Ranielle Ferreira: Aqueles olhos,que olhos! Tão...

Aqueles olhos,que olhos! Tão notáveis,tão claros,tão inocentes,que sempre me deixavam observando tanta beleza em apenas uns olhos,como pode?! Abracei-o como se fosse a primeira vez,como se quando soltasse-o ele fosse escapar de mim e nunca mais voltar,eu não poderia deixar isso acontecer,é como achar ouro refinado a tantos quilates e jogá-lo fora,abracei ele mais forte pra mim ter a certeza que ele estaria ao meu lado nem que fosse alguns minutos,mais seriam os minutos mais lindos da minha vida.Então segurou minha cintura, senti o seu toque,aquele toque que acalma,desperta,resplandece, flui do corpo até a alma.Mais uma vez ele me olhou profundamente,como se pudesse me ler e saber tudo que eu precisava naquele momento,ele sabia,era tudo que precisava,infinitamente do seu amor..Meu coração foi perdendo os sentidos para o meu corpo entender o que era aquilo,o que um ser aparentemente tão normal poderia fazer com uma só pessoa,eu estaria ficando louca? Mais que loucura agradável,sensata,pura,bondosa,quem dera todos os loucos a tivessem. E quando menos esperei os seus lábios estavam aos meus,o mundo não era mundo,nós éramos um só mundo,uma só carne,um só corpo, e quando me dei conta a emoção estava a flor da pele os meus sentimentos eram reais, tão surreal quanto os anjos,tão sobrenatural quanto o amor.Olhei-o,e por pouco tempo pode entender que ele não era mais um, era simplesmente ele,do seu jeito meio abstrato,horas indecifrável sobretudo autêntico...O garoto do ônibus,o garoto do xadrez,o garoto dos olhos,o garoto do beijo,o pronome definido para minha oração.

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