Texto sobre o Passado
A Certeza do Último Olhar
Aquele último olhar me fez entender:
O passado deve repousar
Onde sempre tinha que estar.
"Se eu me arrependo de tudo?" Não.
Como diria Marisa Monte,
“Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos
Como tantos casais.”
E o que nos resta, então, agora?
Apenas a certeza de que vivemos,
De que seremos memórias,
Memórias que não voltam.
Apenas memórias.
O Renascer a Flor
Hoje, queimo as estrelas do passado,
as recordações que me prendiam a você.
Após um longo período, finalmente o libertei.
de espera e indiferença.
Não terá saudade para assombrar a alma,
nem o anseio, vão, de seu retorno.
Seu carinho era um recipiente pequeno
para a iluminação do meu amor profundo.
Em paz, recolho cada lágrima derramada,
a dor que me prendeu um dia.
Você não foi a expectativa, mas a decepção.
Seu "amor" não passava de uma ilusão vaga.
Agora sou as flores que ressurgem,
e a tolice é tudo o que restou de você.
Sigo
Deixar o passado para trás, perdoar por ter sido julgada e me perdoar por ter sido cruel, tantas vezes, comigo mesma e com os outros.
Perdoar os erros que eu não sabia que eram erros.
Deixar que o hoje, o agora, seja sempre uma oportunidade de recomeçar.
Deixar os passos do passado como aprendizado, como ensinamento.
Saber perdoar, porque eu também já precisei de perdão e recebi.
Nildinha Freitas
Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.
Das palavras que se foram...
Já joguei cartas e poemas que o passado passou a limpo. Já rasguei tantas frases tolas escritas no calor da emoção. Já amassei bilhetinhos rasos e declarações exaltadas, rabisquei sobre o que já estava escrito, e disse tudo igual de um jeito diferente. As palavras dançam no papel, e por vezes dançam mal, mesmo assim seu ritmo é único, não há igual...Nas horas mais improváveis elas parecem bailarinas ao luar flutuando entre vaga-lumes, de repente caem e se misturam às folhas secas...O ritmo das letras não pausam, apenas diminuem...Enquanto puderem meus dedos bailar, danço. E com cada letra e sinal como se ao som de uma nota e ponto uma vírgula viesse a brilhar, vou escrevendo meus silêncios falantes, e meus risos secretos.Já perdi poema, poesia e texto sem fim, a cada letra perdida se foi junto um pouco de mim... meus pensamentos mais caros de graça os vi partir...Doei aos olhos que leem, e aos corações que podem sentir..
As palavras vão e com elas nossa energia, quem as leva distribui, esconde ou aprecia, mas no fim ...não há fim!
O Pensamento sobre as Eras:
O Passado:O Silêncio Forçado
Durante séculos, a sabedoria feminina foi confinada ao ambiente doméstico, sob a égide de um patriarcado que via a mulher como coadjuvante. A estrutura familiar era uma hierarquia de comando, não de parceria. O "lugar da mulher" era um conceito geográfico e social rígido, onde o silêncio era a maior virtude esperada.
O Presente:O Despertar e o Atrito
Vivemos o tempo da transição. As conquistas são inegáveis: ocupação de espaços de poder, independência financeira e o direito à voz. Porém, esse progresso gera atrito.
A Violência: O aumento visível da violência muitas vezes é a reação desesperada de estruturas antigas que se recusam a morrer.
A Família e Sociedade: Estamos renegociando o que significa ser família. O desafio atual é equilibrar a autonomia individual com o cuidado coletivo, combatendo o preconceito que ainda rotula a mulher que escolhe caminhos fora do padrão tradicional.
O Futuro: ASabedoria da Integração
O futuro que o sábio vislumbra não é uma inversão de poder (a substituição de uma opressão por outra), mas a superação do gênero como limitador de humanidade. A sociedade sábia será aquela onde a "conquista" de uma mulher não seja vista como um evento extraordinário, mas como a normalidade de um potencial humano sendo plenamente exercido.
A reflexão central:
A sabedoria da vida nos ensina que o patriarcado não feriu apenas as mulheres, mas desumanizou os homens ao proibi-los de sentir e cuidar. O Dia da Mulher é o marco dessa correção histórica: uma busca por um mundo onde a força não precise ser violenta e a sensibilidade não seja vista como fraqueza.
O Ontem: A Identidade Sob Medida.
No passado, a identidade feminina era um figurino desenhado por mãos alheias.
O conceito de família era, muitas vezes, uma estrutura de posse e não de afeto compartilhado.
A sabedoria daquela época era a da sobrevivência e da resiliência silenciosa.
O preconceito não era uma opinião, era a lei; a violência não era um crime, era um método de controle aceito pelo tecido social.
Trilhos da Emoção
Muito bom retornar ao passado
Através da música
Em som apurado.
Uma linda canção
super romântica
Remexendo os sentimentos,
Agitando a rítmica do coração.
Escuto "Rolling Stones, Lady Jane"...
Enquanto ouço, um cenário descortina,
Na minha imaginação...
Eu ainda menina,
O coração em flor
Corria nos trilhos da emoção,
Viajando num trem chamado adolescência!
***
É SÓ UMA REFLEXÃO I
As pessoas do passado sempre tiveram as mesmas expressões e comportamentos de hoje. O mesmo jeito de franzir a testa diante de uma notícia inesperada no rádio da padaria, a mesma curva nos lábios ao sentir o cheiro do café passado na cozinha da infância ou aquela paçoca pilada na hora pela avó. O tempo não apaga o ser estranho que somos, nem o muda na sua essência; ele apenas desbota as bordas da fotografia, mas o sorriso, aquele, continua sendo o mesmo...
Todos caminhamos pelas mesmas veredas do ontem, com aquelas flores sem cor que margeiam o asfalto dos nossos dias junto aquelas fotos sorridentes. E, de repente, sem aviso, sempre encontramos pessoas que nos fazem lembrar de quem fomos, de quem somos, como se o espelho do passado surgisse na fila do supermercado ou na pressa do ponto de ônibus. O reflexo somos nos mesmo. Somos os responsáveis pelos nossos atos...
Ventos balançando os cabelos, trazendo aquele cheiro de terra molhada que anuncia a chuva ou o aroma distante de um jasmim. Expressões com aquela mistura de sons e tristeza no olhar, como se a pessoa guardasse dentro de si o eco de uma música antiga e a poeira de um caminho há muito não percorrido. Os olhos fixos nos retângulos da vida, nas telas que brilham, nos livros abertos sobre a mesa, nas janelas dos prédios que testemunham silenciosos nossas alegrias e derrotas...
Às vezes um sorriso atravessa o cansaço do rosto, ou quem sabe um momento bobo, um riso solto no almoço de domingo, misturado com as lembranças dos bons momentos que teimam em ecoar. Estamos, hoje, debaixo das mesmas árvores das milhares existentes no mundo, sentindo a mesma sombra que acolheu nossos pais e amigos que se foram. Elas estão ali, silenciosas ou espantadas com o vento, fazendo parte de um dia de chuva, suas folhas sendo o único teto para os pássaros e nossas memórias mais antigas forçando uma lágrima embaixo de tanto poderio...
Às vezes, passar um tempo longe de um lugar ou de um rosto vira sinônimo daquela saudade que só sentimos poucas vezes no ano, como alguns feriados da alma. Adoro, simplesmente adoro ver essas expressões que se distraem em meio a tantas, um olhar perdido no horizonte enquanto o corpo parado espera o sinal abrir. E saber, com uma certeza calma, que sempre estivemos lá, na essência do mundo, correndo em meio às árvores dos parques, da selva, na pressa da juventude que fomos um dia, e na calmaria dos ventos que, ainda sopra em nós o cheiro de uma saudade que sempre vem...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Toda fotografia já nasce passado.
A luz do Sol leva oito minutos para tocar a Terra.
Quando aperto o obturador, o instante já não existe mais.
Nunca fotografo o presente absoluto.
Fotografo aquilo que acabou de deixar de ser.
A fotografia não é captura.
É testemunho.
É memória luminosa.
Revisitei o passado
e foi uma das piores escolhas
Que eu já fiz.
O animo que eu estava
Para viver tudo de novo
Se desfez em nevoa
Que pairava sobre mim.
E na minha frente tudo destruído.
Tudo em pedaços,
E com cheiro de mofo.
A nevoa gritava feliz
E lá via eu.
Os sentimentos e tudo
Absolutamente tudo
Deixando de existir
No sopro do vento.
Ano passado eu era uma pessoa.
Esse ano eu sou outra.
Não foi dinheiro que mudou minha postura.
Não foi fama, nem status.
Foi consciência.
Não fiquei rico…
Eu fiquei mais atento.
Não sou mais o mesmo idiota que aceitava pouco, que se explicava demais, que engolia seco pra manter paz com quem vivia em guerra.
Hoje minhas palavras têm habilidade.
Meu silêncio tem estratégia.
Minha presença tem harmonia.
Aprendi que ser real não é ser bruto é ser firme.
Não é atacar, é não se permitir diminuir.
Ano passado eu reagia.
Esse ano eu escolho.
E isso muda tudo.
By Evans Araújo
O CHORO!
Nessa grande angústia da vida
Que eu tenho passado
O choro é meu companheiro
Quando fico angustiada
Me mantém aliviado
Faço ele de aliado
Nessa insônia profunda
Uma ansiedade fora do normal
Um aperto forte no peito
Chorar é minha solução
Um alívio pro coração
Lágrimas escorrendo
De todo jeito caindo ao chão.
Queria eu prever futuro
Queria eu não ser mais impuro
Queria eu voltar ao passado
Queria eu ter o meu amor ao meu lado
Hoje o que resta são lágrimas
Lembranças bonitas em meu coração
Que hoje são gatilhos da cruel solidão
Agora me pergunto ao destino fizestes me apaixonar pela perfeição?
Invejo Tesla por ter descoberto a luz
Admiro Jesus por não temer a cruz
Não sou nenhum Shakespeare para falar de amor
Mas por você eu enfrento até a mais horrível dor
Eu te amo, meu amor
Um povo
O Israel de hoje não é nada em si próprio! Assim como no passado também não foi nada! Mas há um Deus todo Poderoso, que esse sim é o Senhor de todo o mundo! De todas as nações! Muito mais de Israel. Porque Deus prometeu salvar a nação de Israel, não por a nação, mas porque Deus cumpre o que prometeu.
Tendo em conta isso, no fim Deus vai salvar pela fé em Jesus Cristo, toda uma nação de Israel. Tudo isto está em profecia. Desde Isaías a Zacarias, há esta promessa. Em Apocalipse fala- nos dá batalha de Armagedon. Quando Israel não ter salvador. Então aparecerá no Monte das oliveiras, Jesus Cristo. Então o povo o aceitará. Paulo em Romanos , nos fala desta salvação. Paulo adverte os gentios, salvos...
Paulo diz que se Deus não poupou Israel em si próprio, para os gentios não se gloriarem em si próprios, para não serem destruídos também.
Portanto igreja e Israel têm ser salvos, pela fé em Jesus Cristo! De outro modo não! Israel e igreja só são um único povo em Jesus Cristo. Efésios fala disto! Amém! Amém
Começar com Jesus sem desatar os nós do passado? Cuidado, amigo... isso machuca.
Imagine zarpar em uma nova jornada ao lado de Jesus, cheio de esperança, mas carregando correntes invisíveis do ontem.
Aqueles rancores não resolvidos, mágoas pendentes, promessas quebradas... Eles não somem sozinhos. Eles se enroscam nos relacionamentos atuais e sabotam os futuros.
A Bíblia nos alerta: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6:7). Se semeamos discórdia no passado, colhemos frutos amargos no presente.
Jesus mesmo nos ensina a curar primeiro: "Portanto, se estás para oferecer o teu dom diante do altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar o teu dom, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, vem oferecer o teu dom" (Mateus 5:23-24).
*Comece direito: confesse, perdoe, solte. Desate os nós com a graça de Cristo, que liberta de todo jugo (João 8:36).*
Meu passado me condena
meu presente me pune
meu futuro me leva à cova
Ex? EXtremamente interessante
EXtremamente gostosa
EXtremamente excitante
EXtremamente MINHA
Você vai voltar pra mim
não vai suportar dar tantas voltas por aí
sozinha eu sei que não está, mas eu sou diferente
Quando olhar pra baixo e sentir o prazer
lembre a primeira vez, quem comandou
Seu sangue não mente, estou em tua mente
não seja como macaco de galho em galho pra esquecer
aceite e se lembre de mim
Você pode ter separado, mas eu ainda estou aí, bem aí
Penetre seus e tente lembrar da sensação
será divertido ver sua frustração
que tal uma reprise, amor?
Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo
Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.
Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.
O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.
Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.
Talvez…
Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?
De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?
Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.
E lá fora?
Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?
A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.
Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.
O amor migra no tempo
Quando amamos, tudo é real. Mas, quando esse amor migra para o passado, os anos vão passando e nós seguimos aqui. Até o tempo se dilui, a ponto de quase não restarem lembranças. Nada resiste ao tempo, principalmente quando o coração se perde no espaço, na dimensão da eternidade.
Autor: Yonne Moreno
Peso do passado
Eu estou tão cansado,
o tempo é pesado demais.
e não sei mais
se suporto o peso do meu passado.
A minha alegria se foi
como um entardecer alaranjado,
e a tristeza se apossou de mim
como um hóspede indesejado.
Nada mais faz sentido:
carreira, sucesso, futuro…
se simplesmente perdi o que mais amava
por ser negligente e imaturo.
Quantas vidas eu daria
pra te ver de novo,
simplesmente te olhar,
já que nem sequer um adeus
e um “eu te amo”
meu peito pode clamar.
A dor é insuportável
e viver com isso me corrói,
mas a culpa de ser responsabilidade minha, é o que de fato me destrói.
Será que existe remédio pra culpa?
Acredito eu que, se existisse,
todos comprariam.
Não faço de mim um mártir,
porque nem para isso serviria.
Mas o tempo é um amigo leal,
é onde me prometem conforto.
Até lá, sigo cantando
e escrevendo frases
de uma cabeça que pensa,
embora de um coração morto
Raphael Bragagnolle
