Textos de Coração
Havia um silêncio pesado no ar, um tipo de vazio que só o coração partido conhece. Sentado naquele banco, ele olhava para o espaço ao seu lado — vazio, frio, como se a ausência dele tivesse roubado a vida da própria paisagem. O vento soprava suavemente, carregando consigo as folhas secas que dançavam ao redor, cada uma como uma memória se afastando, lenta, mas inevitavelmente.
Nas mãos, uma única flor. Suas pétalas caíam uma a uma, marcando o tempo, assim como o amor que ele uma vez segurou tão firmemente, mas que agora deslizava entre seus dedos. A promessa de um "para sempre" que, como o pôr do sol naquele céu nublado, começava a se apagar.
Ele fechou os olhos, e por um momento, podia sentir o calor do riso dele ao seu lado, podia ouvir sua voz entre as árvores balançadas pelo vento. Mas, ao abrir os olhos, tudo o que restava era a saudade. O mundo, antes vibrante com a presença dele, agora parecia um quadro pintado em tons de cinza.
A chuva começou a cair. Pequenas gotas, como lágrimas que o céu chorava por ele. Ele não precisava chorar. O céu fazia isso por ele. Cada gota era uma lembrança, uma palavra não dita, um toque que nunca mais sentiria. E aí ele se tocou que: o amor, mesmo na dor, era belo...
Samba / Canção
Paz nas Copas
Há uma paz que mora no silêncio das copas
Sempre altas a dançar
Acima do sofrimento
Embaladas pelo vento
Acima do bem e mal
Não se pode ter paz
Onde há um coração
Batendo acelerado
Em um peito encurralado
Sob ordem da emoção
Há uma paz que mora no silêncio das copas
Sempre altas a dançar
Acima do pensamento
Embaladas no sereno
Com orvalho a gotejar
Não se pode ter paz
Onde há um coração
Batendo sempre inflamado
Em um peito limitado
Feito de carne e ilusão
Se eu fosse como as copas
Eu dançaria em paz
Balançando com o vento
Sob a chuva e o sereno
Eu nunca almejaria mais
Mas não posso ter paz
Quando tenho um coração
Batendo sempre acelerado
Em um peito encurralado
Sob ordem da emoção.
Samba / Canção
Volta, Volta, Alegria
Minha alegria fez as malas, foi embora
Ela me disse ia passar um tempo fora
Meu coração anda pequeno demais
Ele sempre quer mais, ele sempre quer mais
Ô volta, volta, volta, volta alegria
Pois sem você tenho chorado todo dia
Se tu voltares, vou fazer direito
Um coração menos estreito,
Um coração mais satisfeito
Minha alegria fez as malas, foi embora
Ela me disse vou passar um tempo fora
Meu coração anda pequeno demais
Ele sempre quer mais, ele sempre quer mais
Ô volta, volta, volta, volta alegria
Pois sem você tenho chorado todo dia
Se tu voltares te darei o que queria
Um coração mais confortável
Um coração mais conformado
Refrão)
No balanço do forró, a alegria vai rolar,
Os corações apaixonados vão se encontrar.
No compasso do xote, o amor vai florescer,
No calor da sanfona, a paixão vai acontecer.
(Verso 1)
Na roça do sertão, sob o céu estrelado,
O som da zabumba ecoa pelo ar,
Casais dançam coladinhos, num ritmo apaixonado,
E no brilho da lua, o amor vem brilhar.
(Refrão)
No balanço do forró, a alegria vai rolar,
Os corações apaixonados vão se encontrar.
No compasso do xote, o amor vai florescer,
No calor da sanfona, a paixão vai acontecer.
(Verso 2)
Entre palhas de milho e cheiro de jasmim,
O clima esquenta, não dá pra resistir,
No calor dos abraços, os corações se entregam,
E a magia do forró, nunca mais se apaga.
(Refrão)
No balanço do forró, a alegria vai rolar,
Os corações apaixonados vão se encontrar.
No compasso do xote, o amor vai florescer,
No calor da sanfona, a paixão vai acontecer.
O nosso coração é o motivo de sermos reféns do amor,
Ele modifica nossa forma de pensar, tira nossas certezas absolutas e enche de dúvidas aprimoradas por medos e aflições,
Se recebe amor, se torna um gerador potente, capaz de irradiar felicidade por quilômetros,
Se recebe desprezo, se torna uma bomba atômica aprimorada com todas as crises e guerras perdidas no decorrer da nossa vida que por algum motivo, são todas relembradas e adicionadas como um forma mórbida de aumentar o poder de destruição interna.
Uma vez ativada, esta bomba nos mata em vida.
O que um dia foi amor, se transforma em frieza e isso nos torna seres cruéis, odiosos e descrentes.
O amor salva.
A falta dele destrói.
Carrego comigo o DNA de eu pai, de um Homem honrado e puro que hoje já não se fabricam mais,
gosto de ouvir as suas histórias que são carregadas de emoção, muitas vezes choro, pois elas tocam o meu coração.
Tenho orgulho do Homem que fez, busco honra-lo e imita-lo dando sempre um passo de cada vez.
QUEM É ESSE HOMEM
(Nepom Ridna)
Todo ano, fazem festa em seu nome,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Se enfeitam, como espantalho, meninas viram mulheres, meninos viram homens,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Se embriagam, dançam, brincam, gritam viva! em seu nome,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Melhor destino; é caminho da roça, queimar madeira, pisar no chão... ...antigamente podia até soltar balão,
Mas queimava floresta, isso não pode não!
Encontro de culturas, primos, tios, amigos, irmãos,
Hora de dançar agarrado, fazem um barulho desgraçado,
Isso não muda não.
Fazem do milho o rei, e ainda podem soltar rojão,
Mas ninguém sabe quem é esse homem,
Que todos chamam de; "São João".
(Nepom Ridna)
"Eu, Marcos e Míriam"
Oi
É bom te ver
E ler no seu olhar
O sorriso ao me ver
Nos abraçar
Pegar em sua mão
E dizer; como vai
Como você está
Tudo bem
E a gente começa a conversar
Contar um pouco sobre cada um de nós
Abrindo os corações
Falar das decisões
Viver a harmonia
E toda vida
Respeitando as opiniões
Oi
É bom te ver...
(Nepom Ridna)
Uma boa mensagem pode ser
recebida, um carinho você
ganhou ou um amor pode
chegar em sua vida. Mas se
você não estiver com o
coraçãozinho aberto, não vai
poder ler a mensagem, receber o carinho ou ter esse amor. A mudança e a
"melhora" vem de você. Seja a
você a novidade de sua vida.
DECEPCIONANTE REALIDADE
"A vida é uma improvável perfeição cósmica, em meio à um universo lúcido de amor e ódio.
Não sou o queriam que eu fosse, nem o que precisavam, talvez eu seja um monstro ---- acho que não saberia se fosse um.
Você acredita que está certo? Sente que está feliz? Que tem todas as respostas? Calma... Isso vai passar. Você acredita que está mal? Sente que ninguém te entende, que não é feliz? Calma... Isso também vai passar.
A vida não é justa, desde a fundação do mundo, a realidade tende a ser decepcionante, não espere justiça dela, mas aguarde ansiosamente por ela... Vivendo, até que nos seja apresentado uma nova realidade, boa e justa.
Por hora resido e a construo em meu coração, lá a realidade pode ser o que eu quiser"
Teus Detalhes
A lúnula dança em seus dedos,
uma lua mínima que esconde
o controle das próprias marés,
branca de silêncio e segredos,
como se as mãos fossem ninhos,
guardando sonhos que dormem
nas linhas de sua palma.
Em seu coração, quatro cavidades ressoam;
os átrios recolhem memórias,
enquanto os ventrículos sopram sonhos.
A aorta, em silêncio, germina,
levando o amor e o sangue às extremidades.
E, nesse compasso oculto,
cada batida floresce.
Nos seus olhos,
a luz se desenha sob as escleras,
em lemniscatas, um caminho sem princípio ou fim,
um infinito que repousa entre o tempo,
que envolve sem pesar,
um laço suave de ternura
que flui entre a glabela e a pele.
É tão leve, tão profunda,
como flor que se abre na espera,
desabrocha em silêncio e cresce no cuidado.
Sua beleza é quieta,
uma prece que o coração faz
sem saber que está rezando.
A grandeza e o dilema de ser pai
Ser pai é destino, missão que se trama,
Nos fios do tempo, oculto, a se entrelaçar,
Não é só a vida que se deve perpetuar,
Mas a alma que, em silêncio, se inflama.
Os filhos, seres que nos atravessam,
Não nascem apenas do corpo, mas do sentir,
Cruzam nosso caminho, e ao nos invadir,
Transformam o vazio que em nós cessa.
É nesse encontro que o belo se revela,
Quando o inesperado faz-se em ser,
Almas que, de não ser, passam a viver,
Forjadas no calor que o tempo sela.
Paternidade, processo singular,
Feito de alegrias e de dor calada,
Reconhecida, mas quase sempre velada,
Nos gestos simples, nas palavras a silenciar.
Em cada ação, o pai, com jeito finito,
Revela o divino que em nós habita,
Semelhante a Ele, na tangente da vida,
Invisível, mas presente, o mundo infinito.
Talvez o pecado maior seja a ausência,
Escolha silenciosa que a distância impõe,
De herói a vilão, o pai assim se põe,
No desejo de moldar, com severa paciência.
Mas é nesse dilema que a grandeza reside,
Caminhar entre a presença e o deixar ir,
Dar o melhor de si, sem nunca mentir,
Que o amor, mesmo imperfeito, é o que nos divide.
E assim, no vasto papel que o pai assume,
Descobre-se que ser grande não é só estar,
Mas que, mesmo ausente, pode perdurar,
Sua essência, no coração que o resuma.
O Primeiro Ritmo
O coração é o primeiro.
Não a pele que nos defende,
não o rosto que nos denuncia,
não a ideia que nos inventa.
Antes de tudo, um músculo.
Trêmulo.
Errado de tão certo.
Bate.
Sem saber se há alguém ouvindo.
Lá no escuro,
onde o mundo ainda é silêncio,
ele se apressa em existir.
Compasso clandestino,
riscando o nada com vontade.
O coração começa sem ter endereço.
Sem saber se será aceito,
se haverá colo,
ou ao menos tempo.
Ele bate.
No vazio.
Como quem chama por um nome
que ainda não foi escolhido.
Descobri isso tarde.
Como se costuma descobrir o amor.
Antes do pensamento,
há o susto.
Há o sentimento nu,
sem dicionário,
sem licença.
Descartes quis começar pela razão.
Mas a razão já é medo.
Já é contenção.
Já é tarde demais.
Antes de sermos gente,
somos urgência.
Ritmo.
Vergonha de termos vindo sem convite.
O amor
“Ainda estou aprendendo sobre o amor.
Ouço as pessoas falarem;
- Eu te amo!
Mas tenho dificuldades para dizer.
Será que é um sentimento, será que é uma ação?
A professora diz que é verbo. Mas como verbo se o agir é com o coração?
Acho que o amor nasce dos olhos!
Sei, pois já os vi nos do meu pai, mãe, avós, tios e primos que mais parecem irmãos.
Não precisam me dizem uma palavra. Foram pelos olhos que senti seu coração.”
Não é fácil deixar para lá e ver meus sonhos desabar
Não é fácil deixar de me importar, sabendo que me completou por todo esse tempo
É mais uma razão para eu poder viver e ver esse seu sorriso brilhando em você
Quero continuar vendo o seu rosto, olhando esses seus olhos e vendo todo esse sentimento.
Não é fácil ter que viver, sabendo que o seu abraço, não vou ter
Não é fácil eu esquecer de todo esse carisma que existe em você.
Não quero mais ter que viver assim, quero que ouça o que eu tenho a dizer:
Quero que sinta esse meu coração, por favor! Quero que ouça cuidadosamente cada batida, porque em palavras não consigo descrever.
Só sei que te amo, ainda te quero
Não consigo tirar você da minha cabeça.
Eu te amo! Ainda te quero
Por favor! Não desista de mim.
Fora dele
Num dia chuvoso
À espera de um feixe de luz
Meu coração.
Que cambaleava inquieto
Em pura aguaça de emoção.
Pelas ruas em que fora
Enxovalhado por olhos cristãos.
Que em lama de caos
Atiraram sua esperança
E deixaram-lhe a desilusão.
De quem ama.
De quem sofre.
De quem vive
Em solo pagão.
Paixão como Diagnostico:
O dia todo teclando, deitar pensando, passar a noite sonhando e acordar por e procurando , ouvindo a voz do coraçao, enxergando pelos olhos da imaginação ,falando pelos labios da emoção e sentindo no corpo tamanha vibração , expressam com exatidão , sintomas de uma paixão.
QUANDO OLHO NOSSA FOTO
Foi admiração à primeira vista.
Parecia que tínhamos combinado a roupa e os sorrisos.
Minhas palavras saiam trêmulas de alegria.
Foi o abraço apertado em uma dança de mesmo compasso, que desestabilizou o meu eu, e eu dancei.
Os flashes em nossa direção eternizaram o momento do abraço que eu desejava não me separar.
De repente! Um xêro no cangote acompanhado de um beijo desconcertado (da minha parte, claro).
Parecia que eu não sabia beijar boca tão incrível, mas eu tentei.
O nervosismo tomou conta de mim.
O que fazer? Eis a questão. Pra me eternizar contigo depois dali?
Eu achava que o futuro me daria pro presente você.
As poucas horas juntos se transformaram em minutos, pois é assim que o tempo age com quem ama viver momentos ao teu lado.
Desse momento restou-me a alegria de uma amizade, mas não a felicidade de no presente construir com você o meu futuro.
Quando olho nossa foto, por detrás está a imagem de São João, talvez pra abençoar o início da minha relação com a saudade que ele sabia que eu sentiria de você.
Peço a ele então, ó São João, traga de volta meu coração, que partiu pra morar na saudade daquela menina, que um dia eu achei que amaria e a teria em minha humilde vida, pois sem ela eu aprendo e vivo, mas não vivo sem esse coração que me afronta todo dia, a gostar de quem só criei expectativas.
Do meu coração faço pousada, para te dar a melhor estada.
Dos meus braços faço galhos, para te enraizar em meus abraços.
Dos meus olhos faço farol, para te iluminar na noite escura.
Da minha alma faço morada, para que te acolher em minha vida.
Do meu texto faço pretexto, para te escrever em meu contexto.
Contemplação
Pequena,
Eu não sou pintor
Nem tampouco artista plástico,
Mas sou metido a escrever poemas.
E escrevo com louvor,
E em forma de gratidão,
A este teu gesto lindo
De enviar um retrato que de tão lindo,
Parecia ilusão de ótica...
Tamanha fora a minha reação.
Fiquei a princípio boquiaberto
Coloquei a mão no coração,
E ordenei a ele em pensamento:
-Calma, menino. Não vá ter um treco agora!
Depois como alguém
Que ganhou um presente divino,
Fiquei somente a contemplar...
Contemplei... Contemplei... E concluí:
Deus, realmente caprichou.
Quando começou a te moldar.
Edson Luiz ELO
01 de Junho de 2018
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