Textos de Amor entre Amigos
O oceano do teu amor
mora gigante em mim
mesmo que no instante
da maré inconstante
e deste desafio gigante.
Não existem correntes
do oceano para quem
nasceu peixe travesso,
e filha da Rainha do Mar
que sabe como nadar.
Manjar, canjica, uvas,
espumante, velas,
flores brancas e uma
cesta de oferendas
não tenho como ofertar.
Como quem pula
a terceira onda a poesia
oferto para a Sereia
tomar conta e a magia
da paixão nos aproximar.
Peço para nós um lugar
bonito no coração de Oyá
aonde quer que a gente vá,
que o destino seja gentil
e ajude o amor nos encontrar.
No alto do Pelô eu vou
encontrar o teu amor,
como se encontram
os blocos que fazem
a gente dançar sem parar,
com você é que eu vou
pirar sem me preocupar.
O quê fez o Samba Reggae
nascer parece até com
tudo o quê fez o meu
amor por você só crescer
como quem vira a noite
só para ver o sol nascer.
Isso tem tudo a ver com Axé
com muito suingue para lá,
e tem tudo a ver com Axé
com muita emoção para cá;
e se você me pedir para ficar,
eu fico sem pensar em voltar.
Com o ritmo do mar,
com o samba de roda
fazendo a gente requebrar,
seduzir e nos amar
com o doce merengue,
o tempero da salsa
e a bênção do candomblé,
foi assim que
o Samba Reggae surgiu,
e fez eu aprender no teu amor a ter fé.
Embalo as auroras
do amor no peito,
soberana do meu
próprio silêncio.
Enheduanna está
em mim mais
viva do que nunca
sob a divina Lua.
Vestida de poesia,
por ela sou regida,
pela Via Láctea
e seus sons de lira.
O Sol que rege
o seu destino
na minha direção
de mim se aproxima.
As caravanas passam,
as horas seguem,
os rebanhos rumam
e o amor se ergue.
O Universo traça
o trajeto no oculto,
não há nada mais
que adie o quê é absoluto.
O porta-estandarte
do amor está pronto
nas minhas mãos,
Três velas foram
acendidas nós três
pontos para pedir
toda a proteção,
As fitas coloridas
arrumadinhas
nos cabelos estão
e a saia rodadinha
levadinha para lá
e faceirinha para cá,
Toda de rendinha
para ser a brincante
inspiração do seu
Samba-de-Matuto,
e tomar com quentura
a tua pele e o coração.
Tenho um amor lindo
pela minha cidade
enfeitada por este
verde do Médio Vale.
Por toda História
que cruzou o oceano
e ainda vive nela,
Faça Sol ou Chuva
sempre agradeço
por morar em Rodeio.
O Rio Itajaí-Açu que
o diga porque por onde
ele passa não existe
cidade tão bonita.
É só perceber desde
o portal que aqui
nesta terra brasileira
também vive a grata
herança trentina.
Não me canso de dizer
que amo Rodeio,
porque aqui eu moro
e também habita toda a poesia.
As raízes do nosso
amor se comparam
as raízes da hortênsia
que não permitem
as ribanceiras caírem,
Um sustentando com
firmeza o outro superamos
os desafios da vida sem
deixar perder o objetivo
da nossa união que hoje
mais unidos do que nunca
celebramos com todo o orgulho.
Pedir a Tupã um amor
de Ipojucã e Jandira
não é pedir demais,
e também não é poesia;
não tenho dúvidas
que é o maior voto
de rebeldia nestes dias.
É sonhar a eternidade
refletida quando eu
encontrar o espelho
d'água dos seus olhos
e neles mergulhar
com os meus sonhos.
É viver obstinadamente
como quem mergulha
na Cachoeira Amorosa
de uma vida inteira:
a entrega perfeita.
Não que eu não saiba
ou não queira amar,
Eu quero amar,
e no amor de verdade
não vou deixar de acreditar.
É que o meu coração
foi bastante bagunçado
sem eu ter procurado,
E chegou a hora que
não posso mais me dar
o desfrute de errar.
Aos bacamarteiros peço
de coração a boa mira,
a intervenção com saudação,
a dança, a oração e a canção.
Espero que até São João
o amor eu encontre
ou ele venha me encontrar,
E que os bacamarteiros
me acompanhem
para desta vez o alvo eu acertar.
Sinto saudades da época
que eu fazia bonecas
de palha de milho,
não sei se o amor está
escrito no meu destino,
só sei que quando ele
chegar nós vamos namorar.
Farei a magia do sabor,
vou colocar com certeza
no Pastel de Berbigão
todo o meu amor
e na Tainha Soberana
ele há de provar o quê é poesia.
No teu jardim interno
ser a secreta orquídea
protegida pelo teu amor,
ser a poética Lua Nívea
das tuas noites escuras.
Em minha companhia
não permitir que te
falte amor, pão e cobertor.
Com devoção plena
te trazer com carinho,
quando você se encontrar
do nosso amor perdido.
Ser a sua vida inteira
e inundar os teus dias
com minha folia brasileira.
Consagrar a nossa Primavera
com toda a minha poesia
que faça valer todos
os dias a romântica espera.
Não quero que a Guerra dos Sexos
entre no nosso relacionamento,
Porque onde ela existe
o amor é o maior derrotado,
Quando você estiver distante
estarei prestando devoção
amorosa com os meus poemas,
Quando estivermos juntos
e não houver condições de conversar,
silenciemos um abraçado no calor
do outro para trazer conforto
romântico em nome do que queremos para nós neste mundo que
conspira contra o amor o tempo todo.
Gloxínias coloridas
ao meu redor,
Sou a poetisa
do teu amor,
Tenho paciência
de esperar,
A iniciativa é você
quem vai tomar.
Os meus beijos
são bem melhores
do que licor,
A minha cintura
as tuas mãos
irão domar,
Prefiro te esperar,
a iniciativa
não vou tomar.
Gloxínias coloridas
no meu destino,
neste caminho
que sobrevivemos
desde muito cedo
obrigados ao vício
da letal da unitária
responsabilidade
solitária pelo amor
e renunciar o andor.
Lidar comigo não
tem nenhum segredo,
e trocando em miúdos:
Quero amar sem medo.
Bravia capturei a essência
da poesia das Musas
para colocar aos teus pés.
O teu amor tem me feito viva.
Você me corteja por dentro
e com os olhos fechados
põe o meu coração batendo.
Serei a sua magna conquista.
Algo me diz que é a primeira
vez que estamos namorando
de verdade mesmo sem ver.
Assim tens me trazido todo o dia.
As Guaricicas saúdam a tarde,
e escrever um poema pensando
no teu amor é consequência
mesmo que me digam que
o Romantismo não compensa,
Estarei sempre nadando
contra tudo aquilo que sufoca,
Prefiro mesmo é florescer
com a insistência da flor que brota
rompendo com lógica asfáltica.
Com a potência do meu
amor abraçarei o seu
e te levarei para o interior
de tudo o quê há de mais
profundo onde a Anhuma
sob a luz da poética Lua
te faça meu e me faça tua
até onde as coincidências
transportem os dois para longe
onde será preciso apenas
o silêncio, contentamento e ritmo.
Com o calor do meu
amor intenso amor
coloco você derretido.
Que um é a alma
do outro não é mais
nenhum segredo.
Um preso no coração
do outro não nos faz
jamais surpreendidos.
Um gesto teu atrevido
é desejável e previsto,
em ti há o querido indício.
Todo o dia deixo uma
pista nas mãos do destino,
porque eu sou sua, você
é meu e pelas estrelas está escrito.
Com os fios das tramas da vida
faço a minha coreografia
para me dar o amor que sou
merecedora e dele adoradora.
Ter a vigília quebrada pelo canto
do Quero-quero e pelo encanto
da brisa que enfuna soprando
a delícia convicta de estar viva.
Olhar além como se estivesse
no mais alto mirante da Humanidade,
onde o mal se torna apenas um detalhe.
Sem temer a opinião alheia,
continuo como inabalável a mesma,
você queira ou não queira.
Arcadismo para Rodeio
Vejo o amor no Sol que nasce
que nasce no céu de Rodeio,
e a morte quando Sol se põe,
O casamento do Universo
quando o Céu se encontra aberto,
e a solidão da Lua que brinda
a nossa noite com poesia.
Vem, fuja da cidade e se permita
ter os olhos beijados pelo verde
das matas e dos arrozais,
E se deixe levar neste Arcadismo
feito para Rodeio e não queira
volta a ser o mesmo nunca mais,
você pode ser feliz e viver em paz.
Nos teus olhos encontro o amor,
a morte, o casamento e a solidão,
Podemos viver tudo na imensidão
e com o fogo perpétuo da paixão.
Um Canjirão bem feitinho
com amor, carinho e cortado
em quadradinhos adoça
ainda mais com sabor
os lábios do meu benzinho
que já nasceu doce por natureza,
No mais ficar por conta
da imaginação e tudo aquilo
que o amor pode trazer
ao coração com muito
denguinho e muita fineza.
Magnífico Brasileto
beijando o horizonte
como você sempre beija
com amor a minha fronte
diante do cair da noite,
Não preciso ir longe
porque tenho tudo o quê
preciso em ti e que sempre
traz o quê me mantém
viva, intensa e livre de tudo
o quê não enleva em paz,
Sei que para nós juntos
não existe o limite jamais.
