Textos de Amor Não Melosos
"O que posso fazer, se é preciso uma única mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto?
A lá ó, bobo, apaixonado, que isso coração, de novo?
Riso quente e fácil, pra tela fria e inerte de um celular, é mau agouro.
Posso nem imaginar, de fel, já sinto na boca, o gosto.
Tolo poeta que sou, adoro esse jogo.
Se der certo, um novo amor; se der errado, escritos de um louco.
Tudo no seu tempo, de pouco em pouco.
Coração pirata, cansado das tempestades do amor, procura em teu seio, um porto.
Deixe estar, qualquer coisa, convivo com a dor e novamente sofro.
Sofro, sofro, sofro; sofro, mas não morro.
Tentei alimentar minh'alma com uma fútil paixão, fui tolo.
Tolo por acreditar, tolo por amar, tolo por não saber diferir, o trigo, do joio.
Perdoe-me o devanear, perdi-me em minhas próprias palavras, voltemos àquela moça, o mais doce tesouro.
Eu lhe indago: O que posso fazer, se é preciso uma única mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto?" - EDSON, Wikney
"Adorei as aguas do céu, naquela tarde fria, de quinta feira.
Você, um tanto azarada, parece-me, não contava com a chuva e esquecera o guarda-chuva, em casa.
Eu também, azarado, não contava com a súbita torrente, que nos abraçava.
Sorte a minha, agradeço, novamente, pelas aguas.
Lembro de ti, enxarcada.
O cheiro do cabelo, exalava.
Cada cacho, se realçava.
Sua tez, pelo vento frio, arrepiada.
Tão próxima de mim, mas tão distante, pareceu-me um conto de fadas.
O castanho escuro dos olhos, me lembravam uma fera; outras vezes, uma criança, amedrontada.
E eu nem sei o nome da desgraçada.
Mas me recordo dos cachos, do cheiro e da gratidão, às do céu, as aguas..."
"Se eu pudesse criar uma religião, eu o faria.
O silêncio seria o meu Deus, e eu o veneraria.
A voz humana é maldita.
É ela, dona das juras infundadas e promessas vazias.
Palavras de ódio, desgosto, lascívia.
Sempre que falamos, adoramos à mentira.
É a voz, que compursca o som da natureza, que nos permeia e corrompe a calma de toda a criação divina.
Fruto da iniquidade; a voz feminina.
Fonte do meu sofrimento; a ausência da voz, daquela menina.
Acordo, perdido na madrugada, a vela que acendi à minha religião, ainda crepita.
Em meio a lençóis vazios, sem você, aquela cama tornou-se a minha cripta.
Ela ou a noite? Não sei qual a mais fria.
Os sussuros, em meus ouvidos, são a minha sina.
Se eu pudesse tê-la de volta, decerto, eu abdicaria.
Criaria a minha religião, com meus olhares pregaria as boas novas da não voz, e em absoluto silêncio, te adoraria..."
"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono.
Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono?
Caso tiver; o que farei com o meu? Que já depus sobre os seus pés: Terei seu abandono?
Mal entrei no seu ringue de desilusão, um olhar foi nocaute, já estou na lona e ainda nem soou o gongo.
Tentar esquecer-lhe é tolice, pra que o whisky, se é o seu beijo, que me deixa tonto.
O perfume me inebria a mente e fico zonzo.
Fazer que não é paixão, é finjir-me de sonso.
És princesa, da beleza rainha, fazei de meu coração, vosso trono.
Acordo na madruga fria, ao léu, atônito.
Tento dormir novamente e não consigo, pois a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono..."
"Sempre que me pego pensando em você, eu vejo a imagem de um homem desamparado.
Os olhos cheios de lágrimas e na voz só dor, embargo.
Trêmulo, atônito, assustado.
Por você, abandonado.
Tento afogar nossas lembranças, mas a garrafa já secou, sua imagem vem à mente após cada trago.
Pra tentar aliviar a minha mente da aterradora imagem, quebrei o espelho do meu quarto.
Odeio minha imagem, porquê ao me olhar, eu vejo o tolo alucinado.
Alguém que amou demais e não foi amado.
Vejo em meus olhos a lembrança dos seus, meu paraíso estrelado.
Eu me olho no espelho e vejo o próprio diabo.
Em vãs lembranças, acorrentado.
Condenado a vagar pela eternidade, nas memórias de um passado feliz e nas leviandades de sonhos não realizados.
Meu inferno são teus olhos, meu lar; meu purgatório, seus lábios.
Cada lembrança da sua nudez, o corpo suado é um açoite em minh'alma, meu eterno pecado.
Que Deus me perdoe, mas jogado em seu pedestal, eu orei pra que tudo na sua vida desse errado.
Para que volte a mim e possamos ser perdoados.
Mas fique tranquila, Deus, em seu trono, orgulhoso, não ouve as orações dos apaixonados.
Se o fizesse, por entre as estrelas, nosso destino juntos, estaria traçado.
Hoje, consegui me fitar por um breve momento, depois de tanto tempo acovardado.
Era preferível ter ficado cego, da minha visão, abdicado.
Novamente, pensando em você, vi aquele homem, desamparado..."
"Se meu coração falasse, ele gritaria aos quatro cantos do mundo, o seu nome.
Por você, amada minha, eu abriria mão de tudo, fama, renome.
Daria a minha vida e de qualquer outro homem.
Existe uma eterna batalha entre seu olhar e sua ausência, disputam entre eles, qual mais me consome.
Não tenho desejo de ti: tenho dos seus beijos, sede; do teu corpo, fome.
Já não consigo lidar com nossas lembranças, me prostro de joelhos, rogo, imploro: Réquiem, Domine!
Tentei saciar a minha sede; acabei por afogar-me em sua fonte.
Quando perguntarem por nós, por favor, não nos lembre, não nos conte.
Quando lhe narrarem-me, quando disserem que me viram, não pergunte como estou, não queria saber com quem, tampouco onde.
Quando ao longe, ouvirdes chamarem teu nome, não se espavente, não é a morte; é só o meu morto coração, em seu último suspiro, gritando aos quatro cantos do mundo, o seu maldito nome..."
"Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade.
Achei que minhas ações, trariam aos meus braços, a minha eterna saudade.
Pensei que seu sorriso calmo, traria ao conturbo da minha vida, alguma serenidade.
Novamente, os sinônimos tornaram-se um, fundiu-se o Famigerado à leviandade.
O tempo urge, o relógio me açoita a alma, com cada tic tac, tic tac.
Cada segundo, sem o negror do seu olhar, parece-me uma eternidade.
Quando em seu abraço, sob o julgo dos seus lábios e embebido da voz, a tranquilidade.
Meu algoz, parece parar, mas ainda sim, ele passa tão rápido: O correr do tempo, ao lado de quem se ama, é punição divina, pra de outras vidas, iniquidade.
Deus, me faz de exemplo, do mais alto céu, ri da minha desgraça, da minha jocosa calamidade.
Ora, como não revoltar-se?
Sabendo ele do que sabe.
Sabendo que sou o puro pecado, um demônio em Terra, o próprio diabo, para me castigar, fez tu e a fez cruzar meu caminho, você, inalcançável ao meu eu, revestida de toda santidade.
Lembro do meu paraíso inalcançável, você embalada em meus braços, e a pele arde.
Queria ser ateu acerca do amor, mas infelizmente, venero-te, minha divindade.
Rogo, imploro aos céus, por um único beijo, para que eu me enterre e minh'alma descanse, por toda eternidade.
Parece que ninguém ouviu, Deus riu: Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade..."
"Hoje, ela apareceu do nada.
Veio me pedir perdão, com palavras ensaiadas.
De olhos lacrimejados e voz embargada.
Frases mal ditas, coisas não ditas, ideias entrecortadas.
Do que me dissera, não pude crer em nada.
Só acreditei no beijo repentino, na nudez e na pele suada.
Acreditei em cada suspiro e após cada gemido, ela dizendo que me amava.
Acreditei quando sobre meu peito, caiu uma lágrima.
Da boca dela, não acreditei no perdão em palavra.
Acreditei no desespero em cada beijo, parecia, que em meus lábios, se afogava.
Fui capaz de crer, quando despida, à luz da Lua, sua pele brilhava.
Refleti só, enquanto ela adormecia, por toda a madrugada.
Eu até queria, mas não poderei perdoá-la.
Não posso correr o risco e perdê-la de vista, espero que amanhã, ela apareça aqui, do nada..."
CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
É a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
Já não deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridão,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
É a voz da culpa que fala
Que não ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa não sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdão.
Procurei no vento o seu cheiro
Procurei em ti acalmar meus medos
Procurei em meus lençóis vazios o seu aconchego
Procurei no meu travesseiro o macio dos seus cabelos
Procurei na minha sensatez a sua tez...me perdi de vez
Procurei no abismo profundo dos teus olhos não me perder
Procurei em tudo de você não me perder
Procurei em tudo não te perder
Procurando em tudo... Eu perdi você...
E os olhos da perdição também foram os olhos da esperança.
Esperança que até hoje carrego comigo, trago seu nome e doces lembranças.
Nas lembranças te lembro e no vento te sinto, ó doce fragrância.
Fragrância, desejo, cheiro do medo, desespero desanda, ouço meu peito, coração sem jeito, seu nome chama.
Chama de clamor, chama de calor, chama de paixão, chama que enaltece, chama que ilumina.
Os olhos da perdição, tem aquela menina...
E a saudade rega o sentimento com as águas da solidão, semente cresce e colho o fruto doce da paixão.
O coração reclama à alma, a todo instante, querendo te ver, na brisa leve, o cheiro doce faz lembrar você.
Me pego em prantos, imaginando tal desatino do destino, destino esse que cruelmente você comigo não quer ver.
O martírio, que tenho vivido, é dia e noite desejar você.
O meu martírio é ver até o Sol, em plenitude, invejar seu brilho, brilho que me ilumina, calor que me aquece a tez.
Meu martírio, é adeus, te dizer mais uma vez...
o castelo
Construí um castelo
Nem ventania nem tempestade podem derrubar
Suas paredes são de rocha
E o sol sobre suas janelas resplandece!
Quando vem a noite
E o mar se aproxima
Sinto o cheiro da brisa
Um castelo que mãos humanas não fizeram
Mas o melhor arquiteto o desenhou
Foi o soberano Deus
O arquiteto do amor!
Quando eu ainda repousava
Incrédula já não mais te esperava
O sol nasceu mais uma vez
Pude ver raios de luz envoltos em nuvens de algodão!
Não sabia se alcançava o céu
Ou se pisava o chão!
Então veio com sua maestria
Nem sentia as suas pisadas
Mas o seu cheiro inconfundível
Eu sabia que era humano como eu
Chamava-o de anjo
Mas não tinha asas
Achava-o perfeito!
Belo e indefectível
Nada mais me importava!
Mesmo insipiente eu sei
Não eram os meus olhos que viam
Era falta de lucidez
Amor é para os loucos
Nunca para os normais
Qualquer margem de razão destruiria
O idlilico poder do amor!
Foi nessa insanidade que pude notar
Que o amor é sorrateiro e chega sem avisar
É preciso ser mesmo louco
Correr riscos e ser corajoso
Para desfrutar da indisivel arte de amar!
Eu seguraria a sua mão
Eu seguraria a sua mão para sempre
No meu pensamento nada pode tirar você de mim
Neste mundo que se chama pensamento
Te vejo feliz, te vejo sorrir...
Eu sei que o que senti quando te vi a primeira vez
Era algo real, pois de lonje eu vi os seus olhos
E eles diziam lindas canções de amor.
Ainda lembro do cheiro dos seus cabelos
Lembro de você sorrindo, orando e adorando...
Neste universo chamado pensamentos sempre você está linda com suas fitas no cabelo...
Quando vou conversar com Deus eu peço para você realizar todos os seus sonhos até aqueles mais bobos.
Eu nunca menti para você quando falei de amor.
Vou levar comigo dentro de uma caixinha de madeira
Tudo que senti naquela noite que a vi a primeira vez.
Rogo ao Pai que lhe dê o abraço que eu não posso dá.
Eu passaria toda uma vida escrevendo só lembrando do que senti aquela noite. Quando te vi eu sabia que era você o sinônimo de tudo que eu já havia escrevido.
Você viverá para ver estes dias melhorados
Você vai sentir o toque da grama.
A canção mais linda está dentro do meu coração
O amor é uma escolha bela
Quando paro a noite e contemplo as estrelas
Eu lembro de tudo que planejei
Deus é amor e todo amor vindo dele é verdadeiro.
Eu sei que às vezes a vida é cruel
Eu sei o que é sofrimento
Mas esse amor me deu força para suportar tudo
Porque Deus é amor
Não direi para você não chorar, afinal, nem todas as lágrimas são ruins.
Aprendi desde pequena a valorizar o pequeno e amar o simples - meu pai me ensinou que o mais importante, no ser humano é não perder a sua dignidade e sempre viver valorizando os que Deus colocou ao nosso lado.
Aprendi com ele que uma pessoa integra não esconde seus sentimentos para agradar os outros; que falar a verdade de si mesmo e para os outros é um dom.
Aprendi com minha mãe a: não querer o que o outro tem, não invejar e ter ciúmes: pois são coisas que "só fazem mal para quem sente" e pessoas assim, passam a vida se comparando e não vêem que o melhor da vida elas tem: ter saúde é uma riqueza e que "por pior que seja alguém" sempre terá alguém que "o AMA".
Não sou e não tenho uma vida perfeita - Tenho problemas, passo dificuldades, fico triste quando falam mal de mim,quando me julgam, choro quando fazem algo comigo e não consigo reagir. Perdão, sou humana, sou gente assim como você... Sinto também!!!
Tenho um diferencial e nem por isso "sou especial", pois o que "tenho" muitos outros tem em maior quantidade do que eu : assim como deveria ser com cada um de nós eu confio e tenho esperança: Confio em Deus e sei que Ele guia meus passos.
Sei que a "tempestade" que vem e parece muitas vezes "não passar", mesmo em meio aos ventos e situações, é Deus mesmo é quem irá sustentar, pois o que importa mesmo é a forma que eu lido com ela... E ter fé que depois dela um lindo sol vai surgir.
Por favor, não me inveje, não critique, não tenha ciúmes de mim, não me chame de convencida e muito menos jogue "flores"; pois sou humana e um dia também posso cair, também sou limitada assim como você, e pra mim assim como para todos existe O TEMPO E o tempo vai passar: a idade vai chegar e as situações da vida também... Assim como tem sido e é...
Mas o que na verdade irá ficar depois de tudo?
A ESSÊNCIA DO QUE SOU!
E isso SÓ Deus conhece e aqueles que conseguem tocar no mais intimo do meu coração sabem do que estou falando...
Cada ser humano é um tesouro...
Pois como diria o poeta: o defeito aparente pode ser o sinal de uma virtude que há de vir...
E assim Deus caminha conosco junto as situações da vida - Compete a mim e a você, SABER o que fazer com elas.
Deus abençoe vc que leu até o fim esta mensagem e cuide do seu coração derramando uma chuva de bençãos e que "os melhores valores" que você trás no seu coração possam ser sustento na sua caminhada e na descoberta deste lindo tesouro que é...
Nas entranhas da saudade, o coração geme em agonia,
Ecos de uma separação que cravam fundo, como espinhos na via.
O homem, marcado pela sombra da ausência querida,
Ama na distância, sofre na carência da alma ferida.
Em cada pedaço da noite, murmúrios do passado ressoam,
A mulher que partiu deixou um vazio que seus sonhos devoram.
Ainda o amor persiste, como um farol em noite escura,
Guiando a esperança, enquanto a dor perdura.
Cada toque, cada beijo, permanecem tatuados na pele,
Como promessas que o tempo não consegue apagar, nem cancelar.
Enquanto o homem sonha, acordado, com reencontros possíveis,
O coração se recusa a desistir, alimentando esperanças incríveis.
No ballet da vida, outras bailarinas tentam sua dança,
Mas ele, na teimosia do amor, recusa a oferta, recusa a mudança.
Pois a mulher que ama, mesmo distante, é seu farol,
E qualquer sombra de felicidade parece pálida, sem calor.
Recusa-se a aceitar o consolo de outros braços,
Pois neles não encontra a magia, nem os laços,
Que o uniam àquela que ainda é dona dos seus suspiros,
Mesmo que o tempo teima em ser o senhor dos retiros.
Oh, homem que ama com a chama da eternidade,
Ainda há esperança na alvorada da felicidade.
Que o destino, fiandeiro dos fios do coração,
Teça um reencontro com a mulher da tua canção.
Que a dor da separação seja um prelúdio,
Para um capítulo onde o amor é o núcleo.
E nos braços dela, encontre a paz merecida,
Na sinfonia da vida, uma harmonia restabelecida.
Em um instante de reflexão, um novo capítulo surge,
Um convite à mudança, onde a vida converge.
É hora de partir, deixar o passado para trás,
Abrir as asas, voar rumo ao que jamais se desfaz.
Uma nova vida desponta, como aurora no horizonte,
O sol da renovação brilha intensamente, forte.
Novos desafios se apresentam, como montanhas a escalar,
Mas com coragem e fé, prontos para superar.
A liberdade é a trilha que se estende à nossa frente,
Caminhando com passos firmes, sem receio, somente.
Se amar, se gostar, se valorizar no presente,
Descobrindo o poder de uma autoestima envolvente.
É tempo de se dar oportunidade, abrir o coração,
Deixar florescer a esperança, a mais doce sensação.
Levantar da poeira do ontem, como a fênix renascer,
Seguir em frente, sem olhar para trás, sem se deter.
Na solitude, encontrar a paz que mora dentro de si,
Explorar os recantos da alma, descobrir o que ali há para ser.
É a oportunidade de se encontrar, de se conhecer,
Um mergulho profundo no próprio ser, um renascer.
A vida é um poema em constante evolução,
Cada verso escrito com as escolhas do coração.
Então, sigamos adiante, com coragem e gratidão,
Em busca da plenitude, dessa nova vida em expansão.
Sentir é o poema que nos envolve,
O sabor que nos embriaga e envolve,
Aroma que nos sussurra e resolve,
Toque que nos acende e dissolve.
Pele que é tela em que me perco,
Perfume que nos inebria e adormece,
Prazer que nos guia, sem berço,
Contorno que em sonhos me aquece.
Beijo que é promessa e desvario,
Mel que me afoga em seu alento,
Loucuras a dois, em nosso rio,
Cabelos que enredam nosso momento.
Olhar que é labirinto e abrigo,
Voz que sussurra segredos sem pudor,
Enlouquecer é o nosso castigo,
Perfume do desejo, nosso amor.
No doce bailado do sentir,
Em cada sabor, em cada aroma,
Nas pontas dos dedos, no toque a fluir,
Na pele macia, sedosa, com a minha soma.
No perfume que emana, tão singular,
No prazer que nos guia, sem fim,
Seguir o contorno, sem hesitar,
Beijar a boca, em desatino e assim.
Afogar-me no mel que é seu,
Loucuras partilhadas, a dois,
Emaranhar cabelos, num doce breu,
Perder-me no olhar, em meus anseios.
Enlouquecer com a voz que sussurra,
O desejo no ar, palpável e quente,
Numa dança de almas, em loucura,
Sentir o amor, intensamente.
Fotografar é...
Fotografar é capturar o instante,
O efêmero momento que passa voando,
E prender no papel, num gesto constante,
A memória que o tempo vai desfiando.
Fotografar é ver além do óbvio,
É espiar a alma que vive escondida,
Transformar luz e sombra em alívio,
Na imagem que guarda o sopro da vida.
É mirar o mundo com olhos atentos,
Desvendar a beleza que muitos não veem,
Revelar os segredos guardados nos ventos,
Os detalhes sutis que poucos retêm.
É fazer da lente um portal do tempo,
Eternizar o riso, a lágrima, o olhar,
Transformar cada clique num monumento
Do instante que insiste em se eternizar.
É dar voz à cena que em silêncio grita,
Ouvir a paisagem que ninguém escuta,
Captar o caos e também a harmonia
De um mundo repleto de luta e ternura.
Fotografar é tocar o invisível,
Sentir na pele o que está além,
É tornar visível o intangível,
Descobrir o que o olhar comum não tem.
É roubar um pedaço de eternidade,
Guardar o agora, para sempre, talvez,
E ao revermos a imagem, em outra idade,
Reviver o passado, a infância, o que já fez.
É um ato de amor e também de coragem,
Desnudar a alma em cada registro,
Contar a verdade, mesmo que a imagem
Nos mostre as rugas, as marcas, o visto.
Fotografar é uma dança de luz e sombra,
Uma busca constante, quase um ritual,
É deixar que o coração assombre
Cada imagem, tornada essencial.
Pois fotografar é, no fim das contas,
Sentir a vida em sua impermanência,
E, com um clique, manter as pontas
Entre o fugaz e a persistência.
É ver o mundo como um milagre raro,
Guardar na lembrança o que é difícil segurar,
E perceber, por um instante tão claro,
Que a vida é breve — mas vale eternizar.
