Texto sobre o Passado

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Ano passado, republiquei a frase da Robin
no episódio de Ano Novo de How I Met Your Mother.
Naquele momento, eu só sabia de uma coisa:
eu precisava de um recomeço.


Um recomeço de vida,
de casa,
de tudo.


2025 chegou mudando muita coisa.
Mas nada mudou tanto quanto o amor.
O amor da minha vida.
A garota por quem eu eraapaixonado na época da escola.
A mesma que eu via, às vezes,
na rua dos meus pais.


Engraçado como a vida faz essas voltas longas,
como se algumas histórias precisassem de tempo
pra fazer sentido de verdade.


Foram quase quinze anos.
De distância.
De silêncio.
De caminhos diferentes.


E ainda assim, o destino resolveu juntar a gente
justo quando eu já tinha ido embora.
Como se dissesse, sem avisar,
que amor de verdade não depende de lugar.


Você é o significado do meu 2025.
Você é o meu recomeço.


Te amo, Larissa.


E prometo te mostrar tudo de bom
que ainda tem pra viver,
cuidar bem de você
e do Miguel,
todos os dias.
Sem promessas grandes demais,
só com presença,
atenção
e amor.


💙

Deite-se embaixo de um céu estrelado.
Encare o seu passado
como encara as estrelas:

algumas já se foram,
a luz antiga
insiste em chegar.

Tudo o que você fez até aqui
tem seu brilho próprio.
E ainda assim,
há sempre uma chance de recomeçar.

Não se permita cair
na escuridão dos arrependimentos.

Há astros mais intensos.
Há outros sóis.

Seremos todos eles.

Há aqueles que permanecem presos ao passado, ruminando antigas dores e, por isto, tornam-se incapazes de semear harmonia no presente.


Em Isaías 43:18-19, somos ensinados a não viver do que passou nem a nos apegar às coisas antigas, pois Deus anuncia que fará algo novo.


Este ensinamento se completa em Filipenses 3:13-14, quando Paulo exorta a esquecer o que ficou para trás e a prosseguir firmemente rumo ao que está adiante e com o olhar fixo em Cristo Jesus.

Quando o Certo Vira Exceção

Uma pessoa entra em um cargo com discurso reto, passado limpo e intenção correta. No início, estranha o ambiente. Depois, adapta-se. Em seguida, encanta-se. O poder seduz, o dinheiro facilita, e aquilo que antes parecia inaceitável começa a ganhar justificativas elegantes. Não acontece de uma vez. Acontece aos poucos. Quase sem perceber.

Há quem vista uma farda para proteger, mas aceite um valor para liberar quem sabe estar errado. Não chama de corrupção — chama de “jeito”, de “situação”, de “exceção”. Mas exceção repetida vira prática. E prática consciente vira crime, mesmo quando a consciência tenta se esconder atrás da necessidade.

Existe também o corrupto cotidiano.
Aquele que grita contra os grandes esquemas, aponta dedos e exige punição exemplar. Mas, no caixa do mercado, recebe um troco a mais e guarda. Justifica rápido: “não vai fazer falta para eles”. Ali, naquele instante pequeno e aparentemente irrelevante, o discurso morre. Porque caráter não se mede pelo valor envolvido, mas pela decisão tomada.

A corrupção raramente começa grande.
Ela começa confortável. Começa quando se troca princípio por conveniência, verdade por vantagem, ética por silêncio. Começa quando alguém decide que, desta vez, não precisa ser tão correto assim.

E talvez o que mais abale não seja a corrupção em si,
mas o fato de que idoneidade, caráter e ética tenham virado qualidades — quando deveriam ser obrigações humanas. Algo básico. Elementar. Inegociável.

Hoje, quem faz o certo é tratado como exceção.
Recebe elogio por cumprir o mínimo. Como se honestidade fosse virtude rara, e não fundamento de qualquer convivência possível.

Sou otimista em muitas coisas.
Acredito em recomeços, em aprendizado, em mudança individual.
Mas, quando olho para o mundo e para as pessoas, confesso: sou pessimista.

Porque, às vezes, a sensação é clara e desconfortável —
este mundo, para ficar ruim, ainda tem que melhorar muito.

Mas há algo que não falha.

A conta sempre chega.
Pode demorar, pode parecer injusta, pode não vir na forma que esperamos — mas retorna. O que se faz, volta. O que se ignora, cobra. O que se normaliza, pesa.

E quando a conta chega, não é o discurso que responde.
É o caráter.

No fim, não há sistema que sustente valores perdidos,
nem sociedade que sobreviva à própria conivência.

A esperança — se ainda existe — não está no mundo, nem nas estruturas.
Está em cada escolha individual.
Em devolver o troco. Em recusar o favor. Em manter o mínimo quando ninguém vê.

Porque o certo só vira exceção
quando pessoas demais decidem não sustentá-lo.

Distante, eu olho para mim.
Um passado de guerras e batalhas sem fim.
Vencida pela guerra que habita em mim.
Luto para encontrar a paz que perdi.


As cicatrizes do passado ainda dolentes,
As memórias de dor, ainda presentes.
Mas em meio à tempestade, busco a calma,
E encontro a força para seguir em frente.


Presente, eu olho para o futuro.
Cheio de termos que exigem coragem e pureza.
Minha espada, símbolo de luta e glória.
Reportará digna das minhas histórias vencidas.


As lutas do passado me ensinaram a ser forte,
As glórias alcançadas me deram a confiança para seguir.
Agora, eu olho para o futuro com determinação,
E sei que minha espada continuará a brilhar.

Aquele que insiste em viver o presente com os olhos presos ao passado, apontando erros e culpando o outro, não compreendeu ainda o verdadeiro sentido do amor.
Amar não é vigiar cicatrizes antigas, nem usar lembranças como armas. Amar é libertar, é escolher caminhar leve, sem correntes de ressentimento.


Quem transforma o passado em prisão, perde a capacidade moral de construir um futuro de paz.
E quem culpa o outro por tudo, revela apenas a própria incapacidade de assumir responsabilidades e de se abrir para a felicidade.


O amor verdadeiro não nasce da cobrança, mas da aceitação.
Não floresce na crítica, mas na compreensão.
Não se sustenta na culpa, mas na liberdade.


Amar é coragem.
E só quem tem coragem de soltar o peso do passado pode ser feliz no presente.

Eu preciso de você, linda mulher
Que não esteja presa às dores do passado
Quero você livre, felicidade
Para nós nos amarmos todos os dias

(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar

Verso 2
Teu sorriso ilumina minha estrada
Tua voz é canção que nunca se apaga
No teu olhar encontro paz e verdade
É contigo que eu quero eternidade

(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar

(Ponte)
Não há correntes, não há feridas
Só esperança e novas vidas
O amor renasce, forte e inteiro
Nosso destino é verdadeiro

(Refrão final)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar

Eu preciso de você com a alma leve, livre dos pesos que o passado te deixou. Quero você renascida do amor, como quem abre os olhos para um novo horizonte. e descobre que ainda é possível florescer
Eu preciso de você purificada.
Das indecisões passadas.
Livres das amarras dos pesadelos.
Eu preciso de você transformada.
Para vivermos Livres feliz.
O nosso amor num amor felicidade.
Preciso da tua essência desatada das dores antigas, do teu sorriso que não deve nada a ninguém, da tua coragem de ser inteira, mesmo depois de ter sido quebrada tantas vezes.
Eu preciso de você amante de si mesma, senhora dos próprios passos. mulher que se ergueu da sombra e transformou feridas em força. Porque é nessa tua versão mulher liberta, forte e renascida. que meu coração encontra abrigo. e minha alma reconhece o amor. que sempre esperou por ti.

O passado é bonito,
Guarda lembranças como se o tempo fosse infinito.
O futuro me espera,
Como eu espero as flores da erva na primavera.

Mas onde poderia apoiar minha casa em um lugar que já passou?
Como poderia apoiar minha cabeça em um lugar que desconheço?
Se bem me lembro, já não estou
Se é sobre isso, não conheço.

Palavras me tiraram do outono,
Para lá não posso voltar nem em sono.
É tal que é chão sem piso,
Vento que vem sem aviso e me tira o riso.

O pensamento me tirou do inverno,
Para lá não posso ir, embora seja terno.
É tanto que me prende ao chão como gelo
E me fecha desse mundo como selo.

TO CURADO

Você me chutava dizia não me querer
Agora quem não te quer Sou eu

Você é passado não me lembro mais
Que um dia fui seu
Você já morou em meu pensamento
Hoje não faz parte de mim
Ficou pra trás
Nosso relacionamento chegou ao fim

To curado daquela doença
Que se chama gosta de você
Estou bem comigo mesmo
Aranquei o selo da paixão
E você achava que eu estava
Em suas mãos
Hoje estou no controle da situação

Você me chutava dizia não me querer
Agora quem não te quer Sou eu
To curado to curado
A vida me deu Uma nova chance
Outro amor apareceu um novo lance

Poeta Antonio Luis

Nos desabafos com o passado sinto muito, com conversas "construtivas" que ainda não alcançam uma versão de consenso; nem mesmo o céu que leva a todos à sonharem seduz nestas horas, com dias cinzentos e noites vazias para quem sonhava colorido!
Numa decisão do passado que tenta usurpar as prerrogativas de viver, quisera antes ter a coragem de me dizer que ilusão existe... "talvez agora os sonhos uma alegria me dá quando a ilusão não está"; não desperte no meio de um sonho mais do teu sonho!
"Foi infundável dormir tentando desacelerar o tempo para viver mais o presente, com o passado me silenciando para ouvir às mesmas respostas, que o mundo indagava com perguntas insensatas... chegava a conclusão que tinha mais coisas para trás do que para frente"!
Quem não atravessou o inverno não conhece a primavera que surge após; um amor pode muito mais não pode tudo... vejo me agora olhando para mim, para poder mudar aqui fora!

Em um passado e nos dias de doze horas que a noite me acolhia e se estendia na madrugada, certos amargos vindos do coração causavam nó até na garganta de um sonho; não sabia que em uma vida prosopopéia que dá forma às coisas inanimadas e inimagináveis, quando insiste um dia vira uma!
Numa ilusão e "feliz" sem pensar por quantas noites viriam utopias, ouvindo discursos do nada sem emoção das palavras, narradas das inverdades que ouvia da imaginação como fundo musical triunfante... já me esquecia!
Ainda hoje algumas falhas do passado ainda passam o dia asseverando uma posição de força em minhas horas, se quando não se assume e com os erros, vive caminhando sem carinho... "espero que nenhuma realidade me assalte num dia de aflição"!
Um galho sadio apenas se curva perante uma ventania: "parei de dar retorno de graça para a tristeza, seguindo em frente"... infelizmente algumas pessoas não concordam com as verdades que acredito!

A verdade de um passado: quando "feliz dançando com o cotidiano que balança mais não cai, quando só ou rodeado, não importando quem vem ou vai se ficava só"!
"Sob a luz que tolhe a noite com o objetivo de me mostrar, me queimei nos epílogos por me revelar, e herdei uma horda de pandemônios de arrepender, com suspiros gritantes de dentro para fora do vazio em mim"!
"Veio a saudade trazendo uma cesta cheia de expectativas, desleais, com às recordações numa falsa claridade se mostrando em conforto, traduzindo no desconforto sem poder toca-la"!
"Nos dias depois do fim e nas noites sem fins do fim, com a mente diante de uma alcateia faminta das fraquezas do coração, a vida vivia cortando o ar dos pulmões inúteis da atmosfera daqueles erros"... enfim e sem meu fim aprendi com eles!

Você sabe o meu nome,
mas insiste em me chamar
pelos meus erros do passado.
Quem me vê só pelo que fui
não enxerga o homem que sou.
E quem vive preso ao ontem
não tem coragem de caminhar comigo.
Eu não carrego mais culpas
que já paguei com silêncio e aprendizado.
Não sou rascunho, nem resto,
sou versão refeita — consciente.
Se o teu olhar ainda aponta falhas,
o meu já segue em frente.
Certamente você não pode caminhar comigo,
porque eu escolhi evoluir
e você escolheu lembrar.

Quem me dera poder voltar no tempo.
Te traria do presente as rosas que no passado plantei. Viria o futuro com outros olhos: quem me dera voltar…
Voltar aonde meu sorriso e o teu eram tão mais simples. Aonde não havia nada além de conversas juvenis. Quem me dera tê-las de volta. Agora, estamos crescidos. Arde em mim o intrépido desejo: tempo.
Quem me dera tê-lo, para assim retroceder. Corre – e corre impiedosamente — das marcas da memória que guardo comigo. Cuido-me para não ficar para trás, rejuvelheço nossa timidez. Ah… como era arrepiante sentir o frio na barriga ao te olhar. Era o princípio dessa história toda que construímos, não vê?
Quem tempo me dera?
Precisamos, eu e você, do tempo de amar como nunca e viver para sempre.

Te olhar foi entender
que “Seu passado explica sua dor, não define seu valor.”
Há histórias que machucam a pele,
mas não alcançam a essência da alma.
Você veio com cicatrizes,
com silêncios que gritam à noite,
mas eu enxerguei além do que doeu,
porque “Feridas antigas não anulam um futuro novo.”
Se o mundo te ensinou a fugir,
eu escolhi ficar.
Se você aprendeu a desconfiar do amor,
eu aprendi a provar que ele existe.
E mesmo quando você duvidar de si,
lembre-se: “Nada do que você fez me impede de te amar.”
O amor verdadeiro não cobra,
ele acolhe, sustenta e permanece.
Porque no fim, quando tudo parece ruir,
quando o medo pede para ir embora,
é ali que nasce o milagre,
pois “A redenção começa quando alguém permanece.”

O passado é um museu empoeirado,
onde nada existe além do que já foi.
Sabemos disso,
mas, como bons amantes e hipócritas,
sempre retornamos
ao início do fim.

Caminhamos por corredores antigos,
dançamos com memórias,
brincamos com dores e conquistas
como se ainda fossem nossas.

Tentamos entender
em que curva da vida
nossas escolhas mudaram de rumo,
em que sala ficou o que perdemos.

E assim, presos às lembranças,
às vezes esquecemos
que a vida não mora no ontem,
mas respira — silenciosa —
no agora.

Olha pra dentro, sem filtro, sem cena
Reconhece o que presta, enfrenta o que pesa
Passado não apaga, não tem borracha
Cada erro que vivi hoje vira armadura na marcha
Só muda quem conhece a própria dor
Quem foge de si mesmo vive refém do pavor
- música Então busque conhecimento do dj gato amarelo

Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.

Flávia Abib

No passado e futuro
Ainda me encontro em surtos
Neste país sem sentido
Tento encontrar um antídoto


Antídoto para a miséria,
corrupção e baderna;
Antídoto para a ganância, que
consome os homens nessa circunstância


De todos os jeitos procuro saídas
Já que aqui não é o país das maravilhas
"Terceiro mundo se for
Piada no exterior"


Antigamente e agora
Somos zoados lá fora
Vendemos nossos ancestrais
Em troca de alguns reais


A Amazônia queima
O ser humano teima
Tudo por dinheiro
Esse lugar virou um chiqueiro


Ganância é o lema do estado
E o povo é visto como otário
Desde os primórdios
Observamos o ódio


Que consome a população
E acaba com a legislação
E mesmo com tantos problemas
Acreditam que é a minha geração que precisa de algemas


Ainda sem solução
Mas desistir não é opção
Se esse sistema não acabar
Ninguém que presta nesse país irá sobrar.


Fe Vaz ~ 28 de outubro 2024