, atravessando qualquer estrada. Porque não importa onde nossos corpos estejam, eu sei que nossos corações ainda batem no mesmo ritmo.
Espero pelo dia em que a tela do celular será substituída pelo toque das nossas mãos. Até lá, guardo você aqui dentro, em cada pensamento e em cada detalhe.
Confissão
Nunca consegui falar de amor
No verdadeiro sentido.
Tento falar dele,
Mas penso que é inútil
Falar de algo que nunca tive.
Me pego pensando
Que falo tanto de amor
Justamente por nunca ter tido.
Por não saber o que é amor.
Pois quem tem e sabe
O que é uma coisa
Não fala dela todo dia.
Eu nunca tive o amor,
Mas eu soube dar.
Acho que soube.
Acho que sei amar de verdade.
Mas também sei
Que nunca fui amada.
E dói saber
Que só sou desejada, não amada.
Esse "amor ao próximo" torna-se ainda mais suspeito em épocas festivas, como o Natal, ou durante campanhas políticas. Nestes momentos, a caridade ganha data marcada e interesses ocultos. O fiel deixa de ser uma alma a ser cuidada para se tornar um número em um curral eleitoral. O líder negocia a influência do cajado por verbas e cargos, enquanto a ajuda social vira moeda de troca para angariar votos.
“O amor não existe”
Pode se perder a companhia, mas não esquecer os momentos.
Pode se perder as alegrias, mas não esquecer o sorriso,
Pode se perder o cheiro, mas jamais esquecer a essência.
Pode se esquecer os tapas mas jamais as lágrimas...
Perde-se o toque, mas não o arrepio ao ser lembrado.
Pode se passar um vendaval, mas não da para se esquecer da tempestade, e no final da chuva ainda temos um bom motivo para comemorar. Afinal, passou... Estamos vivos!
Pode se perder o olhar, mas no meio de uma imensidão em algumas situações você daria uma parte sua para cruzar novamente com aquele que te enxerga a alma.
Pode se estar repleto de pessoas das mais belas as mais interessantes possíveis, em algum momento, apenas uma, vai te fazer sorrir e nem presente estará.
Pode se sentir a felicidade plena em tudo que fizer, mas o vazio, ah o vazio, uma hora ele vai te visitar em suas noites frias de sonhos quentes. Em seus sonhos frios de suas noites quentes.
Então você pode, quem sabe... Lembrar... Que não importa por quantas camas se deite, por quantas bocas beijar, não importa quantas vezes se sinta amado, abraçado, não importa as brigas do passado, pois a distancia sempre te fará pensar, no que poderia ter mudado, ou poderia ter acertado, não importa! - Já não faz diferença, a diferença em “se estar melhor”. O tempo passou... E o verdadeiro existe...? – Amor!
Os seus mortos estarão enterrados dentro de você. E então você se dará conta que o amor eterno, não existe!
Mas se dará conta também, que o amor nunca vai deixar de ser amor. E mesmo que seus olhos nunca mais se cruzem com os olhos daquele que te fez “parar de respirar” você entenderá, isso não acontecerá com frequência, talvez nunca mais... Ou “talvez” seja a resposta... “talvez”.
Perceberemos enfim, que o amor nunca acaba. As pessoas sim, elas de uma hora para outra deixam de existir. Mas a dadiva de ter-se perdido, ter-se ferido e enlouquecido. Tornou-te um ser vivido.
Se algumas destas citações acima, não existirem... Sim, fica em prova que o amor verdadeiro não existe!
Jardim do Amor
No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.
A CORAGEM DO AMOR QUE ACEITOU O CÁLICE.
Capítulo: XVIII
Livro: Migalhas Da Grande Mesa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando contemplamos a oração de Jesus no Getsêmani, percebemos uma das mais profundas demonstrações de grandeza moral registradas pela História. Aquele instante não representa a fraqueza de um Espírito diante da dor, mas a fortaleza incomparável de quem conhecia plenamente as consequências da missão que viera cumprir e, ainda assim, escolheu permanecer fiel ao Bem.
Muitas vezes, a leitura apressada dessa passagem conduz à ideia de que Jesus teria pedido apenas para ser poupado do sofrimento físico. Entretanto, uma análise psicológica, filosófica e moral permite enxergar um horizonte muito mais vasto. O cálice simboliza, igualmente, o peso da incompreensão humana, da violência moral, da ingratidão, do orgulho e da recusa deliberada da verdade por parte daqueles que preferiram silenciar o amor em vez de ouvi-lo.
É admirável a coragem do amor de Jesus. Observemos que Ele não abandona sua missão, tampouco se revolta contra a vontade do Pai. Ao contrário, submete-se integralmente à Lei Divina, demonstrando que a verdadeira liberdade espiritual consiste em harmonizar a própria vontade com a vontade de Deus.
Sob uma perspectiva filosófica, é possível compreender que a súplica de Jesus não revela o desejo de escapar ao dever. Antes, convida-nos a refletir sobre a gravidade moral dos atos humanos. A consumação daquela injustiça representaria um comprometimento ainda maior daqueles que, movidos pela inconsequência, pelo fanatismo, pela vaidade e pelo orgulho, escolheriam condenar justamente aquele que lhes oferecia apenas amor, esperança e renovação.
A tragédia maior não residia na cruz, mas na consciência daqueles que, podendo acolher a luz, preferiram as sombras. O sofrimento físico terminaria em poucas horas; entretanto, as consequências morais das escolhas permaneceriam gravadas na intimidade dos Espíritos, reclamando, ao longo das existências sucessivas, o aprendizado que somente a experiência e o arrependimento sincero poderiam proporcionar.
Sob o aspecto psicológico, o Getsêmani revela uma das maiores lições sobre a natureza humana. O orgulho possui extraordinária capacidade de cegar a inteligência. A vaidade convence o indivíduo de que está sempre certo. A ausência de empatia transforma pessoas em instrumentos da própria violência. Quando essas imperfeições se unem, o ser humano passa a justificar o injustificável, convencendo-se de que pratica o bem enquanto produz sofrimento.
Essa realidade permanece profundamente atual. Mudaram-se os séculos, modificaram-se as vestimentas, evoluíram as tecnologias, mas os conflitos íntimos continuam essencialmente os mesmos. Ainda hoje, quantos julgamentos precipitados destroem reputações? Quantas palavras ferem mais profundamente do que qualquer espada? Quantas vezes o orgulho impede o perdão, e a vaidade impede o reconhecimento do próprio erro?
Continuamos, muitas vezes, repetindo os mesmos equívocos daqueles dias. Ainda existem consciências que preferem a aparência à verdade, o interesse pessoal à justiça, a intolerância ao diálogo e a condenação à compreensão. A cruz, em muitos momentos, deixou de ser feita de madeira para ser construída com a calúnia, a indiferença, a humilhação pública e a ausência de fraternidade.
Jesus, porém, permanece como o exemplo absoluto da maturidade espiritual. Não responde ao ódio com ódio. Não combate a violência com violência. Não permite que a maldade alheia altere a pureza de seus sentimentos. Sua maior vitória não consistiu em evitar o sofrimento, mas em impedir que o sofrimento modificasse a excelência de seu caráter.
Essa é uma das maiores lições morais do Evangelho. O verdadeiro homem de bem não é aquele que jamais enfrenta dificuldades, mas aquele que conserva a serenidade, a dignidade e o amor mesmo quando cercado pela incompreensão.
À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que Deus não deseja o sofrimento de seus filhos, mas permite que cada Espírito colha as consequências naturais de suas escolhas, encontrando nelas os instrumentos de sua própria educação moral. O cálice de Jesus, portanto, transforma-se em um convite silencioso para examinarmos o nosso próprio coração.
Antes de condenarmos os personagens daquela época, convém perguntar: quantas vezes também recusamos o amor por orgulho? Quantas oportunidades de reconciliação deixamos escapar por vaidade? Quantas vezes permanecemos indiferentes diante da dor do próximo porque estávamos excessivamente ocupados conosco mesmos?
O Evangelho não foi escrito para julgarmos os homens do passado, mas para reconhecermos, em nós mesmos, aquilo que ainda necessita ser transformado. O Getsêmani continua existindo dentro da consciência humana, sempre que somos chamados a escolher entre o egoísmo e a caridade, entre o orgulho e a humildade, entre a intolerância e o amor.
Fontes:• Bíblia Sagrada - Mateus 26:39.• O Evangelho Segundo o Espiritismo.• O Livro dos Espíritos, especialmente as questões relativas ao progresso moral e à Lei Divina.• A Gênese.
Frase:
" Que o exemplo de Jesus nos inspire a vencer o orgulho pela humildade, a vaidade pela simplicidade e a indiferença pela caridade, pois toda consciência que aprende a amar aproxima-se, um pouco mais, da verdadeira paz. "
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O Triunfo Silencioso do Amor sobre o Orgulho.
Vencer o orgulho diante daqueles que nos são indiferentes é mais do que um gesto moral — é uma conquista íntima. O orgulho não se manifesta apenas na oposição direta ou no ressentimento contra quem nos fere; ele também se oculta na frieza, na indiferença e no desprezo pelo convívio humano.
Allan Kardec adverte em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo IX, item 6, que “o orgulho é o sentimento que mais separa os homens uns dos outros”. A indiferença, que parece apenas um silêncio social, é, na realidade, um muro invisível erguido pelo orgulho contra o dever de fraternidade.
A psicologia espiritualista nos mostra que o silêncio não é apenas ausência de palavras, mas pode ser também a ausência de reconhecimento e de afeto, capaz de ferir tanto quanto o conflito aberto. Joana de Ângelis lembra em O Homem Integral que a indiferença cria estados de “desconexão afetiva”, afastando consciências umas das outras e impedindo a solidariedade de se firmar.
No convívio social, mesmo quando nos sentimos tentados a ignorar aqueles que nos parecem indiferentes ou irrelevantes, somos convidados à lição do Cristo: “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (Mateus, 7:12). Assim, o triunfo não está em ter razão ou em manter distâncias, mas em silenciar o orgulho e estender, mesmo sem palavras, uma atitude de amor.
Em O Livro dos Espíritos, questão 766, Kardec pergunta: “O homem, procurando a sociedade, não faz mais do que obedecer a um sentimento pessoal ou há, nesse sentimento, um objetivo providencial de ordem geral?” A resposta é clara: “O homem deve progredir. Sozinho não o pode, porque não dispõe de todas as faculdades; falta-lhe o contato com os outros homens.” Eis a confirmação de que o convívio social é indispensável ao nosso triunfo moral.
O silêncio do orgulho isola, mas o silêncio do amor edifica. A vitória verdadeira não está em afastar-se dos indiferentes, mas em transformar o próprio coração em ponto de encontro.
Conclusão:
Triunfar sobre o orgulho é aprender a amar em silêncio, onde a palavra não chega e onde o gesto simples de fraternidade se torna um evangelho vivo.
O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.
AMOR,EU SEI QUE TU ESTÁS AÍ.
Catarina Labouré.
Filho é para ti que insuflo estas palavras empregnadas de amor e o amor é inegavelmente coragem para todos os momentos.
Recorda-ti desse sentimento no âmago do teu íntimo e diante da dor mais profunda que te faz verter lágrimas dorídas, mergulhes na solidão que sentes em teu inexprimível sofrimento para dizeres: _ Amor! Eu sei que tu estás aí. Vem ser minha companhia visível.
No momento da raiva incontrolável que fadiga as fibras de todo o teu cérebro à afetar teu corpo o entorpecendo em dormência estática. Vai no teu íntimo e evoques esse puro sentimento inato a todos,mas tão postergado,o amor, digas tu em profunda e emocionada rogativa: _ Amor, eu sei que estas aí.
Diante da ofensa que lançan-ti sem misericórdia na face vos procurando fulminar maldosamente os teus sagradas idéias refugia-ti no pensamento próprio procurando se firmar vai secretamente em teu caminho entronizado ainda pela luz que tu amas sem ser enfadonho e grite para dentro de ti: _ Amor, eu sei que estás aí.
Quando as perseguições te espreitarem por onde quer que vás, nutra-ti de coragem,siga adiante mal grado os perigos penses alegre e evoques as figuras dos perseguidos injustamente e aparentemente vencidos, libertes junto as vozes e exemplos desses mártires repetindo--lhes a inolvidável vivência e cantes junto a esse coral: _ Amor, eu sei que estas aí.
Na alegria que vives mesmo que embora poucas vezes,pois a presença da solidão não vos esqueces, não olvides a missão da simples flor que mesmo na escuridão e esquecida não deixa de evolar a beleza e o perfume que lhe faz sobrepor o desprezo e com a mesma resiguinaçao fazes emitir de tua fala tristonha,mas confiante no porvir: _ Amor,eu sei que estas aí.
Segue meu filho! Redimido porque em todos os instantes nunca permitista estares só e revoltado.O amor te acompanha e vos atende. As noites poderão ser solitarias,exteriormente frias mas em ti fostes fiel e o amor vos dirá:-Amado,eu aqui em tua porta,ansioso para que tu a abras para mim e ser contigo.
Votos de muita paz.
Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”
Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.
Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.
JOÃO 19.26 A 27
A SUBLIME TRANSFERÊNCIA DE AMOR E RESPONSABILIDADE.
O trecho de João 19.26 a 27, pertencente ao quarto Evangelho, insere-se no conjunto tradicionalmente denominado as Sete Palavras de Cristo na cruz. Nele lemos.
"Vendo, pois, Jesus sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe. Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo. Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
A cena ocorre no Calvário, momento culminante da Paixão. Segundo o Evangelho de Evangelho segundo João, estavam junto à cruz Maria, mãe de Jesus, algumas mulheres e o discípulo amado, tradicionalmente identificado como João. A declaração não é meramente afetiva. É um ato jurídico, moral e espiritual.
No contexto judaico do século I, a responsabilidade filial pelo cuidado da mãe viúva recaía sobre o filho primogênito. Ao confiar Maria a João, Jesus cumpre a Lei e reafirma o quarto mandamento. Honrar pai e mãe não é apenas reverenciar. É prover, proteger, sustentar. Mesmo sob extrema agonia física, Ele preserva a ordem moral.
A expressão Mulher não denota frieza. É forma solene e respeitosa, semelhante à empregada nas bodas de Caná. Ao dizer Eis aí o teu filho, Cristo inaugura uma nova família fundada não no sangue, mas na fidelidade espiritual. E ao declarar Eis aí tua mãe, estabelece uma comunhão que ultrapassa a biologia.
Sob perspectiva histórica, o gesto garante amparo concreto a Maria. Sob perspectiva teológica, simboliza a formação da comunidade cristã como família espiritual. A cruz, instrumento de suplício romano, converte-se em altar de fundação comunitária.
Na tradição cristã antiga, essa passagem foi compreendida como sinal da maternidade espiritual de Maria em relação aos discípulos. Já na leitura ética clássica, destaca-se o exemplo supremo de responsabilidade mesmo em sofrimento extremo. A cruz não anula o dever. Antes o consagra.
Do ponto de vista psicológico, a cena revela lucidez e domínio interior. O condenado não se encerra na própria dor. Ele volta-se ao outro. O amor, aqui, não é emoção efêmera. É decisão consciente que organiza vínculos e assegura continuidade.
No horizonte moral, o texto ensina que a verdadeira grandeza não está no poder, mas na capacidade de cuidar. A autoridade espiritual manifesta-se no zelo silencioso.
Assim, João 19.26 a 27 não é apenas despedida. É instituição. É testamento afetivo. É pedagogia do amor responsável.
E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. Esta frase encerra uma verdade perene. O amor autêntico não se limita a palavras pronunciadas no auge da dor. Ele traduz-se em atos concretos, cotidianos, silenciosos.
Na cruz, o sofrimento não gerou desordem. Gerou família. E toda família que nasce do dever vivido com amor transforma a história.
Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.
Dizem que o amor é uma escolha, mas com você, ele parece mais uma descoberta. Foi como encontrar um refúgio que eu nem sabia que estava procurando; um lugar onde a tempestade lá fora perde a força e o barulho do mundo finalmente silencia.
Estar com você é ter a certeza de que, não importa o quão longe eu vá ou quão difícil seja o caminho, existe uma luz acesa na janela me esperando. Você é o meu ponto de paz, aquele abraço que reorganiza meus pensamentos e o calor que me protege nos dias mais cinzentos.
Por que você?
Porque no seu silêncio eu encontro as respostas que procurei em mil palavras.
Porque o seu amor é como o aço: forte o suficiente para me sustentar quando minhas pernas fraquejam.
Porque você transforma o cotidiano em algo extraordinário, apenas por estar presente.
Se o amor é um oceano, aceito mergulhar em cada onda, com seus conflitos e suas calmarias, desde que o horizonte seja você. Se eu pudesse viver mil vidas, em cada uma delas eu buscaria o caminho que me leva de volta ao seu coração.
Você é a minha melhor memória, o meu presente mais bonito e o meu futuro preferido.
