Textos de Amor Não Melosos
LILIUM
De longe a observo...
Tão quieta...
Parece distante...
Quero dizer-te:
Tu és meu fascínio
Deleito-me por ti
Oh! Menina colírio!
Vou roubar tu, meu lírio
Para um antídoto
E de ti, fazer uso contínuo
Oh! Menina delírio!
Aproxime-se...
Deste lado também nasce o sol
E corre o rio
Há noite, há plantio
Surgem vaga-lumes, cantam os passarinhos
Venha, minha flor!
Não deixarei te faltar suspiro
Pule a cerca, desvie-se dos espinhos
Só depende de tu teu caminho
Oh! Lindo lilium!
Custa-me sonhar?
Um dia atracarei
Mas... Daqui até lá
Vivo a te esperar
É o que me resta...
Pois não posso te obrigar a me amar
Oh! Pequena flor!
Deixe-me sentir teu calor?
“Baixem as velas!”
Berraria o capitão ao ver teu navio prestes a afundar
Do contrário, com os dedos cruzados
Pobre marinheiro...
Naufragou em auto-mar
Pois do amor, não soube desfrutar
Deixando-te morrer por uma flor
Que não sabes desabrochar.
Olhos de identidade
Quando criança crescemos
instigados pelo fascínio, a desvendar uma pequena fração da vida, supondo que a vida será bela...
dispostos em tudo ver e amar, mas ao crescer somos
ensinados a desapegar e se não preparados, sofremos
por aprender que o amor é uma dádiva que quando criança não soubemos valorizar
Um "oi, estou brincando com os cachorros". É pedir muito?
Um "o que vc está fazendo?" É pedir muito?
Um "estou indo agora no mercado". É pedir muito?
Um "eu te amo" no meio da tarde. É pedir muito?
Um "como foi seu dia?" É pedir muito?
Um minuto da atenção mesmo que esteja fazendo algo importante. É pedir muito?
Uma mensagem dizendo que está bem, mas que sente minha falta. É pedir muito?
Uma ligação quando o que mais se quer é ouvir sua voz. É pedir muito?
Em uma manhã qualquer de uma quarta feira.
Nesses dias normais, nos quais corro pra chegar a tempo na aula da faculdade.
Fui acordada com um bom dia diferente. Bom dia esse, que me deixou desconsertada, contente, feliz, motivada e com uma pitada de paixão para começar o dia.
- Bom dia amor da minha vida. Eu não sou de sentir inveja, mas hoje eu senti uma grande inveja. Eu juro, eu quis ter escrito esse texto, cada palavra, cada letra, cada vírgula. Queria ter escrito pra você, pois essa é uma descrição de você.
E então, além de mandar o texto, o recitou dizendo o que cada frase dele tinha de meu, ou seja, tudo.
"Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna."
Linha Tênue
Sou do 93, tu do 92,
um abismo entre os dígitos,
mas no eco da noite, tua ausência soa.
Espero.
Pelo toque frio do telefone,
pela faísca da notificação.
Mas não vem.
Só o silêncio, que sussurra teu nome
como uma praga ou uma prece.
E eu me perco,
na paranoia dos teus sinais invisíveis,
na ilusão de que teus olhos
passeiam por minhas mensagens apagadas.
Romance ou delírio?
Eu já não sei.
Os teus sussurros habitam as paredes do meu quarto,
teu cheiro, um espectro entre os lençóis.
Cada vibração no bolso é um coração que para.
Cada número desconhecido, tua sombra que escapa.
Serás real, ou fruto da febre?
Diz-me, és mulher ou miragem?
Meu amor é uma fogueira que devora,
minha sanidade, uma chama que dança.
Do 93 ao 92,
não há distância maior que o medo,
nem paranoia mais doce
que esperar por aquilo que talvez nunca venha.
Noite de Fogo
Saudades do teu cheiro,
feromônio que embriaga, perfume que marca.
Do teu corpo colado ao meu,
pele na pele, sem espaço pra tempo,
sem tempo pra pensar.
Saudades do teu louco amor,
instinto e entrega,
uma explosão de mundos
que colidem em gemidos abafados.
Teu som, um mantra,
ecoando na bagunça da cama
como sinfonia do caos.
Uma louca viagem,
onde prazer e sentimento se misturam,
um universo que se expande
entre mãos trêmulas e olhos fechados.
Cada toque, uma nova descoberta,
cada suspiro, uma nova língua
que só nós sabemos falar.
Quero mais uma noite assim,
onde o infinito mora entre lençóis
e o mundo lá fora
não passa de um sonho distante.
Vem, bagunça meu corpo,
desordena minha alma,
e me faz perder a razão outra vez.
A Eterna Thamar
Thamar, teu nome ecoa em minha alma,
Teu rosto, memória que nunca se apaga,
Menina de sonhos, ainda a descobrir,
Eu, maduro, em teu olhar quis me consumir.
Nosso amor foi chama, ardente e pura,
Cada instante, marcado pela ternura,
Entregaste a mim tua alma e teu ser,
E juntos aprendemos o verbo viver.
Mas o mundo, cruel e voraz,
Trouxe adversidades, nos separou em paz,
Roubou-te de meus braços, sem compaixão,
Deixou-me apenas a dor e a solidão.
Treze anos se passaram, e em meu peito,
Ainda pulsa o amor, tão perfeito,
Intenso, eterno, como a primeira vez,
Lembrança viva de um amor cortês.
E sei que em teu coração, guardado assim,
Resta um pedacinho imortal de mim,
Thamar, amor que o tempo não desfaz,
És minha história, meu sonho, minha paz.
Existir.
Paisagem na alma
muda diariamente
cutucam empurram
cada momento
alimento depois da fome
direção exata pertence a matemática
cultivar nossa alma
dos limites frouxos
sem nó
tempo chega...
venerável madura idade
Perigo
é não viver a própria vida
pensando o que outro vai pensar.
Que tristeza sinto em meu peito,
É ruim estar insatisfeito,
Quando você enxerga que nada é perfeito,
E seu corpo entra em rejeito.
Há pessoas que te encanta,
No fundo do poço te levanta,
Nos seus braços lhe sustenta,
Fazem da sua vida sua ferramenta,
E quando enjoam,
Desistem à toa.
Ainda quero acreditar,
Em um amor que me faz acordar,
Que de mim faça o seu lar,
E que possamos se somente se amar.
Que tristeza sinto em meu peito,
Quando vejo pessoas de todo jeito,
Que pelos sentimentos do outro não há respeito,
Brincam com eles e tiram proveito.
Que tristeza sinto em meu peito,
Por pessoas sem conceito,
Sujeitos,
Imperfeitos,
Cheios de defeitos.
Se aceitar ser moradia de alguém,
Não deixe que ninguém,
Tire o sossego,
Que vem do seu peito.
E tem que ser recíproco,
Correspondente,
Bilateral,
Mutual,
Retribuído.
Abraçar a sua sombra é parar de fugir do espelho. É olhar pra dentro e dizer “eu sei o que você fez" “e mesmo assim, ainda te amo” “porque você é tudo o que me sobrou e tudo o que me trouxe até aqui.”
Ninguém é inteiro sem seus pedaços escuros.
Ninguém é forte sem suas quedas.
Ninguém é livre sem primeiro encarar o cárcere da própria mente.
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
Você diz que vai embora.
Eu digo “vai”, mas minha voz treme.
Você diz que me odeia.
E eu rio. Porque sei que no fundo você só não sabe mais amar.
Nem eu.
A gente se estraga melhor do que se ama.
Mas tem alguma coisa nesse caos que parece casa.
Alguma coisa doente, instável, mas familiar.
Hoje eu senti a necessidade de escrever, de transbordar em palavras aquilo que sinto. Ontem, permiti-me vazar, escoar as emoções que estavam represadas. Recordei-me de Viviane Mosé, que em seus poemas presos nos lembra da importância de dar vazão aos sentimentos. E foi isso que fiz: deixei que eles fluíssem.
Encontrei duas amigas queridas, com quem compartilho um amor de 12 anos. Ambas trilharam caminhos distintos, mas agora se reencontram. Apesar das marcas do tempo e dos desafios enfrentados, o elo entre elas permaneceu. É fascinante perceber como a vida, com seus fluxos e refluxos, separa e une as pessoas, quase sempre com um propósito maior do que conseguimos entender. Talvez o destino as coloque juntas novamente para que uma seja o reflexo e a transbordação da outra, preenchendo os vazios que cada uma carrega.
Ao observá-las, senti-me atravessado por suas histórias e pela beleza contida no reencontro. A essência de cada uma continuava intacta, mas transformada pelas experiências vividas. Nesse encontro, enxerguei a potência do amor que resiste, que sobrevive às dores e floresce em formas inesperadas.
É difícil para mim escrever sobre isso. Desde que desci da estação, construí um escudo protetor contra as dores do amor. Ainda assim, não posso negar: a estação continua linda. Cada amanhecer me encontra em paz, leve, livre. Mas essa liberdade é paradoxal – enquanto posso ir e vir, sinto-me, por vezes, sem saber o que fazer com tamanha vastidão. Ainda assim, é uma sensação boa, reconfortante.
Ao reler o que escrevi sobre solidão, percebo agora que a solitude começa a tomar forma. Talvez a vida nos ensine, incessantemente, que estamos aqui para curar e sermos curados. Cada despedida e cada reencontro trazem consigo lições veladas. A partida da estação me fez perceber quais trens não quero mais tomar. E, apesar de ainda nutrir certa descrença no amor genuíno, descobri que sou capaz de amar.
Reconheço o amor que passou, ou talvez ainda passe, por minha vida. Ele foi lindo – e isso basta. Ontem, durante a parada na estação, reafirmei para mim mesmo que o amor, mesmo atravessado pela dor, é belo. A dor, passageira como é, tem a estranha capacidade de nos iluminar, de nos fazer compreender nosso lugar no mundo.
Quando o amor floresce, ainda que sob a penumbra do sofrimento, ele deixa de ser dor para se transformar em calmaria. É como se, em meio ao desequilíbrio do coração, uma paz silenciosa se instaurasse. Assim, compreendo que o amor é, antes de tudo, uma experiência humana sublime: é a transformação da dor em beleza, é o reconhecimento da nossa própria vulnerabilidade e grandeza.
E assim, como as amigas que se reencontram e se completam, percebo que cada história, cada encontro, cada despedida, desenha um ciclo que nos convida a viver plenamente. O amor é, no fim, o que nos une a nós mesmos e aos outros, transbordando para além do tempo e do espaço. E na estação da vida, onde chego e de onde parto, carrego comigo a certeza de que o amor, mesmo atravessado pela dor, continua sendo o ponto de encontro mais bonito.
Havia um silêncio pesado no ar, um tipo de vazio que só o coração partido conhece. Sentado naquele banco, ele olhava para o espaço ao seu lado — vazio, frio, como se a ausência dele tivesse roubado a vida da própria paisagem. O vento soprava suavemente, carregando consigo as folhas secas que dançavam ao redor, cada uma como uma memória se afastando, lenta, mas inevitavelmente.
Nas mãos, uma única flor. Suas pétalas caíam uma a uma, marcando o tempo, assim como o amor que ele uma vez segurou tão firmemente, mas que agora deslizava entre seus dedos. A promessa de um "para sempre" que, como o pôr do sol naquele céu nublado, começava a se apagar.
Ele fechou os olhos, e por um momento, podia sentir o calor do riso dele ao seu lado, podia ouvir sua voz entre as árvores balançadas pelo vento. Mas, ao abrir os olhos, tudo o que restava era a saudade. O mundo, antes vibrante com a presença dele, agora parecia um quadro pintado em tons de cinza.
A chuva começou a cair. Pequenas gotas, como lágrimas que o céu chorava por ele. Ele não precisava chorar. O céu fazia isso por ele. Cada gota era uma lembrança, uma palavra não dita, um toque que nunca mais sentiria. E aí ele se tocou que: o amor, mesmo na dor, era belo...
Adoraria ouvir cada detalhe do seu dia
Adoraria ver cada detalhe do seu rosto
Adoraria passa a mão pelo seu corpo
sentir o seu calor
Adoraria te abraça nem que fosse pela ultima vez.
Seus olhos castanhos me fazem lembrar dos meus livros
Dos post-ti dentro dele com seu nome
Da vontade incessante de te conta cada história
Dos poemas que nunca te dediquei.
Do homem de ferro que o fiz pra ti.
Te amar de longe corrói minha alma,
Me agoniza,
Me faz triste e feliz... ou...
Um sentimento que não sei distinguir
Só sei que o amo.
Daí eu caia na real e percebia que eu só olhava seus lábios, será que era desejo do seu beijo?
Então, eu fico até perdido em meio a sua perfeição, meus olhos te beijando e minha boca trêmula em silêncio, meu corpo trêmulo pra fazer companhia a meus lábios, e seu abraço apertado e quentinho.
- para de tremer. Você dizia.
E eu não sabia o que fazer, lá no fundo do coração eu tinha palavras, mas elas não saiam de lá, alguma coisa me fazia emudecer, e só você olhar pra mim, já era suficiente pra você ouvir as declarações de dentro da minha alma.
Por várias vezes durante todos os dias, fico em silêncio repetindo seu nome dentro da minha mente e te chamo de meu amor, e digo o quanto gosto de você, também digo: que bom amor, que você gosta de mim assim também.
Ah .. suas mãos quentes e seu beijo tranquilo em meu rosto, seu corpo se arrepiando no calor do meu corpo.
Eu não sei que hora dizer, me dá um medo, então faço silêncio e escuto o som do nosso amor, dizendo, me abraça, não me solta, aperta mais um pouco, quero você aqui comigo pra sempre. Como fala esse amor. Ah... As palavras sinceras que esse amor fala em silêncio, repetindo o quanto a gente se gosta.
Aqui estou eu, mais uma vez pensando em você, lembrando o quanto é doce o seu sorriso, o quanto é quentinho seu abraço e quão suave é sua voz, que entra em meus ouvidos.
Lembranças de sua imagem, de sua visita e de sua companhia. Cada vez que penso em você, o sorriso é espontâneo e instantâneo, involuntário e autêntico, aquele sorriso que só existe pra você e por você.
Ainda esperando o momento de estar com você durante todo um dia, sentido o seu abraço e o seu carinho, olhando o seu sorriso e ouvindo a sua doce voz, aquele jeitinho meigo, carinhoso e delicado que eu não consigo resistir.
Passa por aqui de vez em quando para lembrar do quanto eu amo você!
Saudades de você, meu amor!
A vida segue!
La fora chove e é tão bonito...
O céu descreve
A perfeição do mistério infinito
Linda natureza!
Revela a bondade divina
Através de sua beleza
E assim, não estou só
Na perfeição dos detalhes
Mora a força que me entende
Pintando detalhes em tudo, irracionalmente
E assim nasce a vida!
Linda, desnecessariamente...
Eu tenho andado pelas ruas
Muitos dia e noites sozinha
Eu virei minha face para o que sei que é errado
Tenho fingido não ver a fome, o frio, o velho
Mas nada me assustou mais
Do que ver a mim mesma em frente ao amor
Pode cair a chuva forte
Eu não vou me mover
Eu não recuo frente ao amor
Pode ventar forte
Minha chama mora no coração
Mesmo se eu sofrer
Eu não recuo frente ao amor
Podem transbordar os oceanos
Ou secar toda água em mim
Eu não recuo frente ao amor
E quando eu partir dos braços da realidade
Eu olharei a última vez para o céu
E não temerei,
Pois vivi pelo amor e morri pelo amor.
Para um homem bonito:
Você, que gosta de andar descalço
E vê a beleza nas pedras, nas flores e nos bichos
O teu sorriso é largo, seus olhos são brilhantes, você é o mais bonito!
Você que cantarola baixinho, me tira para dançar, faz graça, brinca e ri comigo
Obrigada por ser meu amigo!
Você é simples como todas as coisas verdadeiras e boas, como as coisas que tem importância na vida,
Você é fácil de entender, é gostoso de ver e esplêndido de amar!
Você é um homem bonito, todos os olhos entendem, mas além do que alcança a vista, minha alma te sente.
Te amarei para todo sempre...
Ao belo e sempre nobre, Thiago.
Com toda paixão, amor e carinho que um corpo é capaz de suportar.
