Texto sobre o Passado
O Passado Bateu na Minha Porta — Capítulo I
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Diário da Madrugada – Confissões de Rua
O Passado Bateu na Minha Porta Vinte anos. Duas décadas inteiras guardadas num canto silencioso da memória — onde a vida empurra aquilo que a gente pensa que superou. Mas o tempo não apaga tudo. Algumas histórias só hibernam. Ela era jovem — igual a mim —, mas tinha aquele jeito leve, quase de menina, que escondia uma mulher inteira por trás do sorriso. Naquela época, vivemos um romance que parecia improviso: rápido, intenso, urgente demais para ser entendido. A vida nos separou, como costuma fazer com tudo que queima cedo demais. Até hoje. Hoje o passado bateu na minha porta. E quando abri, ela estava ali. Não como lembrança — como realidade. Mais madura, mais linda, com cicatrizes que combinaram perfeitamente com as minhas. Conversamos como quem reencontra um livro interrompido na metade. Sem pressa, sem cobrança, sem aquela inocência de antes. Mas com a mesma chama — só que agora mais consciente, mais perigosa, mais verdadeira. E quando nos tocamos, o tempo desmoronou. Foi como voltar para aquela versão de nós dois que acreditava em eternidade. A pele dela ainda tinha o mesmo sabor que minhas lembranças guardaram. E na ponta da língua, senti novamente o gosto que vinte anos não conseguiram apagar. Ela me puxou como quem sabe exatamente onde guardar meu corpo. E sugou cada gota do meu desejo com uma sede antiga, familiar, que parecia ter ficado congelada no tempo à espera desse reencontro. Não era nostalgia — era destino atrasado. Não era saudade — era continuidade. Não éramos nós de antes — éramos nós de agora, finalmente preparados para aquilo que antes não sabíamos segurar.
O Passado Bateu na Minha Porta — Capítulo II
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Diário da Madrugada – Confissões de Rua
Ela sorriu quando entrou, aquele sorriso que já tinha tirado meu chão duas décadas atrás.
E enquanto falávamos do passado, ela trouxe à tona um detalhe que eu, talvez por culpa ou covardia, tinha escondido de mim mesmo:
— “Você lembra da primeira vez? Lembra que me beijou na testa? Aquele beijo foi a última coisa sua que eu levei comigo.”
A memória voltou inteira.
Cravada.
Viva.
Cruel.
Lembrei da menina que ela era — corpo jovem, mas desejo de mulher feita, dessas que aprendem cedo demais o que é sentir.
Naquela noite, ela me levou à loucura.
Foi mágico, foi urgente, foi proibido, foi fogo aceso sem pensar no estrago.
Eu lembro da pele dela pedindo a minha, do olhar dela exigindo o que nem sabia nomear.
Eu lembro das mãos trêmulas, da respiração curta, da forma como ela me puxou para dentro daquele instante como se fosse o último argumento do destino.
E antes de irmos longe demais, beijei sua testa.
Um gesto simples.
Quase ingênuo.
Mas para nós dois, aquilo valeu mais que todo o resto:
foi a primeira vez que toquei a alma de alguém sem perceber.
E ela continuou:
— “Você prometeu que ia deixar sua namorada. Prometeu que ficaria comigo… e nunca mais voltou.”
Senti o chão abrir.
Porque era verdade.
E eu era o tipo de homem que, naquela época, não sabia segurar nada — nem a mim mesmo.
Disse que ia abandonar um amor morno por uma paixão que queimava.
Disse.
Mas não fiz.
E deixei uma menina com coração de mulher esperando numa esquina que eu nunca tive coragem de retornar.
Agora, vinte anos depois, estávamos ali — dois estranhos cheios de história um do outro, carregando as cicatrizes daquilo que não vivemos.
E talvez tenha sido por isso que, quando a noite caiu, o reencontro não foi só reencontro: foi acerto de contas com o tempo.
Ela me tocou como quem cobra uma dívida antiga.
Me beijou como quem quer apagar duas décadas de silêncio de uma vez só.
E quando me puxou para perto, senti a mesma fome de antes — só que agora lapidada, adulta, consciente de tudo que podia destruir.
A roupa dela caiu como se tivesse esperado vinte anos para cair de novo.
E cada gesto, cada respiração, cada mordida tinha a mesma intensidade de quando era menina — mas agora com a precisão fatal de uma mulher que sabe exatamente onde guardar um homem e como desmontá-lo sem pressa.
E eu me entreguei.
Não como antes, movido por imprudência.
O Passado Bateu na Minha Porta — Capítulo III
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Diário da Madrugada – Confissões de Rua
Mas como agora: movido por falta, por memória, por desejo que sobreviveu escondido em alguma gaveta da alma.
Na metade do nosso corpo entrelaçado, ela sussurrou no meu ouvido:
— “Vinte anos… e você ainda tem o mesmo gosto.”
E pela primeira vez desde jovem, senti minha própria vida passar inteira pelos olhos enquanto o corpo dela encaixava no meu como se nunca tivesse deixado de ser meu lugar.
Não houve nostalgia.
Não houve fantasia.
Não houve mentira.
Houve nós dois.
De verdade.
Finalmente no mesmo tempo.
Finalmente na mesma pele.
E percebi:
alguns amores não envelhecem.
Eles apenas esperam o relógio certo para voltar e cobrar o que deixamos pela metade.
Quando teus olhos encostaram nos meus,
o mundo perdeu o equilíbrio —
e eu perdi a noção do que era certo ou seguro.
Teu corpo tinha o cheiro de madrugada molhada,
pele quente pedindo abrigo,
e eu…
eu era só um homem cansado demais pra negar o destino
e faminto demais pra recusar tua boca.
Me deitei nas tuas curvas como quem encontra casa,
mas beijei tua pele como quem sabe
que toda casa um dia desaba.
Teus dedos riscavam meu peito,
e cada toque teu parecia um poema escrito com fogo,
um aviso de que não existe amor sem queimadura.
E, mesmo sabendo,
eu me atirei.
Porque quando você sussurrou meu nome,
não era só desejo —
era recomeço, era cura, era pecado,
era tudo aquilo que eu nunca tive
e que sempre pedi calado.
E se amanhã a gente se perder,
que seja.
Hoje, aqui, agora,
eu quero teus olhos, tua pele, teu caos inteiro,
até o último fio de luz
que escorre da tua alma
quando você desmorona nos meus braços.
Hoje, amor…
eu só quero te sentir
até a poesia gemer.
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Diário da Madrugada – Confissões de Rua
O passado não define o nosso futuro, mas nos ensina a sermos sábios. Não podemos ser julgados pelos erros do passado, mas podemos aprender com eles para não repeti-los. Não devemos lamentar ou chorar pelas oportunidades perdidas, muito menos pelo que deixamos de fazer. Devemos, sim, aproveitar as próximas oportunidades para realizar coisas novas e ainda melhores do que as que ficaram para trás.
Assim também é o amor: quando olhamos apenas para aquilo que acreditávamos ser amor, podemos não reconhecer o amor verdadeiro, pois o coração já está cheio e sem espaço. Quando aceitamos o processo de libertação, tornamo-nos verdadeiramente felizes, pois passamos a amar de verdade e a ser amor também.
Parabéns pelos 5 anos!
Cinco anos de recomeço, de amar, de cumplicidade, de novas experiências e coragem. Cinco anos de um passado vivido intensamente, de um futuro promissor e de promessas que serão cumpridas, porque o amor é exatamente isso.
Desejo que o vosso amor continue mais forte do que nunca.
Parabéns, casal!
Quando o passado se apaga e o presente te recebe, o que resta é o vazio moldado pelo caos, e um destino que se oculta em seus próprios enigmas.
O passado, que se curvou ao tempo e era presente, cheio de idas e vindas, esvaiu-se como cinzas. E as cinzas voaram, encontrando o vento, que naquele momento era um futuro sussurrante, sem saber se traria palavras de verdades carrascas, cruéis e indecifráveis, ou presentes e bênçãos do imperador imprevisível, ditador e amargo: o tempo.
Ellen De 🌷
Análise
Visitei meu passado achando que lá encontraria alegria.
Feri-me mais uma vez, em mais uma oportunidade de aprender
Que a vida só se vive uma vez e que água passadas realmente não movem moinhos.
Do passado, só memórias.
Do futuro, só esperanças.
Do presente, só aceitação.
Visitei minhas dores achando que lá encontraria respostas.
Doeu-me mais uma vez, mais uma escolha desnecessária.
A vida se toca é adiante, não titubeie, levante!
Do passado, só histórias.
Do futuro, só ideias.
Do presente, só gratidão.
Visitei minhas destemperanças, lá sim pude me enxergar melhor.
Envergonhei-me de mim mesma,
E lembrei que com elas posso aprender e ser melhor.
Para o passado, meu adeus!
Para o futuro, meu talvez!
Para o presente, minha dedicação!
Passado.
Fugir do passado é impossível
tal como fugir do abraço da morte. Eu tento; mas não consigo, o passado sempre me enlaça, me alcança, estás aqui, ali e no meu próximo passo. O passado estás nos bancos da orla, no degustar de um vinho barato, no olhar daquelas garotas — que ficastes no passado. Pela eternidade estarei lutando para esquecer, mesmo sabendo que perderei esta dura batalha. Afinal, vivi, toquei, fui tocado, beijei, fui beijado, abracei, fui abraçado, senti cada suspiro, olhar, intenção ao meu lado. Jamais escaparei, no futuro, deste incompreendido passado.
— Lorenzo Almeida.
Memórias, lembranças, histórias, passado... Como viver o presente, como planejar o futuro, se tudo parece ter ficado lá atrás? Como seguir? Recomeçar?
Mas como recomeçar, se a dor do que foi vivido ainda atormenta o que será escrito?
Talvez o tempo seja apenas um consolo, uma promessa de que a dor diminuirá.
Ilusão.
O tempo não cura.
Ele apenas continua.
Indiferente ao seu destino.
Ele gira, e gira, até que nós sejamos o que ficou para trás.
Quem disse que o passado não importa?
Claramente que importa. Em um sábado à noite, eu descobri que, estou evoluindo e criando emoções por aquilo que eu considerei estranho, e do nada eu me lembrei.
Por vezes apenas precisamos de sair da nossa zona de conforto e ir o mais longe possível para conseguir valorizar o que temos agora.
Caminhando em direção ao futuro
Ah, o passado, às vezes tão presente em nossas vidas! Às vezes por coisas boas, às vezes por algumas tristezas, ele sempre está lá. Mas o que temos que entender é que nem sempre é possível reviver o passado. As coisas mudam, as pessoas mudam. Por isso, temos que nos libertar do passado e seguir sempre em frente para viver o que nos espera no futuro.
Passado…
Ah, o passado.
Se eu pudesse contar em estrelas o quanto ainda me volto a ti,
faltariam céus para abrigar tantas.
E se fosse em grãos de areia,
seria o triplo das praias do mundo inteiro.
Ah, passado… por que fuges de mim?
Por que corres, levando contigo as risadas, os dias de sol,
as glórias que hoje só vivem em lembranças?
Foste abrigo, e hoje és ausência.
Cruel em tua distância,
duro em tuas lembranças.
O presente tenta seguir, mas tropeça em ti —
num tempo que já não é meu,
num amor que se perdeu entre o que fomos
e o que nunca mais seremos.
O PODER DO AGORA
Você já percebeu que o momento mais importante da sua vida é o agora? O passado já se foi, o futuro é incerto, mas o presente é a única chance que você tem de agir, de mudar, de construir. Cada escolha que você faz agora molda o seu amanhã. Não espere, não adie. O tempo não volta. Viva o presente com intensidade, pois é nele que tudo acontece.
No silêncio do passado esquecido, espero por ti.
Na estrada deserta, na curva estreita, encaro o destino que insiste em me assombrar.
Se vivo de ilusões e a esperança já se dissipou,
peço-te: não busques saber onde estou.
Habito um limbo — esquecido até por mim —
sem rastros, sem lembranças, apenas sendo.
Aguardo, sem saber quando,
o dia incerto,
a hora de partir.
Ah, que tolice tua,
sonhar um passado que não te pertence,
reviver memórias que nunca foram tuas,
alimentar um lamento nascido do coração
que tanto sofreu.
Vives presa a um retrato antigo,
escondido em gavetas de silêncio,
como se a dor guardada pudesse florescer
em algum tipo de esperança.
Mas sonhos emprestados não sustentam a alma,
nem curam feridas deixadas pelo tempo.
Liberta-te desse eco inventado,
abre as janelas do presente
e permite que a verdade do teu próprio caminho
seja, enfim, o que te guia.
Eu preciso de você com a alma leve,
livre dos pesos que o passado te deixou.
Quero você renascida do amor,
como quem abre os olhos para um novo horizonte
e descobre que ainda é possível florescer.
Preciso da tua essência desatada das dores antigas,
do teu sorriso que não deve nada a ninguém,
da tua coragem de ser inteira,
mesmo depois de ter sido quebrada tantas vezes.
Eu preciso de você amante de si mesma,
senhora dos próprios passos,
mulher que se ergueu da sombra
e transformou feridas em força.
Porque é nessa tua versão mulher
liberta, forte e renascida —
que meu coração encontra abrigo,
e minha alma reconhece o amor
que sempre esperou por ti.
O passado, feito de pranto e silêncios,
se desfaz em pó quando o teu olhar me alcança.
E cada memória fútil se torna ponte,
levando-me até o abraço que renova.
Há uma ternura escondida na ferida,
um mel que escorre da cicatriz,
um canto suave que nasce da dor.
E é nesse canto que te encontro,
doce, forte, eterno —
como se o amor fosse a única verdade capaz
de transformar tristeza em poesia...
Lembra-te da realidade vivida:
o passado é uma corda no pescoço,
mas o amor — ah, o amor —
é a tesoura que liberta.
Quando você cria coragem e corta essa corda,
o ar volta a caber no peito,
a vida volta a ter cor,
e o coração aprende novamente a sorrir.
Porque a liberdade não é apenas respirar,
é sentir o toque quente de quem te quer bem,
é se abrir para um futuro doce,
onde cada abraço te devolve a alegria
que o tempo tentou roubar.
As memórias antigas nunca foram felicidade,
mas o agora pode ser:
forte, vibrante, luminoso…
um romance que renasce em poesia,
um conforto que acalma,
uma alegria que abraça.
E então você descobre
que o verdadeiro amor
não aperta — liberta.
Olhos enferrujados
Há quem pense e acredite piamente que o passado é roupa que se deve customizar: com remendos, bordados e até estilização em pérolas.
Não! O passado não foi sequer estação, quiçá abrigo. Lá, onde mora a tua memória hoje, é apenas lembrança do que restou do teu velho eu, deteriorado pela frustração de ter acreditado que tudo dura para sempre.
Das ruínas da tua carne — efêmera e cruel por te fazer acreditar na formosura material e na ferrugem do ouro que fez brilhar os teus olhos, hoje cansados de esperar —, iludidos com a beleza que te acariciava como quem te quisesse bem.
Tempo, senhor das descobertas que, durante um longo período, foram encobertas pelo teu ego, teu medo e a tua vilania — que até hoje insiste em acreditar e se perder nas ilusões da matéria.
Mari Machado
As vezes me pego tentando voltar ao passado.
Tento voltar no tempo e encontrar quem deixei, mas nada encontro.
O máximo que me é permitido são algumas lembranças, porque, a maioria já se apagaram.
Ouço vozes e tento reconhecer de quem são, procuro ouvir as minhas no meio delas. Mas, não. Elas não estão.
Me pergunto onde parei, em que ponto deixei de seguir, aonde todos estão?
Onde foi que me separei, em que ponto não me deixei partir.
O passado não volta mais, e agora como alcançá-los?
Todos já seguiram, por mais que eu corra, por mais que eu busque, nunca irei encontrá-los.
O peito aperta, a voz tenta sair e não consegue, mas, tudo é em vão.
Cada um seguiu o seu caminho.
Quem ficou parado, se perdeu no tempo que é tão apressado e não espera quem demora porque ele tem pressa de ir embora.
Aonde será que eu estava, oque será que eu estava fazendo quando que não vi o que estava acontecendo?
E aos poucos a lembrança vai se refazendo...
E comecei a lembrar que a culpa não foi só do tempo.
Foram falsas prioridades, novidades fúteis, banalidades que nos encantam e nos fazem fantasiar uma falsa realidade.
Daí, foi-se o tempo.
Ele que não volta, que, como sempre correndo.
Agora é olhar pra frente atenta a todos os momentos. Procurando não perder essa oportunidade, pra não mais me perder no tempo.
Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.
Eu olho pro meu passado e rio. Rio porque se eu não rir das minhas próprias brincadeiras, alguém vai e provavelmente já riu. Quando eu era mais novo, o bairro não era só onde eu morava, era meu palco. E eu, humildemente, era a atração principal. Não pedi esse talento, nasci com ele.
Cada rua guarda uma memória que eu claramente ajudei a criar. A bola que sempre caía no quintal errado (coincidência nenhuma), a campainha tocada e a corrida digna de atleta olímpico, as reuniões improvisadas na calçada que terminavam em bagunça sem plano e sem motivo. Tudo extremamente organizado dentro do caos.
Eu não fazia brincadeira pequena. Se era pra aprontar, era com criatividade. Se era pra irritar, era com estilo. Os vizinhos não sabiam meu nome completo, mas sabiam exatamente quem eu era. Ícone local. Lenda urbana em construção.
O melhor é lembrar da confiança. Eu tinha certeza absoluta de que nada dava errado se ninguém fosse pego. E quase nunca éramos. Quando éramos, vinha aquele discurso interno: “relaxa, isso vai virar história”. E virou. Sempre vira.
Hoje eu crio memórias rindo das antigas. Eu exagero? Óbvio. Mas se eu não valorizar meu próprio legado, quem vai? Aquela bagunça toda virou repertório, virou risada, virou aquela frase clássica: “cara, lembra daquela vez?”. Lembro. Como esquecer?
No fim, eu não me arrependo das brincadeiras. Elas me deram histórias, cicatrizes pequenas e um ego levemente inflado. Eu não era só mais um moleque do bairro. Eu era o moleque que fez o bairro ter assunto por anos.
E sinceramente? Se um dia alguém escrever sobre aquela rua, meu nome pode não estar lá… mas minha bagunça com certeza vai estar.
— Cyrox
"Se eu soubesse o que era saudade, eu teria passado mais tempo com ti.
Se soubesse o que os meus olhos veriam, eu os teria arrancado de mim.
Se eu soubesse o quanto sua ausência doeria, eu teria dado minha vida por ti.
Infelizmente as mazelas da vida são assim.
Hoje, com dificuldade, perdôo o Deus por tê-lo tirado de mim.
Tento ser melhor do que me ensinou a ser, para que sobre os céus, se orgulhe de mim.
A vida um dia termina, é só a saudade, que na vida terrena, não tem um fim.
A fertilidade da mente, que raramente recai sobre mim, hoje recaiu sobre ti.
Grande pai, filho do pai, que dos céus, hoje olha por mim.
Nessa data, aos outros especial, queria que fosse especial pra mim.
Mas tudo bem, infelizmente a vida é assim.
Embalado em saudade, se eu soubesse o que essa seria, teria eu passado mais tempo com ti..." - EDSON, Wikney
