Texto sobre eu Amo meu Irmao
No compasso do meu interior.
Sob a luz prateada da lua
O mar dança em sussurros de maré
Vibrações energéticas fluem cruas
No compasso de um cantigo que é fé
No meu mundo interior, a música ecoa
Cada acorde ressoa como ondas no mar
É a essência que em mim sempre voa
Num balé de sentimentos a navegar
A lua, guardiã das marés e dos sonhos
Reflete em mim um cântico sem igual
As vibrações do mar, suaves ou risonhos
São melodias que me fazem ser real
Em cada nota, encontro o meu ser
Na harmonia do universo a pulsar
Meu canto interior, eterno florescer
É a minha sinfonia de viver e amar.
Sinfonia do Ser
Nos acordes do vento, encontro meu som
Na melodia do mar, sinto-me em casa
Cada nota um murmúrio, um desejo bom
Cada acorde, uma chama que se embasa
A vida é um ritmo, um verso em movimento
Nas cordas do tempo, traço minha história
Sem música, seria apenas um lamento
Com ela, navego em mares de memória
Nos acordes da alma, encontro meu eu
Na sinfonia do ser, me faço inteira
A música é o sonho que nunca morreu
É a linha tênue entre o agora e a fronteira.
CHÃO DO MEU PASSADO
Nada mais existe
O curral foi desmanchado
Nem sinal do umbuzeiro
Saudades do passado
Aquela casa grande
Rodeada de avarandado.
Não vejo mais nada
Acabou-se por ironia
Não tem mais a fonte
Nem a cerca que existia
Um sonho destruído
Junto foi a alegria.
Lembrando do terreiro
Com galos e galinhas
Pato, peru e gansos
E também as porquinhas
Ficou tudo estranho
Não tem mais as estradinhas.
No lugar onde morei
Tudo está mudado
Serrote não é o mesmo
Meu sonho foi plantado
Hoje só lembranças
Do meu eterno passado.
Ali passei a Infância
Escrevi a minha história
Passei a adolescência
Tudo está na memória
Hoje, mesmo distante
Tempo de paz e vitória.
Irá Rodrigues.
Semanas evidentes.
Hoje, sem forças me encontro
Na esperança de uma aliança.
Ainda que meu erro, minha sentença,
Seja feita de meu ser.
Nessa luta, nesse desespero,
Embora nessa linha, nesse espelho,
Esteja o meu erro,
A ausência do conforto do meu eu.
Na busca de me encontrar, me perco
Na luta de te esquecer, lhe encontro
É como se eu soubesse a resposta de tudo
Mas de nada me servisse a própria.
Como de nada, antes, me ocorresse
Algo que sei que jamais cogitaria
Tudo como um fruto de minha mente
Que fantasiada se ascendia.
Entre olhares que guardamos na memória,
E palavras que guardamos no silêncio,
Onde foi que nos perdemos?
E, nessa angústia, me derramo.
Procuro no mar às lágrimas
Um pouco de que me caiu do resto, a alma.
Já o tempo, esse estranho cúmplice,
Me leva as mágoas, e embeleza as dores
Mas nunca devolve o que já foi,
Pois não há como voltar em algo que nunca de fato existiu.
E amanhã, acordo-me
E recordo-me
Nesse erro, essa luta,
Como sempre, pois aos mares não há como se apressar
Como nunca, pois de fato apenas tenho a lidar, não sonhar.
Jardim Sertanejo
Os dedos perpassam a pele deixando o tato quente do meu desejo
Entre nós escorre o néctar do meu alvo jardim sertanejo
A língua que faz o caminho atinge a flecha do veraneio
Sinto que perde o ar em cada toque, em cada beijo
Vou te despindo devagar, a tua pele eu incendeio.
Os olhos a conversar, pedem que o sorriso aprume o seio
A paz que veio buscar ficou entre mãos fechadas, nos fios do meu cabelo
No ritmo intenso e domado, tua boca abre em apelo
O tremor lhe segue a medida, que acaba o nosso rodeio.
Embora aquele meu anseio de que a felicidade envolva meu peito, seja evidente em meus textos, por que eu sinto que esse sentimento é tão vazio ? A felicidade é apenas, um, sentimento. O que a deixa, uma hora, monótona e sem graça, sem riscos, sem desafios. A felicidade, é a mais solitária, em meu ponto de vista.
Já a tristeza, ela me envolve em seus braços, tão quentes, tão confortáveis, quando se aprecia a dor, você enxerga a beleza dela. A tristeza, não finge que vai ficar, ela fica, a tristeza não é um sentimento que eu preciso conquistar, ela vem até mim, por livre e espontânea vontade. Quando você se acostuma com a dor, com o frio, com o desespero, com a solidão, você percebe que esses são os sentimentos que te moldam da melhor forma, você aprende a não se iludir, a não deixar que te machuquem, você aprende a se proteger. Eu já fui feliz, e sinceramente, a tristeza me trouxe mais emoção, os olhos melancólicos, enxergam a dor de terceiros, eles enxergam além daquela aura de felicidade. Eu nunca vou me cansar da sensação de não precisar de ninguém, depois que eu me acostumei a estar só, são raras as exceções em que eu não escolho quem pode, ou não, entrar. Eu poderia até escrever mais textos sobre a felicidade, mas eu sinto que a sensação de estar sozinho, afundado no desespero, em um beco sem saída, com a tristeza me perseguindo, trás até outra sensação, a adrenalina, a mesma que faz com que os nossos pesadelos, sejam tão intensos. Essa fusão, entre tristeza e adrenalina, é a mais impressionante, e a mais importante, para se tornar uma pessoa feroz, que encara os problemas, cara a cara.
RÉU CONFESSO
Não me agrada meu pensamento...
Vez ou outra paro e penso
nas rosas que não brotaram e nos lírios que emudeceram,
sem jardim
Concluo, ansiosa, o pensamento...
Quem azulou o firmamento,
verdejou os campos e brilhou as estrelas, cuida de mim,
sem dúvida
O problema não é Ele. Sou eu e o que invento...
É essa dúvida que revoa meu pensamento
e vez ou outra sofro pelas rosas que não brotaram
e pelos lírios
que emudeceram
sem jardim
Pobre de mim quando me afasto d’Ele.
Pobre de mim...
MCRocha
Outono, Escócia. 2024
Gerações Distantes
Cada movimento que faço torna meu dia único, nas madrugadas rezo por proteção dos justos jamais quero usar a expressão que estou sentindo sua falta. na minha mente você não será apagado pois me sinto bem com sua áurea, adoro sua naturalidade a pureza do olhar movimento do seu corpo, pena que somos de gerações distintas.
Poeira estelar.
Céu noturno
Pra onde se dirige meu olhar.
E fico a me perguntar: de que partícula sou... como aqui vim chegar?
Mergulho profundamente nos processos cósmicos que moldam este mundo...
Vou em busca de respostas...
E vou até o fundo.
Chego à minha raiz – nuvens cósmicas gigantes... as nebulosas.
Entrelaçaram-se elas num balé cósmico.
Chegam a um frenesi sem igual.
Explodem numa explosão fenomenal.
Olho o céu noturno.
Em busca do meu passado.
E repito sempre palavras que em algum lugar li: “eu, universo de átomos, um átomo no Universo”.
É estranho estar aqui agora simplesmente a fazer disso versos.
MEU OLHAR
O meu olhar é da noite
d'uma alma vazia e triste.
Mas, mesmo sem cor,
será que amor nela existe?
Perguntei a mim mesmo:
Por que sofres tanta dor?
Por que sofres a solidão
se não conheces o amor?
A minh'alma quis falar,
meu coração quis responder:
O meu olhar é de saudade.
O amor: Sei lá do quê!
SONETO DE LEMBRANÇAS
Poetando depois daquela hora sofrida
meu versar resignado e quase sem dor
recorda a paixão daquele grande amor
aquele, profundo amor da minha vida
Nos versetos, quanta sensação querida
escoam da saudade, agora, sem rancor
se há lágrima perdida, é em tom menor
pois, o furor já sem aquela sanha doída
O sentido, o que resta agora, guardado
na memória, com cheiro e significado
remindo as juras desleais, sem fianças
E, que foi eu, afinal, neste sentimento?
Sei, que fui mais que apenas momento
a suspirar neste soneto de lembranças.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/10/2024, 15’20” – cerrado goiano
O ranger da madeira das escadas ecoa na casa, e tudo fica silêncio. Adentro meu quarto, também silencioso, jogo a mochila no chão e me jogo na minha cama.
Um teto branco
Uma quatro paredes coloridas
E ainda assim, me sinto em um quarto de hospício.
E a solidão está bem ao meu lado, me fazendo companhia como todos os dias, sussurrando em meu ouvido. Só tenho eu, minha mente, e a solidão que permanece do meu lado diariamente. Parece que sempre fui solitária, que sempre estive no escuro, mesmo que a luz do sol estiver brilhando lá fora. Parece que sempre estive presa numa gaiola, sem companhia, sem amigos, sem ninguém para conversar, mesmo que esteja rodeada de pessoas todos os dias.
As vezes me pergunto como irá ser o dia seguinte, ou o próximo, os próximos três, uma semana, um mês, sete meses, quinze anos. Será que vou viver até lá?
Por que sinto essa angústia? Não há motivos. Eu tenho de tudo. Tenho amigos, tenho uma situação financeira boa, tenho tudo o que quero, tenho um pai para abraçar, uma madrasta para contar tudo, um irmão para conversar, uma melhor amiga para dizer sobre garotos, um melhor amigo para me maquiar junto, tenho notas excelentes e mesmo assim, sinto uma angústia enorme dentro de mim e não consigo distinguir de onde vem.
Tantas possibilidades, tantas dúvidas... Talvez nunca eu saia dessa angústia que sinto diariamente, talvez eu fique presa para sempre, talvez eu não consiga tirar essa angústia misteriosa. Talvez eu viva o suficiente para finalmente conseguir sair desse local....
Ou talvez eu não viva o suficiente, talvez eu não veja a luz do sol novamente.
Tenho a impressão que vou ficar aqui, que vou me desintegrar, ficar cada vez mais magra, meus cabelos caírem cada vez mais, me sinta mais desidratada, que meus órgãos comecem a se autocomerem, e por fim, morrer.
E se eu morrer, vou ter um funeral digno? Vou ter flores? Um caixão bonito? Ou vou ser cremada? Não quero ser cremada. Uma vez cremada, suas cinzas são jogadas em um lugar qualquer e não existe mais você. Não existe mais seu corpo, não existe mais a trajetória que seu corpo passou, a trajetória que você passou. Não existe suas marcas, não existe seus machucados, não existe seus cabelo e nem seus olhos. Sua história é simplesmente apagada, e ninguém vai lembrar do que passou, como se você fosse mais um qualquer no mundo.
Agora, ser enterrado deixa uma marca. Sua vida pode ter acabado, mas todos os momentos difíceis que você passou, vão estar ali, sete palmos abaixo da terra, mas ainda ali. As cicatrizes, os cabelos cortados, as estrias, os pulsos marcados, e o tiro ou facada que tomou ou se deu. Vai ter um lugar qual seu pai ou sua mãe podem ir para tirar a saudade, que seus amigos vão visitar, levar suas flores preferidas e relembrar dos melhores momentos em que passaram, seu namorado ou namorada vai poder desabafar e dizer o quão difícil os dias estão sendo e relembrar-se de todas as promessas e beijos. Óbvio, em algum momento vão deixar de existir, pois a natureza vai levar sua carne e seu sangue junto, mas foi um acontecimento natural, que vai se desfazendo lentamente, deixando o corpo se acostumar.
Meu filósofo favorito é Arthur Schopenhauer, pelo simples fato dele entender a mentalidade dos adolescentes. Parece que ele não amadureceu, ou não o suficiente. Ele sabe do que passamos, dos pensamentos intrusivos, como se não tivesse mais de sessenta anos, mas dezessete.
"Viver é sofrer", já dizia o mesmo, e concordo plenamente. Se viver fosse bom, não viveríamos. Se viver fosse uma honra, não sofreríamos. Se viver és um presente de Deus, vosso Senhor existiria, visto que, se Deus é tão bom, por que passamos por sofrimento? Para ensinamentos? Se és tudo isso que dizem, que és onisciente, que és bondoso, por que não ter compaixão de nós meros humanos? Por que nos fazer sofrer se não para a própria satisfação? Não acredito que vivemos para aprender e ensinar os outros, pois no final, todos morrem e os aprendizados vão por água abaixo. Ou seja, se sofrermos não for para a pura satisfação do mesmo, ele não existe, e o que vivemos aqui, não vem de uma força divina e sim da pura burrice.
Amigo e desilusão‼️
Você foi o meu melhor amigo,
Meu confidente, meu abrigo,
Mas, ao mesmo tempo, roeu meus dentes,
Deixou no peito cicatrizes latentes.
Em risos compartilhados, construímos castelos,
Mas em sombras, surgiram os anelos.
O que era doce, agora se torna amargo,
Entre memórias, um eterno embargo.
Por que, então, esse silêncio,
Esse abismo que nos separam?
Se a amizade era um alicerce,
Agora, em fragmentos, se despararam.
Ainda guardo o carinho,
Mesmo com dor no coração,
Pois ser amigo é também enfrentar,
A tempestade da desilusão.
Quando ele olha nos meus olhos ,meu coração quer saltar pra fora...
Esses olhos provocantes parecem que tiram minha roupa , ele literalmente me come com os olhos antes de tocar meu corpo.
Esse olhar provocante me lê nas entrelinhas e eu adoro... Confesso que amo esse jogo de sedução que vem antes de provar o gosto... O beijo, o toque... Vamos querido , a brincadeira acabou e agora você me pertence a noite toda!
Agora sim eu posso provar o mel que desejei por tanto tempo... E roçar minha pele na tua como se fosse te ler em braile.
Será que já encontrei meu lugar no mundo? A vida inteira busquei um propósito, mas ainda me questiono se já o alcancei. Sinto que algo ainda me falta. Passei por tantas experiências, mas a sensação de ter cumprido um propósito maior ainda não me acompanha. Propósito: um enigma que persigo. Encontrei respostas, mas a pergunta persiste. E você, já encontrou o seu?
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Crescimento Pessoal Após uma Desilusão Amorosa‼️
No dia em que partiste,
meu coração se despedaçou,
o amor que ardia em chamas,
agora cinzas se tornou.
Amei-te como nunca amei,
como o sol ama o amanhecer,
mas o tempo, cruel e sábio,
provou que nada é pra sempre,
e o nosso sonho, em vão, se perdeu.
O amor flui, mas foi influenciado,
mudou seu curso, deixou de fluir,
as promessas de um futuro juntos
se dissiparam, como a bruma a sumir.
Graças a ti, aprendi a levantar,
cada pedaço, uma lição,
transformei meu coração em argamassa,
reconstruí minha própria habitação.
Hoje, o espaço é só meu,
não há mais lugar para ti,
o que foi amor, agora é liberdade,
um novo começo, um recomeçar.
E ao olhar para trás,
agradeço pela partida,
pois foi preciso perder-te,
para reencontrar a vida.
nossos olhares se cruzam por alguns longos segundos, Meu coração acelera e surge um sentimento de desejo em que quero te beijar ou de apenas te abraçar, Mas me lembro que a motivos que impeçam de isso acontecer, me pergunto…
Será que você senti o mesmo quando me olha profundamente em minha alma?
Dúvidas no qual não saberei mais que apenas minhas dúvidas estarão acesas.
Mais um dia, o Deus que sustenta o universo, revive cada aspecto do meu ser. Mais uma vez, Aquele é infinito faz questão de habitar em mim.
É Ele o Rei de toda criação que faz da noite emegir o dia; que de minhas transgressões faz nascer nova vida. É o Senhor, o Verbo encarnado, quem com sua Palavra chama à existência todas as coisas e a mim chama pelo nome.
Sou eu, sem valor maior do que qualquer vaso de barro; preenchida pelo Espírito que tem valor maior do qualquer expressão é capaz de descrever. Sou eu, filha em tudo dependente, contemplada com o Pai compassivo eternamente.
Deus é quem opera. Sou eu quem espera e, em todo tempo, O adora.
Duvidaram da minha fé,
Depois que nela me encontrei,
Acreditam que moldo a palavra
Ao meu próprio bel prazer.
Duvidaram do que escuto,
Nas palavras que Deus me dá,
E isso me fere, me entristece,
Me faz chorar, enfraquecer.
Às vezes me vejo duvidar,
Se Deus realmente fala comigo,
Se no silêncio d'Ele há resposta
Ou se estou só no caminho.
Mas sigo seguindo, mesmo ferido,
Pois sei que Ele é por mim,
E na fé que me mantém de pé,
Encontro força até o fim.
