Textos de Coração
Fechar os olhos é confiar
se entregar de peito aberto
alma leve
se jogar no abismo
coração pulsante
se envolver no abraço
corpo solto
passos incertos
aposta alta
jogo arriscado
fruta agridoce
Fechar os olhos é eternizar
o momento do enlace
a procura do instante
o tempo medido em vidas
a vida em suas nuances
Perna exausta de um coração quase desistente
flagrante ensejo de ser
quando não se é
nem se está presente
o oculto encerra tempestades
as ideias desabrocham em imagens
e as bolhas do tempo
ao relento
apenas descobrem-se nelas
nas estranhas e doces passagens
ainda escuto o vento
cantando seu silencioso lamurio
para a multidão correndo em desvario:
ninguém sabe aonde vai
mas todos persistem
insistem
na brutal essência do existir
como a amálgama de uma conta
entorpecida em si mesma
não enxerga a beleza
dos arredores
dos corredores cheios de flores
das estradas cálidas
das nuvens pálidas
da areia a escorrer minutos…
Pelos acontecimentos recentes…
“Siga o coração ... precisamos abraçar mais os amigos e parentes. Ser aquele chato meloso que liga ou manda mensagem para os amigos e parentes para dizer que se amarra, que ama, que lembrou, que sente saudade, que quer ver de novo.
Não deixe para depois.”
#bysissym
Quando ela partiu, meus olhos não queriam testemunhar aquela despedida, mas o coração já sabia que nunca mais a veria. A dor era intensa demais para suportar, então as lágrimas vieram como um véu suave, embaçando minha visão, para que eu não precisasse ver seu adeus definitivo. Ela se foi, levando consigo uma parte de mim, deixando um vazio que ecoa em silêncio.
Vitor Ferreira de Paula,2024
Como mudar o coração
A mente é o cérebro em ação, e o que chamamos de coração é na verdade o nosso subconsciente.
Nossa razão, ou seja parte consciente da mente, representa apenas 5%, o restante é nosso "coração", o inconsciente.
Tudo que fazemos repetidas vezes, ou eventos com grande impacto emocional são armazenados no subconsciente, coração.
Quando alcançamos um nível de consciência em que identificamos algo que nos faz mal, e decidimos rejeitar, parar ou abandonar.
Nesta hora, uma luta desonesta do coração versus a razão é travada na mente.
As situações experenciadas na infância, em nossa familia de origem, quer seja por eventos que se repetiram várias vezes, ou por acontecimentos, ainda que únicos, mas que tiveram forte impacto emocional constituem nosso "coração", e este "coração" provoca em nós um desejo de repetir de forma inconsciente aquilo que nos é familiar, isso nos empurra a vivenciar experiências dolorosas, mesmo não as querendo de forma consciente.
Desta forma, repetimos os mesmos erros do passado, e muitos vivem a mesma realidade que viveram seus pais, ainda que não queiram. De fato temos de nossos pais muito mais que desejamos.
Já reparou que as notícias dos telejornais são em sua imensa maioria coisas ruins? não é por acaso, o ser humano é atraído e dá mais atenção aos fatos ruins.
Pense nesta hipótese, suponhamos que você se produza para participar de um evento, onde você recebe nove elogios e uma critica, muito provavelmente será sobre a crítica que você irá pensar.
Por ser assim, as experiências negativas ficam registradas como que em alto relevo, de sorte que, quanto mais conturbada for a infância de uma pessoa, mais relacionamentos conturbados ela irá procurar em sua vida adulta, arrastada pelo seu coração.
Observa-se que meninas que sofreram com um pai adicto em sua infância, na vida adulta tendem a se aproximarem de homens com algum tipo de vício.
isso ocorre basicamente por duas razões, a primeira é o sentimento de conforto por algo já conhecido, ainda que doloroso é menos assustador do que a insegurança e o medo do novo.
a segunda razão, é a extrema vontade de corrigir o passado, como na infância não foi possível ajudar o ente querido naquela situação, na vida adulta de forma não consciente sente-se que conseguirá "salvar" o companheiro, ou seja, dar um outro fim, uma nova versão à história que viveu na infância.
Da mesma sorte, aqueles que sofreram abandono emocional, ou que precisavam mendigar atenção quando criança, é proponso a buscar um parceiro que reproduza a mesma experiência, resultando em relacionamentos abusivos.
O mesmo ocorre com pessoas que não se sentiram amadas e valorizadas na infância, com isso, não se valorizam na vida adulta e se envolvem em relacionamentos com pessoas que não lhes dão valor.
Como foi a forma de amor que ela aprendeu, há um desconforto e estranheza em relacionamentos funcionais, a pessoa sente que falta algo e não sabe explicar.
Dedo podre, sem sorte no amor, só atraio o que não presta, são exemplos de pensamentos equivocados, a verdade é que tal pessoa está procurando por exatamente isso, de forma que um rompimento sempre leva a novas escolhas de mais do mesmo.
O bem que quero fazer, não faço, mas o mal que não quero, esse faço!
Trata-se de um ciclo de autossabotagem. todos, sem exceção, possuímos um nível de autossabotagem, desde uma leve procrastinação até mesmo a compulsão a repetição.
Freud sugere que a busca pelo prazer é uma constante humana, entretanto essa busca é superada pela compulsão a repetição, que pode nos levar a situações dolorosas e comportamentos destrutivos.
Nosso modo de sentir, pensar e enxergar o mundo, resulta da estrutura neural formada através de nossas experiências, especialmente até os sete anos de idade.
Não é nada virtual, ao contrário, trata-se de um complexo e fisiológico sistema, acionado por meio de reações químicas capazes de proporcionar a neuroplasticidade do cérebro.
Em pobres palavras, nossos emoções mudam nosso corpo físico.
É um grande equívoco sugerir que um indivíduo possa descartar uma crença com facilidade, como alguém que cospe, uma vez que elas fazem partr de nossa estrutura neural, é mais difícil e mais doloroso que arrancar uma mecha de cabelo de uma só vez.
Como mudar o coração
A mente é o cérebro em ação, e o que chamamos de coração é na verdade o nosso subconsciente.
Nossa razão, ou seja parte consciente da mente, representa apenas 5%, o restante é nosso "coração", o inconsciente.
Tudo que fazemos repetidas vezes, ou eventos com grande impacto emocional são armazenados no subconsciente, coração.
Quando alcançamos um nível de consciência em que identificamos algo que nos faz mal, e decidimos rejeitar, parar ou abandonar.
Nesta hora, uma luta desonesta do coração versus a razão é travada na mente.
As situações experenciadas na infância, em nossa familia de origem, quer seja por eventos que se repetiram várias vezes, ou por acontecimentos, ainda que únicos, mas que tiveram forte impacto emocional constituem nosso "coração", e este "coração" provoca em nós um desejo de repetir de forma inconsciente aquilo que nos é familiar, isso nos empurra a vivenciar experiências dolorosas, mesmo não as querendo de forma consciente.
Desta forma, repetimos os mesmos erros do passado, e muitos vivem a mesma realidade que viveram seus pais, ainda que não queiram. De fato temos de nossos pais muito mais que desejamos.
Já reparou que as notícias dos telejornais são em sua imensa maioria coisas ruins? não é por acaso, o ser humano é atraído e dá mais atenção aos fatos ruins.
Pense nesta hipótese, suponhamos que você se produza para participar de um evento, onde você recebe nove elogios e uma crítica, muito provavelmente será sobre a crítica que você irá pensar.
Por ser assim, as experiências negativas ficam registradas como que em alto relevo, de sorte que, quanto mais conturbada for a infância de uma pessoa, mais relacionamentos conturbados ela irá procurar em sua vida adulta, arrastada pelo seu coração.
Observa-se que meninas que sofreram com um pai adicto em sua infância, na vida adulta tendem a se aproximarem de homens com algum tipo de vício.
isso ocorre basicamente por duas razões, a primeira é o sentimento de conforto por algo já conhecido, ainda que doloroso é menos assustador do que a insegurança e o medo do novo.
a segunda razão, é a extrema vontade de corrigir o passado, como na infância não foi possível ajudar o ente querido naquela situação, na vida adulta de forma não consciente sente-se que conseguirá "salvar" o companheiro, ou seja, dar um outro fim, uma nova versão à história que viveu na infância.
Da mesma sorte, aqueles que sofreram abandono emocional, ou que precisavam mendigar atenção quando criança, é propenso à buscar um parceiro que reproduza a mesma experiência, resultando em relacionamentos abusivos.
O mesmo ocorre com pessoas que não se sentiram amadas e valorizadas na infância, com isso, não se valorizam na vida adulta e se envolvem em relacionamentos com pessoas que não lhes dão valor.
Como foi a forma de amor que ela aprendeu, há um desconforto e estranheza em relacionamentos funcionais, a pessoa sente que falta algo, e não sabe explicar o que é.
Dedo podre, sem sorte no amor, só atraio o que não presta, são exemplos de pensamentos equivocados, a verdade é que tal pessoa está procurando por exatamente isso, de forma que após um rompimento, sempre leva a novas escolhas de mais do mesmo.
O bem que quero fazer, não faço, mas o mal que não quero, esse faço!
Trata-se de um ciclo de autossabotagem. todos, sem exceção, possuímos um nível de autossabotagem, desde uma leve procrastinação até mesmo a compulsão a repetição.
Freud sugere que a busca pelo prazer é uma constante humana, entretanto essa busca é superada pela compulsão a repetição, que pode nos levar a situações dolorosas e comportamentos destrutivos.
Nosso modo de sentir, pensar e enxergar o mundo, resulta da estrutura neural formada através de nossas experiências, especialmente até os sete anos de idade.
Não é nada virtual, ao contrário, trata-se de um complexo e fisiológico sistema, acionado por meio de reações químicas capazes de proporcionar a neuroplasticidade do cérebro.
Em pobres palavras, nossos emoções mudam nosso corpo físico.
É um grande equívoco sugerir que um indivíduo possa descartar uma crença com facilidade, como alguém que cospe, uma vez que elas fazem parte de nossa estrutura neural, é mais difícil e mais doloroso que arrancar uma mecha de cabelo de uma só vez.
Não cabe falar em desconstruir, como se fosse uma obra de alvenaria. assim como ninguém consegue para de pensar, crenças e hábitos são substuidos.
Suponhamos que eu lhe diga para parar de pensar em uma maçã vermelha, e insisto, pare não pensar em maçâ vermelha, nem com casca nem sem casca; perceba em que você acabou de pensar?
Então te digo: Pense em uma banana amarela semidescascada, banana amarela com a metade sem a casca.
Naturalmente a maçã vermelha só saiu de seus pensamentos quando a Banana passou a protagonizar.
A maneira mais eficaz de eliminar um vício, é substitui-lo por um bom hábito.
Da mesma forma, por desuso antigas crenças são descartadas, quando adquirimos novas crenças.
Segundo a ciência, o ser humano só muda radicalmente sua estrutura cerebral, ou seja seu "coração " através de um grande e forte impacto emocional.
A dor de uma perda, a descoberta de um câncer, um divórcio doloroso, uma falência, ou um grave acidente que deixa a pessoa entre a vida e a morte, são exemplos de forte impacto.
A adoção de novos hábitos, reforçados por boas experiências emocionais contribuem para mudança.
O meio em que vivemos, influi positivamente ou negativamente na construção de nova estrutura, se cercar de pessoas positivas, que nos motivem a sermos melhores, é fundamental.
Recentemente a ciência revelou o impacto da oração no cérebro humano, a interação do lobo frontal e o sistema límbico, resultando em momentos em que o cérebro funciona de forma diferente da normal.
Consequentemente, mudanças são percebidas ao longo do tempo. a repetição deste processo resulta na introjeção de bons sentimentos, esperança e otimismo.
Mudar o "coração" é mudar sua forma de sentir, pensar e enxergar o mundo, de fato, a beleza está nos olhos de quem vê, sendo bons nossos olhos, há esperança para o mundo, mas se forem maus , tudo é sem graça, e não há jeito nem pra nós mesmos.
Mudar o "Coração" tem muito que ver com mudar nossa forma de encarar as situações adversas da vida.
Não é possível mudar, sem antes nos conhecer, o autoconhecimento é essencial neste processo.
Quanto mais nos conhecemos maior é nossa empatia.
Somente tendo a dimensão de nossas vulnerabilidades conseguimos expressar o encantador sentimento chamado de misericórdia.
Quanto as demais situações entrelaçadas com o que vivemos e aprendemos na infância, que nos arrastam a situações dolorosas, são neutralizadas apartir da identificação dos padrões.
Ao torná-los consciente, estes, são suprimidos por processos voluntários de condicionamento para nova realidade, uma vez que o cortex frontal é capaz de dominar o sistema límbico, quando sabemos o que estamos fazendo, é a razão dominando as emoções.
Somos o resultado da percepção que temos de tudo que nos aconteceu.
Uma vez que nossa percepção é transformada, uma nova realidade é criada apartir das atuais experiências, ainda que sejam similares às anteriormente vividas.
Portanto, mudar o coração não é tarefa fácil, mas é totalmente possível.
Não tento remendar o meu coração para não feri-lo mais do que já está.
Deixarei o tempo cicatrizar os ferimentos de agora e, quem sabe, um dia, poderei sorrir com a mesma graça de antes.
Quero apenas que não fira mais a minha alma e, tampouco, furte as minhas penas que me permitem voar para distante de ti.
#CAFÉ #NA #TARDE ☕☕☕☕
Com que adoço o coração e embalo o pensamento...
Um sopro espalha ao vento...
Os bons sentimentos...
Deixe que a tarde corra...
Coroada em dourados...
Um café bem quentinho...
Já passado...coado...
Sorrisos leves...
Bom papo...
Tomara que você volte depressa...
De carinhos...
Nunca se despeça...
A coisa mais bonita desse mundo é viver...
Cada segundo como nunca mais...
Os amigos que eu encontro...
Vão seguindo comigo...
Então prossigo...
Vou definitivamente ao encontro de um mundo...
Guardando bem no fundo...
Lembranças de milhões de segundos...
Tudo o que aqui escrevo é forjado no meu silêncio...
Num sopro de vida...
Num lampejo...
O que não consigo falar...
Ponho-me a escrever...
Só assim...
Sei ser...
A vida não passa de uma oportunidade de encontro...
Com o tudo ou vazio...
Questão de olhar...
Sábio é aquele...
Que tudo sabe apreciar...
Tão difícil dizer, é tão difícil falar...
Como traduzir o profundo?
É difícil contar...
Não havíamos marcado hora...
Mas havíamos marcado lugar.
E deu-se o encontro...
Da tarde a se alegrar...
O verdadeiro sentido ao encontro é a busca...
Sem necessidade de alguma bússola...
Deixo a outros a ordem e a medida...
Para mim...
Assim é a vida...
A cada novo dia...
A cada momento...
Precisamos apenas...
Estarmos atentos...
Sandro Paschoal Nogueira
#PASSOS
Passo a passo sigo sem parar...
Coração leve...
Sempre a sonhar...
Vez ou outra...
Aparecem pedras e espinhos...
Servem para me ensinar...
Caminho assim....
Sozinho...
Das flores sempre vou lembrar...
Em meu coração as levarei...
São muitas...
As que encontrei...
Vivo alheio de todos e de quase tudo...
Um mistério...meu mundo...
E o vento segue à minha frente...
Me anunciando...
Existe um vai e vem incessante...
Que poucos conseguem perceber...
Passam uns tão rápidos...
Outros lentos...
Que não aprenderem a viver...
Lá longe no horizonte...
Ocupo meu lugar...
Não sei a hora nem onde vou chegar
Mas sei que não posso jamais deixar de sonhar...
E assim sigo...
Caminhando por aí...
Desde a alvorada ao entardecer...
Tão longe uma estrela piscando...
Já me chamando...
Ao anoitecer...
Agradeço então a Deus...
Minha história para nunca esquecer...
Sandro Paschoal Nogueira
#ACASOS
Como a luz da manhã...
Nas vontades guardadas...
Ainda bate um coração manso...
Nos oceanos das minhas paixões...
Caminhando com o olhar no horizonte perdido...
Nas fantasias que crio ao amar...
Sempre em mim o sonho de menino...
Muito longe o porto onde quero chegar...
Com a saudade batendo-me à porta...
Querendo tudo que me é dado a sonhar...
Levo minhas mãos cheias de nada...
Meus olhos procuram, sem saber que procurar...
Em largas passadas...
Minha companhia, a vida lá fora...
Pode ser assim compreendida...
Uma aquarela de cores na primavera...
Linda... porém singela...
Sou água que procura o mar...sem demora...
Como é difícil de ser compreendida...
A alma em sua profundidade...
Não percebemos que o tempo passa em segundos...
Almejamos tanto a eternidade...
Se prestássemos mais atenção...
Nas coisas simples do coração...
Veríamos que apenas um detalhe...
Tudo pode mudar...
Diante tanta ilusão...
Não se nega o sabor dos encontros...
O amor está logo ali...
Há um pouco...
Despetaladas as flores no vaso...
Aprenda que não existe o acaso...
Talvez não possa ser percebido...
Existe sempre um significado...
Por detrás de cada pequeno ato.
Sandro Paschoal Nogueira
#LAMENTOS
Nunca ame pouco para magoar um coração sincero...
Ame por inteiro...
Por inteiro seja verdadeiro...
Nunca tente entender a tristeza de alguém...
Talvez seja você o culpado...
De um coração ter magoado...
Do olhar desviado...
Que não foi sustentado...
Talvez por medo...
De não ter se entregado...
Mundos diferentes...
Onde o destino brinca com a gente...
E certamente...
Nos fazem encontrar novamente...
Quantos amores perdi...
Por olhares que não mantive...
Não fui capaz de esperar...
Não fui capaz de me entregar...
Não fui capaz de me perder e nem de ali me achar...
Ah... como lamento por cada olhar perdido...
Por cada desejo esquecido...
Pelos sonhos não vividos...
Os sorrisos escondidos...
Toques não sentidos...
Hoje sou capaz de ver...
O muito que deixei de ter...
O muito que deixei de viver...
O tanto que fiz...
Alguém sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
#SIMPLES
Minha rua é na lua...
Meu destino eu que traço...
Minha vida, meu espaço...
Meu coração, no quintal, pendurado...
Aqui na orquestra de passarinhos..
As folhas dançam ao vento...
No velho muro, uns cacos de vidro...
Acreditam ser o sol...
Deixo-os bem quietos...
Minha felicidade, como criança...
É de ver o tempo não passar...
Sou do tamanho que desejo ser...
Enquanto eu puder sonhar...
Navego em silêncio...
À sombra dos meus desejos...
Vivo em paz.
Tecendo meus sonhos...
Sim, eu sou um louco...
Tenho tanto...
E me contento com pouco...
Sou namorado dos astros e dos cometas...
Amo as lagartas como amo as borboletas...
Celebro o amor no infinito...
Sou nascente, sou poente...
E assim como me sinto...
Também sou estrela cadente...
Enquanto vejo a noite chegar...
Fico olhando as estrelas...
Estendo as minhas mãos...
Querendo o brilho delas pegar...
De alguma forma tento eternizar... Tudo que vejo ou toco...
É meu jeito simples...
De amar...
Não me julgue...
Nem me entenda mal...
Cresci, sou homem feito...
Mas sou uma eterna criança...
Em minha alma imortal...
Peço a Deus todos os dias...
Que me cubra de bençãos...
Que minha vida seja iluminada...
Por grandes alegrias...
Deixa-me aqui então estar...
Deixe-me aqui ser feliz como posso...
Não peço muito...
Só um pouquinho...
De sonhar...
Em meu cantinho...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#MALANDRAMENTE
Não vacila...
Nem tenta a sorte...
Quem é do meio sabe como é...
Coração de malandro...
Bate na sola do pé...
Toda minha caminhada...
Nesse imenso mundo cão...
Com malandragem de sobra...
E liberdade para conquistar...
Caio fácil não...
E quando caio...
Logo me ponho a levantar...
Malandro que é malandro...
Sabe bem como viver...
Vou continuar assim em meu caminho...
Pelas noites de luar...
Malandro sabe onde ir...
Quando deve sair e a hora de entrar...
Sabe quando deve ficar mudo...
Sabe quando deve falar...
Já dizia o poeta...
"O mundo é dos espertos"
Malandro bom envelhece...
Pedindo força ao universo...
Não vê a morte tão cedo chegar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#FERA
Em que longínquo abismo...
Em que remotos céus você se esconde?
Enquanto o seu coração de vidro bate...
Ressoa, sem alarde entre os mortais pela eternidade...
O silêncio já não lhe amordaça...
Saltam de seu olhar...
Faíscas e trovoadas...
Sonhos desfeitos...
Um vácuo no peito...
E rega a terra sob suas lágrimas...
Quem entre os homens poderia lhe acalmar?
Não se entrega à lama que lhe espera...
No ódio que lhe cerca...
Na sarjeta que o chama...
Sacrifica suas quimeras...
Necessidade de ser fera...
Se alguém se compadece...
E por você chora...
A mão que afaga também não perdoa...
E ao incalto devora...
Veste-se de saudades...
De tristeza e dor...
Dos anjos não dá ouvidos ao clamor...
É fera ferida constante...
Essa é a sua condição marcante...
Não é insano...
É um lamento...
É impávido em calado sofrimento...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#ECO
Meu coração arde em coisa fria...
Nem a luz...
Nem o fogo...
Nem a fome entardecida...
Ou a febre da sede dos lábios...
Ai, ai de mim...
Enquanto caminho...
É pelo corpo que nós nos perdemos...
Pertenço a quem amo...
Num profundo arremesso...
Tenho pressa de viver...
Só quero o que me é devido...
Coração diga o que sofri...
Nesses dias que embranquecem os cabelos…
Amores vividos...
Só as fagulhas voam ao vento...
É preciso partir...
Antes que tudo cubra-se de cinzas...
É preciso ficar...
Onde se é benquisto...
Cerca-me a solidão...
Tal como uma pedra escura...
É tão fria e morta...
Eu sem ti...
À sua procura...
Ninguém sabe dizer porque o eco embrulha a voz...
Mas eu sei dizer...
Que sem você...
Não vivo mais...
Sandro Paschoal Nogueira
Trago dentro do meu coração...
Todos os lugares onde estive...
Todas as minhas escolhas...
Todos os amores que tive...
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero...
Soa-me do fundo da alma...
Sonhos sinceros...
Cada homem, cada célula...
Tanta coisa...
Tanta gente...
No universo é verdade...
Nunca está só...
Por muito tempo achei que a ausência é falta...
De alegrias...
Em tempo de silêncio...
Tempo de nostalgia...
Intermináveis dias...
Ao longo das veredas...
Porque nisso está a verdade...
A vida em si...
É uma aprendizagem...
Voluntariamente abandonei...
O meu trono de sonhos e cansaços...
E aguardei com lágrimas no vento...
Mas sempre de peito aberto...
Não tenho pressa...
Pressa de quê?
Para quê?
Toco só onde toco...
Não em que desejo...
E assim sigo...
Sonhando...
Desejando...
Vivendo...
Sandro Nogueira
Desconheço...
Sou eu poeta?
Cenário dolente...
Embora me divirta...
Aqui, coração que andou entre os homens, arranco...
Ando à deriva na fonte de muitos olhos...
Movendo-me aqui e agora entre contornos vivos...
A minha prisão de viver são perfumes de pecado...
A grande inteligência é sobreviver...
Entre o murmúrio dos esgotos...
Rotina...
De longos braços estendidos...
Velhos desejos recalcados...
Espantos e receios...
Escondidos em leitos sangrentos...
Disfarçados em diálogos sonolentos...
Provisórios dias do mundo a ti pergunto:
Sou eu poeta?
Desculpai-me esta face...
Serei eu só mais um fantasma de tudo?
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Há de viver, pastoreando...
Com coração jovem, ousado e arejado...
À coroa de espinhos dos sentidos...
Onde o luar o banha...
Suavemente ofendido...
No silêncio sob os lábios frios...
Ninguém está a escutar...
O sacro se mistura ao profanos...
O tato que devora, sem dó nem piedade...
No dispersar dos anos...
Perde a consciência...
Sem hora, nem idade...
Na madrugada que ronda...
Sem rumo, sem afronta...
Fatigado de estar, sem força, nem fumo...
Sob tudo que fez, sem glória nem fama,
Do medo que perdeu, sem dor nem chama...
Quando a noite vem...
Com sombras profundas...
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo, clama...
Eu a si pergunta:
-Valeu?
O silêncio responde...
E o eco da voz, sem resposta...
Se desfaz ao vento...
Que o abraça...
Em meio à escuridão...
Sem luz, nem guia...
Busca respostas...
Mas só encontra sombras frias...
Só o eco dos seus passos...
Sem destino, nem meta...
E o vazio que o consome...
Sem paz...
Sem ser clemente...
Para ele, de frente, sorri...
Na solidão da alma...
Onde sombras dançam...
Procura a luz...
Procura colo...
Mas só encontra trevas que o cercam...
E ainda assim, continua buscando...
Um sentido...
Uma razão para viver...
Para sonhar...
Para ofuscar o seu sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
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