Texto Sobre Silêncio
Medo de Ser Esquecido
por Marcos, escritor da literatura brasileira
No silêncio do peito bate um tambor,
eco de um medo antigo, disfarçado em amor.
O homem calado, o copo na mão,
esconde a insegurança em falsa razão.
Acha que vai ser trocado,
por alguém mais novo, mais ousado.
Mas não vê que o amor não se mede na idade,
e sim na alma, na cumplicidade.
Falta coragem de se mostrar frágil,
de dizer: "Eu tenho medo de não ser mais ágil."
Chora por dentro, mas ninguém vê,
vira tempestade pra não se perder.
A bebida embriaga, mas não apaga,
a dor da mente que sempre divaga.
Fica agressivo, grita, se fecha,
mas tudo isso é só a alma que se queixa.
Homem que ama, também sente frio,
mas prefere o orgulho ao desafio.
E no fundo, só quer ser amado,
sem o risco de ser trocado.
Paz e Silêncio
Há um tipo de silêncio que ensurdece.
Não por falta de som, mas pelo excesso de vozes dentro.
Pensamentos gritam, lembranças batem portas, dúvidas arrastam correntes.
Eu chamo isso de silêncio!
A paz não mora na ausência de barulho, ela nasce da reconciliação com ele.
Paz é o momento em que o tumulto interno, perde o direito de nos governar.
É quando escutamos o que nos habita sem precisar fugir.
Muitos se calam por medo, outros por cansaço.
Poucos se calam por sabedoria porque o verdadeiro silêncio não é o vazio, é o eco do que foi compreendido.
A mente não se cala fácil, ela sussurra erros antigos, repete cenários, acusa, justifica, teme.
Mas há um instante raro, aquele em que até o medo se curva.
Nesse instante, não há vitória, não há derrota.
Apenas…
Paz.
E então percebemos:
o barulho nunca foi o inimigo.
A fuga, sim.
By. Prof. Cranon
Luz e Escuridão
No princípio, não havia trevas.
Havia o silêncio — e o desconhecido.
A luz veio depois.
Mas quem ousa dizer que ela foi a salvação?
Talvez a escuridão não seja ausência,
mas o útero do que ainda não nasceu.
A luz revela, sim.
Mas revela o que os olhos suportam.
E o que queima demais, cega.
Há quem tema o escuro —mas nunca o questionou.
Talvez o medo venha não do que ele é,
mas do que ele impede de controlar.
Na luz, tudo se expõe.
Na escuridão, tudo se escuta.
Há sabedoria nos olhos que brilham,mas há sabedoria mais antiga nos olhos que se fecham.
Quem acende uma vela pode afastar as sombras,
mas também pode criar outras.
A pergunta não é:
“Você prefere luz ou escuridão?”
A pergunta é:
“Você sabe quem você é quando a luz se apaga?”
By. Prof. Cranon
Noite e dia...
Quando se faz o silêncio
Na densa noite sombria,
Tudo para nessa hora
Até que amanhece o dia.
E na escuridão da noite
-Somente o clarão dos faróis.
Se uma agulha cair no chão
Ouço um barulho, refrão,
Em silêncio nesta hora.
A noite não é vazia
É apenas escuridão.
Quem tem medo do escuro
Não sai sozinho é inseguro,
E não tira os pés do chão.
-Tem gente que prefere a noite,
-Tem gente que prefere o dia,
Na verdade companheiros
Tem dia e noite o ano inteiro,
O tempo não pode parar.
O SILÊNCIO DA NOITE
Autora: Profª Lourdes Duarte
Com o cair da noite o sol candidamente esmaece
Tomba a névoa da tarde, o ar sereno enlanguesce
Nuvens acobreadas em fogo se tornam densas,
A luz crepuscular com seus raios brilhantes
Faz o cair da noite mais romântica e bela.
Estrelas anunciam o anoitecer
logo vem a lua se resplandecer
Tão cintilante quanto o crepúsculo
Cor de prata, desmaia no azul infinito do céu
A brilhar, com seu manto sagrado.
Houve um êxodo, estranho, as vivendas fechadas
No jardim, soluça um repuxo sonoro dos passarinhos
O silêncio da noite, a terra mais vazia, anoitece
Contemplando ao longe, esplêndidas luzes
De estrelas que brilham no firmamento.
Com a noite serena, meus pensamentos,
Despiu -se de um dia que se foi.
A cismar, a indagar intimamente,
Como será o novo dia que amanhece.
***
Como diz Vinicius de Moraes,
“Nada renasce antes que se acabe. E o sol que desponta tem que anoitecer”.
Nostalgia.
Mar,
Quando ouço tua voz,
Sinto teu cheiro,
O barulho do silêncio,
Imensidão,
Vasto azul,
Oceano,
Nuvens rabiscadas,
Pincel rebuscado do Criador,
Aliás,
Lá não existe dor,
Prazer e brisa são comparsas,
Presença que marca,
Os pelos arrepiam ao calor como um abraço,
Sinto-me Tua,
Nada sou,,
Embora seja Tua,
Partícula,
Particularidade,
Tua.
Universo.
1 ago.21
no silêncio metamórfico das rochas
irrompendo do solo como um trovão
o tímido ladrar canino da alcateia
constitui o único vestígio humano
abandono absoluto no tempo presente.
homens íngremes de outrora ergueram
na imponente altura dos mistérios
cruzes dispersas como faróis acesos
liturgia imóvel dos mil cataventos
apontando ao destino o seu caminho.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "aldeia dos cães")
"Conheço"
Observo atento em como as coisas são.
Coisas que sempre vão no silêncio.
Se desfazem sem querer se despedir
nem te ouvir, mas eu tento.
Como não as vê consumindo teu tempo?
Amenizas com a máscara do sorrir?
Cada pequeno pedaço desse pensamento
me deixa sem um argumento.
Quão louco para deixares eles ir.
Meu ódio pelo memorando de rótulos
sem parecer pouco então para crer
"Se envolver com cada momento"
Repito isso sempre que lembro sem querer.
Pois vejo o seu sofrimento
ir além do que você aguenta a muito tempo.
A leveza de ser sem entender
reaver o que não teve pra nunca esquecer.
Suporta a lembrança do que nunca vê.
Amassa a esperança na cláusula do querer.
Pois,
Ama-la cansa.
Não me repreendo por meu sorriso ser o mesmo motivo do meu sofrimento.
Então aguento.
Vejo que em um beijo por trás do olho que envolto a contornos há a pessoa que eu conheço e afirmo a mim mesmo:
Eu desejo.
O SILÊNCIO! -Autor: Paulo Silveira
O silêncio...
Mantém a sua mente quieta;
Sua concentração ativa...
Sua observação sempre alerta!
O silêncio mantém a discrição;
A sua estratégia em ação;
Sua paz e equilíbrio...
Através do trabalho e da sua intuição!
O silêncio te mantém em paz consigo;
Faz perseverar com otimismo;
Leal e perceptivo... Além de:
Preservar ideais, e amigos!
Autor: Paulo Silveira
@realpaulosilveira
Amor-próprio
Despida do medo
Ela acordou sol
Despida do silêncio
Acordou poema
Despida do deserto
Acordou asas
Despida do tormento
Acordou por dentro
Despida da chuva
Acordou arco-íris
Despida do mar
Acordou lua
Despida da noite
Acordou iluminada
Só assim, despida dos padrões
Acordou livre
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 22/08/2021 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
O coração é terra que ninguém vê.
A lágrima que cai
Veio do meu olhar...
No silêncio profundo
Hoje eu me ouço
Em meus devaneios.
Vivo na espera.
Quando chega o novo dia.
Algo vai me trazendo inspirações.
Em profundas emoções.
Sinto dentro do meu ser
Sana conciencia que vai desabando minhas ilusões.
No voar da borboleta....
Parece arrancar pedaços de mim.
Me deixando incompleto...
Que ainda irei sonhar
Aquele sonhado poema
Do eterno amor de um coração,
Que é terra que ninguém vê...
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
PEQUENAS COISAS
O silêncio não fala, ele não grita e nem resmunga…
Apenas está ali como o melhor dom, melhor presente derramado entre nós…
é a marca do paraíso que Deus dá…
Tu és a marca no meu peito desse silêncio que morde e arde devagarinho.
O sol quente nossos olhos se viram à primeira vez e tímidos adormeceram...
Dos lábios foi um meio sorriso de palavras tímidas...
Em mim pairava sensação de um sorriso e as primaveras se repetiam dentro da sua estação.
Sinto falta do que não me deste, seu calor e sua loucura humana…
Essa ausência geradora de um vazio precisava ser preenchido.
As vezes lembra momentos sólidos que ficamos ali sentados ao lado do outro no sofá.
Esperando nada só sua presença ocupava todo espaço do meus pensamentos morais.
E como era difícil sustentar a virtude e manter a serenidade mais casta.
Pôr pura liberdade ou seja uma simples quimera…
Apenas para se encontrar com a vida sem questionar os pecados.
Não se sabe de quantas utopias se pinta uma historia verdadeira.
Os momentos fazem perguntas ofereço verdades que eu acredito e não muito católicas.
Talvez meus instintos são apenas de borboletas que após tocar a flor apenas deseja voar para não ofuscar sua beleza…
Somos garimpeiros de diamantes íntegros que sabe eternizar um momento apenas com o olhar que flutuam entre as estrelas e o cosmo. Aquele beijo não foi correspondido...
O coração como ampola vendo e sentido a areia do tempo se desgastarem.
Diferente quem fez do seu tempo uma real experiência do quê deixou na fantasia os beijos que são nada mais...
Embora seus desejos é serpente de duas cabeças mas sua vontade ė trevo de quatro folha feliz quem encontrou...
E tudo isto para o coração pode lembrar lágrimas mas não tempo perdido.
Mas quem sabe as nossas mãos se toquem um dia porque o destino não é de ninguém... e o tempo não passa de uma montanha russa...
E o nosso corpo dance a mais doce melodia de uma canção chamada esperança adormecida no tempo e na alma.
E nesta vida talvez nos amemos por seriedade do destino, ou apenas para ser cumprir a estória de duas vidas.
BEBO O TEU AMOR
Bebo o sumo do teu amor
Nas palavras que o silêncio
Nos vai dizendo
Bebo a seiva do teu olhar
Nos nossos gestos de ternura
Bebo o sumo do teu corpo
Neste encontro das nossas almas
Bebo em ti a paz que habita
Nos nossos corações
No deleito do teu canto
Bebo em cada dia, cada noite
Os frutos maduros fecundados
Pelo orvalho na subtileza
De cada gesto teu, em mim.
Para as calúnias - Silêncio!
Para as fofocas - desprezo!
Para as pessoas "maldosas" - desejo de coração em dobro tudo que desejaram para mim 😘
Para as pessoas boas 😘 AMOR!
Para meus amigos - lealdade!
Para cada lágrima - sorrisos!
Para cada sonho - lutas!
E para todos nós: QUE POSSAMOS COLHER O QUE PLANTAMOS!
Eu confio nas minhas sementes.
Por isso que para as pessoas de bem... a vida presenteia com noites de paz!
Deborah Surian
Ele é arte
Da barba aos cabelos
Do silêncio ao vinho
Do olhar ao sorriso
Da fala ao carinho
Da coragem ao coração
Do abraço ao beijo
Do sonhos ao transbordar
Do poema ao desejo
De fato, na parte que importa
Tem a arte de ser perfeito...
Uma boca que prende
Um olhar que solta
Um abraço que me rende
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 13/09/2021 às 23:20 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
"No silêncio Deus fala"
No silêncio Deus fala
No silêncio eu o escuto
No silêncio me embala
No silêncio eu luto.
No silêncio eu chorei
No silêncio eu sorri
No silêncio eu tanto amei
No silêncio rejuvenesci.
No silêncio eu encanto
No silêncio eu abraço
No silêncio eu canto
No silêncio eu traço.
No silêncio eu semeio
No silêncio eu calo
No silêncio eu premeio
No silêncio eu falo.
PERMANÊNCIA
A angústia do isolamento,
A ausência
E o silêncio
Compõem
O instante difícil,
Hiato indecifrado,
Entre o passado
E o futuro.
Não há impermanência na vida.
Por mais duro que seja o momento,
Nela tudo é permanente,
Como a esperança,
Sentimento superior,
Abrigada na Consciência,
Do existir a sua essência.
Atravessada a tormenta,
A alma alegre e desperta
Ressurgirá sedenta
Liberta,
A sobreviver,
Continuar a sonhar,
Neste novo ser,
Que superou a dor,
E continuou,
Caminhou.
DUALIDADE
Às vezes sou um verso inacabado
Em outras um poema inteiro
Sou silêncio
Também sou grito
Há dias que sou apenas uma nota
Em outros uma sinfonia
Posso ser cinza
Colorida
Nua
Ou vestida
Às vezes sou jardim
Ou só um botão
Acho que é melhor assim
Morreria se coubesse em um padrão.
Busco caminhos de uma chegada infinita,
Pra preencher meu vazio existencial.
Silêncio cortante e mudos apelos,
Meu querer são jóias verdes,
Em tons de folhas ressecadas.
💫
Transtorno de pensamentos desencontrados.
São emoções constantes, sem trégua!
É fera que rasga a pele, sem compaixão,
Por puro extinto de ser ou prazer.
💦
É ânsia de uma vontade que não cessa.
A sede do seu beijo que mata.
Um querer desaguando,
As margens de um olhar fixo,
Em sua imagem.
💫
Um sublime sentimento.
Solidão em desalento.
Um coração amável, suave...
Na ternura seus olhos marcantes,
Quero mergulhar.
💦
E Subitamente sou inundada
por Correntezas salgadas.
Tsunami de uma insana paixão.
Foi um simples querer.
Um desejo sutil.
Por um amor irreal.
De uma lembrança ou sonho me invadiu.
SONETO TÍBIO
Esqueça, te esquecerei. Qual a serventia?
Duma palavra, um oi, o silêncio e pranto
Te amei, gostava tanto, mas o encanto
Na sua ausência tornou-se sensação fria
Sabíamos que tudo acabaria, certo dia
Ou não, no entanto, pra que o espanto
Dum não, se não mais importa quanto
Se já na estranheza está a companhia
Então, neste soneto tíbio, um desejo
Se não vendo você, nada mais vejo
Ou sinto, bom, é não mais nos ver!
Assim, cada qual anda por sua vida
Se já teve a despedida, comovida
Não tem como perder no não ter....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/12/ 2020, 09’03” – Triângulo Mineiro
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