Textos Amorosos
O homem comum brasileiro nestes tempos de pouco amor a pátria amada Brasil é convidado a ser um cidadão cívico todos os dias nos diversos lugares que passa. Deve exaltar que ama este lugar e por isto aqui vive, que o que é publico tem dono sim, pertence a todos nos ao nosso povo brasileiro e que fazemos parte das mudanças necessárias para tornar nossa terra o melhor lugar do mundo para viver.
Beijar-te-ei como uma Abelha que se aproxima da encantadora flor, cujo seu intuito é simples mas necessário para transportar o pólen de um lugar a outro produzindo mais vida, este é o segredo do nosso amor que de uma prova a outra nunca deixou de ter vida, para continuar produzindo nosso amor que é tão doce quanto mel.
Ora veja… é o que sempre acontece às pessoas românticas: enfeitam uma criatura, até o último momento, com penas de pavão, e não querem ver, nela, senão o que é bom, muito embora sentindo tudo ao contrário. Jamais querem, antecipadamente, dar às coisas o seu devido nome. Essa simples idéia lhes parece insuportável. A verdade, repelem-na com todas as forças até o momento em que aquela pessoa, engalamada por elas próprias, lhes mete um murro na cara.
PAIXÕES
Amores, latejo em ti, nas saudades, por onde
Estive! e sou estórias, e rasto, e madrugadas
E, em recordações, o meu coração responde
Num clamor tal ao vendaval e folhas levadas
Daqui do cerrado, e teus cipós, e tua fronde
Gorjeiam as melodias, e desenham estradas
Na memória, onde, além, o passado esconde
Da pressa, e as doces perfumadas alvoradas
Recordo, choro em pranto, eram dias felizes
No prazer, tal uma flor, de ti, pimpo e exulto
E eu, suspirando, poeto loas com cicatrizes
Tu golpeada e finda, - e eu fremirei sepulto:
E o meu silêncio cravado, em vão, tal raízes
Se estorcerão em dor, penando sem indulto.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
QUANDO ESTOU SEM TEU CORPO NÃO ESTOU SEM TI.
Ah...
Difícil explicar nesse momento
A transcedência de um pensamento
Que se resume em puro sentimento.
A necessidade de ti é como sede, mas tú és tão bela que a falta do teu corpo é saciada apenas com breves lembranças das tuas manias, sorrisos, olhares, piscadas.
O que dizer dos momentos em que te tenho?
Tua presença física é estimulante a vida, teus traços e curvas veluptuosas desenham o lindo esboço do teu corpo e o belo tom de uma face epiderme bem polida destaca-se pela tua pele naturalmente ungida.
Isso é uma pequena parcela daquilo que sinto quando tenho tua presença.
Tudo isso descrevo apenas em cima de pesamentos propositalmente memorizados que me levam de forma suave a imagem da tua essência.
Ah...
Quando não tenho tua presença...
Faço de tudo para ter as mesmas senções de quando te vejo!
Tento contentar-me apenas com lembraças, nessa hora todos os meus sentidos sobrenaturalmente respondem ao meu desejo.
Fecho os olhos e embarco num mar de memórias, esforço-me, esforço-me, esforço-me, mas acredite... são esforços sábios.
Somente assim consigo sentir tua pele, ouvir teu coração, inspirar teu cheiro doce, ver teu rosto e saborear teus lábios.
Assim tento suavizar as saudades que sinto de ti.
Mas...
Nenhum
Desses
Esforços
Se
Comparam
As...
Coisas que vivemos juntos.
Quando tu vens. Quando tu chegas. Quando tu entras. Quando tu deitas. Quando tu dorme aqui.
CONSTELAÇÃO
Sem ti sou um epíteto do nada
Refuljo toda vez que te aproximas
Olhando o céu na noite enluarada
A tua imagem doce me sublima
Quando acordo sem ti fico tristonho
Se te busco no início estás no fim
Se me ponho a dormir estás no sonho
Como fujo de ti, se estás em mim?
Olhar-te como estrela é minha sina
És como o sol que brilha e me ilumina
Como uma lua em todo o seu clarão
Mas não podes, se a noite se insinua,
Ser sequer o meu sol ou minha lua
Pois que já és minha constelação!
Sinto saudade de ti!
Sinto saudade de ti, sua inconstância agride
Guardo esse segredo só pra mim...
Mas meus versos chegam para denunciar
Com meus dedos a digitar no teclado
Como lâmina chega a me machucar.
Você é um livro que passei a escrever,
Canto dos pássaros no alvorecer,
Silêncio calado que chego a sofrer,
Saudade que me assusta ao entardecer.
Saudade de ti, mesmo quando está por perto
Pois se esquece de mim a te querer,
Pois sendo a razão do meu viver,
Prossigo te guardando em versos...
Sinto os vastos abraços da deusa sabedoria
Amante única, a busco intensamente companhia
Meu corpo se preenche escrevendo versos ilimitados
Na completa satisfação de confessar minha solidão.
Estranha sensação confessar- me abandonado.
Vivendo como um camaleão camuflado
Morando em ti...
Conheço bem o afeto de seu coração
Seu pensar, seus desejos e penares
Sua alva alma, que brinca com a minha
Onde lhe reside a estrada de todo meu canto
Em cada canto, semeio rimas, versos e pranto
E versando, me toma cissura do sim e do não
Tenho em mim um passarin, ânima de emoção
Por isso, não importa, se sua construção
É meu cativeiro, universo ou alçapão
Nele, respiro e encontro a luz de seu encanto
Pra Ti Poesia
Eu não te dou o mundo,
Não te dou o cantar do vento,
Não te dou o mar profundo,
Nem o azul do firmamento!
Tu és o que eu contemplo
Na poesia toda sem dor!
Meus olhos pra tu imagem é templo…
E tu pra mim és meu amor!
Oh, como eu me inspiro
Só pra ti ser poesias!
Oh, quantos e quantos suspiros
Ao lerem estas linhas!
Enquanto nestes meus versos
Marulham letras como na água do mar,
Bem lá no infinito universo,
descansa o brilho do teu olhar!
Eu olho pra ti e, cara, eu piro. Piro nessa cara pálida, na covinha no queixo e na falta de barba. Piro na tua boca em formato de coração... será que o beijo é tão gostoso quanto eu imagino?
Piro nos teus olhos, eles têm uma cor que eu ainda não sei exatamente qual é, mas gosto mesmo assim.
Cara, eu piro na tua pele bem branquinha em contraste com teu cabelo. Dá vontade de morder, de beijar, de deixar um rastro arroxeado no teu pescoço, teu peito e teus ombros. Morro de vontade de te abraçar e fazer cafuné nesse cabelo escuro como noite sem luar, de fazer uma massagem nos teus ombros e aproveitar para fazer cócegas, quem sabe assim você se rende e para de fazer essa cara de sério.
Você é poesia pura. E todos sabem da minha paixão por tudo que envolve literatura.
Mais que secreto
Juro que eu não queria sentir tudo isso por ti, mas é mais forte do que eu. Toda vez que eu te vejo me dá um frio na barriga, uma vontade de te beijar, acho que até mais do que isso. Queria ao menos ficar perto de você só pra sentir o teu cheiro, quem sabe tocar a tua face e conversar algumas bobagens. Se um dia você me perguntar como tudo isso começou, eu não vou saber te responder, agora se você me perguntar quando começou eu vou responder que foi desde o dia que eu te vi pela primeira vez.
Li e me emocionei. Lembrei de mim e de ti, lembrei de quem somos e como juntos somos.
Lembrei que sempre vem o adeus, o olhar de tristeza, de quem não sabe quando será
outra vez...
Lembrei de como viramos corujas e que o relógio marca nossa hora na madrugada .
Lembrei que te sonho mais do que te vivo.
Lembre que te amo mais do que devia, mas o suficiente para suportar outra vez o adeus...
Esqueci da crueldade dos minutos que afastam a liberdade de minh'alma de se achegar a ti.
Esqueci da imensidão da distância, essa linha curva e tenebrosa, essa estrada cheia de sombras que me separa de você.
Esqueci que meus dedos da mão não conseguem prender a tua mão na minha,
esqueci que se quero de ti me lembrar, tenho que na memória fotografar aquele olhar de menino
levado, garoto apaixonado, que brilha diante do nosso encantar,,,
Ah meu doce e terno amor,
não sei se lembro ou se esqueço,
se guardo ou se deixo ir...
Não sei te esquecer,
não sei não te amar,
Também, nem sei se isso quero...
Você me tornou poeta da solidão, espírito solto em meio a solidão...
Vem me acalmar, acalentar minha saudade,
vem aquecer o frio do lugar vazio que você deixou no último adeus...
Oh meu amor,
Não sei o que vai ser de mim sem ti, sem mim...
Me diz, me traduz, me conduz...
Vem outra vez, que eu te quero pra me lembrar, que o que eu não quero, é te esquecer.
Vim à procura de ti, de te entender. Porque acredito que se te entender, também me vou entender a mim. E assim conseguir ultrapassar todos os obstáculos que já não fazem sentido, porque já não existem.
Peço a Deus e agradeço já a clareza e inteligência de entender-te e amar-te depois disso.
Tua Presença
E quando falta fizeres em mim
E eu de ti não me souber apartar
Que faço eu sem teu alento
Brio inocente do qual me fazes
Mais que um simples ser a vagar?
E quando tu puderes me fazer sentir
O que só em teu comando despertas em mim
Rezo por tua presença veemente
Sonhos desfeitos, fatos reais
Que trazes no acordar luzente
De tudo que o amor seja mais belo e capaz.
E quando finalmente quiseres morada
No sempre em nós habitar
Fecho-te a porta de saída
Pois, na entrada, tu fazes bem
Conta feita, dias sem fim, doravante,
Amor, eternamente, ficar.
Hoje queria escrever um poema pra ti.
Não por praxi,
Ou mesmo para conquista,
Mas apenas um poema,
Para falar de meu dilema,
Dentro de meu ser.
Pois o sentimento aqui cresce,
Assim como a distância aparece,
Mas um poeta uma vez já disse:
"A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo:
apaga o pequeno, inflama o grande."
E nessa distância imposta,
O sentimento grita
Pois a todo instante
Quer transbordar,
Mas a mente segura
O grito de lá,
Pois espera o dia
Certo de gritar.
Anjo Imortal
Para o pouco que tenho notado
Do muito que me fazes bem
Serei a ti eternamente grato
E quem sabe contigo fazer isso também.
Porque noutras dessas questões de amor
Seremos barco de vela a vapor
Navegando outros tantos mares, felizes,
Dos pensamentos e sentimentos
Por ti e em ti, sentir... Enfim.
Ah, meu amor, leme à deriva!
Dos altos mares que fazes tu
Sempre chegares a mim.
Assim, quiçá, para que eu possa morrer tranquilo,
Precise tão somente ancorar a embarcação
Entrelaçando-me nos teus laços, traços,
Angelicais braços do meu bem.
Pois, tenho saudades de ti, vida minha,
Dos afagos nos gritos extasiantes,
Dos acintosos desejos embriagantes
Que só tu, como anjo imortal,
Em punhos, de um amor total,
Viril e fatal, docemente cravas em mim.
Ah, meu amor, vai e leme à deriva!
E chegas até a mim...
Porque não tem como os fatos embair.
Então, reparas que só tu hás de me fazer,
Eterno e imortalmente existir.
Não penso em ti dessa forma. Já és o quinto nesta última semana. Estou interessada noutra pessoa, como deves saber.
Estas são as duas frases que viraram a minha vida de pernas para o ar, mesmo que proferidas da forma mais gentil possível. Graças a elas, aprendi os maus hábitos de não confiar em ninguém, incluindo em mim mesmo, e de me distanciar de tudo e todos para não ter de as ouvir novamente. Entre isto e o facto de a expressão ‘de pernas para o ar’ ser considerada um erro pelo word por se tratar de linguagem informal, e a próprio palavra ‘word’ ser considerada erro porque o ‘w’ não se encontra na sua majestosa forma maiúscula, não sei o que me irrita mais.
Não há dia em que não me recorde da chuva que caía naquele momento mas parecia pairar no ar nos infinitamente grandes segundos entre a minha exposição e a resposta dela, que nos seus olhos brilhava bem antes de ser posta em palavras mas, como bem sabem, cegos não conseguem ver os olhos dos outros. Nem os seus.
Eramos amigos fazia três anos. Ambos músicos desde jovens, devoradores insaciáveis de livros, forasteiros, INFPs, não era de admirar sermos os dois cegos. Só que éramos cegos dessintonizados, que vieram provar que por mais que duas pessoas tenham em comum, isso não fará delas um par.
Peço desculpa por este ridículo desabafo que provavelmente ninguém lerá. Foram só os devaneios de mais um louco entre outros tantos que se cruzam convosco, ou coincidem convosco, e tem de ficar calado numa tentativa de que os outros não conheçam a sua loucura, conseguindo apenas ficar mais loucos. Por um ano, tentei seguir em frente e distanciar-me de tudo isto, juro que sim, mas para onde quer que me vire vejo os mesmos olhos que desviam o olhar à minha loucura revelada. E assim se aprende a usar máscaras, a mentir, a não manifestar a própria opinião, aconteça o que acontecer e digam o que disserem, até se atingir o ponto de rutura.
Falando em pontos de rutura, quanto mais cedo surgirem, menor a pressão acumulada e o abalo sentido no epicentro sísmico. Como já vou um pouco tarde, tive de escrever esta obra de pura lírica existencial negra como o campo de visão de um cego daqueles que não vê tudo branco, mas tudo preto. Espero ter entretido.
Olhando as suas fotos na estante
eu sempre precisei de ti
tão linda e com olhos brilhantes
mas agora eu percebi
que por um instante
eu ja nem sei onde voce está
anda por ai tão bela
como a chama de uma vela
na escuridão total
se equilibrando em um salto
com andar puro e fatal
que vem me matar
Mata de saudades
mata de desejos
e nas atualidades
a nostalgia me consome
na falta dos seus beijos
Amanhecer cada dia ao lado teu e manter por ti o mesmo olhar todas as manhãs.
Saber respirar a beira da raiva e reaprender a te amar a cada segundo.
Admirar tua beleza mesmo quando seu maior crítico for você mesmo.
Ser seu incondicionalmente, me dedicar a você intensamente e respeitar-te impreterívelmente.
Esse é o significado do meu "SIM" dito a você...
Beleza em ti que lhe sobra
Vontade que se repõe a cada momento
Me perco em suas curvas que mais parecem ondas sobre o vento
Fissura que eu tenho em não querer me encontrar
Sua pele morena cheirando a desejo
E sempre que te vejo
Almejo sua boca
A beijar-te sem parar
Não te quero agora,nem amanhã e nem depois
Meu desejo é atemporal
Te quero apenas o suficiente
O suficiente para preencher a alma e a minha mente
