Texto de admiração por uma pessoa especial

⁠LEAL

Labirinto dos homens
Cheios de paredes e cercados
Admirada boa vista o mistério do outro lado
Sinto-me um pássaro e não sou um
Sou terrestre como um humano comum
O mundo é meu lar temos isso em comum
Meu dono não é meu
Somente compartilhamos
Amor
Comum Incomum

Inserida por IndignodeVisualiza

⁠Como não admirar este olhar, este sorriso, estes detalhes tão precisos?
Expressados em cada pequena curva, detalhes que torna ser a única grande mulher da minha vida e que me faz, te amar a cada dia que se esvai sem poder detê-lo. Fazendo a saudade e a vontade de me abrigar em seus braços e lábios; não apenas ser meu maior desejo e sim, a minha maior vontade e vitória de um sonho realizado.
Quando estou e permaneço ao seu lado, observando tudo perder seu significado a minha volta; por estar em meu verdadeiro mundo e lugar preferido. Não existem outras alternativas e nada que não seja revelado ou demonstrado em mim a não ser confessar que...
Amo-te.
Ricardo Baeta.

Inserida por RicardoBaeta

Meu Raio de Sol

"⁠Não tem como não admirar a sua beleza natural; beleza que vem de dentro de um ser tão especial; se eu pudesse escolher um raio de sol, eu escolheria você para me iluminar os meus dias na escuridão. Noite e dia sempre à brilhar, essa beleza que é esplendorosa; você é luz na escuridão, paz ao coração e forças para lutar; não desista meu raio de sol, volte logo para me iluminar.

Inserida por Mannu23

⁠Fotografar me acalma.

Escrever pra mim, é como um desabafo.

Mas admirar à lua,
é saber que meu coração acelerado reduz o número de batidas.

É conversar ao vento, sabendo que de alguma forma essas palavras vão em direção à lua.

E no fim de tudo, caem rios de lágrimas dos meus olhos. Pois ela tomou pra si, todas as minhas dores.

Inserida por RegiSanz

⁠Admiro pessoas que olham para a vida , cheias de sonhos e coisas a realizar.
O sonho é necessário para o não desanimar. Do quê mesmo???
Eu por outro lado vejo a verdade nua e crua, apesar de tantos objetivos a cumprir, tudo não passa de uma grandesíssima
Ilusão. Utilidade?
Tenho achado também que não exista nenhuma.

Inserida por eugenia_carvalho

⁠Tofana possui admirável perdão,
De suas mãos,
Chegava a salvação,
Saciou com água tofana muita sede,
Inebriou toda gente,
Seus eflúvios de incomparável liberdade,
Distante das torturas medievais,
Que revelaram como somos infernais,
Inimagináveis horrores brutais,
Igualmente letal, mas Tofana de forma precisa,
Tinha a fórmula calculada,
Do misterioso, silencioso e jeito sem dor da ida

Inserida por Madasivi

⁠Te admirar é como me perder em dimensões pelo espaço;
Sua beleza inacabável, faz com que me perca em seus lábios rosados;
Te encarando, até me esqueço de como dar passos;
Gostaria de um dia te emprestar meu casaco;

Desculpa mas o meu amor não é muito claro;
Pelo contrário, até o disfarço;
Com medo de ser recusado;

Mas apenas o seu toque, já é o suficiente pra me deixar corado;
Meu coração acelera com o seu simples abraço;
E meu sonho é assinar as nossas iniciais naquele velho carvalho;

Inserida por Nasu

"Tenho profunda admiração pelas tartarugas, pois elas caminham no seu tempo. Não invejam a vida de nenhum outro animal, nem com os 115km/h de velocidade atingido pelos guepardos, e nem tampouco com o vôo de 320 km/h das aves de rapina. Todavia, vivem em média(200 anos), dez vezes mais, comparado com o guepardos e as aves de rapina, considerados os animais mais velozes do mundo.

As tartarugas passam a maior parte das suas vidas cuidando da própria vida, em vez de cuidar da vida dos outros animais.
Eis o segredo de sua longevidade!
Tenho aprendido muito com as tartarugas."

Inserida por FurtadoBrunno

⁠Como não percorrer cada detalhe tão minuciosamente e ter este privilégio único em poder admirar e se sentir pequeno, insignificante diante de tanta grandeza e beleza.
Que torna tudo a sua volta como nada, como estou sentindo agora diante de tudo que vale, cada esforço e lutar, para ver não somente o seu sorriso em momentos, mas sim a sua felicidade eterna a cada amanhecer; como se espera o sol para que tenhamos um dia iluminado e sejamos aquecidos pela sua presença em nossas vidas.
Ricardo Baeta.

Inserida por RicardoBaeta

Todos temos direitos de escolha
Eu escolhi esperar pelo seu amor
Sinto inveja e o admiro por ele ter o seu amor
Espero qyu no futuro vc não se arrependa
Por ter o meu amor e não me amar
Infelizmente não mando nos meus sentimentos,
Se mandasse escolheria não te amar
Mas não posso, e amar vc pra mim é tudo,
Como NADA pra mim é não ter vocÊ comigo.
queria que você algum dia fosse minha, mas o que acontece hoje é que sou totalmente seu
No silêncio escuto a sua voz dizendo q me ama
No escuro posso te ver e sentir aquelas caricias que apenas você faz
Busco encontrar algum dia um alguém que me ame o tanto que te amo hoje, e espero não magoar essa pessoa da forma que você me magoa Hoje!

Inserida por MartinsGuh

Tenho um bom motivo para você ter admiração, medo, respeito e cuidado...

• Minha memória... Ela é sobrenatural!

Tenho guardado de cada pessoa o que recebi das mesmas...
Mas sò devolvo o que não me faz perder meu precioso tempo!
As demais coisas deixo por conta do tempo e da vida, a nossa melhor escola e o nosso melhor professor!
Bom minha balança interior é incrivel tipo do futuro, mais funciona perfeitamente...

Inserida por EmanuellyMendes

Efeito

Ao seu lado me entrego
Admirando a lua
Sentindo o leve toque da brisa

Envolvo-me em seus braços
Viajo em seus lábios
Mergulho na imensidão de desejos

Meu coração aquece
Meu corpo estremece
Minha paixão cresce
Minha alma resplandece

Copos envolvidos
Almas ligadas
Corações apaixonados
Amor encontrado

Inserida por Pliniodesa

TEMPO DO AMOR

Encantada
escancaradamente encantada
admirável...lindo, sutil, harmônico, suave...
maravilhosamente poético...
brinca mais nesse entrelaçamento estonteante,
inebriante...
que faz a pele eriçar na emoção de palavras,
no sussurrar de versos,
no enlace da imaginação proibida e permissiva,
que nos faz perder os sentidos...mais...brinca mais...
assim, doce, suavemente doce...
sintonia fina, altíssima frequência
desnude-me, fique a vontade
transgressor... acorrentado a minha alma
que minha boca seja meu guia a
percorrer teu corpo e usurpando
gemidos e espasmos loucos...
que tuas entranhas se revirem junto
com a contorção do teu corpo...
que nossas línguas sejam cúmplices
na busca dos mais recônditos pontos
de prazer...
que todo teu corpo se ofereça intenso
em conjunção de calor prazer
Quero a tua posse sobre meu corpo...
tua vontade...teu desejo...tua busca...
quero o roçar de línguas...
toque...cheiro...gosto...
quero me perder em teus encantos...
ser tua menina...tua mulher...
tua fêmea...tua escrava...
não deixa esvair o tempo...
o nosso tempo de amor

Inserida por verinhafagundes

O emocionar-se é uma condição humana.
O arrebatamento do olhar,
a força irresistível da admiração.
Não há vida sem emoção.

É imperativo emocionar-se,
admirar-se...
O homem eminentemente humano
olha e vê... contempla,
detém-se no objeto que lhe causou impacto
com ele estabelece um forte e profundo pacto.

E o objeto amado jamais será desrespeitado.
É condição mais que humana
emocionar-se
admirar-se,
respeitar e respeitar-se...

assim é o homem eminentemente humano,
ele sequer conhece a palavra engano.

Inserida por RosangelaCalza

Não vanglorie suas ações de caridade.
Se publicar é porque quer admiração.
Buscar mérito não é arte do coração.

Deus sabe quem faz por benevolência
E, quem procura um reconhecimento.
Deve ser instintiva, sem recompensa.

Mas, alimenta o espírito como unção.
Capaz de curar doenças da alma.
Tornando um ser rico de compaixão.

Inserida por QUIVIA

Pai

Normalmente quando se pensa em pai vem na mente aquele pai herói, aquele que todos admiram e que todos queriam como pai. Afinal, toda criança sonha em dizer “meu pai é o melhor pai do mundo”. Umas crianças tem tudo e não desejam mais que um ‘melhor pai do mundo’. Pai cuida. Pai da carinho. Pai tem ciumes. Pai protege. Pai ama. Pai chora por filho. Pai é pai. Já os adolescentes querem aquele pai gente boa, liberal. Adultos só querem um pai, sem condições. Idosos, só queriam ainda tem um pai. Cara a palavra ‘pai’ é tão poderosa, tão imponente. Ruim é ver que tudo ai escrito não existe como um dia existiu. Hoje tudo é banal, tudo é deixado de lado, tudo é esquecido. Pai hoje em dia não é mais pai e filho não é mais filho.

Inserida por CarolBeatriz

amiga...Meio sem querer
Peguei-me admirando você
Ao virar-se, me olhaste...
E ficamos a nos encarar
E naquele par de olhos lindos
Um brilho radiante
Consegui enxergar
Coincidentemente
Lá, pude me ver!
Fiquei tão hipnotizada
Que nem mesmo
Conseguia me mover
Ali parada fiquei
Admirando aquele olhar
De tão radiante que era
Fez-me perder o rumo
E fiquei sem saber
Por onde andar
Quando despertei
Não conseguia entender
Porque aquele olhar
Fez-me enlouquecer?
Fiquei totalmente impressionada
Sem destino, sem direção.
E mesmo não mais olhando em seus olhos...
Não conseguia esquecer
Aquele olhar
Aquele brilho
Tão enlouquecedor
Tão envolvente
Ao mesmo tempo
Que me acalmava
E me fazia sentir-se bem
Cortava-me a alma
E me fazia sofrer também
Esse olhar que me marcou
E também me enlouqueceu
Deixou marcas
Deixou saudades
De um olhar que se perdeu
Pois foi através dele
Que todo esse encanto aconteceu.

bjs

Inserida por RosaneRibeiro

Admiro gente

Admiro gente guerreira, que caí, mas sempre tenta se levantar.
Admiro gente de luz, que distribui alto astral.
Admiro gente inteligente, que sabe gostar do que lhe faz bem.
Admiro gente consciente, que não precisa perder pra valorizar.
Admiro gente de verdade, que sofre e chora, que erra e acerta, mas que nunca deixa de lutar para ser feliz.

Inserida por reinaldoluzsantos

O PEQUENO ADMIRADOR

Ouvi o primeiro ruído de cascos pisando a grama, mas continuei deitado de bruços na esteira que havia estendido ao lado da barraca. Senti nitidamente o cheiro acre, muito próximo. Virei-me devagar, abri os olhos. O cavalo erguia-se interminável à minha frente. Em cima dele havia uma espingarda apontada para mim e atrás da espingarda um velhinho de chapéu de palha, que disso logo o seguinte:
– Seu moleque, nunca mais se atreva a entrar em minha propriedade para roupar as minhas jabuticabas. Se voltar aqui novamente, vou ter de lhe ensinar uma lição mais dolorosa!
Seu Juca era fazendeiro, dono do Sítio Mirabela. Ele e sua esposa, d. Gertrudes, vinham de uma cidadezinha interiorana, recém-casados, para criar a família no interior do Espírito Santo. Tendo comprado uma propriedade não muito extensa na comunidade de Fumaça, no município de Santa Leopoldina, cultivava ali alguns pés de café para consumo próprio, tinha um milharal que ocupava pouco mais da metade da propriedade e um pomar com duas mangueiras, três goiabeiras e vinte e cinco jabuticabeiras.
A comunidade de Fumaça, atenta com os últimos avanços tecnológicos que eram diariamente apresentados noticiários de TV que chegavam a eles através do sinal das antenas parabólicas, conseguiu reivindicar uma melhoria nas escolas próximas a região, além de ser contemplada com uma equipe constituída de cinquenta profissionais da educação – mistos entre língua portuguesa, matemática e matemática financeira, química e física, biologia, empreendedorismo, direitos humanos, dentre outros – que vieram acompanhados de sociólogos com a finalidade de educar aquela comunidade. Dessa forma, apesar da imagem de caipiras que recebiam dos habitantes das metrópoles, aqueles caipiras em especial, possuíam amplo conhecimento.
Seu Juca foi o fundador de todo aquele movimento chamado EDUCAÇÃO CAIPIRA.
Zeca, um menino de onze anos que viviam com os pais e mais três irmãos mais velhos numa casinha próxima, era o menino que seu Juca tinha flagrado roubando jabuticabas. Era de baixa estatura, negro de cabelos crespos e de olhos cor-de-mel incrivelmente penetrante. Era conhecido na comunidade por possuir uma audição boníssima; era capaz de ouvir o roncar do motor de um carro há quilômetros de distância. No entanto, justamente naquele dia em que, faminto, entrara nas terras de seu Juca, a distração não lhe permitira perceber a presença do velho nas proximidades do pomar.
Seu Juca andava sempre armado com sua velha espingarda calibre doze. Apesar de velho, tinha fama de machão. Tinha uma personalidade dura e carrasca; não importava quem fosse a pessoa, se pisasse na jaca comeria até a casca.
Zeca estava faminto. Sua mãe e seu pai tinham ido até a cidade de Cariacica para fazer umas compras. Seus irmãos não estavam em casa. Sua mãe não tinha deixado comida pronta e, como não lhe restara outra opção, invadiu o terreno daquele velho ranzinza.
As jabuticabas eram as únicas opções que lhe restara. As mangas e as goiabas, embora sustentassem mais, estavam numa altura que para Zeca era inatingível; sua baixa estatura não lhe permitia alcançar as demais frutas.
Sua família, mesmo vivendo naquela comunidade onde quase todos eram de classe média alta, era uma família humilde. Não possuíam recursos suficientes para que vivessem despreocupados. Por vezes, passavam até fome. Sua mãe era lavava as roupas da vizinhança e seu pai vivia de bicos. Dois de seus irmãos ganhavam alguns trocados capinando quintais e sua irmã passava as roupas que a mãe lavava. Já ele, só fazia estudar, estudar e estudar. Sonhava em tornar-se professor de matemática; vivia perambulando às margens do córrego que passava perto de sua casa, com um graveto em mãos e escrevendo fórmulas matemáticas na terra vermelha, tentando calcular a largura do rio, ou até mesmo a velocidade da água.
Ele era uma espécie de admirador secreto de seu Juca, pois apesar de ser um velho rabugento com as crianças, era um homem muito inteligente, principalmente quando se tratava de matemática. Seu Juca era capaz de fazer contar que para ele ainda pareciam complicadas simplesmente com o a terra vermelha e o graveto da mente.
Zeca vira certa vez um menino na televisão que também adorava matemática. Entretanto, esse menino – que viera a torna-se seu melhor amigo, imaginário – adorava também escrever em um caderninho com cadeado sobre todas as suas descobertas matemáticas e sobre as pessoas que admirava. Sem hesitar, Zeca pegou um caderninho que a muito usava para desenhar – desígnio para o qual não havia sido convocado – e arrancou as poucas folhas usadas; arrancou também a capa que estava em péssimo estado, pintou-a com um giz de cera; seu caderninho não tinha cadeado, mas com um pouco de esforço, fez um pequeno furo no centro da borda das folhas e as confidenciava com um pedaço de arame que cuidadosamente era dobrado pelo menino.
O susto daquele dia o tinha deixado indisposto a escrever e a fazer contas, como fazia todos os dias. Suas notas em matemática eram sempre máximas e, por consequência da escrita que praticava em seu caderninho, também tirava ótimas notas em suas redações.
Com seus amigos, Zeca adorava contar sobre o que observava de seu Juca. O modo que ele tratava d. Gertrudes, o carinho e ciúme que tinha por sua única filha. O modo como mascava seu fumo. Como acariciava sua espingarda na hora de ia limpá-la, além de como a chamava de única amiga.
– Ele é um cara legal, Pedrinho. Mas ele nunca vai gostar de mim.
– Aquele velho caduco não gosta de crianças, Zequinha, não perca seu tempo com besteiras!
Já em Cariacica, os pais de Zeca preparavam-se para voltar para Fumaça. As compras já haviam sido meticulosamente arrumadas no porta-malas do Montana que haviam ganhado em uma promoção daquele mesmo supermercado que faziam compras no bairro Cariacica Sede. A alegria de conseguir fazer compras – que era indescritível para eles, já que não tinham esse privilégio sempre; já completara seis meses desde a última compra – emocionava aquele casal que eram sempre muito unidos. No caminho de volta, nas proximidades da comunidade de Fumaça, enquanto subia a Romana, um pneu da Montana estourou. O susto fizera o homem perder o controle do automóvel; resultado: perda total das compras, veículo bastante destruído e um humilde pai de família morto. A mãe havia ficado em Mangaraí, onde sua filha já estava esperando para iniciarem mais um dia cansativo de trabalho.
Zeca estava com seu graveto fiel nas mãos, sentado em uma pedra, resolvendo uma equação de segundo grau que vira na escola na sala de aula de um amigo. Ele estava próximo à Fazenda Fumaça e ouviu um estrondo gutural que vinha da Romana. Sem pensar duas vezes, guardou sem graveto no bolso, escondeu seu caderninho preso à caneta por debaixo da camiseta, fixo pela bermuda velha, encardida e rasgada que usava e correu para o local.
Ele apertava fortemente os olhos esfregando-os na intenção de certificar-se de não estar tendo um pesadelo ou uma alucinação. Custou para que caísse a ficha e suas ideias retomassem. A cena para ele era simplesmente chocante e inaceitável.
– Nããããããããããããããããããããããão!
Pasmo, Zeca correu aos prantos na direção do Sítio Mirabela, pelo mesmo caminho que sempre percorrera, mas que com seus pesares parecia não mais ter fim. Olhou para trás e a única coisa que viu foi uma nuvem de fumaça retilínea que vinha do brejo que a Montana estava.
Cinco segundos após avistar a fumaça, o que Zeca avistou foi uma enorme explosão.
– Papai! N-n-não p-p-pode s-ser...
Imediatamente correu para o sítio, para pedir ajuda àquele quem admirava. Lá chegando, encontrou seu Juca agitado e preocupado com a explosão que ouvira. Ele estava carregando sua espingarda na intenção de sair preparado para tudo. Ao ouvir os gritos de socorro do menino, o velho não pensou. O ódio que carregava dentro de si daquele menino falou mais alto. Na verdade, os três tiros que disparou com a Berna, como chamava a maldita arma, falou mais alto que os dois.
– Eu avisei que se voltasse aqui a lição seria mais dolorosa, excomungado dos diabos! Agora tente aprender, seu moleque infeliz!
Com uma frieza espantosa, seu Juca montou seu Manga-larga Machador e saiu em direção à Romana. Passou por cima do menino e esguichou um cuspe amarelado pelo fumo que vivia a mascar.
Ao chegar tornar a casa e saber a notícia da morte do menino e do pai, a mãe de Zequinha caiu enferma por amor; seus três irmãos, embora inconformados, não receberam permissão da mãe para acertar as contas com aquele velho assassino. Ela lhes dissera que não deveriam fazer mal ao seu Juca, pois o Filho Santíssimo não se agradava das pessoas más.
Quando retornou, seu Juca tendo ido retirar o corpo da criança que jazia morta em seu quintal, encontrou junto deste um pequeno graveto que reconheceu como sendo de um dos galhos de uma das jabuticabeiras de seu pomar. Encontrou também um caderninho ensanguentado que estava lacrado por um pedaço de arame. Praguejando o menino por sem um moleque intrépido e destemido, começou a destrancar aquele caderninho sem nenhum cuidado.
Abriu-o.
Estava escrito na primeira página:

Me espelho no senhor, meu matemático preferido.
Seu Juca, eu sou e sempre serei o seu maior pequeno admirador!

Inserida por RenanPF

Admiro todas aquelas pessoas...
que mesmo depois de uma noite mal dormida...
acordam de manhã com alegria no seu coração!!
Mesmo depois das quedas que a vida tem...
encontram sempre a coragem de levantar-se.!
Elas não precisam de elogios nem...
de palmadinhas nas costas!
Sabem falar...pedir desculpas.!!
São educadas e muito otimistas!!!

Inserida por IsabelRibeiroFonseca