Textos de Amor Próprio
Odebrecht.
O que restará de mim e de minha existência?
Não crendo mais em meu próprio ser.
Pela sagacidade dos dias.
Dos vossos lírios prateados.
Em vossos templos consagrados.
Velados, a sombra de honrarias?
Ah, céus!
Que espécie de engenhoca mecânica sou eu?
Boneca de carne e dentes!?
Não crendo mais em minha própria humanidade.
E no vigor da minha gente?
Carne educando carne.
Civilizando carne.
Que saboreia da própria carne?
Carne vossa de cada dia, exposta no mercado dos desejos...
O que restará de mim e de minha consistência?
Da carne da minha carne.
Da vossa carne!
De toda vida selvagem influenciada pelo ‘id’ da violência!?
Das mortas almas soterradas pelo fundo, de um fundo.
Pela projeção fantasma do mundo.
Que só valoriza a casca da divergência?
O que restará de mim e de toda existência...
Na lista dos mais “ajuizados” ditadores da história?
Em nome da ética.
Do moral.
Da soberania.
Na lista dos melhores condutores de bons exemplos.
Entre todas as lutas, derrotas, vitórias.
Eis aqui, a estrutura de vossas almas, em nome do orgulho nacional.
Sem nunca sequer permitir-se ser um ser em sua totalidade.
Se não, um meio ser esquartejado pelo antigo gancho das velhas fábricas da vulgaridade.
Eis aqui, humanidade!
A carcaça e sua essência:
Um fígado, um pulmão, um coração...
Enfim, o todo - inconsciência.
Arranca-os e toma os para ti!
Em nome dos direitos humanos e de todos os ideais de liberdade.
Ó, humanidade!
Esforço próprio
Entretém-lhe mais velórios que aniversários, mais médicos aos amigos, mais frascos agarrafas. Idade e solidão não são queixas, mas todo resto: o barulho dos vizinhos (e qualquer evidência de felicidade alheia); os espelhos refletindo imagens verdadeiras (sem os filtros de sua alucinação); os vermes que corroem seus móveis e roupas. Os cômodos estão vazios, os bolsos cheios. Ama seu patrimônio: privado, restrito, ensimesmado. As paredes são suas boas companheiras, oferecem abrigo, guardam segredos, sustentam lembranças em retratos. Quando alguém se compadece de sua alma, logo percebe: aquela senhora tem vida que merece.
Quem mais desilude um indivíduo é ele próprio quando este se recusa a enxergar a verdade, sem investir desculpas para justificar a sua negação, quando não se permite caminhar firme com os pés no chão e com a racionalidade em atividade, quando acredita, demasiadamente, em possibilidades que se sustentam na insegurança que produzem, bem como sob exigências fora do âmbito do direito e quando evita fazer a leitura do caráter, das verdadeiras intenções e das jogadas de manipulação das pessoas as quais ele desposita algum nível de credibilidade, apesar delas estarem sempre deixando rastros suspeitos.
Ah, e o coração costuma ser cúmplice desta derrota
Somos todos seres de pressupostos.
Dizemos, derramamos oque chamamos de conteúdo próprio e indolor, e afirmamos ser donos de uma verdade, e ter vida e opinião própria.
Na verdade, tudo oque pensamos ou dizemos ou fazemos nada mais é que a escolha do meio e dos que escolheram fazer de nós mesmos. Mas passamos recibo de que somos senhores de nossos atos e pensamentos.
Quando na verdade somos apenas cópias uns dos outros.
E oque decidimos foi na realidade a escolha dos que escolheram , para que as escolhecemos.
Não somos perfeitos.
Eis o corpo - adoecendo de seu proprio Eu
Escuridão, relogio parando; tudo o que sofreu
É digerido pelo verme [quando morreu]
Vomita toda a podridao, mágoa e todo o ser que há pouco comeu
Resta o que, entao?
A nao ser as efemeras lagrimas ali derramadas
As lembranças jamais lembradas
Somente a auto-decepçao
Por nao ter cuidado, amado ou falado
Por ter afugentado-se de qualquer emoção
E o verme segue seu belo rumo
Em busca da nova morte, em busca do novo túmulo
Do novo sofredor que passou para o meu mundo
Outra especie amargurada de tudo
Doce doce
Nome próprio ou sabor?
Doce é um garotinho amargo
Criado na perdição
Na vida de maldição.
Certo dia encontrou sua doce verdade
Filho que provem da mediocridade
Criou-se sozinho sem inspiração
Menino que vive hoje a superação.
Seu nome agora é Amargo
Que advém do passado
Doce verdade supracitada
Pois foi o que usou pra ter sua página virada
Combustível de sua vitória
Refinado pela própria história.
Meu corpo repousa e meus pensamentos fluem
E me levam cativo, me tornando meu próprio prisioneiro
Aonde estou?
No abismo.
Minhas tristezas e ansiedades me dominam
Eu grito, mas são inúteis meus prantos, sinto que estou sozinho neste poço infinito.
Eu quero correr
Eu quero gritar
Eu quero fugir
Desaparecer…
Mas como seria capaz de fugir de mim mesmo?
Muitos dessa nova geração incluindo alguns mais antigos, têm como costume aviltar o próprio intelecto com coisas fúteis de forma supérfluas. São os verdadeiros "pacóvios".
Dormindo em seu núcleo/essência; o complexo-R assume a preponderância e, o sujeito «Gala seca» com um raciocínio de "Australopitecíneo", torna-se um indivíduo monótono e abestalhado por não existir percepção.
SOBRE O LIVRE ARBÍTRIO
Quando tomamos decisões seguindo nosso próprio discernimento, por vontade própria na escolha entre o bem e o mal ou entre o certo e o errado, estaremos fazendo uso de nosso Livre Arbítrio.
Não devamos confundir
Livre Arbítrio com
Liberdade incodicional.
Ambos se diferem pelo fato de que mesmo
que estejamos privados de nossa Liberdade,
poderemos fazer uso pleno de nosso
Livre Arbítrio, o qual,
continuará atuando
em nossa Mente.
Desperto contra meu próprio olhar
Entre as brasas frias de um sonho
Queimando no céu com ínfimo pesar
Fugindo de um semblante tristonho
Em situações de conforto traiçoeiro
Meu cérebro encontra suas ruínas
Entre as gélidas garras do nevoeiro
E na distância de uma voz trêmula
Meio ou totalmente ofuscada
Tento me erguer perante à flâmula
Envolto em sua bruma dourada
Em pisos de vidro num jogo mental
Cegado por seu olhar sorrateiro
Me encontro em um desejo carnal
Entre eu, eu mesmo e o nevoeiro
Agora sou um corpo que navega
Em um riacho vivo em tormenta
Dedilhada em uma onda incerta
Confundido em cinza e magenta
Navegando por sóis em inércia
Ordenado por lascívia e desejo
Despejado em escárnio e covardia
Me encontro no calor de um beijo
Abaixo de uma lua outrora fria
Flutuando no tártaro do nevoeiro
Acho que preciso encontrar-me, não estou conseguindo sobreviver ao meu próprio abismo...
Logo eu que sempre me achei crescente,me pego na decadência de não conseguir sobreviver as minha próprias memórias,elas me sugam todas as energias,não consigo me sobrepor aos meus traumas,escancaro minhas alegrias e enterro minhas frustrações em minha mente,sem sequer ter piedade de mim mesma,quando será que isso vai parar e será que isso irá parar?
Onde está minha força,onde está minha garra?
Não sei,mas permaneço a me equilibrar.
Sobre Amores....
Amores...
De todos os amores,o próprio.
Há os de alma.
Os que acalma.
Os ciumentos , Os de pirraça!
Há o de mãe. O mais nobre dos amores.
Há o amor de filho.
Há o amor ao próximo.
Amor de amigo.
Há o amor puro, genuíno...
Amor romântico, verdadeiro.
Há o Amor Eros. ágape, Philos...
Amores.
Tantos amores...
Não importa.
Encontre o seu jeito de amar e ser amado.
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©Aline Hikelme
©Textos de autoria de Aline Hikelme
- Direitos reservados conforme artigo (Lei 9610/98)
AlinneH / Ano 2022
.... A primeira vez que ele achou que Lua queria comê-lo foi em seu próprio enterro. Não no seu enterro definitivo. É que, no meio do choro da viúva, em pleno velório, ele – o defunto – acordou de mais um dos seus ataques catalépticos. Adiou a morte, portanto. Não é preciso dizer que foi um Deus nos acuda! O morto voltava ao mundo dos vivos! Depois um doutor de gaveta declarou, para a rádio local, que um ataque cataléptico não era coisa assim tão rara. Podia ser novidade lá – pr’aquela “gentinha de interior”... – De qualquer maneira, o “Seu Dino” ficou conhecido no lugarejo. Não é sempre que se tem notícia de um ataque daqueles, cata-o-quê, mesmo? Enfim! Não é todo dia que um vizinho nosso, da mesma cidadezinha no interior, morre e depois volta à vida
[trecho inicial do conto 'Chiclete de Lua', publicado pela revista Desenredos, Ano III, nº10, 2011]
http://desenredos.com.br/10prs_dassuncao_295.html
Cada um está passando pelo próprio deserto, porém isso não faz de você mais sofrido que esse ou aquele, somos todos viajantes do mesmo barco, uns mais machucados e outros menos, mas todos no mesmo barco que se chama: VIDA!
Portanto, saiba viver sem precisar imputar suas dores e mazelas aos outros!
Sou empreendedora do meu próprio destino
Dia a dia escrevo as minhas histórias
O que não me serve mais rasgo tudo e jogo fora
Sem medo
Vou galgando meu caminho
Vencendo barreiras que antes pareciam intransponíveis
E é vivendo, fazendo, construindo pouco a pouco
Vou descobrindo que sou capaz do que não sabia
Sei que muito das minhas raízes me definem
Foram grandes as influências
Não tem pra onde fugir
Todavia, isso não me impede de criar algo novo
De viver e levar a minha história do jeito que eu sempre quis
De tentar buscar e terminar com um final feliz
Carrego a minha cruz
De forma que sei que sou eu
Jamais como Jesus
Não como Joaquim ou Maria
Vivo meus momentos de sofrimento sabendo cultivar e aproveitar bem os momentos de calmaria e de luz
Vou transpondo aquilo que seria impossível atravessar
Carrego comigo as minhas dores
Já sou especialista na arte de recomeçar
Sonho alto com medo de tentar
Isso me acompanha sempre todos os dias
O medo, o tormento, a angústia e a insegurança
O maior dos males:
A preguiça - falta de disciplina
Não fará que você chegue a nenhum lugar
Traço um plano que me direciona
É a bússola da minha rota
Mas não vivo presa ao que é metódico
Isso não me aprisiona
É só o farol que me guia em direção ao que desejo alcançar
Empreendo o meu próprio destino
Pois isso é o que me faz sentir viva
Saber que posso deixar marcas na história
Não pela recompensa, mas pelos frutos que irei deixar
Isso transforma profundamente o mundo
O universo agradece e abençoa cada passo intencionado que você dá
Quando aprendi que posso abençoar a mim e criar meu próprio jeito de bendizer minha vida ...
Peço licença e guiança à Mãe da Vida e rezo :
Sua história pessoal, aquela que só a gente que a vive de corpo e alma sabe na intimidade é sagrada, não permita nada nem ninguém desmerecer e profanar o território sagrado do Ser.
Perceba a sua natureza agora em seu próprio pensamento sempre questionando tudo até essas breve palavras que estou tendo contigo,não fuja da sua importância, fica pensando esse cara não sabe nada não viu nada esse é o seu pensamento, olhe a sua volta e saberá o que eu sei.
Que você tem medo ,que você falha não adianta se esconder dentro dos seus porões das suas mazelas que esconde,eu percebo.
Quantas portas fechou para outros com seus pensamentos mesquinhos e autoritários.
Vi isso desde criança.
Percebi muito cedo a sua doença mental.
A natureza humana não engana.
Aqueles que torcem contra você, nunca conseguiram caminhar pro próprio sucesso.
Pois se preocupam com a sua produção e esquecem de produzir pra eles mesmo.
Portanto, o tempo que você se preocupa em prejudicar o seu semelhante, acaba se deixando estático.
Caminhe para o bem pois ele te dará bom retorno.
27-04-22
"Existe um elemento pouco estimado na realização das coisas, que é o próprio ato de as realizar.
O engenho da ação é de tal modo dinâmico que só por existir já é capaz de transformar o que antes parecia irreal, em algo real e concreto.
Por isso não importam as circunstâncias, nunca pare."
...
Mentirosos nunca triunfam.
Apenas abdicam de si próprio.
Entregam suas realidades.
Viram servos do destinatário.
Meros condenados à perpetuidade.
Transgressores que falseiam.
Que enganam a verdade.
São dependentes da ilegitimidade.
Reféns das inverdades.
Que pagam por destruição.
Assolação do que era objetivo.
Quem mente é escravo.
Cativos da própria vontade.
Sequestrados no próprio cativeiro.
Cavaleiros da impobridade.
Se eu quero que caminhem comigo?
Prefiro ter poucos autênticos.
Que uma gangue de embusteiros.
