Texto sobre Fantasia
EM FANTASIA
A fantasia induz sonho...
sonho dormente nas dobras luz
reluz cor brilho estrela
a memória corre solta
em imaginação coração
Tua voz ainda canta
ouvidos silêncio encanto
saudade invade macia suave
suavidade avassaladora
terremoto às avessas
somos vestes um do outro
vestidos de luz à meia luz...
inventamos um ao outro
em voz sussurro silêncio
grito silencioso
se faz e nos (re)faz
↠ Delírio ↞
.
Sonho com uma fantasia
fruto da imaginação,
a razão diz ser armadilha
ir além da (des)ilusão.
.
Sonho despreocupado,
alucina, brilha e voa.
No limbo menosprezado,
caso tomba, se esconda!
.
Sonho é perseverança:
devaneio ou esperança,
fugitivo da adversidade,
no mundo de iniquidade.
Enganos e Realidades
Podemos ser quem quisermos ser. Se não na realidade, pelo menos na fantasia. Tem gente que pensa ser super-herói; tudo bem, tudo certo. Também tem gente que pensa ser mendigo; tudo bem, tudo certo, também. É certo que as pessoas pensam que somos aquilo que aparentamos ser. O que pensa ser herói, pode, na verdade, parecer louco. Enquanto aquele que pensa ser mendigo, pode, na verdade, parecer hipócrita. Segundo a filosofia Estoica, devemos apenas parecer o que somos na essência, na realidade, sem enganos ou fantasias; sem querer agradar ou atacar e constranger ninguém. Sermos somente humanos.
Fantasia
Queria ir para um mundo distante onde ninguém pudesse me vê poder sentir o vento tocando em mim em pleno oceano.
Poder subir até os mais alto das montanhas e cair num rio coberto de cachoeira caindo sobre mim.
Chegar até a Antártida e sentir o frio congelando o meu corpo cergado de pinguins se deslizando sobre mim como se eu fosse algum esqui ,mas sem querer me importar com isso.
Passar por ruas que sempre teria ido mas observando casas que nunca tinha visto.
Olhar para o céu e ficar imaginando as estrelas como se elas caíssem sem acertar ninguém, caindo em pleno mar abrindo grandes buracos onde os peixes festejam como se fosse uma grande festa e quando as águas saíssem não encontrar ninguém a vista e quando tudo terminar acordar como se todo isso fosse uma imaginação.
Sou alegria, sou energia, eu sou amor,
Sou solidão, desilusão, eu sou sua dor.
Sou fantasia, sou sentimento, eu sou canção,
Eu sou doçura, sou criador, sou criação.
Sou imperfeita, complexidade, sou emoção,
Sou um mistério, sou sua presa, libertação.
Sou sua doença, sua crença, eu sou seu tédio
Sou sua cura, , sou seu remédio, seu sim, seu não.
E assim prossigo, pois eu sou e sempre hei de ser,
da forma exata, que seus meros olhos, conseguem me ver.
Faust
Gato aquele que fazia meu dia,
Cada fantasia contada com alegria,
Cada miado pedindo por mais–
Por mais ração, por mais diversão, por mais vida.
Qual bela poesia poderá te salvar?
Do vazio que carregava nas ruasm
Caminho em meio à multidão,
Como se fôssemos iguais.
Hoje, no silêncio que habita na calada da noite,
A cada sentença, uma antiga memória perturba.
Parece até que foi hoje,
Que acariciei tua barriga fofa.
Parece até que foi hoje,
Que derramei meu ser em ti.
Me pergunto se você sentiu dor...
Você sentiu dor?
A morte é algo que toma tudo de ti,
Toma tudo que tu sente.
E quando me vi diante de você,
Me senti tão indiferente.
Gato aquele que descartei,
Como cadáver,
Na mata da alma.
E, na ausência de empatia, me pergunto:
Qual o problema comigo?
O que tem de errado em mim?
Eu nem chorei quando te vi ali no chão–
Seu sangue ainda fresco, mas meio seco.
Seu cheiro indicava que foi recente.
A morte te faz pensar.
Pensar...
Que não quer morrer.
Romance é fantasia.
Só funciona quando alguém escreve o roteiro.
Paixão é ilusão.
A gente se apaixona pelo que falta em nós,
não pelo que o outro é.
Quando a ilusão acaba,
não acaba o amor.
Acaba a mentira.
E aí vem a pergunta
que ninguém quer responder:
Você ama
ou só gostava de não estar sozinho?
Amor é construção.
Cansa.
Dá trabalho.
Obriga a escolher todos os dias
a mesma pessoa.
Quando um cai, o outro ajuda.
Mas às vezes
os dois estão caídos
e ninguém fala sobre isso.
Talvez amor não seja felicidade.
Talvez seja responsabilidade.
E talvez
nem todo mundo
queira amar de verdade
O Livro de Receitas do Desastre Nacional!
Na terra onde o cinismo se fantasia de lei,
E a política tem como característica maior a corrupção,
Ergue-se o templo de uma suprema corte, oh, rei!
Com postos de ouro maciço, sem livre eleição.
Que doce ironia, que farsante teatro nos seduz:
Ministros de uma suprema corte jamais poderiam ser indicados por políticos."
Mas a regra da nação, essa que a alma seduz,T
ransforma o óbvio em mito, em refrões proféticos.Pois "Isso é a receita para um desastre!", brada a voz sensata,
Enquanto o cozinheiro- mor sorri com o livro na mão, Cozinhando a ética em fogo brando, numa panela ingrata,Onde a verdade é tempero dispensável à nação.
"Como pode?", pergunta a plebe, em coro desafinado,
Que um corrupto condenado - figura vil e nefanda "e completamente ignorante e sem o mínimo de caráter" ungido, Tenha a chave do cofre, a prerrogativa que o desmanda!
De "indicar comparsas para ocupar cargo de ministros da justiça.
"Um circo de compadres, uma corte de escudeiros,Onde a toga, outrora símbolo, se curva à astúcia,
E a lei se faz flexível aos caprichos dos celeiros.
Ah, "Usar o nome justiça para o poder judiciário é um erro."
Uma "eresia" na certa, um pecado de vocabulário,
Pois "a 'Justiça' não faz justiça em nosso país", eu o venero,
Neste palco de sombras, neste vasto e caro santuário. Ministros da justiça são funcionários públicos, eu decreto,
E deveriam ser, que ultraje!, "concursandos", plebe rude e leal,
Sem o beijo do poder, sem o pacto secreto,
Apenas mérito frio e um currículo legal. Mas o jogo é jogado onde a luz é pouca e a névoa densa,
"Em um país onde a grande maioria do povo não tem educação,"
E carece de faróis, de um senso, de uma recompensa, "muito menos discernimento de assuntos importantes,
"E nessa lacuna da mente, nesse vazio profundo e lento,
O poder se instala, a máscara cai e a farsa se desfaz,
E "a ditadura domina", silenciosa em seu intento.
Nas páginas dobradas que o povo, cego, jamais traz.
Ahhh...Sussurras com a calma da mentira bem contada,
"Aqui nunca vai ser uma ditadura!"
- Que graça!
Que ironia!
Não... Meu caro,levante os olhos, a fogueira está acesa e guardada.
"Você já está vivendo nela só ainda não sabe." É a eterna melodia.
"Não se deu conta!"
Que a corrente é invisível, de veludo, e o nó é sutil.
E quando o sono acabar, o pesadelo se faz realidade,
"E quando você abrir os olhos já é tarde."
O fim é fútil.
"Talvez um dia você entenda, más é improvável!"
- Assino com a posteridade...
Nuvem...
Meus pensamentos se iludem me fazendo criar uma fantasia, digo isto com a mesma certeza de que terra é terra, pois nuvem só conheço a composição e nunca a toquei, então não conheço nuvem, conheço terra e mesmo assim, me engasgo as vezes com ela.
O ser humano não é terra, em qualquer lugar do mundo ela será terra, a textura, a tonalidade, algumas nenos hidratadas, mas será terra.
O ser homem não! A estrutura onipotente é única, como a terra; geograficamente, mas homem ser, deixa de se comportar como homem- ser priorizando o homem- ter. Assim seja, e o choro vem, a mágoa insiste em dar espaço a vários questionamentos de porque o homem não é uma terra, uma água?
O homem é nuvem, que você sabe o que é, admira, vê de longe, mas quando entra nela, esta te confunde no tom completo sem cor, na solidão de um quarto branco, nuvem! e pode te tirar o nó, os pés, assim como faz o homem com seu amor, lhe tira do eixo, coloca em caixas a sua paz.....
A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ
Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.
É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.
Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.
Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.
Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.
Eu sobrevivo do que é real.
Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.
A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.
A lucidez é um exílio.
Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.
Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.
Sob a lona colorida do circo, o mundo parecia suspenso entre a fantasia e o espanto. As luzes se acendiam, os aplausos ecoavam e os sorrisos surgiam no rosto de quem assistia. O anão cruzava o picadeiro com passos firmes, arrancando risadas sinceras, enquanto a mulher barbuda surgia imponente, desafiando olhares e preconceitos com sua presença marcante.
No centro da arena, o homem bala de canhão se preparava. O silêncio tomava conta por um instante, até o estrondo cortar o ar e o público explodir em aplausos, vibrando com a coragem e o risco transformados em espetáculo. Tudo parecia mágico, intenso, vivo.
E então vinha o palhaço. Com sapatos grandes, maquiagem exagerada e um sorriso pintado no rosto, ele tropeçava, brincava, fazia o público rir e esquecer, nem que fosse por alguns minutos, os pesos do mundo lá fora. Crianças batiam palmas, adultos sorriam, e o circo cumpria seu papel de encantar.
Mas por trás da maquiagem e do riso fácil, havia silêncios que ninguém via. Porque nem sempre que o palhaço está sorrindo significa que ele esteja feliz.
MANIPULADOR
Pare de vestir a fantasia de pessoa frágil
Que está dodói o tempo todo.
Para de se doer até pelo que não existe
E pare de se fazer de vítima.
Pare de subtrair de mim
O que você tem mais do que eu.
Para de exigir e implorar
Uma atenção que ninguém pode dar.
Pare de extorquir meus bens
Pare de agir como um canalha
Como alguém realmente do mal.
Sempre quer receber e nunca pode se doar.
Nunca pode ouvir e sempre quer falar.
O manipulador sempre tem uma história triste para contar.
FANTASIA
Eu te fantasiei e te desenhei na madrugada, um sorriso solitário se formou no meu rosto, será só mais um sonho que não se realizará?
Você deu um xeque-mate no meu coração. Ei, garota, não se cansa de tentar? Seu coração vai aguentar? É bom se perguntar onde essa estrada te levará.
Não que você
não mereça
eu te querer,
Você em pouco
tempo povoou
a minha fantasia
Elevando a minha
vaidade feminina.
Não posso ficar
onde sei que não
tenho como
emocionalmente
sustentar;
Não preciso
prever o futuro
porque sei que
entre nós tem
tudo para dar errado.
O amor pede de nós
profundos cuidados,
Da forma que você
está acostumado,
Não sou eu é que
farei impossível
para te modificar.
Não, não há nada
de errado comigo,
E nem contigo;
Apenas temos
expectativas
diferentes,
Só não quero
colocar o meu
coração mais
sob o teu perigo.
O sussurro que cruza e roça
a fantasia na madrugada alta
que jamais pode ser recusada;
Sempre que vir acompanhada
escorregadia com a mão-boba,
e uma boa proposta indecente.
Para que as auras entrelaçadas
a meia-luz cumpram afinadas,
brindando solenes e íntimas
o supremo, o indecoroso,
e o pio desejo incontrolável...;
por amor, concessão e eflúvio.
Para de delíquio em delíquio,
sem nenhuma ambiguidade,
sem dedos com a latência,
cumprir fielmente o pacto
com a tentação da boa colheita,
para obter o melhor sabor
de Jenipapo, sem pudor,
Sem tabu e sem nenhum véu,
tornar tudo em nós livre e permitido;
pela via plena da insinuação
conquistar e celebrar o afrodisíaco.
"Felicidade... o que é felicidade?
Encontrei algum dia?
Até parece fantasia!
Coisa de gente grande...
de gente do dia a dia!
Não sei o que aconteceu
com a humanidade...
com o ser humano,
procurando e não achando
o que queria!
Mas... meu Deus!
Confiança... mais confiança... um dia,
tenho certeza,
vou encontrar com alegria!
O coitado do pobre...
O coitado do rico...
É verdade!
O que aconteceu?
Não conseguiu o que pedia!
Eu luto... você luta...
A humanidade luta...
Nós lutamos!
Pra que tudo isso?
Você não passa, desculpe-me,
de um "chouriço",
todo embutido, franzido, tolhido,
cheio de soberba, amigo!
Não sou charlatão,
não quero dizer que sou um bom...
mas, seja honesto...
diga-me a verdade,
quero saber agora:
onde está a Felicidade?
Não brinque com o meu fogo,
Sei brincar com a tua fantasia,
Não intente com o meu juízo,
Sei assumir com a grandeza
De ser diferente: sou poesia.
Não evite os meus beijos,
Sei buscar o melhor de ti,
Não invente [escapar...,
Sei farejar-te e irei atrás
Do aroma que eu senti.
Não disperso o desejo,
Sei salsear com a tua alegria
Não experimente esquecer,
Sei abraçar-te com jeito
De causar toda a energia.
No meu corpo tenho a sina,
Serei a tua sublime alcova,
Sou muito mais [alma
Do que você imagina:
Sou a loucura que fascina.
Sou gemido, sussurro e grito,
O incêndio mais elevado.
Eia, vulcão atrevido!
O meu corpo bem macio
É que te faz ainda menino.
Danço e rasgo o verbo,
A liberdade que me deste,
Peguei como um [laço,
Abraço com a vontade
De ter qualquer possibilidade.
Darei o meu melhor riso,
O meu inefável paraíso,
A liberdade que recebi;
O teu corpo terei a qualquer custo,
Na intensidade que me [atrevi].
A GENTE FANTASIA DEMAIS!
Às vezes, eles não têm tanta culpa assim.
Porque, com as decepções, eles também aprenderam a ser frios.
E eles já agem como se natural fosse agradar alguém e, "do nada", sumir.
Se não nos acostumássemos tão depressa com estes mimos, esta atenção, não sofreríamos tanto com a ausência.
Mas não...
A gente precisa acreditar.
Faz bem.
Faz a gente "sorrir um sorriso" bobo.
Suspirar.
A gente gosta disso.
E, depois, nem sabe quanto acabou a realidade e começou a ilusão.
Enfim...
Às vezes é preciso ocultar pra proteger.
Criar essa fantasia de poder para que nossas neuras e fantasmas não nos escape pelos poros e orifícios
É preciso que se arme de reservas e de força antes de sair por ai atirando nossos medos aos que estão de guarda só esperando um vacilo nosso.
Máscaras são mesmo necessárias, às vezes. Não para enganar, mas para proteger do retorno sem escudo daqueles que usam nossas fraquezas contra nós, dos que usam nossa vulnerabilidade para lançar em rajada nossos temores.
Sim eu me protejo, tanto quanto o necessário para não perder o controle.
Um dia estarei na arena, pronta pra batalha com escudos invencíveis, armas infalíveis e coragem inabalável.
Até lá, até estar realmente preparada, não me dispo da armadura e vou mascarando com o sorriso aquilo que eu não preciso que ninguém saiba
Eu acredito que a poesia fale sobre toda a fantasia
Quem concorda sorria
Eu acredito que ela até diga sobre o amor
Ou talvez fale sob a dor
O fardo desse ato é tornar o peso em leveza
um choro em alegria
Apenas nos traga palavras bonitas
E a quem não lê poesias
Como leria tais palavras que demonstram sentimentos?
Passando os olhos pelo papel, mas e quanto aos restos?
Eu acredito que a poesia seja interpretações de palavras
Todas que nos são lançadas
Dessas mesmas palavras que dirá sobre amor e dor
Fale com o coração sob a paixão
Com ou sem a tal razão
Mas fale das palavras escritas em algum branco
Rabiscos feitos de dentro para fora no espaço de algum banco.
