Textos Arte
A insatisfação e a incompreensão das trajetórias passadas dos modelos inalcançáveis, dentro da alta competividade e das poucas oportunidades no contemporâneo, criam se oblíquos de personalidade, de ética e de gênero. Faz surgir assim uma geração desgovernada, sujeita a experimentações a deriva de seus ralos e rasos princípios.
O Brasil atravessa nos últimos anos uma crise ética, moral, social e familiar, sem precedentes, todos os valores institucionais sobre o bem e o mal, do certo e do errado ficaram a mercê do hoje, do dinheiro e da falsa e fugaz felicidade. Como agravante para piorar, a liberdade refém do farto consumo.
Diante de toda natureza irretocável e em liberdade, reafirmo que não há lugar do grande santuário, onde possamos sentir na mente, na alma e no espirito por vida a harmonia, o amor e a perfeição, de toda a criação divina, manifestada em cada detalhe isoladamente e em conjunto a onipotência, onipresença e onisciência de Deus.
O mundo contemporâneo, é um momento histórico da quebra do bem e do bom, baseados filosoficamente em antigos valores, fundamentos pela razão e dos questionamentos existenciais. Da mesma forma aliena se o papel individual de cada um para melhoria do todo na sociedade. Vive se a perda gradativa hegemônica dos tradicionais princípios liberais naturais, colocando a força politica não representativa na manipulação de resultados e a movimentação social baseadas muito mais no lucro, mesmo que imoral de todo o poder financeiro, afastando se por completo do que nos tornaria ter melhores índices de humanidade, diversidade e liberdade.
A dimensão terra sempre foi e será habitada por espíritos. Por ilusão tradicional, acredita se que eles tenham temporalidade a partir do pressuposto que na memoria histórica tenham sido categorizada como pessoas e tempo. A parte física e material são compostas por veículos espaciais diversos que dão personalidade ativa e passiva ao espirito. O nascimento, a plenitude e a morte são apenas diferentes momentos interdimensionais do percurso existencial da verdade, que se originou para o eterno e para liberdade.
As novas gerações vivem superficialmente em um projeto esfumaçado sem definição, no aguarde da aceitação e validação de tudo que os cercam. Em sua grande maioria vivem a borda, acumulando filmagens, exercitando a capacidade de rebanho, pelas formas estéticas pré determinadas, com um nocivo e profundo complexo narcisista e egoísta que não permitem nem a existência natural de si mesmo e impreterivelmente de qualquer outro.
Os eventos, as festas, os shows internacionais milionários nas áreas mais nobres em todas as cidades, só se justificam se forem atreladas as politicas sociais, educacionais, artísticas e culturais, com as múltiplas periferias da grande cidade. O poder publico, toda vez perde uma boa oportunidade de reajustar valores para as famílias e os trabalhadores que vivem longe como dormitórios e no pé da subjugante grande pirâmide social e econômica. Falta em si, a inclusão social e o exercício de cidadania como plataforma, toda vez estes grandes eventos acontecem, ora por parte dos governos, das empresas publicas e dos patrocinadores.
Dias de alegria e dias de solidão. Nos de solidão, parece que com a tristeza estão em concubinato, os velhos amigos não atendem o telefone, os lugares conhecidos estão vazios e a vida perde a pouca graça que ainda tem. Respire fundo e siga em direção do não conhecido, quem sabe aparece outro triste por lá.
A cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, agoniza a vários anos por falta de bons administradores. A capital da cultura brasileira, tem a original vocação da festa, logo o remédio eficaz é um só, a politica publica do " C ", do Carnaval e dos Cassinos, ambos interligados geram inúmeros trabalhos diretos e indiretos para todas as periferias o ano inteiro como também uma arrecadação milionária para investimentos na educação, saúde e segurança.
Todas ciências e doutrinas espiritualistas igualitárias e fraternas na modernidade do século XXI, se destroem quando passam indevidamente a se glorificarem pelo egoísmo banal social, interesses financeiros das lideranças e uma fraternidade privilegiada para alguns escolhidos, regidas pelos políticos interesses de seus inaptos administradores.
Existem muitos seres ditos completos na maçonaria, que por galgarem cargos e graus, se acham presos as pequenas vaidades de sua imagem glamorosa refletida distorcida no espelho. Os verdadeiros maçons são sempre seres incompletos e buscam o estudo constante para que de forma simples e justa, por verdade diminuam as grandes diferenças na sociedade.
Não adianta armar uma bela arvore de natal toda iluminada e mil enfeites se não é natal ou se não tem o amor ao próximo no coração, da mesma forma que não adianta se vestir de maçom, cheio de pins, medalhas e penduricalhos de metal barato se o irmão maçom, não seja livre, não lute pela igualdade, não seja fraterno a todo semelhante e não sinta se inacabado e por isto promova humildemente ao seu espirito o estudo constante.
A datação de 25 de Dezembro para celebrar o nascimento de Jesus, não ocorre historicamente mas sim uma intenção de suprimir uma grande festa do paganismo, do Sol Invictus que persistia forte nos primeiros anos do cristianismo. Em algumas igrejas primitivas do cristianismo, Jesus de Nazaré aparece em alegoria como o Deus Sol, e por mais estranho que pareça vem acompanhado de uma mulher, que seria a alegoria da Deusa Lua. Para muitos estudiosos dos textos agnósticos e apócrifos, a representação da Deusa, refere se a Maria, não Myrian mãe de Yeshua, a virgem imaculada mas de Maria de Magdala, ou Madalena como é mais conhecida.
Historicamente e cientificamente, pouco se sabe sobre a crucificação romana, como instrumento de sofrimento, tortura e morte. Não existem até hoje crônicas detalhadas nem entre os romanos e nem nos textos canônicos. A cruz cristã como se conhece foi concebida e imposta como alegoria e símbolo por Constantino durante seu reinado e persiste.
O Homem Vitruviano ou Homem de Vitrúvio é um desenho de Leonardo da Vinci (1452-1519) que foi produzido em 1490 a partir das proporções ideais. Arquitetado por meio dos conceitos expostos na obra “De Architectura” do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio, a ilustração representa o ideal de beleza, harmonia e equilíbrio nas proporções mas alguns teóricos gnósticos afirmam que seja uma preposição oculta sobre o mistério histórico, sobre a crucificação, meio de tortura romana que por falta de registros historicamente até hoje pouco se sabe.
Por mais que exista uma farta iconografia artística por diferentes trabalhos sobre o nascimento, vida e crucificação de Jesus de Nazaré, desde os primeiros anos do cristianismo e avançando pela idade media, nenhum artista teve a total liberdade criativa, pois as obras eram fiscalizadas pela inquisição da Igreja ou eram custeadas pelo Clero. Sendo assim, as criações tem mínimas diferenças mas engessadas pelos textos canônicos da liturgia da fé.
Sou apolítico partidário, as únicas politicas que tenho interesse são as publicas referentes a educação, arte e cultura. No entanto me entristece ver o nosso continente nacional brasileiro tão dividido, polarizado meio a meio, parece me que uma metade do Brasil vive em uma atmosfera e a outra vive na outra, com valores, aspirações e nacionalismo bem diferentes. A unidade histórica sempre nos manteve livres e soberanos, diante do resultado do ultimo pleito eleitoral presidencial, tenho medo.
A educação no mundo contemporâneo terá que passar por severas transformações, pois o individuo passa a ser mais integral e cada qual com aptidões personalíssimas e diferenciadas. Logo a didática deverá encontrar o meio e a melhor maneira de suscitar a evolução nas diferenças, avaliar de forma diferente e ao mesmo tempo integrar cada um, como peça fundamental e insubstituível na comunidade e no meio.
Desde o principio do ciclo econômico bastardo da venda e comercio de escravos no Brasil, cerceavam a liberdade mas a resistência sempre foi pautada pela fé, cultura e musica. Muito por está razão o " lundu" seja a primeira dança e canto brasileiro de origem e raiz africana, introduzida no Brasil, pelos escravos de origem de Angola.
A maior parte da Amazônia é brasileira e dela depende milhares de famílias locais originais e de baixa renda. Sendo assim, não deve ser vista e nem concebida para o mundo, dos países poluentes excessivos mais ricos do planeta, como uma promissória em branco, irretocável de créditos carbono.
