Texto sobre o Passado
Percebeu que quando somos crianças aproveitamos ao máximo do tempo presente? Sim, vivemos espetacularmente nossos dias, percorrendo cada minuto de alegria e de felicidade, querendo brincar mais e mais e explorar cada cantinho e cada detalhe desse mundo. Não ficamos remontando o passado de ontem e não nos preocupamos se amanhã estaremos aqui: só vivemos o presente. E é o que basta!
Saudade não é apenas lembrar. É sentir o vazio de algo que já foi, mas que nunca mais será igual. É o eco de um momento que ficou no passado, mas que ainda bate no presente. Saudade dói porque nos lembra que o tempo não volta, que as pessoas mudam e que o que um dia foi, nunca será da mesma forma outra vez.
Nem sempre é fácil perceber que o nosso tempo, em algum lugar ou ao lado de alguém, chegou ao fim. Nem sempre conseguimos assimilar ou acreditar que aquilo que queríamos tanto, seja em que área for, não está reservado para nós. Nem sempre conseguimos abrir mão de nossos sonhos, planos, desejos e expectativas, numa boa, mesmo que nossa hora já tenha passado. Não é fácil entender que nem tudo o que a gente quer nos servirá. É preciso aprender a parar de insistir naquilo que não é para nós. É preciso aprender a aceitar que, desejar muito alguma coisa, não garante que ela seja nossa. É preciso aprender a aceitar as frustrações, os desejos desfeitos, parar de sonhar e, de algum modo, partir.
O tempo, inevitavelmente, mudará a forma como vemos e sentimos. Devemos aprender a enxergar tudo de novas maneiras (evolução), porém sem esquecer como já enxergamos tudo no passado (experiência), pois muitas dessas visões anteriores poderâo ser aquelas que ainda nos farão mais felizes (sabedoria)!
O martelo simboliza nossas ações e decisões; o prego, nossos objetivos que dão direção. Porém, cravar pregos com força excessiva pode entortá-los, assim como perseguir metas sem flexibilidade nos torna rígidos e impede o crescimento. O equilíbrio está em saber quando bater e quando ajustar a estratégia. Somos o martelo da nossa jornada, mas devemos escolher quais pregos cravar e onde posicioná-los — sem um prego, o martelo não constrói; sem martelo, o prego não alcança seu destino.
"Somos prisioneiros de nós mesmos, não adestramos nosso tempo, dia após dia há um furto letal de instantes, segundos, minutos e deste jeito, levando uma vida regrada de constantes desagrados, uma virtualidade que de tão presente, torna o nosso presente um fluido futuro de um passado completamente já esquecido".
A infância daqueles anos era despida de malícia e revestida de inocência; combinação perfeita para um elenco de peso viver a liberdade das ruas - o palco das ações desmedidas de brincadeiras, sorrisos, diversões e muita alegria. Em cena, um conjunto singular: crianças que podiam ser, plenamente, crianças.
Muitas vezes, o pensamento se torna o maior adversário. Ele cria cenários que nunca existiram, revira velhas feridas e nos prende em um ciclo de dúvidas e medos. O que poderia ser simples, ele complica; o que já passou, ele revive. E assim, no silêncio da mente, travamos batalhas invisíveis contra nós mesmos, esquecendo que, às vezes, tudo o que precisamos é de paz interior para silenciar essa voz interna que nos inquieta.
A única coisa que move a nossa vida pra melhor é deixar as bagagens pesadas e inúteis para trás. Perdoe seu passado e abrace o seu presente, pois seu futuro dependerá das escolhas do hoje!!! O ontem foi experiência do que fazer ou não fazer mais. Esteja em paz consigo mesmo e quando isso ocorre, não é qualquer coisa que te atinge, não é qualquer tropeço que te derruba. E quando tu perdoa as pessoas que te fizeram mal e te perdoa por não ser perfeito, a vida fica mais leve e tudo que é leve, flutua, faz voos maiores e até alcança o céu!!!
Quando mergulhamos nas palavras inspiradas de Filipenses 3:13-14, somos convidados a contemplar profundamente a jornada espiritual e a busca pela maturidade em nossa fé. Neste versículo, o apóstolo Paulo compartilha lições profundas sobre perseverança, foco e o chamado de Deus em nossas vidas. Paulo nos incentiva a "esquecer" as coisas que ficaram para trás. Isso não significa negar ou ignorar nossa história, mas sim não permitir que nossos erros, mágoas ou sucessos passados nos impeçam de seguir em frente. O passado pode ser uma âncora que nos impede de progredir. Devemos aprender com nossas experiências, mas não permitir que elas nos impeçam de abraçar o que Deus tem reservado para nós no futuro. Assim como um corredor não olha para trás, mas concentra-se na linha de chegada, devemos deixar nosso passado para trás e direcionar nosso foco para o objetivo celestial que Deus nos chamou a alcançar. Manter nosso foco no alvo nos ajuda a não nos distrairmos com as preocupações mundanas, mas a nos concentrarmos no que é eterno. Paulo nos lembra que nosso esforço para alcançar o alvo vale a pena. Ele se refere ao "prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus". Este prêmio não é apenas a recompensa final no céu, mas também inclui aprofundar nosso relacionamento com Deus e experimentar a alegria de viver de acordo com Seu propósito. É uma recompensa que transcende qualquer conquista terrena. O versículo de Filipenses 3:13-14 nos desafia a abraçar nossa jornada espiritual com humildade, abandonar as amarras do passado, manter o foco em Deus e em Seu propósito para nossas vidas e perseverar com a esperança de receber a recompensa divina. Portanto, que possamos prosseguir com coragem, confiança e fé, sabendo que o caminho que temos diante de nós é moldado pela mão amorosa de Deus, e nossa recompensa é nada menos que a plenitude da vida em Cristo Jesus.
Muitas pessoas cruzaram com quem você foi, mas não com quem está se tornando. A vida é uma jornada de transformação, onde deixamos para trás o que éramos para abraçar o que Deus nos chama a ser. Não se prenda ao que ficou, mas olhe adiante com fé e esperança. *"E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."* (2 Coríntios 5:17)
Assim como disse Heráclito, "nenhum homem entra duas vezes no mesmo rio" pois, na segunda vez, nem o rio guarda as mesmas águas, nem o homem conserva o mesmo ser. Tudo é fluxo, impermanência, transformação. A água que escorre já não é a de antes, e aquele que retorna traz no corpo e na alma as marcas do tempo, as cicatrizes do caminho, os ecos do que aprendeu e do que perdeu. A vida é esse eterno vir-a-ser, uma travessia por instantes únicos, que se esvaem como a correnteza, deixando apenas a memória breve do toque, do passo, do olhar. Somos feitos de passagens e nunca mais seremos os mesmos de um momento atrás.
Então há poucos minutos eu larguei meu livro e me sentindo um tanto quanto sozinha, vim escrever em você, diário, pois toda vez que me sinto sozinha você consegue preencher essa solidão, ou eu mesma preencho minha solidão com palavras e algo de vazio em mim de repente torna-se cheio e não me sinto mais tão triste. Eu contive minha vontade de escrever ao Rick, também, pois toda vez que sinto a saudade apertar eu escrevo a ele, e isso faz com que eu me sinta melhor, mesmo que ele nunca vá ler essas cartas. No entanto, escrever a ele é amá-lo cada vez mais, é perpetuar esse amor em suas páginas, é me machucar profundamente e eu não quero mais isso. Basta! Tem que bastar de uma vez por todas! Agatha Christie menciona em “A Morte no Nilo” que: “ O que importa é o futuro, não o passado”. Eu sei que o passado faz parte de nós, que nos tornou quem somos hoje, mas o fato de ele ser importante não significa que devemos viver acorrentados a ele, não é mesmo? Eu estou acorrentada ao Rick por correntes invisíveis que eu mesma criei ao longo dos anos e isso não está certo, não é saudável para mim. (Anseios de uma jovem escritora)
O crescimento da escassez de novos talentos nas artes plásticas brasileira deriva para uma releitura, uma nova critica e uma super valorização pelo mercado de alguns bons artistas que viveram quase esquecidos, anônimos e abandonados das mídias em um passado próximo. Com isto a revisão histórica nas artes no Brasil é uma pratica constante.
A maçonaria brasileira sempre foi a casa de encontros dos grandes artistas, novos pensadores, intelectuais, iluministas e positivistas. No entanto hoje, isto ficou esfumaçado quase apagado no passado histórico glorioso. Pois o que se vê, independente do rito, é uma baixa de intelectualidade crescente e um analfabetismo funcional permeado por primos alpinistas sociais sem o menor comprometimento com o meio, os meios e a unidade.
Aprendi com o amigo e mestre Manoel Santiago o quanto é importante retornar a boas idéias e percepções do passado, e reconstruí las com o novo ponto de vista, do agora. Na criatividade, o passado e o presente sempre dialogam, ou se completam ou se esvaem em síntese. A simplicidade só é alcançada com a maturidade da visão e do pensamento.
A permanência da existência por vida e por voz nesta dimensão é efêmera. Logo é imperativo que antigas palavras e questões existenciais, amorosas, familiares e amistosas estejam sempre bem resolvidas. Uma das maiores frustrações, é ter que posteriormente falar no vazio e viver na cruel incerteza da duvida do perdão.
A sustentabilidade cultural é importante para que o modo de fazer evolua e torne se registro para as próximas gerações. A inovação ocorre com base no passado, passado presente e futuro é uma coisa só, perante a cultura. O tempo, ele é insólito, as referencias sempre dialogam com os movimentos.
A dimensão terra sempre foi e será habitada por espíritos. Por ilusão tradicional, acredita se que eles tenham temporalidade a partir do pressuposto que na memoria histórica tenham sido categorizada como pessoas e tempo. A parte física e material são compostas por veículos espaciais diversos que dão personalidade ativa e passiva ao espirito. O nascimento, a plenitude e a morte são apenas diferentes momentos interdimensionais do percurso existencial da verdade, que se originou para o eterno e para liberdade.
O tempo externo passa bem mais rápido do que se percebe por dentro, e de repente percebemos que os lugares que eram tão bons e agradáveis, mudaram de ambiente ou não existem mais. Os velhos amigos já se foram para outras dimensões, um lugar distante e levaram com eles grande parte de nossas mesmas conversas. Algumas antigas paisagens reformaram, e se não fossem pelos novos cantos dos netos dos velhos passarinhos, eu nem os reconhecia mais. Talvez por isto, eu tente guardar erros antigos com tanto carinho, em uma insensata memoria de reviver o tudo que um dia tanto foi e fazia todo o sentido, que o tempo sorrateiramente levou.
