Texto sobre Voce Mesmo
EXPLICAÇÃO ESPÍRITA SOBRE A INCORRUPTIBILIDADE E A IMPOSSIBILIDADE DA RESSURREIÇÃO DO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A Doutrina Espírita aborda as passagens citadas com critério racional, fidelidade ao ensino moral do Cristo e respeito absoluto às leis naturais estabelecidas por Deus. Nada é interpretado de modo literal quando a razão, a lógica e a própria evolução do pensamento humano demonstram que o ensinamento foi transmitido por linguagem simbólica, pedagógica e progressiva.
Comecemos por 1 Coríntios capítulo 15 versículos 53 a 57. O apóstolo Paulo afirma que o corpo corruptível deve revestir-se de incorruptibilidade e o corpo mortal de imortalidade. À primeira vista, a leitura literal pode sugerir a ressurreição do corpo físico. Contudo, o próprio texto, quando analisado com rigor, exclui essa possibilidade.
Paulo declara expressamente que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus. Essa afirmação é decisiva. Carne e sangue designam o organismo material, sujeito à decomposição, às leis biológicas e à morte. Se esse corpo não pode herdar o Reino de Deus, é logicamente impossível que ele ressuscite para nele ingressar. A transformação de que Paulo fala não é da matéria grosseira, mas do princípio inteligente que a anima interligado ao corpo espiritual qual seu denomina perispírito.
A incorruptibilidade não se refere à carne, mas ao ser espiritual. O corpo físico nasce, cresce, envelhece e se desagrega. Isso é lei natural observável é fato inegável. Ressuscitá lo significaria anular as próprias leis divinas que regem a matéria e leis essas que o próprio Jesus afirmou com sua autoridade não ter vindo para derrotá-la, mas sim dá-la cumprimento. A Doutrina Espírita ensina que Deus não se contradiz, nem revoga suas leis para atender interpretações humanas.
Quando Paulo utiliza a expressão revestir-se, ele não afirma retornar ao mesmo corpo, mas assumir outra condição. O Espírito, ao desprender-se do corpo físico, conserva sua individualidade, sua consciência e seus atributos morais. Ele passa a utilizar um envoltório fluídico mais sutil, o perispírito, que não está sujeito à corrupção material. É esse envoltório que Paulo, por limitação conceitual da época, denomina corpo espiritual.
A vitória sobre a morte, mencionada no texto, não é a reanimação do cadáver, mas a certeza da sobrevivência da alma. A morte perde seu aguilhão quando o ser humano compreende que ela não extingue a vida, apenas modifica seu modo de manifestação. O pecado, entendido sob a ótica espírita, é o atraso moral. A lei, quando mal compreendida, escraviza. O Cristo, ao revelar a lei do amor, liberta.
Essa leitura harmoniza-se plenamente com o ensino do Evangelho segundo o Espiritismo no capítulo primeiro intitulado Não vim destruir a lei. Jesus não veio abolir as leis divinas, mas explicá las e conduzir a humanidade à sua compreensão espiritual. Ele jamais ensinou a ressurreição da carne como retorno do corpo ao túmulo. Ao contrário, afirmou que seu reino não é deste mundo, indicando uma realidade espiritual distinta da matéria densa.
Nesse capítulo, esclarece-se que a lei de Deus é eterna e imutável. As leis naturais incluem a transformação da matéria e a continuidade da vida espiritual. Ressuscitar corpos decompostos violaria a ordem natural, o que seria incompatível com a sabedoria divina. O progresso ocorre pela evolução do Espírito, não pela perpetuação da matéria transitória.
A distinção feita entre a lei divina e a lei mosaica é fundamental. As prescrições exteriores, rituais e corporais pertencem a um estágio pedagógico antigo. Jesus combateu justamente a fixação na forma e no símbolo, chamando a atenção para o espírito da lei, que é moral. A ressurreição literal do corpo pertence ao mesmo campo das interpretações materiais que ele veio superar.
O Espiritismo, apresentado como o Consolador prometido, não cria nova doutrina, mas esclarece racionalmente aquilo que foi dito de modo alegórico. Ele demonstra que a verdadeira vida é a vida do Espírito, conforme ensinado pelo Cristo. O corpo é instrumento temporário. A alma é o ser real.
O Livro dos Espíritos, ao tratar da lei divina ou natural, ensina que essa lei está gravada na consciência e rege tanto o mundo físico quanto o espiritual, ( 621 L.E.). A morte do corpo não interrompe a vida do Espírito, nem o reduz à inconsciência. Ao contrário, o Espírito prossegue em sua jornada evolutiva, colhendo os frutos morais de sua existência corporal.
Na questão 625, afirma se que Jesus é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo. Ora, Jesus não retomou um corpo corruptível. Sua manifestação após a morte foi espiritual, perceptível aos sentidos humanos por concessão divina, mas não implicou retorno à vida orgânica comum. A Gênese de Kardec , ao analisar a natureza de Jesus, esclarece que sua constituição espiritual superior, lhe permitia fenômenos que não se confundem com ressurreição material.
Portanto, à luz da lógica espírita, a ressurreição do corpo é impossível porque contraria as leis naturais, a observação científica, a razão filosófica e o próprio ensino moral do Cristo. O que existe é a sobrevivência do Espírito, sua libertação progressiva da matéria grosseira e sua ascensão moral rumo a estados mais elevados de existência.
A incorruptibilidade anunciada por Paulo é a conquista espiritual, não a perpetuação da carne. A vitória sobre a morte é a certeza da continuidade da vida consciente. Assim, o Evangelho, compreendido no Espiritismo, deixa de ser promessa fantástica e torna-se lei viva, racional e profundamente consoladora, conduzindo o ser humano ao progresso moral que o aproxima de Deus.
A VIGILÂNCIA SERENA SOBRE O QUE JÁ FOI SUPERADO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A reflexão que afirma que alguém não deve tropeçar no que já está abaixo de si não é um chamado ao orgulho, e sim um convite à brandura interior. O que está abaixo representa etapas vencidas, dores que já compreenderam seu lugar e aprenderam a silenciar. Contudo, cada vitória moral é sustentada por uma disciplina fraterna, jamais por altivez.
Quando olhamos para o próprior caminho com humildade, percebemos que ninguém progride sozinho. Os aprendizados vêm do contato com outros seres, das circunstâncias que nos moldam, e da benevolência que recebemos em momentos de fraqueza. Portanto, manter vigilância não significa erguer muros, mas caminhar com cuidado para não ferir a si mesmo nem aos outros. É reconhecer que a alma humana ainda traz áreas sensíveis que precisam de cuidado, e que o progresso espiritual é sempre uma construção comunitária.
Já ensinava Allan Kardec que o avanço do Espírito se realiza pela educação contínua e pela caridade recíproca. Assim, mesmo o que já parece resolvido em nós merece atenção, não como ameaça, mas como lembrança de que somos seres em aperfeiçoamento constante. A fraternidade que exercemos com o mundo deve refletir se também em nossa própria intimidade, acolhendo nossas partes frágeis sem julgamento severo.
A verdadeira grandeza não está em se sentir acima de algo, mas em caminhar com serenidade, humildade e afeto, compreendendo que cada passo pode ser uma oportunidade de servir, aprender e crescer.
A VISÃO DO ESPÍRITO SOBRE O PRÓPRIO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O trecho de número 309 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das mais significativas lições sobre a diferença ontológica entre o ser essencial e o invólucro material. Quando Kardec pergunta sobre a consideração que o Espírito nutre pelo corpo ao qual esteve ligado, a resposta é clara e despojada de sentimentalismo: o corpo é visto como veste incômoda, uma espécie de instrumento necessário, porém limitado, que cumpriu sua função durante a etapa terrena. A expressão veste desconfortável tem força filosófica, pois revela a consciência do Espírito diante da natureza transitória da matéria, conforme a tradição espiritualista e segundo a tradução criteriosa de José Herculano Pires.
A continuação aprofunda a questão. Indagado sobre o que sente ao contemplar o corpo em decomposição, o Espírito responde que quase sempre permanece indiferente, * esse quase sempre merece um estudo com uma percepção mais profunda dentro das obras Básicas * , pois aquilo que jaz não o representa mais. A decomposição se torna fato natural, não motivo de horror. É o reconhecimento de que o elemento corporal pertence ao ciclo universal das formas, enquanto o princípio pensante prossegue adiante.
Esse conteúdo permite duas conclusões essenciais. Primeiro, a libertação da matéria não implica desprezo, mas compreensão filosófica da sua utilidade temporária. Segundo, a recordação da existência corpórea se torna lúcida e serena, uma vez que o Espírito, liberto, percebe com mais clareza o papel pedagógico das vivências físicas no processo de aperfeiçoamento.
“Quando o Mármore Respira”
- Camille Marie Monfort.
A noite se desdobrou sobre o cemitério como um véu de penumbra.
As árvores — velhas sentinelas balançavam suas copas como se quisessem abençoar ou advertir o homem que caminhava sem rumo.
Joseph trazia nas mãos um círio aceso. A chama, tímida, tremia — como se reconhecesse o frio que saía das tumbas.
Parou diante da lápide de Camille.
O nome dela — Camille Marie Monfort parecia gravado não em pedra, mas em sua própria consciência.
Sentou-se. O vento lhe tocou o rosto como um hálito que vem de dentro da terra.
— Camille… — murmurou — se foste tu quem morreu, por que sou eu quem não vive?
O círio oscilou.
Um perfume leve, impossível de identificar, espalhou-se no ar.
Não era de flor era de lembrança.
Então ele ouviu ou julgou ouvir uma voz.
Suave, distante, atravessando o tempo:
“Joseph… tu não me mataste. Apenas esqueceste que o amor, quando não cabe na terra, precisa aprender a ser silêncio.”
Joseph estremeceu. As lágrimas, frias, desciam como se fossem do túmulo para os seus olhos.
A voz continuou, agora mais perto:
“Foste tu quem me libertou do peso do corpo, mas foste também quem me prendeu ao eco do teu arrependimento. Não chores por mim — chora por ti, que ainda não sabes morrer o suficiente para me encontrar.”
Ele caiu de joelhos, com o círio apagando-se entre os dedos.
O vento cessou.
Por um instante, o cemitério inteiro pareceu respirar.
Camille estava ali não como lembrança, mas como presença.
O ar se tornou denso, quase luminoso.
E Joseph, tomado de uma febre serena, sentiu que a fronteira entre o delírio e o mediúnico se desfazia.
— Camille… és tu?
— Sou o que resta de ti, Joseph.
O homem sorriu, num gesto de quem reconhece a própria condenação.
E o silêncio os envolveu não como fim, mas como pacto.
Em O Banquete, Platão descreve que um de seus amigos ali presentes expõe a seguinte teoria sobre o amor: em outro mundo, tínhamos cada membro do corpo em duplicidade (braços, pernas, cabeça etc.), éramos dois em um só. Como castigo, viemos para este mundo separados e estamos fadados a procurar nossa alma gêmea, nossa outra parte.
E se, por acaso, neste mundo, nossa outra parte não sobreviveu? Ou se em algum momento nós já nos encontramos e nos perdemos? Como alguém neste mundo saberia reconhecer a presença do outro quando finalmente o encontrasse? E como teria certeza disso?
E se, no primeiro mundo, nunca nos demos bem, mas mesmo assim éramos um só, como, neste mundo, eu seria eu sem você (um sem o outro)?
SERTANEJO
Nunca escrevi sobre gado
Boiadeiros ou canhões
Plantadores de feijão
Pisadores de arroz
Só escrevo
O que as folhas pedem
Lembro que chorei ontem
Debaixo do jenipapeiro
Sentada sobre as folhas
Usando fraldas de pano
Eu cabia na palma da mão
Hoje ainda caibo
Mas me recuso
Estar nas mãos
De quem quer que seja.
Sobre o amor..
O Amor é tudo, e por isso todas as coisas deixam de ter importância para aquele que ama, salvo pela interpretação que o amor lhes dá.
Se, por exemplo, um noivo fosse culpado de tomar interesse por outra jovem que não a sua noiva, seria sem dúvidas encarado como criminoso, e a noiva revoltar-se-ia.
Mas sei que tu, pelo contrário, verias em tal confissão uma homenagem; pois bem sabes como seria impossível para eu amar outra, é o amor que por ti tenho que lança seu reflexo sobre tudo que existe.
Assim me tenho, a culpa é toda tua, porque tu me enches toda a minha alma, a vida toma outro aspecto para mim, torna-se um mito ao seu redor.
Quando temos clareza sobre nossos objetivos, os desafios que enfrentamos deixam de ser barreiras intransponíveis e passam a ser oportunidades de crescimento. As dificuldades se transformam em trampolins que nos impulsionam em direção ao nosso propósito. A visão clara e o foco nos ajudam a perceber que cada obstáculo pode nos fortalecer e nos levar mais perto daquilo que almejamos.
"Tudo posso naquele que me fortalece."(Filipenses 4:13)
Com a força vinda de Deus e uma visão clara, podemos superar qualquer obstáculo.
Que maravilha é ter o coração firmado no céu! As ondas tempestuosas da vida não têm poder sobre mim, pois sei que tenho um Pai amoroso e cuidadoso, sempre zelando por mim. O Senhor é o meu primeiro pensamento ao despertar, e a Sua graça é o meu sustento diário."
"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."
1 Pedro 5:7
Quero ir mais além de um colorido de cores enfeitado sobre a terra, quero penetrar sua esfera
Quero ir mais além de um céu azul vestido de manjedoura, quero desavessar seus mistérios...
Quero ir mais além do infinito e da profundidade, quero possuir o território das essências, aonde olhos nenhum podem ir.
Sem choro
Sem lamento
Sem dor
Quero ir pra onde não tenha adeus e nem lembranças
Quero uma ida sem volta
Sem medir distâncias e altitudes
Quero ir aonde o limite não me alcance
Quero ir...
Apenas ir...
Deixe- me ir...
Preciso ir...
Quero ver a linha do horizonte acima do oceano a me guiar
Quero ver os raios de luzes se desprender no caos da escuridão
Quero ser o passado no presente
Quero ser o futuro no presente
Quero ser a ironia do tempo
Quero fazer o que ninguém ousou
Quero ser o que o mundo esqueceu
Quero ser o diferente dos iguais
Quero ser apenas um entre muitos
Quero a chave da minha liberdade que me roubaram
Quero ser livre
Quero ser prisioneiro de mim mesmo
Quero ser apenas eu em espírito e em verdade, e mais nada.
Hora de Fechar, abra todas as portas, e se permita cair no mundo. Acenda as luzes, sobre todo garoto e toda garota, última chamada para o álcool. Então termine seu whisky ou cerveja, você não tem que ir pra casa. Mas você não pode ficar aqui. Eu sei quem eu quero que me leve para casa. Tempo para você ir emborapara os lugares de onde você veio. Este quarto não será aberto até que seus irmãos ou irmãs venham. Então pegue sua jaqueta e se mova para a saída, eu espero que você tenha achado um amigo.
Todo novo começo, vem do fim de algum outro começo.
Amizade é sobre afinidade, compartilhar momentos e realizar sonhos. Mas só isso, não sustenta uma amizade.
Por mais que você e seu amigo comparitlhem uma história feliz, lembre-se que haverá momentos na vida em que tudo o que você vai precisar, é de alguém para te apoiar.
As perdas, decepções e tristezas fazem parte da vida. Quem estiver do seu lado durante esses dias, é realmente um amigo de verdade.
Quando alguém especial se vai, nós começos a refletir mais sobre o que poderíamos ter feito por essa pessoa. Mas já é tarde demais, pois arrependimento não traz ninguém de volta.
Eu me sinto tão mal por não ter dado a atenção que você merecia. Talvez o motivo pelo qual eu me sempre me senti tão sozinha, é porque eu procurava afeto nas pessoas erradas.
Eu não consigo me perdoar por não ter estado presente na sua vida quanto mais você precisou. Eu não consigo me perdoar por todas as vezes em que corri atrás de quem nunca me deu valor, e por ter deixado de lado quem sempre me valorizou.
O Mundo da Hipocrisia 🤔💭
Falam sobre a fome no mundo, promovem campanhas pedindo centavos para ajudar crianças e adultos vulneráveis, mas ao mesmo tempo, gastam-se bilhões em guerras. 💰💣
Alertam sobre o aquecimento global, mas há décadas deixaram de incentivar a separação do lixo doméstico e continuam permitindo que 90% dos produtos consumidos usem plástico. Sem falar na simples medida de banir sacolinhas plásticas, que até hoje é ignorada. 🌿🚯
Países que se dizem líderes na luta contra as mudanças climáticas pouco fazem na prática para mudar o cenário. 🌍🔥
E o que dizer das imagens "fortes" que supostamente devem ser evitadas? Basta ligar a TV e somos bombardeados, 24 horas por dia, com notícias de morte, assaltos e violência. 📺🔫
E assim segue o mundo… cheio de discursos, mas vazio de ações. Hipocrisia? Talvez. Contradição? Com certeza. 🤷♂️
"Sempre que a luz da Lua recai sobre meu corpo, também recai escuridão sobre minh'alma.
A luz me faz lembrar teu brilho, me faz lembrar tua calma.
Quisera eu que, fosse tudo apenas uma coisa de corpo e não de alma.
O que fazer para não viver todo esse drama?
Como sair limpo de tudo isso, sendo que, você me joga na lama?
Na madrugada, a solidão, esfria a minha cama.
E tuas lembranças, meu peito, inflama.
Quisera eu, com palavras vazias, apagar essa chama.
Quanto mais eu tento te afastar da mente, mais minha mente, por ti, clama.
Tenho medo por nós, pois em algum momento, o coração, dessas batalhas, se cansa.
E o que poderia ter sido uma doce vida, se tornará apenas, uma amarga lembrança..."
"Já não sei porquê ainda recorro à ti.
Reflito sobre nós e me pego envolto em 'por ques' e 'ses'.
Nem eu sei o que eu fiz.
O que eu sei? Só quero você aqui.
Será que um dia voltará pra mim?
Uma hora vou abdicar das verdades e começar a mentir.
As mentiras que contarei? Já te esqueci.
Posso viver sem ti.
Já não me preocupo tanto assim.
Mentiras que, importam menos pra você do que pra mim.
Mentiras que, não conto pra você mas conto pra mim.
Infelizmente é assim.
Abro mão de todos os inícios para não ver o início do nosso fim.
Após todas as tempestades, como calmaria, estarei aqui.
Por ti.
Por nós, por mim.
Infelizmente, para o meu desgosto, é assim..."
"Eu não sou um homem erudito.
Não me debrucei sobre Machado, Zé de Alencar, Drummond ou Conceição Evaristo.
Eu só sinto.
Sinto tanto, sinto coisas que, se não externadas de alguma forma, matariam-me em um suspiro.
São só suplícios.
As vezes são súplicas por um amor que, sei que está morto, mas ao meu eu, é um Deus vivo.
Ressurreto, como o próprio Cristo.
Eu só sinto.
Sinto muito por ela não ver-me como eu a vejo, sinto por ela não compartilhar do meu delírio.
Ao leitor sou devaneios, loucuras, fantasias, mas todo aquele que me conhece sabe; sou sucinto.
Sou sozinho.
E não somos todos nós? Uns mais que outros, quando a carne, sempre acompanhada, não encontra em outra alma, um abrigo.
Quisera eu, que as lembranças passassem, como as águas serenas, do Velho Chico.
Lembro-me dos versos do grande Vercillo.
Quando em nosso abraço se fez um Ciclo.
E eu só sinto.
Sinto por não ser o que ela queria, não ser o sonho dela, não ser dela pela eternidade e não sair desse labirinto.
Talvez um dia, quando eu for só um espírito.
Quando eu for um poliglota da carne, e saber ler as curvas da beldade que é aquele corpo, como um papiro.
Ou talvez, quando eu for um sábio, letrado, talvez de posses, um homem rico.
Quiçá, talvez, quando eu for um homem erudito..."
"Reflexivo, peguei-me a devanear sobre o que é o dia dos namorados.
Não obstante, em total ausência de certeza, não obtive em minhas reflexões um sentido claro.
Para mim, graças a ti, tal dia é dia de ser grato.
Grato por cada beijo, cada toque, cada abraço.
Grato por apaziguar um coração parvo.
Grato por fazer-me amar e ainda mais por me sentir amado.
Sou grato por cada olhar dos seus olhos negros, com brilho de céu estrelado.
Sou grato por ao tentar descrever-lhe, faltar palavras ao dicionário.
Pouco importa se o léxico me é algo vasto, ao fitar-lhe desaparece-me o vocabulário.
Eu, do hoje ao sempre, serei ao Logos totalmente grato.
Por a muito, ter visto-lhe em meus sonhos e como em tela, tê-la criado.
Sou grato a ti por ter juntado meus pedaços.
Hoje sou grato por ser dono da sua felicidade, dono do seu sono, dos seus cuidados.
Hoje sou grato por ser minha namorada e eu seu namorado.
Hoje sou grato por, ainda reflexivo, não conseguir explicar o que é, mas sentir o que é o dia dos namorados..." - EDSON, Wikney
"Eu dormia pensando naquilo, que poderíamos nos tornar.
Hoje, não durmo, refletindo sobre o que nos tornamos.
Longe de ti, cada piscar.
Parece-me, passou-se anos.
A ampulheta da vida, como areia, meu amor parece acabar.
O amor acaba, mas não terminam os encantos.
A saudade é profunda e me afogo nesse mar.
Talvez, hoje, eu já não esteja mais nos seus planos.
Sinto, que estou em um pesadelo, já não consigo acordar.
Ter você tornou-se somente sonhos.
Hoje, eu durmo pensando, naquilo que poderíamos nos tornar..." - EDSON, Wikney
"Certo dia, ela pediu-me, que eu escrevesse sobre ela.
Pensou que eu fosse um pintor da solidão, que escreve palavras, como pinceladas em tela.
Um trovador da dor, que entoa canções, ao lembrar dela.
Mal sabe ela.
O perigo dos meus escritos, sempre envolto em dor, uma pitada de amor e um todo de trevas.
Cada vez que escrevo, cada palavra escrita, cada maldição proferida, é uma cicatriz, que novamente tornou-se, uma ferida aberta.
Tentei escrever sobre a moça; não consegui, também, não consegui amar ela.
Meus escritos são minha prisão, onde vislumbro as grades, e a dona das chaves é Ela.
O que me mantém me vivo é lembrar Ela.
A minha tortura é lembrá-la e escrever, acerca dela.
Se as palavras são vento, então, por quê os meus escritos, como ventania, não me levaram para junto dela?
O que é a dor pr'um poeta?
Perguntas confusas, respostas incompletas.
Mente turva, escrevo-lhe mais uma, tomando mais um trago, sob a luz de velas.
No velório do nosso amor, éramos os únicos presentes; minhas lágrimas eram de pranto, as suas, de festa.
Inamável, desarrazoada, sem coração, megera.
Ofensas escusas, minhas escusas, por favor, releva.
Isso tudo não era sobre você, tentei falar da moça que me pedira uma homenagem singela.
Daquela, que certo dia pediu-me, para escrever sobre ela..." - EDSON, Wikney
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