Texto Sobre Silêncio
Reflexões da Noite
À noite, uso o silêncio para refletir.
Refletir sobre os caminhos que devo seguir.
Sigo meus passos firmes,
em direção ao amanhecer que, um dia, sei que vou alcançar.
E quando esse amanhecer chegar,
com ele virá minha evolução.
Prosseguirei em minha busca constante:
crescer, progredir e expandir meus sonhos e ideais.
Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada
Tenha fé, Deus está te conduzindo, mesmo quando tudo parece em silêncio. Ele te toca, onde ninguém mais alcança. Todas as orações sussurradas com o coração cansado, nenhuma delas foi em vão. Há caminhos sendo abertos onde seus olhos ainda não enxergam. Há promessas sendo reveladas no tempo divino. As portas que se fecharam? Foram as mãos de Deus te protegendo. Aquilo que não deu certo? Foi Deus desviando de tudo que poderia te ferir. E a espera longa, por vezes dolorosa? É o tempo de Deus preparando e amadurecendo a sua fé. Você não está sem rumo, você está sendo guiado. Nada saiu do controle, mesmo quando tudo parece fora do lugar.
Deus não improvisa a sua história. Ele escreve com perfeição. E o que Ele prometeu, Ele vai cumprir.
Quando o silêncio revela a verdade que o mundo não vê
“Corremos atrás do que já temos e esquecemos de ser o que já somos.
A pressa nos afasta do agora, onde habita a essência que buscamos.
O mundo grita, mas a verdade sussurra no silêncio de um coração atento.
No silêncio profundo, o Espírito revela o que mil palavras não alcançam.
Ouvir é mais divino que falar — e estar presente é mais sagrado que conquistar.”
SiLênCiO AtíPiCo
Frase curta e potente que carrega o contraste entre o barulho interno e o silêncio inesperado e que diz tanto sobre quem carrega o mundo por dentro.
Quem é atípico, provavelmente sente, pensa e percebe com muita intensidade — e quando se cala, esse silêncio vira quase um manifesto. É como se a alma, por um instante, recolhesse suas asas pra escutar o que o seu mundo interior tem a manifestar.
Esse "silêncio atípico" pode ser um grito invertido, uma pausa pra ressignificar, uma proteção diante de ausências, uma máscara diante do abandono de si mesmo e de quem muitas vezes está ali mas nem sempre quer ficar.
Sangue em Silêncio
Quero rasgar a pele,
abrir fendas onde a alma sangra em segredo.
Cada corte é um grito mudo,
um pacto silencioso com a escuridão que me habita.
Não é só dor física
é o vazio que corrói,
o peso da ausência que não cabe no peito,
é o eco das palavras que nunca chegaram,
das mãos que não seguraram.
Sou terra partida,
fragmentos que caem,
cacos de um ser que não sabe como se recompor.
Na lâmina, encontro a agulha que fura a névoa,
a única verdade tangível neste mundo insano.
O sangue escorre
vermelho, quente, real.
É o meu grito sem voz,
a minha resistência à anestesia da dor sem nome.
Mas mesmo nesse abismo,
há um fio frágil, quase invisível,
que prende o caos ao desejo de existir
uma luta sangrenta, feroz,
entre o desespero e a esperança que insiste.
Vontade que arde
No silêncio escuro da mente,
uma chama que queima sem parar,
a pele pede o corte urgente,
mas a alma quer se salvar.
É dor profunda, grito calado,
um peso que sufoca o ar,
um impulso que deixa marcado,
mas que busca se libertar.
No sangue, o lamento contido,
na sombra, o medo de existir,
mas mesmo ferido, perdido,
a esperança insiste em resistir.
Fagulha.
Uma fagulha,
Cai do teto,
O fogo do silêncio que consome no ócio,
Não apagou,
Na força do pensamento que não compensa a lembrança,
E o sufoco?
É uma pedra na janela,
Quebrou, sem eu lançar,
Mas, quem foi?
Também não pude alcançar,
Logo agora que só sei voar,
Olhar,
Atento,
A dentro,
No lindo concerto intrínseco que ninguém ouviu.
NOITE DE INVERNO
O silêncio que perturbava a névoa
Trazia o mundo nas costas
De uma noite sombria e sem vida
Os ponteiros giravam em prol do destino
Que atormentava o homem na sacada
Fumando um cigarro e arfando problemas
Só mais uma noite comum de inverno
Em uma pequena cidade do século XXI.
Apago, Reescrevo
Ergo o rosto, encaro o espelho.
Estranho reflexo:
olhos gastos de silêncio,
boca árida de palavras,
nariz vermelho de cansaço.
Mas...
não é assim que me enxergo.
De novo,
me aproximo, me olho no espelho.
Curioso retrato:
um homem de terno e brilho,
bolsos cheios,
passos firmes,
destino herdado.
Ah…
quem me dera ter nascido herdeiro.
Mais uma vez.
Me ergo.
Me busco no espelho.
E me pergunto, em silêncio:
quem sou, quando ninguém está olhando?
Ah, meu amor, eu digo
Que o silêncio fala mais que muitos
Ah, meu amor, contigo
Carrego toda a imensidão
Vem de me esquentar,
Florescer, florescerá
E que se vem, me andará,
E nos andares pulará
Transcender,
Cantar,
Encantar....
Nos seus olhos a tristeza,
Que de em mim a certeza,
Que consigo andar....
Ah, meu amor, pra quê? Essa tristeza
Em seu corpo há o que reina?
Não há morte,
Nem escuridão no sol
Não há vida,
Nem luz da lua no dia...
Pois, o por da vida,
Clareia mais que a dor
Meu amor...
Relato: Meu Pai e o Silêncio das Palavras Escritas
Meu pai é pedreiro. Um homem de mãos firmes, calejadas pelo tempo e pelo trabalho, mas de um coração imenso, onde sempre couberam todos nós, seus filhos. Cresci vendo nele um exemplo de dignidade e esforço, mesmo sem saber, por muito tempo, que ele carregava consigo uma ausência dolorosa: a de não ter sido alfabetizado.
Ele sempre viveu bem, dentro do possível. Cumpria seus deveres com dignidade, ria com facilidade e fazia da simplicidade sua maior riqueza. Mas havia algo que o limitava — o mundo das palavras escritas. Ler um bilhete, uma receita, um endereço... tudo isso exigia ajuda. E ele pedia, com naturalidade, mas também com aquele olhar que escondia algo mais: a falta de uma oportunidade que a vida lhe negou cedo demais.
Lembro de um dia em especial. Na correria da rotina, mandei uma mensagem de texto pelo WhatsApp. Algo simples, rápido, como fazemos com qualquer pessoa. Minutos depois, ele me respondeu com um áudio. A voz dele, firme, disse com doçura e um leve constrangimento: “Filho, fala por áudio, por favor... seu pai não sei ler.”
Foi como um soco silencioso no peito. Eu sempre soube, mas naquele momento, ouvir da boca dele foi diferente. Doeu. Doeu por ele. Por tudo que ele poderia ter vivido se a educação tivesse chegado a tempo. Ele não teve escolha. Precisou largar tudo muito cedo para assumir responsabilidades de gente grande — cuidar da família, trabalhar, garantir o pão.
Mesmo sem ter lido uma só linha de Machado de Assis ou escrito uma carta de próprio punho, meu pai me ensinou lições que livro nenhum traz: sobre coragem, humildade, força e amor. Seu analfabetismo nunca foi sinônimo de ignorância, mas de uma sociedade que ainda falha em garantir a todos o direito de aprender.
Hoje, mais do que nunca, acredito que lutar pela alfabetização de jovens, adultos e idosos é também honrar a história de milhares de “pais” como o meu, que mesmo sem saber ler, escreveram com suor a própria vida.
o caminho que me leva a você
Onde o silêncio reina,
o tempo não tem vez.
Me despeço dos minutos
ao refletir
na solidão de meus pensamentos vazios.
As horas se tornam uma eternidade,
mas sem ninguém para compartilhar,
o que me resta é sonhar.
Ouço tua voz chamando-me há anos,
corro ao teu encontro
na esperança de um dia
poder te encontrar.
Mas o que fazer,
se o caminho a seguir
é aquele onde tantos se perdem?
Não me perco,
me encontro
afogado no "auto" mar,
com o sussurro dos ventos
conversando com o mar.
As ondas se abrem para, enfim, te encontrar.
Num profundo mergulho,
a esperança toma vez.
No reflexo das águas,
uma imagem reluz,
como uma luz a me cegar:
uma estrela brilhante,
o aquecer em tardes frias,
um segredo que eu queria guardar —
o sentimento de preenchimento que emerge,
clareando a escuridão do oceano,
o mistério em pessoa,
uma promessa a zelar.
Era você.
' SILENCIOSAMENTE '
Amo no silêncio do meu coração,
Como abelha colhe néctar da flor,
Sob a luz da Lua te amo no clarão,
Não sei o que é, se isso não for amor.
Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente No exato presente ontem e agora .
Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .
Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te não terei sua rejeição
Como a a lua e o sol
Que jamais se encontrarão .
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a Lei -9.610/98
O Sabão e o Silêncio das Pequenas Revoluções
O sabão, simples e comum nos olhos de quem tem tudo, é quase mágico nas mãos de quem tem pouco. Em muitas famílias africanas, ele não é apenas um produto de limpeza, é um símbolo de transformação silenciosa, uma revolução embalada em espuma.
Com ele, mães lavam a roupa dos filhos e, ao mesmo tempo, lavam a poeira da desigualdade. Com ele, crianças tomam banho antes de ir à escola, carregando consigo não apenas o cheiro da limpeza, mas também a dignidade que a sociedade tantas vezes lhes nega. O sabão limpa, mas também cura: previne doenças, protege corpos frágeis, restaura autoestima.
Talvez seja por isso que se diga que ele “faz maravilhas”. Porque, onde falta quase tudo, até o mínimo vira milagre. Enquanto em algumas partes do mundo se discute qual marca de sabonete é mais perfumada, em outras, comemora-se simplesmente tê-lo. Ali, o sabão é ouro branco não pelo valor que tem nas prateleiras, mas pelo impacto que gera nas vidas.
E essa constatação dói.
Dói porque nos lembra que há famílias para quem um pedaço de sabão é a linha tênue entre saúde e doença, entre dignidade e abandono. Dói porque escancara um mundo onde a normalidade de uns é o luxo de outros.
Talvez seja hora de olhar com mais atenção para essas maravilhas discretas. De enxergar que o verdadeiro progresso não está apenas em construir arranha-céus, mas em garantir que todas as famílias em qualquer canto do mundo tenham o básico para viver com dignidade. Porque enquanto o sabão for considerado um milagre, ainda teremos muito por fazer.
Aos Finados
Hoje é um dia de silêncio profundo, de lembranças que apertam o peito e nos fazem refletir sobre a vida. É um dia em que ficamos mais calados, recolhidos em nossos pensamentos, recordando pessoas que foram importantes: familiares, amigos, conhecidos — e até aqueles que não tivemos a chance de conhecer, mas que marcaram nossa história de alguma forma.
Lembramos com carinho de pessoas maravilhosas com quem compartilhamos pouco ou muito tempo; daqueles que prometeram voltar, mas nunca mais apareceram; e até dos que chegamos tarde demais para conhecer. Ainda assim, todos eles vivem para sempre em nossas memórias.
A morte é o destino que chega sem ser chamado e do qual ninguém pode escapar. Mas, em vez de chorar por quem já está junto de Deus, agradeça pelos momentos felizes que viveram juntos. Honre essa pessoa lembrando o quanto ela foi importante em sua vida.
Cada religião e crença interpreta este dia de forma diferente — e tudo bem. O que une todos nós é a saudade e a gratidão por aqueles que partiram.
Essa dor nunca vai embora por completo, mas ela nos faz lembrar do valor de quem amamos. Nossa eterna gratidão a familiares, amigos, colegas, conhecidos, até mesmo àqueles que não chegamos a conhecer, e aos nossos queridos animais, que também deixaram saudade.
Muito obrigado por tudo que representaram em nossas vidas.
Sou Africano
Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.
Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.
Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.
Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.
Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.
Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Amei-te, mulher Africana
Amei-te, mulher africana,
Com os olhos da alma desperta,
No silêncio do vento da minha alma,
Na dança da lua tão certa.
Amei-te no cheiro da terra molhada,
No batuque antigo do tambor,
Na lágrima firme, não derramada,
Na raiz do teu imenso amor.
Vi em ti a mãe, a guerreira,
A semente que nunca descansa,
A palavra forte, verdadeira,
A chama viva da esperança.
Teu cabelo é coroa de história,
Cada cacho, um tempo guardado,
Teu corpo, escultura da glória,
Teu sorriso, um mundo sagrado.
Amei-te quando o mundo calava,
E tu ergueste a voz sem temor.
Quando a dor da história pesava,
E tu respondias com flor.
Foste rio, montanha e caminho,
Foste sol que insiste em brilhar.
Mesmo só, nunca foste sozinha,
Pois tua alma nasceu pra lutar.
Mulher africana, essência de vida,
Tua presença é canto ancestral.
És cicatriz, mas também ferida,
És revolução sem igual.
Amei-te… e amo ainda, eternamente,
Pois em ti, pulsa a origem do ser.
Na tua força que cala e sente,
Descobri o que é renascer.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Silêncio
No silêncio da estrada vazia,
Há um rosto oculto de mulher,
E na estrada da sintonia,
O que de fato agente quer.
Em um céu que se abre sereno,
Embalada por uma brisa que nos deixa pleno,
Surge um brilho no fim do horizonte,
Como se fosse um belo diamante.
Sei que sou apenas um passageiro,
Nessa grande nave chamada vida,
Não serei o último e nem o primeiro,
Apenas um intervalo de subidas e descidas.
O mundo às vezes é cruel,
E mais amargo do que fel,
Mas devemos sempre insistir,
Pois a recompensa há de vir.
Lourival Alves
"O Silêncio do Desperto"
Há aqueles que vivem de olhos abertos, mas jamais enxergam..
Repetem gestos, falas e crenças como marionetes presas ao script do mundo..
Comem o que o vício serve, amam como o medo permite,
gritam alto para calar a verdade que não suportam ouvir..
Mas em meio à névoa...
Surge alguém que vê..
Não com os olhos..
Mas com a alma desperta, com o coração que já apanhou do mundo e decidiu não ser igual..
Ele nasce do cansaço das mentiras..
Do eco das palavras que ouviu de uma mãe ferida,
de um pai ausente, de um mundo que confundiu amor com obrigação,
e disciplina com arrogância..
Ele se levanta, silencioso, como um monge entre gladiadores..
Treina quando todos dormem ou descansam..
Come com consciência..
Corre como se fugisse do passado e avançasse para um futuro que ele mesmo construiu..
E ele tenta falar, e mostrar a verdade..
O caminho correto..
Tenta mostrar que desligou o celular não por controle,
mas por cuidado..
Que comer melhor não é frescura,
é afeto consigo mesmo..
Que corrigir não é atacar,
é amar com coragem..
Mas cada palavra sua ecoa como ameaça aos que estão acorrentados emocionalmente…
Porque ele carrega um espelho..
E o espelho nunca perdoa..
Refletindo o que eles poderiam fazer, mas recusam e desistem todos os dias..
Então ele cala..
Não como quem desiste,
mas como quem entende..
"Não desperta quem ainda sonha com o conforto da mentira.."
E naquele silêncio que o mundo chama de frieza ou tristeza,
ele constrói um templo interior..
Feito de aço e sensibilidade..
De músculos e compaixão..
De disciplina e ternura..
Ele não é perfeito —
mas é real..
Não busca um trono,
mas honra..
Não quer seguidores,
mas luz..
E se perguntarem por que ele não se mistura,
por que observa tanto,
por que parece sempre tão fora do ritmo das conversas rasas —
é porque ele saiu do script..
Deixou de ser NPC,
e se tornou o jogador..
Não do jogo dos outros..
Mas do seu próprio caminho..
E se um dia o chamarem de louco, ingrato ou frio...
Ele sorrirá com a tranquilidade de quem sabe:
É melhor ser sóbrio em um mundo embriagado de ilusões,
do que dormir eternamente no berço das mentiras..
Porque o amor verdadeiro começa no silêncio de quem se conhece..
E se transforma,
mesmo que ninguém veja..
Oração Mística da Luz Viva
Ó Força Divina que habita o silêncio,
Mãe da floresta, Pai das estrelas,
Deus invisível que vive em tudo o que é…
Neste instante sagrado,
eu abro meu coração à Tua presença viva.
Respiro a luz que emana da terra,
e deixo que o céu me toque por dentro.
Lava minha alma com a medicina do Espírito,
cura meus medos com a verdade da Tua voz,
dissolve meus pensamentos densos
na chama suave do Teu amor.
Que a Ayahuasca me revele aquilo que preciso ver,
que o Cristo interno desperte em mim,
que os ventos da sabedoria me guiem pelo caminho do bem.
Eu sou um com a Força.
Eu sou um com a Luz.
Eu sou um com o Amor que criou tudo.
E assim seja,
assim é,
e assim se manifesta.
