"As Cartas nunca Mentiram" Tem... Lucci Santz

"As Cartas nunca Mentiram"


Tem gente que procura o tarot querendo saber do amor.
Outros querem dinheiro, vingança, respostas rápidas para decisões mal pensadas. A humanidade transformou o destino num SAC espiritual. Impressionante.


Mas o tarot nunca foi sobre prever o futuro.


Foi sobre revelar aquilo que você esconde até de si mesma.


Porque existe um momento silencioso entre embaralhar as cartas e virá-las…
onde a alma treme.


A Torre não aparece para destruir tua vida.
Ela aparece quando tua própria mentira já apodreceu por dentro.


A Morte não fala de fim.
Fala da coragem brutal de deixar morrer aquilo que já virou prisão.


O Diabo raramente é outra pessoa.
Quase sempre é o desejo que você alimenta sabendo exatamente onde ele vai te destruir.


E o Louco…
ah, o Louco é perigoso.


Porque ele caminha sem garantias.
Sem promessas.
Sem certezas.
Algo que os humanos evitam como evitam olhar no espelho às três da manhã.


O tarot não entrega respostas.
Ele arranca máscaras.


Cada carta é uma porta aberta dentro da mente.
Um aviso escrito em símbolos antigos para lembrar que o destino não é uma linha reta.


É um labirinto emocional construído pelas escolhas que você faz quando ninguém está olhando.


E talvez seja por isso que certas leituras assustam tanto.


Porque no fundo, no fundo…
a maioria das pessoas não quer descobrir o futuro.


Quer apenas ouvir que ainda pode fugir das consequências.


Mas as cartas sabem.


Sabem das despedidas que você adiou.
Dos amores que fingiu não sentir.
Da raiva que sorriu enquanto escondia nos dentes.


Sabem do caos.


E mesmo assim… continuam aparecendo diante de você como um espelho místico dizendo:


“Olha direito pra tua própria alma.”


Talvez o verdadeiro poder do tarot nunca tenha sido prever o amanhã.


Talvez seja lembrar que o destino começa exatamente no instante em que você para de mentir para si mesma.


Por Lucci Santz