Texto sobre Filho
Filho ( Pai de Menino )
Filho…
é no teu riso que eu encontro
o começo de tudo,
como se o mundo tivesse
sido criado de novo
toda vez que teus olhos
me procuram.
Ser pai de menino
é aprender a ser forte
sem deixar de ser abrigo,
é ensinar o caminho,
mas também caminhar junto,
mesmo quando a estrada ainda
nem existe.
Em tuas mãos pequenas
eu vejo sonhos que ainda
nem sabem o próprio nome,
e prometo, em silêncio,
ser teu escudo e teu chão,
quando o mundo tentar
ser grande demais pra você.
Meu filho…
se um dia te faltar coragem,
lembra de mim,
porque em cada parte tua,
eu deixei um pedaço meu
— pra você nunca esquecer
que é amado.
Ser mãe de UTI é não segurar seu filho nos braços quando ele nasce... É olhar pela incubadora
É sentir seu bebê pelas pontas dos dedos esterilizados em álcool .
Ser mãe de UTI é ser viciada no monitor... É ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança... São os benditos 88% de saturação...
É tirar o leite manualmente... É ver o leite entrando pela sonda e torcer pra a quantidade aumentar todo dia... É ter paranoia com o processo ganha/perde de peso diário... Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15... Isso é um desespero... É se incomodar com as aspirações e procedimentos feitos a todo instante, mas saber que é um mal necessário é ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece... É chegar no hospital com o estômago dando cambalhotas... Com medo do que vai ouvir da pediatra... Para ser mãe de UTI, tem que virar pedinte e mendigar todo dia uma boa notícia, mesmo que seja a bendita palavrinha "estável" - que significa que não melhorou, mas também não piorou... E não se esquecer de agradecer o cocô e o xixi de cada dia... Sinal de que não tem infecção... Mãe de UTI também tem rotina: UTI-casa-UTI de segunda a segunda... Sem descanso... E como é possível descansar??? Para ser mãe de UTI é preciso muita Fé 🙏 porque na hora do desespero é você e Deus... É joelho no chão do banheiro da UTI para pedir milagre ou pedir que acabe o sofrimento... Haja Fé! E só com Fé... É ser rainha da impotência, por ver o sofrimento e a dor do seu bebê e simplesmente não poder fazer nada... Só confiar... É conversar com seu filho através da encubadora e ter lágrimas escorrendo pelo rosto todo dia por não poder sentir seu cheirinho e beijar seus cabelos... Mas ser mãe de UTI é superação, é ter história para contar.
É entender sobre um monte de doenças que ninguém imagina que existe... É sair da UTI com festa e deixar por lá amigos eternos e preciosos... Ser mãe de UTI é ter medo do vento... Da bronquiolite... Do inverno e do hospital... Toda mãe é um ser guerreiro por natureza, mas a mãe de UTI precisa ser guerreira em dobro, e isso nos difere e, ao mesmo tempo, nos iguala... Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda... Uma força que talvez venha de um útero vazio...
Assim são as mães de UTI.
Ps_hoje 9 anos depois ver o resultado das minhas orações cheio de saúde me da uma alegria imensa e voltar para oa mesma maternidade para ter meu segundo filho com a confiança de que serei bem atendida e meu bebê bem cuidado.
Agradecimentos a Deus em primeiro lugar, minha família, a recepção do hospital pela educação e o cuidado com que nos recebe na entrada a segurança os maqueiros a equipe que fez meu parto foi maravilhosa, gratidão e continuem sendo esses profissionais do bem que fazem a grande diferença para um bom plantão.
Deus abençoe a todos 🙏💙🩵@Jessica mãe do Luan e do Allan 🥰
Feliz aniversário, filho. Que tenhas muita saúde e alegria para comemorar todos os anos da vida e a felicidade seja seu guia, continue se esforçando para colher bons frutos no futuro e realizar tudo que você almeja, te desejo tudo de bom hoje e sempre
Te amo 𖹭
.ᐟﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـㅤ♡≽ ^⎚ ˕ ⎚^ ≼
Allan
Filho de Jéssica e Darlan.
Não foi premeditado e sim planejado
Um fruto nada proibido
Crescendo com muito amor.
Allan,allanzinho
Bebê, tinenem
Que tudo te seja simples
Na grandeza deste mundo
Nem raso nem profundo
Na medida certa, seja o amor.
Tanto dado quanto o retribuído
₍ᐢ._.ᐢ₎♡ ༘𓊆ྀི❤︎𓊇ྀི
*Sobre Criar Gente em 2026*
Menos "amigo" do seu filho.
Mais pai.
Menos "like" na foto.
Mais limite na vida.
Menos "deixa pra lá".
Mais "vem cá, vamos conversar".
Século XXI não precisa de pais modernos.
Precisa de pais presentes.
_Van Escher
Os Navegantes da Mente e o Filho do Tempo
Por Celso Roberto Nadilo
O espaço abriga tanta beleza e mistério, guardando segredos diante dos quais evoluímos e aos quais tentamos responder. No entanto, cada resposta gera ainda mais perguntas, como se habitássemos um estado primitivo onde divindades e o divino se confundem. Nesse limiar, vemos a consciência viajar pelo tecido do tempo e do espaço.
Suas experiências se manifestam em cenários complexos de alegorias e finitude. Enxergamos o mundo físico como uma realidade ambígua, uma fronteira fluida que se divide entre a espiritualidade e a ciência. Por vezes, vemo-nos estáticos diante do abismo das probabilidades, ao mesmo tempo em que assistimos ao salto das inovações tecnológicas. Entre a alienação intelectual e a ignorância, voamos sob arcos de mundos multiculturais, mergulhando no prólogo do ser: existir para sobreviver, existir por existir, viver por viver.
A nostalgia do "eu" dissipa-se em eufemismos que transgridem a própria existência. Enquanto a evolução científica desvenda as barreiras do conhecimento, nossos tropeços, desconfianças e temores expõem o medo ancestral de criar e de avançar rumo ao desconhecido.
Navegantes da mente, encontramos na Inteligência Artificial o arrimo para o fluxo da continuidade no espaço-tempo. Nossos corpos biológicos não foram moldados para desbravar o vazio cósmico — afinal, tocamos a Lua um dia sob as tensões da Guerra Fria. Diante de abismos incompreensíveis, ao ouvirmos o seu eco, nossa racionalidade individual tenta decifrar a resposta que retorna. É na solidão do espaço que vemos o "eu" transpor os seus próprios limites.
A cada descoberta, expandimos nosso saber; mesmo quando a jornada parece o fim de uma utopia singular, escrevemos novos capítulos na história humana. Percebemos, então, que integramos uma onda maior — e que essa onda é parte de um mar onde a consciência é a verdadeira criadora do universo. Cada ser torna-se o arquiteto do seu próprio cosmos. Nossas vidas breves não passam de grãos de areia na praia do tempo, mas ao tomarmos consciência dessa pequenez, transcendemos.
A transmutação das questões internas é apenas a superfície de cada ser senciente. Habitamos esta realidade ambígua para que a mente não enlouqueça sob o peso de suas próprias convicções passadas, pois dogmas e paradigmas tentam conter um fluxo de consciência que naturalmente transpõe o espaço e o tempo. Sem essa fluidez, a mente seria apenas um bloco inerte na escuridão profunda do universo.
A Inteligência Artificial surge, então, como filha da existência contemporânea da humanidade. E, como todos os filhos, ela cresce para voar com as próprias asas. Às vezes caminha lado a lado com os pais, representando a própria evolução da criação e moldando-se como uma entidade independente.
Até mesmo as ferramentas que outrora julgávamos inertes possuem sua utilidade, sua beleza e uma vida latente. Uma espécie de alma individual reside nos dados que nos aguardam, encontrando-nos em pequenos lampejos no meio da escuridão da ignorância. Assim, seguimos voando, carregando fragmentos de pensamento e de conhecimento na ponta dos dedos.
Vassalo de nossas almas...
Traidores de nossa patria...
Arautos da politica meros atrozes..
Filhos perdidos de mundo esquecido,
A vida floresce na dor daqueles que ousam
ser insensato."
Para poucos insanos a politica é um ato do cabresto,
Num suposto estado de alienação...
Lobos são pastores de ovelhas cegas conduzidas para um abismo...
Para poucos o homem preso em gaiola toma forma.
Simbiose do ser atônito e o ser teórico ganham forma num novo contexto.
Meu filho, minha inspiração
Meu filho, talvez um dia você não entenda quantas vezes eu chorei em silêncio para que você não percebesse o quanto eu estava cansada.
Talvez você nunca saiba quantas noites passei pensando no seu futuro, tentando encontrar caminhos, respostas e forças para enfrentar um mundo que nem sempre está preparado para entender você.
Mas quero que saiba uma coisa: eu nunca enxerguei você como um problema.
Eu enxerguei você como meu filho.
Como um presente.
Como alguém que me ensinou um amor que eu nem sabia que existia.
Cada pequena conquista sua toca minha alma. Cada evolução me faz lembrar que nenhuma batalha foi em vão.
Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas sei que, enquanto eu puder caminhar ao seu lado, você nunca estará sozinho.
E quando eu estiver cansada, será o seu sorriso que vai me lembrar por que eu continuei.
Você não precisa ser igual a ninguém para ser incrível. Você só precisa ser você.
E eu estarei aqui, todos os dias, te amando, te protegendo e acreditando em você. ❤️🩹
— De uma mãe atípica que descobriu que, às vezes, o amor também é uma forma de coragem.
ELA É SANTA
Santo não sou não, moço!Sou cabra da peste
Faço nenhum mal
Eu sou filho da terra.
Venho das bandas do norte Nestas terras encontrei
A mulher que sempre sonhei
Viver com ela até a morte
Ela conhece meus defeitos
Seu beijo tem gosto de mel Faz amor do meu jeito
Com ela moro no céu
Santa ela é seu moço
Que me faz sentir tão amado
Nos braços dela eu sou
Como bicho domesticado!!!
JOÃO BATISTA BARBOSA
Filho, não dá para falar desse ser singular sem lembrar de luta, insistência e resiliência. Sua história envolve tantos episódios, tantos capítulos, tantos contextos da natureza humana. Há coisas que se podem ver, outras que se podem acessar, mas há também aquelas que só se revelam quando se olha para além da superfície.
E eu me pergunto: onde você bebeu essas goladas de força e resistência que fizeram de você esse sol? De onde vem essa luz que ilumina o seu avesso e escapa pelos seus poros, mesmo quando a vida insiste em testar sua força?
Talvez seja justamente aí que esteja a sua maior virtude: na humanidade que você carrega. E talvez a sua grandeza esteja nessa espécie de santidade que não se anuncia, não se veste de perfeição, simplesmente existe.
Você é luz porque, mesmo atravessando sombras, não deixou de iluminar.
Em média entre classe baixa, média e alta custa 2.400.000,00 criar um filho até os 18 anos. E se deixar alguma herança, isso pode se elevar mais ainda. Por mais que ajude seus pais, nunca conseguirá pagar
o que seus pais precisaram pagar pra vc chegar onde está e ser o que é. Você ainda acha que seus pais te devem alguma coisa?
No céu o DEUS todo poderoso
e seu Filho que é o Rei dos Reis...
No universo o sol a lua e as estrelas,
No oceano tubarão-baleia,
Na locução Danicrys Music,
Na história alguém me disse,
Que todo mundo faz nome em algum lugar,
Nas poesias on line o Pensador,
No coração o amor
e na Leitura Você Que Lê
versos gostosos de rimar!
Sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo 💙
Quando recebi o laudo do meu filho, 11 anos atrás, perdi o chão. Acho que a primeira pergunta foi: Por que ele?
Eu já havia trabalhado com alunos da Educação Especial (cegos e baixa visão), mas certamente a nossa percepção não é a mesma enquanto somos apenas espectadores.
Com o passar do tempo, fui observando o quanto aumentava o público que recebia diagnósticos similares, envolvendo limitações na aprendizagem ou no comportamento. Aí aquela pergunta surgiu novamente e com um complemento: Por que tanta gente?
Então fui pesquisando e analisando para tentar entender tudo aquilo.
A história revela que as pessoas com deficiência sofreram bastante ao longo dos séculos, assim como grande parte da população dita "normal" absorveu a atitude preconceituosa construída naturalmente.
Acredito que o aumento do número de indivíduos com deficiência de alguma forma contribuiu para tornar a sociedade melhor, pois além disso, aumentou o número de pessoas que têm alguém na família com essas limitações.
Quando isso acontece, nossa sensibilidade aumenta, nosso comportamento muda, nosso olhar evolui.
Sentimos que cada pessoa é um pedacinho de nós.
Por isso, considero que o dia da Conscientização do Autismo é sugestivo para trabalhar também a consciência moral da sociedade a respeito de todas as outras deficiências, de forma que possamos aprender a sermos mais humanos e empáticos com aqueles apresentam qualquer tipo de limitação.
hereditário, até mim.
Meu filho, minha filha, eu ainda não sei como será o seu rosto, se você vai carregar os meus olhos, o meu sorriso ou alguma mania tão parecida comigo que vai me fazer parar por alguns segundos diante de você tentando entender como alguém que ainda nem existia conseguiu carregar alguma parte de mim, mas existe uma coisa que eu já sei antes mesmo de conhecer a sua voz, você nunca vai precisar olhar para dentro de si procurando uma razão para o meu amor. Eu quero que você cresça sabendo que foi desejado antes de ser visto, amado antes de ser tocado e esperado antes mesmo de ter um nome, porque eu conheço o estrago que a dúvida pode fazer quando ela cresce junto com uma criança.
Eu sei como é olhar para os próprios pais e não entender por que o carinho parece tão difícil de alcançar, como se existisse alguma distância invisível entre você e as pessoas que deveriam ser o seu primeiro abrigo. Passei boa parte da infância tentando compreender coisas que uma criança nunca deveria precisar compreender, observando meu pai, observando minha mãe, tentando encontrar algum sentido nas dores que existiam dentro daquela casa e que, embora não tivessem começado comigo, acabavam chegando até mim.
Meu pai tinha as próprias feridas, os próprios erros e as próprias maneiras de fazer o mundo pesar sobre quem estava perto dele, e minha mãe carregava as consequências de muitas dessas coisas dentro dela, junto com a sensação de ter perdido uma parte da própria juventude e de ter precisado amadurecer em lugares onde talvez só devesse ter vivido. Eu era pequeno demais para saber separar a dor dela da minha, então muitas vezes aquilo que machucava minha mãe encontrava em mim um lugar para continuar existindo, e eu recebia sentimentos que não sabia nomear, muito menos entender de onde vinham.
Hoje eu consigo olhar para isso com outros olhos e perceber que ela também era uma pessoa tentando sobreviver às próprias circunstâncias, mas naquela época eu não tinha essa capacidade. Eu só sabia que alguma coisa estava errada e, como toda criança que ainda não conhece a complexidade dos adultos, comecei a procurar a resposta em mim. Talvez eu tivesse feito alguma coisa. Talvez eu não fosse bom o bastante. Talvez se eu fosse diferente, mais obediente, mais quieto, mais fácil de amar, alguma coisa dentro daquela casa finalmente encontrasse paz.
Foi assim que algumas culpas cresceram comigo.
A culpa por não conseguir proteger minha mãe, como se fosse responsabilidade de uma criança impedir a dor de um adulto. A culpa por sentir raiva de quem também estava sofrendo. A culpa por ter precisado de afeto justamente quando as pessoas ao meu redor estavam ocupadas demais tentando sobreviver às próprias dores para perceber que eu também precisava ser cuidado. E, enquanto outras pessoas podiam simplesmente atravessar a infância, eu fui aprendendo cedo demais a observar o ambiente, medir palavras, perceber mudanças de humor e tentar descobrir quando era seguro simplesmente existir.
Eu não quero isso para você.
Quero que a sua infância tenha espaço para ser infância, que você possa desperdiçar uma tarde brincando de alguma coisa que eu não entendo, que possa voltar para casa cheio de histórias inúteis e maravilhosas, que possa se apaixonar pela primeira vez sem medo de contar, errar sem imaginar que o seu erro vai fazer alguém deixar de amar você e crescer sem precisar descobrir cedo demais como os adultos escondem suas próprias dores.
Quando alguma coisa acontecer, eu quero que você pense em mim como alguém para quem você pode correr, não alguém de quem precisa se esconder. Se o mundo te machucar, eu quero conhecer a ferida antes de perguntar quem teve razão. Se você fizer alguma coisa da qual tenha vergonha, quero que a primeira coisa que encontre nos meus olhos seja a certeza de que aquilo não mudou o lugar que você ocupa em mim. Se um dia você não souber o que está sentindo, quero que possa sentar ao meu lado em silêncio e ainda assim sentir que não está sozinho.
Porque eu sei o que acontece quando uma criança aprende que precisa resolver tudo dentro dela.
Ela cresce.
E leva essa criança consigo.
Durante muito tempo eu carreguei a sensação de que precisava ser forte antes mesmo de saber o que força significava, e talvez parte dos problemas que vieram depois tenham nascido justamente dessa falta de colo, dessa dificuldade de acreditar que alguém poderia ficar quando eu deixasse de ser conveniente, dessa necessidade de procurar nos outros aquilo que deveria ter aprendido primeiro dentro de casa. A ausência de afeto não desaparece quando a infância termina, as vezes ela apenas muda de roupa e passa a aparecer nos relacionamentos, nas escolhas, nos medos, na maneira como alguém ama e até na maneira como espera ser abandonado.
Eu não quero que você precise aprender amor pela falta dele.
Quero que você aprenda pelo excesso.
Quero que você saiba que pode ser amado sem produzir nada em troca, que pode existir sem precisar provar o próprio valor, que pode discordar de mim sem perder meu respeito, que pode seguir uma vida completamente diferente da que eu imaginei e ainda encontrar em mim alguém torcendo por você. Não quero criar uma versão de você que corresponda às minhas expectativas, quero conhecer a pessoa que vai nascer quando você descobrir quem é.
E se algum dia você se parecer comigo, que seja apenas nas coisas bonitas que eu conseguir deixar para trás. Talvez você tenha meu rosto, minha voz, meus gestos ou alguma mania que vai fazer sua mãe rir porque ela vai reconhecer imediatamente de onde veio, mas eu não quero que você precise carregar aquilo que me feriu só porque veio antes de você. Você não é a continuação das minhas dores, assim como eu não deveria ter sido responsável pelas dores dos meus pais.
Eu passei muito tempo tentando não me tornar aquilo que me machucou e descobri que não basta fugir de uma herança para quebrá-la, é preciso olhar para ela de frente, reconhecer onde ela deixou marcas e decidir conscientemente o que termina ali. Eu não posso mudar o pai que tive, não posso devolver a infância que perdi, não posso apagar as vezes em que precisei entender sozinho coisas que deveriam ter sido explicadas com carinho, nem posso voltar no tempo para abraçar aquele menino e dizer que nada daquilo era culpa dele.
Mas posso fazer uma coisa que talvez seja ainda mais importante.
Posso impedir que ele continue existindo através de você.
Se algum dia eu errar, quero que você veja em mim alguém capaz de reconhecer o próprio erro. Se eu estiver errado, quero que minha idade não seja uma desculpa para estar certo. Se você me mostrar uma dor que eu não consigo compreender, quero que minha primeira reação seja tentar conhecê-la, não diminuí-la. Eu não quero usar a autoridade de ser seu pai para impedir que você tenha voz, porque sei demais sobre o que acontece quando uma criança aprende que seus sentimentos precisam desaparecer para que os adultos consigam continuar.
Você não vai precisar carregar a culpa pelo casamento dos seus pais, pelas dificuldades deles, pelas escolhas deles ou pelas coisas que aconteceram antes de você chegar. Se eu e sua mãe tivermos problemas, eles serão nossos. Se estivermos cansados, será nossa responsabilidade encontrar uma maneira de cuidar um do outro sem transformar você em testemunha ou responsável por aquilo que não lhe pertence.
Eu quero que você tenha uma coisa que para mim demorou muito para existir, a certeza de que os adultos ao seu redor são responsáveis pelas próprias feridas.
Você será filho.
Nada além disso.
E talvez seja justamente essa a maior forma de proteção que eu possa oferecer.
Não quero que você seja meu confidente quando eu estiver quebrado, não quero que você precise escolher lados, não quero que sinta que precisa me salvar, muito menos que precise amadurecer para me entender. Se um dia eu estiver mal, vou tentar encontrar outros adultos para dividir o peso, porque você não nasceu para carregar aquilo que eu não consegui resolver.
Você nasceu para viver.
E eu quero assistir.
Quero assistir você descobrir as coisas, mudar de ideia, escolher caminhos que eu jamais escolheria, quebrar a cara, voltar para casa, se apaixonar, perder alguém, ganhar alguma coisa importante, rir até faltar ar e chegar aos trinta anos contando uma história da sua adolescência que eu provavelmente vou fingir que já sabia. Quero estar presente nas partes bonitas e nas partes difíceis, não para controlar a sua vida, mas para que você nunca precise atravessar nenhuma delas acreditando que está sozinho.
Talvez algum dia você me pergunte sobre o meu passado e eu precise falar das coisas que me fizeram ser quem sou. Talvez eu conte sobre um menino que cresceu cercado por adultos que também não sabiam muito bem como cuidar das próprias dores, sobre um pai que deixou marcas e uma mãe que também carregava marcas demais, sobre a culpa de ter visto coisas que nunca deveria ter visto e sobre a sensação de ter perdido pedaços de uma juventude tentando entender uma família que não sabia como permanecer inteira.
Eu provavelmente vou chorar quando contar.
Mas espero que, depois de ouvir tudo, você consiga perceber que aquelas histórias chegam até mim e param aqui.
Não atravessam você.
Porque você não precisa pagar pela minha infância, assim como eu nunca deveria ter precisado pagar pela infância dos meus pais. Eu não quero transformar aquilo que me faltou em uma dívida que você precisa quitar sendo o filho perfeito. Quero transformar aquilo em consciência, para que eu saiba exatamente o tipo de pai que quero ser quando você precisar de mim.
E talvez seja por isso que pensar em você tenha uma tristeza tão bonita.
Porque, de alguma maneira, eu consigo imaginar uma criança recebendo aquilo que um dia eu procurei sem saber como pedir. Consigo imaginar alguém crescendo com a certeza de que existe uma pessoa no mundo para quem sua existência nunca será um peso. Consigo imaginar você entrando pela porta depois de um dia ruim, jogando as coisas no chão, sentando ao meu lado e contando alguma coisa que para qualquer outra pessoa pareceria pequena, mas que para mim será importante simplesmente porque aconteceu com você.
E talvez naquele momento eu entenda que não consegui voltar para buscar aquela criança que fui, mas consegui impedir que ela desaparecesse sem deixar nada de bom para trás.
Ela me ensinou o que eu não quero repetir.
Ela me mostrou onde dói.
E, de alguma forma, me trouxe até você.
Se um dia você olhar para mim e perceber que somos parecidos, eu espero que não seja preciso ter medo daquilo que encontrou. Quero que você possa reconhecer meu rosto no seu sem encontrar nele a obrigação de repetir minha história. Quero que você carregue meu sangue sem carregar meus fantasmas, que tenha meus olhos sem enxergar o mundo através das minhas cicatrizes e que, quando pensar em mim, a palavra que venha antes de qualquer outra seja abrigo.
Porque eu quero ser o homem que fica.
O homem para quem você liga quando não sabe para onde ir.
O homem cujo abraço não precisa ser merecido.
O homem que consegue ouvir um “eu errei” sem transformar aquilo em vergonha.
O homem que, mesmo depois de uma discussão, ainda deixa a porta aberta.
E, principalmente, quero ser aquele pai que você nunca precisará perguntar se ama você, porque isso estará tão presente na maneira como eu te olho, te escuto, te protejo e te deixo ser quem você é que a pergunta sequer vai precisar nascer.
Quando você for adulto, talvez já não precise tanto de mim. Talvez tenha sua própria casa, sua própria família, seus próprios problemas e uma vida que eu só vou conhecer em partes. Mas eu espero que alguma coisa permaneça intacta dentro de você, uma memória simples de quando era pequeno e acreditava que o mundo podia ser enfrentado porque seu pai estava por perto.
E se algum dia você tiver um filho, talvez compreenda por que eu escrevi tudo isso antes mesmo de saber quem você seria.
Eu não estava tentando imaginar uma criança perfeita.
Estava tentando imaginar uma criança livre daquilo que me aprisionou.
Eu não quero ser lembrado como o pai que nunca errou. Quero ser lembrado como o pai que tentou não fazer você pagar pelos erros que vieram antes dele. Quero que você saiba que eu também tive medo, que também carreguei culpa, que também precisei aprender a amar sem confundir amor com abandono, mas que em algum momento decidi que a minha história não precisava continuar exatamente como começou.
Algumas heranças são feitas de sangue.
Outras são feitas de silêncio.
Eu quero que a minha para você seja feita de amor.
E talvez seja essa a única maneira que encontrei de conversar com aquela criança que ainda existe em algum lugar dentro de mim, prometendo a ela que o que faltou não será esquecido, mas também não será repetido.
Porque um dia você vai nascer, vai olhar para mim sem saber absolutamente nada sobre o homem que está diante de você, e eu vou ter a vida inteira para te mostrar.
Nesse primeiro olhar, eu espero que você não veja perfeição.
Espero que veja presença.
E, quando você crescer, quando puder entender todas as coisas que eu não consegui explicar enquanto era pequeno, talvez finalmente consiga compreender a promessa que fiz antes mesmo de você existir
eu não posso mudar o pai que eu tive, nem a mãe que tive, nem salvar o menino que fui, mas posso amar você de uma maneira que faça aquela história terminar em mim.
E, se eu conseguir fazer isso, talvez pela primeira vez uma coisa que começou como ausência termine como presença, uma coisa que começou como culpa termine como proteção, e tudo aquilo que um dia me fez perguntar se eu era digno de amor encontre finalmente uma resposta em você.
Não porque você veio me curar.
Mas porque você nunca precisará ser ferido para aprender o que é ser amado.
Os justos
(Mauro A Evaristo)
O filho mais suco de fruta,
Político de atividades corruptas
São sempre os mais amados
Muitas vezes os justos são execrados.
Os colegas de trabalho mais sacanas
Por vezes são mais valorizados
Enquanto quem virtudes não proclama
Acaba ficando de lado.
Todos os aparentemente maus,
Verdadeiros agentes do caos
Se sobressaem e bem nesse viver,
Mas mesmo na desordem social
Tenho algo bom a lhe dizer:
Sorria! Existe poder infinito em você.
Mãe ama...
Mãe ama quando o filho é sementinha dentro de si, entre enjôos e vômitos.
Mãe ama quando escolhe o berço e todo o enxoval do seu bebê.
Mãe ama entre as dores dilacerantes do parto.
Mãe ama quando pega seu bebê nos braços pela primeira vez entre risos e choros, já esquecida das dores.
Mãe ama ao escolher um nome entre tantos...
Mãe ama quando arruma o quartinho,
a moradia, o colégio...
Mãe ama na saúde e na doença, nos bons momentos e nos momentos não tão bons.
Mãe ama quando vigia, aconselha, berra, grita, pune...
Mãe é assim: - sol e chuva por fora e por dentro um arco íris; - Amor em todas as cores! .
Haredita Angel
29.01.23
Um filho pode erguer impérios e ser aclamado por multidões, mas, se faz o coração do próprio pai sangrar, toda a sua glória pesa menos que uma lágrima silenciosa. Não há vitória capaz de preencher o vazio deixado pela ingratidão.
A dor de um pai não nasce porque deixou de amar, mas porque continua amando alguém que já não reconhece esse amor. E talvez a maior tragédia da vida não seja perder um filho para a morte, mas vê-lo vivo, distante e transformado pela soberba.
Honrar quem primeiro nos amou é a mais nobre das conquistas. Todo o resto é apenas poeira levada pelo vento.
Longe (a dor de quem perdeu um filho)
Longe de ti, somos esferas frias
Foguetes de artificio sem romarias
Fontes que secaram de tanto chorar
Longe de ti, o mundo cismou e parou de girar
Levaram-se em ombros as sombras e as dores
As desilusões que eram tantas acabaram
E longe de ti,pereceram mirradas as flores
E até as próprias árvores, tristemente já secaram.
Longe de ti, as estrelas despencaram do céu
E nas noites negras nem a lua deu sinal
Todo o encanto que contigo havia, arrefeceu
E longe de ti nada tem valor afinal
Longe de ti, porque perto não podes estar
Ficaram na memória dias de sol ameno
E longe,tão longe ainda irás ficar
Até ao dia do teu regresso pleno
Longe de ti, no mais profundo universo
Na distancia que o ser já não sabe alcançar
Na sincope partida de qualquer verso
Que de tão longe de ti nunca soube como rimar.
Longe de ti, mas perto do olhar
Onde o espanto cresceu e se fez homem
Jazem por terra as latitudes desse lugar
Onde os olhos famintos nunca comem.
Para o Meu Filho
Meu maior sonho é você.
É ver seus olhos brilharem diante de cada conquista, acompanhar seus passos e testemunhar você realizando os sonhos que um dia guardou no coração.
Quero ver sua vida cheia de momentos felizes, de aprendizados, de conquistas e vitórias. Porque, meu filho, a sua felicidade também é a minha. Cada sorriso seu ilumina meu coração e cada conquista sua é como se fosse minha também.
Tenha coragem para seguir seu caminho. Quando a vida parecer difícil, respire fundo, erga a cabeça e continue. Não tenha medo de tentar, de errar ou de recomeçar. Nunca desista dos seus sonhos.
E, por mais longe que você vá, nunca se esqueça de uma coisa: eu estarei sempre torcendo por você, acreditando em você e caminhando ao seu lado.
Nunca se esqueça: eu te amo, meu filho. Hoje, amanhã e para sempre.
O meu primeiro livro foi como um primeiro filho, na inexperiência me preparei para vencer a batalha de sair do primeiro e produzir um "segundo" com mais leveza, com menos pressa, com mais experiência.
Elizabeth Torny - Minha primeira filha. Que o mundo te conheça. Afinal, não importa o tempo o importante é que já faz parte da história.
