Textos Amorosos
Sofria de uma doença grave e sem cura chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente, inventava planos, falava ao telefone sem ter ninguém na linha. Sonhava com um sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Criava uma vida, uma personalidade, umas histórias conturbadas, e vivia disso. Vivia das manias, dos defeitos e de umas brigas que nunca existiram. Admirava gravatas nas vitrines. Dizia um sobrenome de casamento. Guardava presentes na gaveta, colecionava cartas que mandava para si próprio. Nunca trancava a porta do quarto antes de dormir. Escrevia para ninguém. Chamava e esperava o futuro para que assim fosse.
Demorou, mas os ventos de maio chegaram. Espero que levem o que for contrário, desde sonhos quebrados até o que já se foi, mas insiste ficar. É preciso escancarar portas e janelas, reaprender a viver, a amar, a se doar com cuidado, com fé, sem angústia. É preciso aproveitar os ventos para se buscar, se renovar de alguma forma, ignorar quem não acrescenta. E, se não for pedir demais, é preciso comandar completamente a própria vida, começar esses dias se amando insaciavelmente.
Preciso de alguém que me faça companhia no banco da praça ou no balcão gasto da cozinha para falarmos bobagens ensandecidas até o final do dia. Alguém que pouco se importe com meus deslizes e escute, engula e assimile todas as minhas verdades inventadas. Alguém que nem sequer tente solucionar o meu problema. Nunca pedi resolução de nada. Eu peço salvação, mas ninguém vem, ninguém ouve, ninguém acuda.
Ela que se dizia esperta, cheia de planos e conceitos, na verdade sentia um vazio enorme dentro de si. Então se olhou no espelho e viu a criança boba com laço amarelo na cabeça que nada sabia da vida e tanto queria explorar. Ela era tão pura quanto os olhos amendoados. Olhou-se no espelho e enxergou exatamente o que queria ver: O começo. Ela queria ser aquela menina boba que desenhava balão no caderno da escola, que decalcava coração grande e o pintava de vermelho sem pensar nas cicatrizes.
Quando criança, gostava de admirar as coisas até os olhos brilharem de encantamento. Mal comia biscoito na hora do lanche do colégio, por exemplo, porque achava impressionante o formato de coração que tinha. Guardava os detalhes, era feliz por isso. Tão inocente, se apaixonava fácil pelas coisas.
Decorar as cores mais curiosas que estão escondidas sob tua retina. Dedilhar devagarzinho tua barba até encontrar aquilo que mais há de bonito em teu rosto. Eu enxergo beleza na parte mais triste e sofrida que puder existir em você e que ninguém vê. Há beleza na tristeza, tu me dizia em meio a sussurros. Há beleza no amor, eu te disse entre os afagos confusos.
Pensei numa festa bem bonita, cheia de gente nos desejando as mais belas felicitações. Planejei que fosse tudo num gramado, um lugar onde fosse possível mostrar nosso mundo repleto de cores. Pensei também em uns retratos que fossem além do simples desejo de guardar no álbum. Depois poderíamos ir para Paris, frequentar aquelas ruas apaixonantes, tomaríamos um café quentinho numa confeitaria, abraçados, ouvindo um jazz qualquer.
Amar é uma confissão. Amar é justamente quando um sussurro funciona melhor que um grito. Amar é não ter vergonha de nossas dúvidas, é falar uma bobagem e ainda se sentir importante. É arrumar a cama e nunca estar sozinho. É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite.
Amar é criar expectativas no coração de sermos felizes eternamente, de termos encontrado a pessoa certa, de envelhecermos juntos, de sermos correspondidos, de haver verdade, de haver sinceridade, de haver companheirismo, de todos os sentimentos bons estarem ali juntinho na pessoa. Se tudo isto não existir... não é amor, é paixão, é caso.
Seus acordes desajeitados e a sua mania engraçada de usar meu capotraste para gritar que "só os loucos sabem" era de encantar. Talvez um dia tocasse um beatles ou stones, mas acho que nada melhor do que patience pra me acalmar. Seus olhos brilhavam musicalidade, e apesar de desajeitada e sem paciência, seu ritmo me guiava e me conduzia na minha caminhada.
O problema é a Paulista com chuva. O problema é o cheiro de cigarro e o cheiro do meu cabelo. O problema é que voltei a ouvir Misfits essa semana. Não, o problema definitivamente é o Starbucks de esquina. O problema foi eu ter guardado o anel, mas ter jogado o colar fora. O problema é vez ou outra eu conseguir te ver me abraçando e chorando na sala a noite. O problema foi ela ter terminado contigo. Nós deveríamos ser amigos, mas decidimos errado. Eu tenho medo de ter sido injusta mas o problema é teu egoísmo, e eu só tenho protegido um coração valioso. Sim, a culpa é ...... Esquece, é só a Paulista com chuva.
Dentre todos os medos possiveis que existem, tenho um, em especial, que é o que me faz acordar todos os dias preocupado, faz eu me sentir inseguro, me faz estar sempre desconfiado de todo e qualquer detalhe. Talvez a culpa seja dela, por não me dar a certeza que preciso, pra ter a convicção necesária pra ficar tranquilo. Pois confiança em mim eu tenho sim, e muita, confio que sempre faço o possivel e até o impossivel pra que tudo dê certo. Ou talvez a culpa seja minha mesmo por sempre me achar inferior ao que ela realmente merece. Pois sei que não sou atraente, não sou bonito, não sou rico, como outros. Ou pior ainda, talvez seja uma junção desses dois pontos. Mas eu sempre terei esse medo dentro de mim sabe, o medo dela acordar um dia qualquer e simplismente me dizer que não significo mais nada na vida dela, que tudo acaba alí. Talvez esse medo seja até toleravél pelo fato dela ser tudo que é e eu ser o pouco que sou, pelo fato dela merecer tanto e eu ter, no momento, tão pouco a oferecer. Mas o amor, carinho, proteção e respeito quetenho por ela, com certeza, nenhum outro irá superar. É nisso que me agarro pra pensar, por um instante se quer, que ha mereço e que ela será minha, só minha, para sempre.
Aqueles olhos,que olhos! Tão notáveis,tão claros,tão inocentes,que sempre me deixavam observando tanta beleza em apenas uns olhos,como pode?! Abracei-o como se fosse a primeira vez,como se quando soltasse-o ele fosse escapar de mim e nunca mais voltar,eu não poderia deixar isso acontecer,é como achar ouro refinado a tantos quilates e jogá-lo fora,abracei ele mais forte pra mim ter a certeza que ele estaria ao meu lado nem que fosse alguns minutos,mais seriam os minutos mais lindos da minha vida.Então segurou minha cintura, senti o seu toque,aquele toque que acalma,desperta,resplandece, flui do corpo até a alma.Mais uma vez ele me olhou profundamente,como se pudesse me ler e saber tudo que eu precisava naquele momento,ele sabia,era tudo que precisava,infinitamente do seu amor..Meu coração foi perdendo os sentidos para o meu corpo entender o que era aquilo,o que um ser aparentemente tão normal poderia fazer com uma só pessoa,eu estaria ficando louca? Mais que loucura agradável,sensata,pura,bondosa,quem dera todos os loucos a tivessem. E quando menos esperei os seus lábios estavam aos meus,o mundo não era mundo,nós éramos um só mundo,uma só carne,um só corpo, e quando me dei conta a emoção estava a flor da pele os meus sentimentos eram reais, tão surreal quanto os anjos,tão sobrenatural quanto o amor.Olhei-o,e por pouco tempo pode entender que ele não era mais um, era simplesmente ele,do seu jeito meio abstrato,horas indecifrável sobretudo autêntico...O garoto do ônibus,o garoto do xadrez,o garoto dos olhos,o garoto do beijo,o pronome definido para minha oração.
Somos todos iguais,porem alguns temos a capacidade de amar mais do que outros,com isso podemos viver um belo amor ou sentir muita dor,seu coração tende a disparar,sentir parar de respirar,e de repente bate a vontade de chorar... O amor te faz fazer coisas que você nunca imaginou, fazer coisas que nunca acreditou você descobre algo diferente em você,irá passar noites e noites acordado pensando em sua amada,querendo estar com ela,ver como ela sempre esta bela, não importa como esteja,sempre sera um deusa. Não sei o por que lhe amo mais você é oque sempre quero na minha vida e em meus planos Eu te amo muito
Sabe.. Às vezes é bom a gente sentir que tem alguém por nós. Alguém que ora, que preza, que se importa. De vez em quando é preciso sentir que se tem um ombro amigo, um braço forte e a coragem de alguém pra nos erguer e carregar até que os passos se firmem. Um bom dia, um abraço, um beijo na testa (aquele que protege, sabe?). Receber flores, assim, do nada...uma carta, um bilhete no meio da aula de matemática. Uma bala, um bombom, um "obrigada"... é que, do jeito que as coisas estão, às vezes, afeto com sinceridade faz falta. É...faz falta!
Amar é algo tão fácil, mas que se torna difícil ao passar pelos adultos. Não é? Se parassem um pouco para pensar, perceberia quão mais bonito e sincero é o amor sentido pelas crianças. Sem grandes alardes, e meias complicações. Elas sentem, guardam consigo. Ou, nem sequer guardam, pois a sinceridade - que lhes é constante-, não as deixam mentir sobre nada. Tão pouco, sobre seus sentimentos. Uma criança quando gosta, simplesmente, gosta. Não há quem a mude de idéia. Elas são verdadeiras, ora?! Já os adultos... Não, não gaste seu tempo achando que seria fácil entendê-los, ou, até mesmo, entender o que sentem. Seria, quem sabe, uma grande perda de tempo. Que o digam as crianças, que sempre estão tentando os entender. Estão vendo? Aqui estou eu, uma ‘’quase adulta’’, me rendendo aos rodeios típicos de um adulto sem sentimentos definidos. Será que está fácil de me compreender? Pois, acredite, nem eu estou. Se, ao menos, minha criança interior pudesse vir aqui me ajudar, seria de bom grado. Mas, retomando o assunto que vinha antes do meu desespero de ‘’pré-adultismo’’ – se é que isso existe. E espero ser um pouco compreensível, tanto comigo, quanto com meus sentimentos. Pois como disse: ‘’O amor é algo fácil, se torna difícil quando é vitima do alto teor de dificuldade dos adultos’’. Poxa, seria melhor dizer: ‘’Crianças sentem o amor. Adultos dão voltas nele.’’
Taí. Estou te querendo, te querendo, e só observando.. Andei pensando em uma forma simples de te dizer que eu te quero, sem mostrar. Mas sei lá... Sou tão pouco sutil. Tenho medo de dar mais valor à essa aventura que a mim. E me perder em você, como me perdi em tantas outras pessoas. Demorou um tantão assim pra achar, e ainda tem coisas em mim que eu nunca recuperei de volta.
Vivemos talvez um dos piores períodos da história. Incrível ver como um “volte antes de escurecer” se transformou em “não amanheça nesse computador”. O que antes preocupava, hoje se incentiva. Não se tem mais as ruas, pois os carros simplesmente tomaram conta. Muito menos ao natural, já que o virtual parece muito mais interessante. Hoje em dia, joga-se futebol sentado; dialoga-se sem pronunciar se quer uma palavra. Bons agrados? Não são mais buque de flores, ou um jantar a luz de velas; e sim, essas bugigangas de meio milhão. É até hipocrisia de minha parte dizer isso, pois contribuo com essa degradação até quando escrevo textos como estes, já que deram lugar aos livros. Shows de rock? Que nada… Hoje em dia se aprecia música por fones de ouvido. E ai de você se contrariar: “desliga isso, você está ficando louco?”. E se antes acordar tarde fosse sinônimo de preguiça, hoje é resultado de ressaca. É com certeza uma guerra-de-corações-partidos, onde, se você quiser mais amor, terá que pedir. Não que eu seja contra a todo esse tipo de alienação, mas creio que o mau do século seja a falta. Falta liberdade para se fazer amor, como falta amor onde há liberdade.
O casamento pode até ser considerado como uma instituição falida, mas a união é estável enquanto há o amor. Ninguém deveria ficar preso um ao outro por causa de lei. Me parece incompreensível e in-volutivo forçar alguém como se tivesse colocado uma arma na cabeça da pessoa, forçando-a ficar quando quer na verdade, ir embora. Amor próprio vem primeiro, ou se tem ou não tem para doar, pois ninguém dá o que não tem.
Aprendi que se deve perdoar, sempre com o pensamento de "ainda que": ainda que doa, ainda que machuque, ainda que custe, ainda que seja difícil. Perdoar é necessário quando se quer chegar ao céu. Te livra da mágoa, e ainda alivia uma culpa sob'a cruz de alguém. Perdoar é amar ♥
