Textos de Amor entre Amigos
Não é tempo de Maquilíshuat
sob a Lua para chamar você
de Tlasotlali que é amor
em Náhuatl nesta El Salvador.
O Maquilíshuat que floresceu antes
assim como o quê sinto mesmo
sem saber se virá e quem você é,
percebo ser a sua cachiporrista.
De todas a bailadora favorita
que têm nas mãos a sua mente
e o seu coração ao som da bandinha.
Aquela que faz pensar no essencial
porque é destinada ao fundamental,
e que não há no mundo outra igual.
Quando se tem a dádiva do amor
há razões redobradas para venerar
cultivando sabores de El Salvador
na mesa como da flor de Izote.
Razões para enfeitar os cabelos
e para se cuidar com esta
flor preciosa de nome em Náhuatl,
seguindo com passos de poeta.
Com todo o amor a nossa parte
tem que ser feita assim como
o Izote amável floresce o poema.
É com a Flor de Izote nas mãos
celebro e guardo a sua existência,
porque amar já é plena residência.
Ser tão preciosa quanto
a Saqi Ixq dos rituais
mayas no seu coração:
ser o seu amor demais.
Por total e divina ambição
ser ela mesma a sua
Monja Blanca em floração
na bela e plena Guatemala.
Deixar que eu seja toda
a sua vida e em mim
estabeleça a sua Pátria.
Em nós há encontro
de águas e reconheço:
o meu peito pelo teu dispara.
Haverá sob a Ceiba pentandra
a oferenda da Guatemala de amor
que é o meu coração entre o Céu
e a Terra seja por onde cada um for.
A Ceiba pentandra sempre
que florescer nós trará a certeza
de vida e de fertilidade,
para celebrarmos a ancestralidade.
A cosmovisão Maya nos segue
sempre mais forte do que nunca
mesmo quando não há Sol ou Lua.
No meu paraíso interior seguindo
sendo mais sua do que minha
entregando o melhor todo o dia.
São Vicente e Granadinas
é onde a Soufriere floresce
infinita e aguardo passear
com o amor da minha vida.
Quero ver o tempo passar,
nos braços dele os desejos
aninhar e a mente dele no colo
descansar ouvindo o mar cantar.
Do mundo iremos nos desligar,
fazer dos nossos beijos o centro
no mundo e ali nós dois parar.
Em qualquer hora começar
sem ter hora de parar,
e na tranquilidade repousar.
Pelo caminho contar
cada Wanglo em flor,
E de mãos dadas por
Aruba declarar o meu amor.
É uma cena que prevejo
com os olhos fechados,
Porque sem você perceber
também está apaixonado.
No coração ninguém manda,
dentro de ti sou aquilo
que mantém acesa a chama.
O seu sorriso não engana,
sei que anda até cantando
do nada o meu nome Anna.
A ventania oceânica tece
um fino tapete branco com
as flores do White Cedar
só para o meu amor passar.
Nas Ilhas Virgens Britânicas
será uma festa quando
o meu amor por chegar
e por aqui comigo ficar.
Espalharemos romance e folia
por todo o lugar e poesia
escreveremos na beira do mar.
O presente e o futuro nos
encontrará no mesmo lugar
o melhor do oceano de amar.
Proteger o seu interior
com doçura, paz e amor
e deixar-se envolver
pelo azul de Mayreau.
Lembrar do sonho,
dos afetos, da prece
feita na igreja no alto
e de cada passo dado.
Permitir ter a mente
sob o teto estrelado,
poético e ensolarado.
Dar-se a dádiva ilhoa
de agradecer por tudo
porque a vida no fundo é boa.
No descanso de uma rede
diante de uma bonita vista
o coração canta o meu nome
com amor e toda a maior folia.
Na Ilha Bacolet entre nós
o quê impera é o encanto
e a música que nos traz
balanço é a que vem do mar.
A cada dia é um dia para não
pensar outra coisa na vida
a não ser amar ou amar.
Não temos mais o quê se
preocupar a busca mítica
nunca mais vai nos ocupar.
Ir pelo Arquipélago das Granadinas,
permitir que o Mar do Caribe
me leve descobrir se amor existe
e não deixar que nada me domine.
Próxima da Mushroom Island
em Granada estar pronta
para um novo embarque que
me leve ser a sua tripulante.
Para juntos navegar no mar
do nosso amor e deixar que
o mundo lá fora nos deixem amar.
O quê importa é só quê fica,
e preservar o melhor é o quê importa
para quando chega a nossa hora.
Deslizando do mar do destino
embarcação feita para dois
e vivendo nosso amor bonito
rumo sereno à ilha perdida.
Em La Blanquilla sem querer
mais nada desta vida,
no paraíso desabitado
nos tornar parte da poesia.
O quê realmente importa
sempre chega na hora,
e sem nenhum impedimento.
O amor como oceano cabe
na embarcação leve do peito,
e com ele sempre tem um jeito.
O sentimento de desembarque
de um romance que tudo foi feito
para que o amor sobrevivesse
não conhece mais o regresso.
Agora só cabe é deixar-se levar
pelas correntes do Mar do Caribe
e na Ilha de Fraile Grande aportar
e nem mais para o relógio olhar.
Quem escolheu desdenhar
ficou lá para trás e no seu
devido lugar nunca irá mudar.
O quê realmente importa é estar
onde de fato há um amor que verdadeiramente se permita amar.
Coleciono mergulhos
e histórias de pescador
na Ilha Mata Fome
para chamar o teu amor.
Nas águas calmas dali
quero contigo mergulhar
enquanto nós dois não
vemos o tempo passar.
Quando tiver como sair
e voltar de caiaque,
o Sol contigo aplaudir.
Planos românticos muito
além de apenas um dia
para dar o toque de poesia.
A Dança da Ratoeira
Algo em nós já morava
com amor e paixão,
De longe a Dança da Ratoeira
atrai a nossa atenção,
Entramos sem permissão
e acabaram chamando
para o centro para cantar
e dançar a tradição,
Foi assim que você de vez
entregou o seu coração.
Esculpidas no interior
as Vênus de Valdivia
para cantar o amor
sempre que for preciso,
Embalar o espírito,
a mente e o corpo,
Para abrir o caminho
coincidente para que
o melhor e o irresistível
brindem com a gente,
Crescente tem sido
infrene o desejo por
este encontro com
o quê há de inevitável
avassaladoramente.
Somos os últimos românticos.
Cultivamos o melhor do amor,
e a terra se ajusta à nossa escolha.
Não temos pressa, porque a viagem
foi escolhida pelo lado de dentro,
o endereço é a unidade do sentimento.
Por me querer, tens a total capacidade
de fazer o carregamento do Pau da Bandeira,
e de hastear sozinho a Bandeira de Santo Antônio,
porque Barbalha já conhece a minha existência.
Mas mesmo assim, nós temos calma.
A paciência molda a fortaleza, e nós temos
a certeza do envolvimento, do comando
da conexão e da nossa absoluta convicção.
A palavra boa não faz enfeites na boca,
e sim no coração: amar é a nossa decisão.
Nos meus pés tenho luzes e pó de estrelas,
do nosso amor não quero apenas promessas.
Apenas sobre mim, não permito poemas;
os caminhos torno incontroláveis pistas de dança.
Não quero nada mais nada menos do que viver
de amor mesmo que digam que é impossível.
Mesmo que digam que só estamos em outubro,
com você me preparo para viver o que é incrível.
Manacá-da-serra em flor em Santa Catarina,
a tua existência é pacto de amor e contém poesia.
De nós quero a completa liberdade e alegria,
para transformar da rotina em aventura todo dia.
O espaço que você garantiu comigo é devido
o fato de você nunca ter nada por mim reescrito. Corrija as pontuações.
Quando o Amor Não Volta
Em Tijucas sonhei teu olhar,
teus passos comigo no mesmo lugar.
Caminhos serenos, manhãs de calor,
mas tudo era sonho — só meu, sem amor.
Te vejo sorrindo em versos que invento,
mas falta resposta no teu sentimento.
Te amo calada, sem ter teu querer,
como ama o mar aquilo que não pode ter.
Plantei esperanças no chão do talvez,
colhi o silêncio em forma de vez.
Te escrevo em segredo, em cada estação,
mas tua ausência ecoa em minha canção.
E mesmo que doa, não vou me esconder,
prefiro essa dor do que não te ter.
Pois quem ama de fato não pede, não cobra,
só sente, resiste, e no peito te sobra.
Se nunca fores minha, não há que culpar,
amar é bonito — mesmo sem par.
Ficas em mim como verso encantado,
um sonho que mora num peito fechado.
Quando faltar amor, sobra distância,
o toque esfria, morre a constância.
Quando o olhar já não busca o olhar,
é sinal que tudo vai desmoronar.
Se a cumplicidade sair pela porta,
a alma geme, a esperança aborta.
Do “nós” só resta um eco calado,
um corpo presente, mas desconectado.
Promessas viram cinza na lembrança,
e o coração já não dança, não balança.
A cama tão cheia, mas fria e vazia,
a voz já não canta, só grita agonia.
E quando o costume toma o lugar,
do que era paixão, do verbo amar,
a vida a dois, a três , a quatro ou mais vira mero teatro,
cenas sem alma, gestos de fato.
Então, que se acabe sem mais fingir,
melhor partir que ao pouco sumir.
Porque amor sem alicerce se desfaz,
e quem ama de verdade não ama pela metade jamais.
"As Cartas nunca Mentiram"
Tem gente que procura o tarot querendo saber do amor.
Outros querem dinheiro, vingança, respostas rápidas para decisões mal pensadas. A humanidade transformou o destino num SAC espiritual. Impressionante.
Mas o tarot nunca foi sobre prever o futuro.
Foi sobre revelar aquilo que você esconde até de si mesma.
Porque existe um momento silencioso entre embaralhar as cartas e virá-las…
onde a alma treme.
A Torre não aparece para destruir tua vida.
Ela aparece quando tua própria mentira já apodreceu por dentro.
A Morte não fala de fim.
Fala da coragem brutal de deixar morrer aquilo que já virou prisão.
O Diabo raramente é outra pessoa.
Quase sempre é o desejo que você alimenta sabendo exatamente onde ele vai te destruir.
E o Louco…
ah, o Louco é perigoso.
Porque ele caminha sem garantias.
Sem promessas.
Sem certezas.
Algo que os humanos evitam como evitam olhar no espelho às três da manhã.
O tarot não entrega respostas.
Ele arranca máscaras.
Cada carta é uma porta aberta dentro da mente.
Um aviso escrito em símbolos antigos para lembrar que o destino não é uma linha reta.
É um labirinto emocional construído pelas escolhas que você faz quando ninguém está olhando.
E talvez seja por isso que certas leituras assustam tanto.
Porque no fundo, no fundo…
a maioria das pessoas não quer descobrir o futuro.
Quer apenas ouvir que ainda pode fugir das consequências.
Mas as cartas sabem.
Sabem das despedidas que você adiou.
Dos amores que fingiu não sentir.
Da raiva que sorriu enquanto escondia nos dentes.
Sabem do caos.
E mesmo assim… continuam aparecendo diante de você como um espelho místico dizendo:
“Olha direito pra tua própria alma.”
Talvez o verdadeiro poder do tarot nunca tenha sido prever o amanhã.
Talvez seja lembrar que o destino começa exatamente no instante em que você para de mentir para si mesma.
Por Lucci Santz
