Texto Sobre Silêncio

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Medo

Prefiro me esconder atrás do silêncio,
do que ser vista, com os mesmos
erros tolos.
Escolhi me esquivar da dor com doces palavras,
ausentar minha presença de todo o mundo.
Me afastar de vocês, com minhas atitudes infames,
culpar meu estresse de todo esse tormento rotineiro,
desculpe se ouvir que tudo dará certo,
já não faz mais sentido,
nada é certo,
nesse mundo caótico,
estamos algemados ao próprio descaso.

Inserida por VitoriaAlvesm

A lei do silêncio é o primeiro sintoma dos omissos, ou melhor, dos medíocres e covardes...e que dentro do contexto deles a mentira é o alicerce de todo o silêncio...eles nao se importam com o sofrimento das suas vítimas..., e provavelmente eles (omissos) nunca fazem reparo das suas mediocridades com a mesma proporção do estrago feito, isso porque a sua vida é uma mentira e essas criaturas adoeceram dentro desse esgoto, prova disso é acreditarem em suas mentiras como verdades.
E essa é a doença mais perigosa dentro da psiquiatria..

Inserida por RosiCerqueira

Sem ti é estranho
Sentir este silêncio
O ar deixou de circular
O relógio parou
O tempo passou ao desespero
As sombras
Vieram fazer-me companhia
Oiço os gritos
Sinto falta dos gemidos
Procuro-te nesta casa vazia
E nada encontro
Quero encontrar qualquer memoria
Que traga-te perto de mim
Apenas encontrei este silêncio
Em formas de sombras!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Este inferno que amordaça-nos
Do silêncio da lareira.
Onde arde o carvão que grita o infinito
Cego de dor
De angústia
Vicio feito em egoísmo.
Ironia sem fumo.
Sem raízes
Vedado
Condenado
Enganado
Em gestos de palavras
Da própria dor, onde rasgam os lábios
Pedra sôfrega sem nome.
Terra impura sem flor.
Sacia a fome entre os muros.
Do sofrimento e felicidade!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

O Silêncio da Cidade

Quando essa chuva parar...

vou aí te visitar

vou aí dizer que te amo com
a barra da calça molhada

vou aí te avisar que esperei deitado o tempo acalmar, que
não estive em outras residências

vou aí te servir de cobertor contra o frio

vou aí levar seus doces prediletos

vou aí conversar sobre o clima

vou aí te fazer dançar

vou aí ouvir tuas lágrimas

vou aí planejar o amanhã (porque agora acredito no futuro)

vou aí saber como ficou tua solidão sem mim

vou aí para provar que a minha solidão não ficou bem sem ti

vou aí para esperar a próxima chuva

vou aí por gostar de estar aí

vou aí brincar com teu olhar água de rio

vou aí costurar algumas notícias em teu ouvido

vou aí na terceira intenção do desejo

vou aí porque me chama por aqui

vou aí até matar tua sede

vou aí até aliviar minha fome

vou aí sabendo do perigo

vou aí escrever mais uma carta em tua parede

vou aí para crer na tua fé

vou aí ouvir os sapos almejando mais chuva

vou aí sentir o gelo da tua mão

vou aí guardar o sol do teu abraço

vou aí provar de novo um dos teus beijos

vou aí pedindo tempestade

quando essa chuva parar, vou aí te visitar
como quem quer tudo do mundo!
porque o silêncio da cidade após uma chuva
é o que me faz querer te ter por perto.

Inserida por JohnnyKwergiu

O anjo o observava em silêncio. Aproximou-se lentamente e o envolveu num abraço fraterno, sussurrando em seu ouvido:

– “Quem sou eu?”, tu perguntas, meu irmão! Sou o Arcanjo Gabriel,enviado do Reino Celestial para resgatar-te desta prisão terrena e libertar-te desta carcaça humana,

(Extraído do livro “O Anjo poeta.”)

Inserida por EddyKhaos

Nos dias de silêncio.
O meu coração não tem voz.
A dor dos outros, são os meus olhos.
Que vê a profundidade da alma.
Os segundos passam.
Ficam as lembranças.
Na mente.
No corpo.
Elas só dizem que o tempo passou.
O resto é só saudade.
Triste das ondas, de uma voz calada.
Boca fechada.
Olhar ausente.
Hoje simplesmente.
Joguei o devaneio ao vento.
Num breve momento.
Sinto que a alma é livre.
Para toda a eternidade de uma vida vazia.
Murmurada ao vento.
Na sombra.
Cantada numa melodia triste.
Triste das ondas de uma voz calada.
Nos dias de silêncio, é só silêncio!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Faço do silêncio meu propósito
assim conheço mais,ou menos
reservo-me àquilo que é bom
sou afetivo,demonstro amor as pessoas
quando não correspondido
não repito o mesmo engano
orgulhoso,sou até o tutano
ninguém mais me ama
como eu me amo
e se não fosse assim
não poderia amar mais ninguém
não procuro ser agradável
procuro ser sincero
muitos sem me conhecerem
disseram tanta coisa que eu desprezo
sou inconfundível
aquele que está sempre sozinho
aquele que todos cercam
tenho poucos amigos
e fiz também alguns inimigos
tenho pecados pelos quais sou responsável
procuro reconciliar-me
ainda há tempo !
mas,o tempo é tão improvável !

Inserida por PLutzoff

Escrevi o tempo.
Escrevi para ti
Desenhei o silêncio.
Desenhei para ti.
Escutei o silêncio.
Que acalmou o mar.
Rasguei o silêncio.
Em tempo para ti
Para que o silêncio.
Se faça escutar.
Desenhei o tempo.
Feito em silêncio.
Escutei a melodia.
Desejando o silêncio.
Desenhei o tempo.
Numa folha em silêncio.
Joguei ao vento.
No silencio do tempo!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

É nos momentos barulhentos que percebemos o quanto o silêncio é bom.
Melhor calar-me e sair como sábia do quê falar e sair como um nada.
Se algum dia eu dizer "o mundo está perdido", com certeza quem estará perdida sou eu.
Me cobre, me ajude, mas por favor, não me julgue!
Somos filhos do nosso amanhã, e infelizmente, prisioneiros do passado.
Me diz o que pensas e te direi se me é útil.
Me diz o que achas e direi se me interessa.
Me diz porquê veio, e lhe direi o caminho de volta.
Me diga suas intenções, e veremos se são verdadeiras.
Me diga o que és e te direi o caminho do paraíso.
Me diga a verdade, e farei dela um veredito.
Me diga o que sonhas , e sonharemos juntos.
Me mostre sua alma, que te mostrarei meu coração.
Me diga se me ama, e te direi "sempre te amarei".
Me cante uma música, e cantarei junto a ti.
Me leia um capítulo, e juntos leremos um livro.
Me recite uma poesia, e seremos eternos apaixonados.

Inserida por BrendaSouza3405

Silencio os meus defeitos conscientes não por ignorar a sua existência, mas por fazê-los compreender que sou determinada e responsável por minhas escolhas.
O meu direcionamento segue fluxo ao conhecimento e disposição no amor que emprego em tudo, em todo o momento. Mesmo que para isso seja necessário silenciar atitudes alheias que rompem os mais raros valores que construí e fortaleço.
É preciso mais do que inteligência para me subestimar, precisa ter alma, e alma só faz o bem.

Inserida por CristinaLoverri

Solitárias e Solidões

Na pequena cidade, no silêncio noturno e pacato,
quase fantasmagórico e solitário de suas ruas,
não há quem caminhe por entre elas,
cada qual se refugia entre os seus muros de concreto.
Solitária condição fortuita ou não,
as pessoas vão-se embora, migram pelo mundo a procura de si.
Vilas de campos verdes e pastos,
de fortalezas-morros e estradas curvilíneas,
habitados pela simpatia de seus concidadãos,
uma hospitalidade com aroma de café,
solidões acompanhadas de broas e pães de queijo.
Solitárias são as margens de rios que secam aos poucos,
que surpreende um filho que outrora não alcançava as suas ‘funduras’.
Solidões somos muitas entre as matas, o canto do canário, a chuva fininha a cair.
História e sabores das Minas em mim veladas pelas areias do tempo em nós.

Inserida por warleywaf

"forasteiro"

vagando o silêncio
do deserto humano
foi que descobri,
em leves doses
a ausência faz bem.
sei desaparecer
como a nuvem no céu
como a poeira na estrada
eu sei reconstruir minhas frações
de pó espacial, traumas
fotografias e sonhos.
mas se quiser me encontrar
olhe para o céu em noite estrelada,
algumas dessas estrelas
batizei com teu nome,
e tenha certeza, estarei a olhar
teu brilho nelas, sempre a recordar
meu motivo pra voltar.

Inserida por RoneyRodrigues

TEMPO
O tempo vai passando...
Parece me tomar os sonhos.
A passagem do tempo,
O silêncio dos dias,
O sussurro das madrugadas,
Os lamentos das noites intermináveis,
Ecoam o som do final dos tempos.
Do nosso tempo.
Um tempo sonhado, desejado,
Descrito em versos e pensamentos.
Um tempo de espera....
Sem saber se ainda é do que foi ou se já era.
Um tempo que será para sempre relembrado com ternura.
Eternizado nas páginas do livro do mundo incrível.
Nas lembranças do que foi poeticamente vivido.
Por ser tão intenso não coube no mundo real.
Por ser tão real ficará gravado em nossos corações.
Um desejo imenso, intenso, real,
Embora sonho permanece em um silêncio profundo,
De um momento mágico.
Um silêncio que resume o ápice do amor.

Inserida por Poetisamar

A voz do amor

Se a minha palavra te tortura
Acredita: O meu silêncio te mata...

Amo todo mundo
Mas muito mais você
O meu mundo é lindo
Quando estou com você

Perto ou distante... Isso já não importa
Porque o que eu sinto não se transporta

Vivo no passado, só para te ver sorrindo
Eu não me canso se não dizeres bem-vindo
A vontade me aperta e a solidão me tortura
Mas não me assusto, enquanto não chegar à altura

Pesadelos existem, eu não contrario
Mas o clima fica mais quente
Quando você é o proprietário

Te lembro no passado, te amo no presente e ainda te sonho no futuro.
Sempre com você até quando eu ser você! Beijos...

Inserida por Escrita

O silêncio da madrugada me faz lembrar de você e de todos os beijos trocados e segredos revelados entre noites de amor.
Era nesse momento que entregava nos ao sabor dos desejos,apenas se ouvia as batidas aceleradas de nossos corações em uma sintonia perfeita.
Momentos de entrega total, onde nada mais importava e o mundo se resumia somente você e eu.
Então com essas recordações em meu pensamento, abro a janela do meu quarto e olho para o céu e vejo na lua o seu rosto refletido e você dizendo:
Quero você amor e volto para cama para tentar dormir com esperança que amanhã você possa estar aqui!
Sergio Fornasari

Inserida por sergiofornasari

Algumas coisas nunca mudam,
as outras somos nós, querida,
então, pastor, de volta ao silêncio,
trilha de estrelas sem fim,
guiando minha mente dentro da escuridão,
por favor, me dê um minuto sozinho,
"o último a sair apaga a luz",
levantei a mão e disse: "eu",
uma alma trancafiada num corpo,
"i lie just a little when i say i need you",
tudo confuso, tudo bugado outra vez.

Inserida por HelomHeSo

E é no silêncio da escuridão
Que se torna impossível distrair meu coração
Que durante os dias tem sido ludibriado
E esquecido por atividades e amigos

Mas o anoitecer é inevitável, e me encurrala
Um beco sem saída, deserto intrasponível
Onde só me resta pensar em você...

Repasso mil e uma vezes em minha mente
Perco o sono tentando entender
Como pude perder antes mesmo de ter

Sina, azar ou apenas pra confirmar
Que eu não levo jeito pra amar.

Inserida por Priscilaridade

No gélido silencio de uma madrugada comum, vejo-me sozinho em fantasias que pouco a pouco me aproxima da realidade.
Eu olho pela janela, e sinto a noite invadir o quarto, e a contemplo como um bicho acuado diante da imensidão de um céu iluminado,
O medo de estar sozinho se esvairia pelo corredor, dando espaço a ondas de reflexões intensas,
Deparo-me diante de meu reflexo espelhado na mente, e as duvidas me consomem, mas a cada pergunta uma suposta verdade é revelada...
Meu córtex está aquecido, e em décimos de segundos é produzido um novo pensamento, juntamente com a necessidade de expô-los eu contento-me com este silêncio agonizante. ’’
‘’Mas a contradição está presente, pois este silêncio possui uma dualidade com o bem estar, nele eu me encontro... E me perco.
Até parece uma brincadeira, mas assim do nada sou criança, frágil, confusa, tenho medo, dramático...
A dramatização e a melancolia me presenteiam com os desabafos, às vezes chato de se ouvir, cansativo aos olhos de se ler, mas verdadeiro em sua essência...

Inserida por rafaelgama27

O silêncio de Dilma

A passividade da presidente é tão estranha que demanda explicação. Talvez nem ela saiba ao certo qual o seu mandato.
Alguém que tivesse votado em Dilma Rousseff no segundo turno, viajado em seguida e voltado ao país no fim de semana passado não entenderia o que aconteceu. Eleita com 3 milhões de votos de vantagem, ela parece derrotada. Manifestações de rua pedem sua saída, adversários tentam vinculá-la à corrupção na Petrobras, na economia se apregoam cenários catastróficos. Como Dilma não reage ao cerco, perde espaço nas ruas, nas manchetes e no mercado. Também no coração e na mente dos que nela votaram.
A passividade de Dilma é tão estranha que demanda explicação. Não pode ser atribuída apenas a seu temperamento insular ou à falta de iniciativa de seus assessores. Há algo mais, que talvez tenha a ver objetivamente com o resultado das eleições.
Dilma venceu, mas não ficou claro, talvez nem para ela própria, qual é seu mandato.
A eleição derrotou (por pouco) o projeto de Aécio Neves para a economia, encarnado pela figura do financista Armínio Fraga. Mas não é evidente com que projeto Dilma venceu. Seria com "mais do mesmo" -- impedir o ajuste econômico e lançar o governo contra o mercado, com resultados imprevisíveis? Seria com o "ajuste gradual" -- tentar recolocar a economia no rumo sem sacrificar os níveis de emprego e renda? Ou seria, ainda, o "estelionato eleitoral" -- a adesão às teses do adversário, representada pela escolha de um nome de mercado para a Fazenda, como Henrique Meirelles?
Em eleições passadas, não houve tal dúvida. Fernando Collor de Mello era o "caçador de marajás" que tiraria o país do atraso. Fernando Henrique Cardoso, o presidente da estabilidade da moeda, com mandato para integrar o Brasil ao mundo global. Lula, o pai da inclusão social que aceitara, depois da carta as brasileiros, as ferramentas de mercado. Dilma, na primeira eleição, a seguidora do período Lula. Todos receberam das urnas uma missão clara e trataram de executá-la com mais ou menos tirocínio. Agora, pela primeira vez em anos, especula-se sobre o que Dilma fará no segundo mandato. A eleição não resolveu a contento esse aspecto do futuro.
O problema talvez se deva à maneira como Dilma venceu. Ela ganhou com uma plataforma à esquerda. Acusou Marina Silva e Aécio de curvar-se aos desejos do mercado e dos banqueiros. Ao falar em mudança de rumos e pessoas, ao prometer um novo ministro da Fazenda, porém, induziu parte dos eleitores (e do seu próprio partido) a acreditar que a gestão da economia no segundo mandato inclinaria alguns graus em direção à austeridade e ao mercado.
Agora, Dilma colhe os frutos da sua ambiguidade. Parte da aliança que a elegeu quer que ela dobre a aposta à esquerda. Outra parte apoia as mudanças que o mercado exige. Ambas as facções estão representadas no governo. Refém das duas - e pressionada pelo ruidoso descontentamento dos que não votaram nela - Dilma hesita. Ao fazê-lo, permite que a vida econômica do país entre em compasso de espera, enquanto a política se organiza contra ela.
Não há saída simples dessa situação. Dilma terá de fazer agora a escolha que não fez antes da eleição e renunciar ao apoio e à simpatia dos que ficarem insatisfeitos com ela. Qualquer escolha será melhor do que a paralisia.

Ivan Martins para Época

Inserida por OswaldoWendell