Texto sobre Sonhos

Cerca de 7942 texto sobre Sonhos

SAUDADES

Meu amor
Tenho saudades...
De te observar.....
......
Tenho saudades.
De te tocar......
De te beijar.....
..........
Tenho saudades.
De te acariciar…
Do teu rosto....
.............
Tenho saudades.
Do teu cheiro.....
Do teu gosto.....
.......
Tenho saudades.
Da tua pele.....
Dos teus abraços…
..........
Tenho saudades.
Saudades de ti…
De estar contigo!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"UM NO OUTRO"

Se eu pudesse ter-te aqui na minha cama desfeita.
Desfeita do nosso desassossego sem destino.
Perduraria o meu amor no teu caminho
Estrada estreita.
Noite escura mal dormida
Na chegada, na partida de viver na ausência.
De tudo que nos faz sofrer
Vida refeita e vivida na conjugação de nós dois.
Desta paixão que arde no meu peito por ti.
Compasso e descompasso, feito por nós dois.
Num beijo prolongado
Calando a todos os feitiços lançados.
Numa utopia longa e prolongada de desejos
Feitos em sentimentos de um passado,
De um futuro cravado nas memórias do meu peito.
Clamo por ti todas as noites mal dormidas.
Saciadas por cada minuto que te chamo
Gritando de dor, as insônias da madrugada.
Palavras deitadas ao vento
Escritas na tempestade da minha alma.
Horas de sono perdidas, esperando a tua chegada
Tantas vezes desconcertantes.
Nas madrugadas cheias de orvalho
Nos desejos mais penetrantes.
Como uma chama que arde sem queimar.
Seremos sempre um no outro
Os nossos corpos estarão sempre moldados
Um do outro, no fim do caminho
Somos as linhas cruzadas do nosso próprio destino.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"OUTONO DE LETRAS"


Línguas de outono, arvores despidas folhas no chão
Escrevo palavras em forma de letras
Com o desejo do vento, que quer as folhas no chão
Gravo as palavras nas rotas dum livro, que quero navegar
Dito as cartas de uma cartografia doce da minha alma
Letras engarrafadas de teu amado corpo
Mar de gestos subtis nas ondas de ti em mim
Desejo-te como as raízes secas a pedir chuva no verão
Outono eterno, corpo desmaiado na memória das águas do passado
Eternos namorados nos vendavais das palavras que se cruzam
Nos teus dias e nos meus, onde não existe cegueira
Apenas sussurros, gemidos de desejos
Palavras sobre a língua do vinho fermentado
Suspiros recolhidos com o teu sorriso..
Rosmaninho doce do teu beijo, licores feitos com o nosso amor
Que bebo e de ti resguardo ainda as promessas por abrir..
Outono de línguas em forma de letras escritas no nosso pensamento
Letras engarrafadas que o vento deseja todas as folhas das árvores no chão!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ANALISE"

O poeta não sente dor mas finge que sente
Ao escrever rouba a dor e o amor que não sente
Não analise o que escrevo, por favor
Escrevo, simplesmente por escrever, este prazer de escrever
Um prazer tão elevado, não para editar ou para o exibir
Apenas só pelo simples prazer de escrever
Afinal escrever um poema é gerar um filho parido com amor e dor.
Escrever pelo prazer da escrita, o poeta não sente dor
Mas finge que sente ao escrever a dor e o amor que não sente.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Vai.

Viver é ir, de preferência adiante. De início, pequenos passos, e passos maiores quando possível. O caminho é de concreto, mas abstrato. É longo e curto. Há pedras, árvores e sonhos. E o medo. Agarrado ao balão azul, já não sei se é ele que me leva ou se sou eu que o arrasto. Deixo rastros invisíveis no chão, que só o amor vê. Ouço ecos de lamúrias e sorrisos, inclusive os meus. Viver é rir, de preferência radiante, mas também chorar. É falar, ouvir e calar. É caminhar, acreditando no impossível. É crer que os galhos que balançam sobre nossas cabeças são asas de anjos. Viver é caminhar no ar. E sentir. E ir, radiante.

Inserida por FrancismarPLeal

"ABAFADAS"

As palavras ficam abafadas
Pelo silêncio que invade a nossa vida
Neste mar revolto que acalma-me por dentro
Ondas salgadas de um beijo com tanto amor sem tormento
Que chora e desagua no meu peito com um doce olhar
Mar bárbaro e tantas vezes cruel...
Escrevo na areia uma palavra
Que o meu corpo é uma represa cheia de amor para dar
As palavras ficam presas...
Mesmo que tente apagar o que foi escrito
A vida prega-nos partidas e o silêncio fala mais alto
Momentos em que temos a lua, só para nós, que invade o nosso amor!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"FLORES"

Senhor, escuta as palavras de uma pobre mãe.
Que te agradece por tudo o que tens feito por ela.
Obrigado por me teres dado estes filhos lindos.
Que eu tanto amo, todos perfeitos e saudáveis.
Obrigado pelas flores que puseste no meu jardim.
Obrigado pelo jardim mais belo da minha vida.
Pelas sementes que no meu ventre germinaram com amor.
Oito flores que eu tanto amo, fortes e cheias de vida.
Flores que se espalharam e voaram pela vida fora
" obrigado"!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"GRITA AO VENTO"

Amor, meu amor, se precisares de mim.
Grita o meu nome ao vento, ele virá com o teu recado.
Ouvindo a tua voz com o gemido do tempo.
Fecho os meus olhos com uma música suave.
Acariciando-me com a dança dos teus, dos meus lábios.
Se precisares de mim meu amor grita
Grita o meu nome na tempestade do vento.
Ele virá com o teu recado, docemente sobre o meu rosto
Tu sabes que a minha alma chora de dor
Mas se não falo sobre isso, é porque o vento não deixa
A lua com medo da dor, esconde-se nas palavras cheias de amor.
As letras deitam-se de bruços na relva fresca.
Penduradas com o coração numa árvore estão os poemas.
Rosas fatigadas dos beijos abandonados.
Vento de duas cores, das sombras dos girassóis!
Meu amor, se precisares de mim, grita o meu nome ao vento
Ele virá com o teu recado, com o gemido do tempo.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Era uma vez...
Não é assim que começa uma história (ou estória?)?
Enquanto isso...É o que passa no seu desenrolar
Alegria, tristeza, glória, dor, encontros, desencontros, amizade, brigas,
amor , desamor, sonhos (muitos sonhos), pesadelos ...Enfim o importante é a busca pelo final feliz!
E viveram felizes para sempre...não é desta forma que termina a história?
Ou será que é o início de uma nova? Novos caminhos?
São todos estes questionamentos que faço quando chego ao final de um conto...de um livro!
A Felicidade será para sempre? Ou será que caminhamos sem saber para onde vamos?
Será que realmente ” Nós não precisamos saber aonde vamos...só precisamos ir”?
Estou acordado vou começar de novo...É uma vez...Sou desta vez...Serei desta vez...vou desta vez...Irei desta vez...Afinal acho que realmente não preciso saber aonde ir...só preciso ir!

Inserida por JUNIORFERINHA

"CABELOS"

Passo por este vale os versos que cantei na mocidade
Divinas mãos, flores de espanto pelos campos
Peito rasgado das lágrimas que vendi, dos desenganos
Graças infinitas deveras impenitente, favos de mel
Pedras no deserto, bravas luzes da troca
Fogo puro, do deserto, pela aldeia despovoada
Penitente doce que tocou com alegria
Peito que sangrava, pendura-se sem esperança
Consome com crueza a vaidade, derramada, resplandecente
Doce quietude de quem ama tanto que inflama
Sinto, suspiro, rego, colho, rezo
Planto os grandes vales com versos da nossa historia meu amor
Água que guia esta minha alma em lágrimas de dor banhada
Suspiro dos lírios nos meus cabelos
Que cobria-se de quem ama tanto, a quem tanto ama.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"FELIZ"

Eu só quero cantar a vida
Amar e saltar na chuva
............
Dançar sobre a areia da praia
Sentir a brisa quente do sol
.............
Não importa se é inverno ou verão
Não importa se é dia ou noite
............
Eu só quero cantar sobre a vida
Letras expressivas com emoção
...........
Palavras belas diz-se ao coração
Alegria de amor, dando luz, cor à paixão.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"CONTO DE OUTONO"

A chuva caia com imensa intensidade
A noite estava escura cheia de neblina
Como se não houvesse lua no céu
Ela estava perdida à procura do seu amado
Mas o seu amado não estava em lugar nenhum
O amor e a dor consumiam o seu coração
E uma parte dela morria
O seu amado havia levado essa parte com ele.
Ela não conseguia explicar a dor no seu peito
Chorava de saudade sangrando por dentro.
Pergunta ela porque o conheci?
Era uma simples noite de outono, numa simples festa
Num simples momento, um simples beijo
Coisas simples que foram o bastante para abrir um buraco
De esperança no seu coração para faze-la sofrer de amor
Ela fecha os olhos e pensa no seu amado
No dia em que se conheceram
Do primeiro abraço, do seu único beijo
Olhares profundos dentro dos olhos um do outro.
Uma lágrima desce vagarosamente pelo seu rosto
A dor que de repente a consome, simplesmente desaparece
Olhou para o passado para sentir o que viveu
Não no sentido de quem me dera voltar para trás
Mas apenas para perceber se valeu a pena amar tanto o seu amado!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"LIVRO FOLHEADO"


Outono quente de livro na mão
Caminho descalça pela areia fria da praia
Oiço o mar a desfalecer
Chorava o mar de amor nas vagas que batiam nas rochas
Naufrago das palavras entre os livros lidos
Livros folheados asfixiados de felicidade
Páginas rasgadas que tu talvez nunca conseguirás ler
Tatuagem esboçada inundada de harmonia
Letras desdobradas, incompreendidas mal amadas
Outono quente onde escondo a minha alma na gaveta da cômoda
E os meus olhos entre os livros no cesto do nosso quarto .!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"FOLHA"

Amo-te com as lágrimas da felicidade
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema
Com a saudade estas palavras que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo das horas que apoderam-se de mim
Escrevendo-te com a dor do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega, onde nos conjugamos
Nas lágrimas de dor convertidas em alegria
Feitas em dias, horas, minutos de felicidade
Sem limites onde juntos, juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia, mas nunca não irás ler
Porque rasgarei a folha, lançando-a ao vento
O malandro do vento trouxe de volta a folha com toda a felicidade!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

É assim que tem que acontecer.
- Sem pressa, a gente só tem que esperar a nossa vez, e torcer pra tudo dar certo quando a hora chegar.
- Sem pressão, a gente tem que viver a vida no ciclo natural, e fazer as coisas quando realmente acha que tem que fazer.
- Com sinceridade, ela muitas vezes machuca, mas é sempre o melhor caminho, ela liberta a todos, e mostra a verdadeira cara do sentimento.

Inserida por heitorlevinski

FLORES ROUCAS

Uma voz rouca que mortifica-se
Uma alma que pesa de um silêncio que grita.
Nas intrigas dos nossos pensamentos.
Silêncio onde guarda-nos o fardo da vida.
Rosa branca que murchou com o calor do sol
Só restam agora os espinhos de dor.
Ventos frios das luzes do palco que iluminam
Sobrevive quem tem a sorte de uma vida esmigalhada.
Canto triste de um lamento
voz rouca que pesa no silêncio.
Essência de uma alma das minhas belas camélias floridas.
Onde está a fragrância da flor, dos nossos anos perdidos.
O silêncio da nossa agonia ou talvez da nossa velhice.
A felicidade das nossas lembranças, das nossas memórias
São aquelas que não vivemos nem sentimos.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

JANELA E ALGUÉM


Alguém já escreveu que os olhos são a janela da alma.
Eu concordo com esta verdade
hoje eu acordei decidida a mudar
Passei a noite acordada
mais uma noite quente de outono maldita insônia
Maldito pesadelo
malditas ideias que me fazem questionar
as coisas que eu alguma vez
nunca quis questionar, deste mundo cada vez mais perverso, desumano e frio
Enfim resolvi reviver
os melhores momentos de nós os dois
dei-me conta de que já vivemos tantas coisas bonitas das coisas que já passámos
e por um instante dei-me conta a sorrir mesmo à gargalhada.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

CONTO "A VELHINHA TECIA,TECIA"


As suas mãos teciam numa noite
De inverno longa e fria
As serras cobriam-se de neve
O rio detinha-se congelado
Ela tecia o fio de lã
Como fios transparentes de seda
As folhas mudavam de cor das árvores quase despidas
Dentro de casa a lareira acesa
Ela continuava a tecer os fios finos de lã.
O seu amor era incondicional e divino
O que sentia pelos seus amados filhos.
Lá longe nas grandes cidades
Dizia ela os meus amores.
Docemente contemplava com fervor
O caminho entre as fragas.
Cheias de neve
Onde o peito tanto doía de saudades.
Aquelas saudades d`alma pura
De vários sentimentos que ardem no fogo.
Dentro de água que o gelo detinha e o rio não corria.
Vida estreita na vivência
Que ninguém duvide dos seus longos anos.
As suas mãos teciam a manta que lhe cobrira
O corpo como uma mortalha.
De bravura esta sua humilde vida sofrida
Onde rezava e colhia tantas bênçãos.
Do Senhor seu Deus
Tantos favores que Deus
Lhe dava pela sua perseverança
Pela fé que tinha mesmo nos dias de dor, de mágoa
Ela era sempre muito abençoada.
Ela dizia que Deus é o meu caminho
Sem ele não resta nada, só pó.
Tinha um coração de amor e sabedoria
Dizia ela que tinha aprendido com os seus pais.
Gente humilde, sábia, honesta
E muito respeitada pelo povo onde mora.
Está uma noite de inverno fria e longa
Ela continuava a tecer com os fios fininhos de lã
Da sua mortalha ao pé da lareira
Estava contente
Sentia-se feliz porque sabe que Deus
Ira chamá-la em breve.
A qualquer hora , dizia tenho que acabar
Estou nesta empreitada à quase 80 anos.
Estou muito feliz por que Deus
vai estar à minha espera
Bendita senhora já tão velhinha
Benditos os lírios do campo
E todas as flores silvestres.
Só Deus cuida delas
Como cuidou de mim estes anos todos.
Benditos todos os meus filhos que pari
Com muitas lágrimas de dor.
Com sabor a mel que era amor
Tecia tecia os fios de lã, finos fios como seda.
Rezava, rezava, tecia e dizia a Deus
Senhor está quase pronta a minha mortalha.
Que me cobrirá ao encontro marcado
Contigo quando chegar a hora.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

Pé descalço, coração de pedra magoado
Que cega esta nossa
Mais que nossa idolatria
Voluntária morte
Esta mortal vida,mal vivida
Onde deixamos reinar a tirania
Tão mal servida
Que bravas águas
Lágrimas no oceano profundo
Perdidas e esquecidas
Que chorei na mocidade
Daquelas que já foram celebradas
Noutra idade
Relembradas em liberdade
Sentidas de bravura
Águas claras
Mostrai-vos tão nossas conquistadas
Da memória antiga
Pé descalço e já magoado
Quando não poder ser amado
O canto das aves
Alegraram o meu pensamento
E o meu ouvido
O perfume das flores
Mostraram-me o céu na terra
Vivo isento e pobre sem abalar
O sentimento da fraca
Humanidade que se vive neste mundo
Cada vez mais frio
De calor humano
Pé descalço e magoado dos caminhos
Onde o mais escuro é claro
O mais leve é pesado
O mais brando é duro
Como as fragas das serras
De giestas, estevas.
Que cega esta nossa idolatria
Desta nossa voluntária morte
Sem viver a mortal vida
Reinando a tirania
Fechando os olhos
De sermos mal servidos
Pé descalço, magoado coração de pedra!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

UM CONTO "HOMEM SÓ, JÁ NÃO"

Homem deixado entregue ao seu destino
roto quase despido, tinha chorado, tinha gemido.
Já tinha fugido das responsabilidades, tantas vezes do tempo
Da verde eufórica mocidade, agora já na madura velhice
O gosto falso de uma caminhada dada na verde preguiça,
Onde quis fortalecer a fraqueza da solitária serra
Mora nos bosques repletos de diversidades, nos rochedos nas grutas
Com o seu fiel amigo, um lobo abandonado
Por um caçador repugnante que tantas vezes batia no lobo indefeso
Como nos cães que ele tinha e tem
Caçavam juntos o homem sem nome,
Ele não gosta nem de lembrar o seu passado
Apenas o presente numa terra agreste dura
Fugia das pessoas que o olhavam de lado chamando-lhe louco
Coitado diziam, mal sabiam
Que era mais feliz numa gruta na serra
Do que com um bom carro que tinha
Um Audi topo de gama, uma casa na zona mais cara de Lisboa.
Mas não era feliz, encontrou a felicidade quando o deixaram
O roubaram, entregue a si próprio no meio do Monsanto,
Roto quase despido e revoltado
Quando deu-se por ela era um sem abrigo triste e solitário.
Resolveu fugir da cidade para o campo
E foi quando começou a viver nas grutas das serras
Enfiados nos rochedos, nas fragas
Foi quando viu um animal quase morto cheio de feridas
Não deixava ninguém aproximar-se dele
Estava moribundo mas tinha garra
Afinal era um animal selvagem
Domesticado por um verdadeiro animal o seu dono
Um caçador que o tinha roubado à sua pobre mãe loba, coitada
Lentamente começou a aproximar-se, mas o lobo uivava
Ele com calma foi ganhando confiança
O lobo começou a baixar a guarda, estava tão ferido que metia dó
Mas devagarinho conseguiu aproximar-se dele
Tinha caçado um coelho selvagem
Coitado nunca tinha comido carne crua
Era repugnante dizia ele em pensamento, comer a carne crua
Mas o amor que ele tinha por aquele animal ferido
Era tanto que nunca tinha sentido por ninguém
Era uma mistura de sentimentos desconhecidos dele até então
Repartiram a carne entre os dois e a confiança estabeleceu-se
Ele conseguiu agarrar-se ao lobo que ainda o abocanhou
não o mordeu, aceitou o abraço de um homem que não conhecia
Afinal o antigo dono nunca o tinha abraçado
Só lhe batia como batia nos seus cães o caçador era um homem rude
Talvez sem instrução coitado não é desculpa mas enfim
O lobo tinha ganho um amigo, o homem tinha ganho
Mais uma razão de continuar o seu destino
Já não estava sozinho tinha um fiel amigo, o lobo.
Andam assim os dois pelas serras, montes
Bosques, rochedos, fragas e grutas do nosso amado Portugal!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro