Texto sobre Dificuldade
Sobre o pedantismo
Lucius conseguiu detectar, já ao longo de sua relativa curta jornada de Vida, que existem pelo menos dois tipo de pedantes. O primeiro, é o que ele classificou como o pedante autêntico. Este, é aquele que é ignorante, tem consciência de sua própria limitação, mas finge não ter deficiência cognitiva alguma e age como se fosse inteligente ou instruído. O segundo tipo de pedante, é o falso pedante! Já este, é aquele que acha mesmo ser instruído, sem de fato o ser. Quer dizer, é o "pobre" coitado que, embora se ache de fato inteligente, não tem consciência de que na realidade, não passa de um ignorante.
Às 11:21h in 22.09.2023
“Sobre a logoterapia
É um tipo de tratamento baseado no estado de ataraxia de espírito, através das palavras. É dito que Antifonte orador, curava através da força de sua oratória. Que Pessoas depressivas iam ter com ele para ouvi-lo e que saiam das sessões logoterápicas, completamente aliviadas dos males que afligem a Alma. Fílon de Alexandria informa que os Apóstolos do Cristo, por exemplo, eram chamados de terapeutas e as mulheres seguidoras deles, de terapeutridas. Porque quem tinha perturbação psicóloga e se aproximava deles, dada sua vida contemplativa e meditativa, era curado ou curada. O curioso que O Cristo é chamado de "O Verbo de Deus". No grego, O Logos. A Palavra. E muitos ficavam em estado de paz quando o ouviam. E sentiam a energia de seu Verbo tocando no mais profundo de seu ser, como um fogo Divino que inflama a Alma.
³² E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?
Lucas 24:32
Às 14h18 in 24.02.2024”
Sobre a medida de punição dos espíritos e das Almas que estiverem no Geena.
Aparentemente, pode parecer que todo o Inferno, quando for lançado no Lago de Fogo e Enxofre, O Geena, sofrerá igualmente, o mesmo grau de dor ou de queimação. Refiro-me tanto a Demônios quanto às Almas Humanas. Mas, à luz da Filosofia, Arte, Poesia e Teologia, ( afora depoimentos alhures, dos mais diversos!) entendemos que, se no Primeiro Inferno, onde jazem as Almas Humanas condenadas, há várias alas de punição, cada qual com um grau de pena aplicada, conforme a natureza de seu pecado praticado, na Terra, então não seria justo que, no Geena, pecados menores, fossem punidos com a mesma intensidade de pecados maiores praticados. Entendemos de forma absolutamente resumida, dizendo que, no Geena, isto é, no fogo eterno, que, cada um que lá estiver, irá queimar num grau ou numa intensidade; uma Alma numa, outra em outra intensidade, conforme o pecado que praticou. Em outras palavras: o fogo do Geena, arderá em cada um, numa intensidade proporcional. Embora todos que hão de estar lá, sejam mergulhados naquele inimaginável Mar de fogo, cada qual sentirá um nível de queimadura eterna, na Alma...
Às 08:51 in 12.10.2025
Sobre a ambição de reunião de detalhes, no interior do espírito Científico-Filosófico
O Filósofo Nietzsche, mais precisamente em seus Escritos Sobre História, mostra-nos a avidez por detalhes dos fatos universais, no espírito Científico-Filosófico e Histórico, do Escritor Austríaco Franz Grillparzer. Chegando mesmo a citar que, nesse espírito, há como que um fogo que o consome a querer devorar os detalhes, de modo sempre insaciável. Essa avidez e percepção filosófica, não é algo exclusivo do campo da Filosofia propriamente dita. Mas que é direcionado aos mais diversos campos do saber. Como nas Artes, Pinturas Realistas, Naturalismo , Esculturas, Poesias, Romances...
Em relação a estes últimos, por exemplo, podemos citar o incrível detalhista e minudente romancista - Gustave Flaubert! Seu romance, em especial, Madame Bovary, ganha, entre os intelectuais, o título de "o Romance realista por excelência". ( Marvin Perry). Este Historiador, chega a mencionar que um crítico das obras de Flaubert, comentando sobre o realismo dessa citada obra, Madame Bovary, diz: "reflete uma obsessão com a descrição. Os detalhes são relatados um a um, dando-se a todos a mesma importância, cada rua, cada casa, cada livro, cada folha da de grama, tudo é descrito em pormenor".
Essa avidez no espírito contemplativo, é como que uma vaidade científica que o gênio tem, por fazê-lo sentir-se o portador do atributo Divino da Onisciência. E é exatamente assim que que o gênio buscador do conhecimento, se satisfaz.
Às 12h18 in 13.11.2025
A morte não rouba ninguém
Nildinha Freitas
Um dia, quem sabe, eu saiba mais um pouco sobre esse processo que leva a morte a me alcançar. Uma corrida insana que parece que eu nunca vou ganhar. Mas o que é vencer, afinal? O que é morrer, senão continuar depois e depois?
A vida, essa que tanto estimo e à qual me apego, é um caminho que começa e nunca termina. Só muda o cenário, feito filme. Mas quem continua, protagonista da própria história, sou eu.
Sobre a Lua
Recentemente, peguei-me assistindo a um filme que jamais saberia apreciar;
A beleza de sua história, em outros tempos, eu a desprezaria.
Mantinha meus gostos atrelados à situação à qual me impus,
Não que estivesse enganado — apenas fui omisso com a vida.
Então, foi ao olhar para você, libertando a própria alma,
Apesar das cicatrizes marcadas em seu corpo,
Que se cingiu de amor, esperança e alegria
E buscou a luz para refletir àqueles que se encontravam nas trevas.
Outrora, minhas noites, de tão escuras, fizeram-me esquecer a lua,
Que seguia em seu contínuo e incansável ofício, mesmo sob o céu fechado.
Agradeço por isso: por oferecer, por meio da luz, a cura de sua bondosa alma.
E recrimino as nuvens por hoje não me permitirem contemplá-la.
Desejo que brilhe, ainda que lhe peçam ou a convençam do contrário.
Quero que persista, mesmo quando sentir que não consiga.
Queria ter forças para sair da noite e, enfim, aceitar o dia;
Mas, enquanto eu tiver a lua, sei que isso me bastará.
DRAL
"Não é sobre quem segura a sua mão,
é sobre quem não quer soltar.
Não é sobre quem está com você,
é sobre quem acredita em você.
Não é sobre quem te conhece,
é sobre quem te reconhece,
valoriza e não quer te perder.
Não é sobre quem escolhe ficar,
mas quem nunca mais deseja partir."
🌹
O Eco da Solidão.
"Aprendi o que é o amor, aprendi sobre ele e, então, conheci a solidão. Carrego o peso de tantas frustrações e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e não saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidão se faz presente. Apesar das contradições evidentes, entrego-me à melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece não ter sentido."
Sobre as flores
Quando morrer
Não se preocupe
Vão cuidar bem de você
Vão te vestir
Arrumar seus cabelos
Arrumar tempo
Cancelar compromissos
Mover-se para se despedirem
Irão chorar por você
Irão estar com você
Irão lembrar de você
Irão te elogiar
Mas por favor
Não espere isso enquanto estiver vivo
Refletindo sobre a vida
Acredito que com o passar do tempo, a experiência de vida me fez compreender o medo de amar que algumas pessoas desenvolvem no decorrer de suas vivências afetivas.
Idas e vindas da vida! Inícios e términos de relacionamentos, tudo isso é muito doloroso e cansativo! Afinal, não é fácil construir, desconstruir e reconstruir sonhos, planos, sentimentos e memórias.
Ignorar ou tentar apagar pessoas que foram, são e sempre serão partes essenciais de nossas histórias faz pouco sentido, mesmo que o emocional, as vezes, te prive desta compreensão, você é o resultado da soma de todas as suas experiências vivenciais.
O passado é uma boa ferramenta, uma espécie de bússola que nos mostra, não pra não pra onde ir, mas sim de onde viemos. As vezes entender isso já ajuda a resolver muita coisa!
Seria muito bom, se as mudanças de fase de nossas vidas não doecem, mas crescer dói, mudar dói, sair da zona de conforto é doloroso! Por ser assim, quando compreendemos o processo é que nós nos moldamos e conquistamos as melhores versões de nós mesmos.
Aprendemos a nos colocarmos no lugar do outro, a perdoar o outro, a perdoar a nós mesmos e usar tudo isso em favor dos nossos passos seguintes.
Não julgo o medo que algumas pessoas desenvolvem, mas tudo nessa vida é questão de escolha! Posso me tornar uma vítima do medo ou o herói da minha própria história, permitindo a mim mesmo assimilar tudo que foi vivido como experiência.
Todo mundo deseja ser feliz! Sem exceção. Mas pra isso, é preciso organizar a bagunça que a falta de auto conhecimento deixa na mente e principalmente no coração.
Viver em paz consigo mesmo requer um ato de perdão interminável! Afinal erros e acertos são comuns na jornada. O que se faz a partir da compreensão disso é que faz toda a diferença.
O orgulho não pode fazer parte do repertório emocional de alguém que deseja ser feliz! O orgulho engana as pessoas e faz com que elas se sintam ridículas ou inferiores por admitir ou expressar o que nunca deveria deixar de ser dito por nós: "Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato”.
Essas 4 frases são a base do Ho’oponopono, uma filosofia Havaiana muito poderosa. Recomendo a todos o uso diário.
Espero que de coração que você assuma o comando de sua vida e seja muito feliz com o mundo e as pessoas a sua volta. Quando tudo está organizado por dentro, as bagunças do lado de fora serão bem mais fáceis pra você!
Sinto muito se a leitura não foi o que você esperava!
Me perdoe, estou em processo de constante aprendizagem!
Te amo e por isso desejo que tu sejas muito feliz!
Sou grato pela sua atenção e companhia até o fim deste relato.
DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA
Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."
POEMA INEVITÁVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
A CALIGRAFIA DO ESQUECIMENTO
Sobre nós, nem mesmo a minha sombra que rasteja no chão sabe os versos que contávamos para o silêncio; e nem mesmo os lugares que guardamos na memória carregam lembranças sobre nós.
Um dia fomos presença em nosso pequeno instante, e fomos o próprio presente do instante. E, mesmo que eterno, o tempo leva tudo ao esquecimento.
Somos dois abismos no profundo de nossas memórias, memórias perdidas entre o real e as imaginações. Se um dia fui o herói nas tuas lendas ou o vilão na sombra das tuas lembranças, tudo o que posso esperar é a ausência de nunca saber.
Sou a sobreposição da verdade que jamais compartilharemos. Em nossos pensamentos, os versos que contávamos se vão em direção ao esquecimento — a caligrafia apagando o que um dia fomos.
Então, o último conto, um eco que retorna ao silêncio; e assim, restando em nós apenas a lenda, a verdade que jamais saberemos um do outro.
AQUELE QUE CAMINHA ENTRE OS MUNDOS
Caminho sobre a escuridão da alma e sobre o terror da humanidade; nem mesmo meus pés tocam a terra corrompida, onde o homem governa pela crueldade.
Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo. Sou o iniciado das Eras, quando o mundo ainda era o primeiro som.
Sou a própria existência e aquilo que ainda não existiu. Sou o segredo do homem iniciado no mistério do Caos, que sobrevive à sua própria imperfeição.
O presente que o faz ser luz para o mundo e o propósito que os mestres conhecem e servem; o propósito que define a raça dos homens. Onde sou, não há portas e nem chão que nenhum mal consiga alcançar.
O Pensamento sobre as Eras:
O Passado:O Silêncio Forçado
Durante séculos, a sabedoria feminina foi confinada ao ambiente doméstico, sob a égide de um patriarcado que via a mulher como coadjuvante. A estrutura familiar era uma hierarquia de comando, não de parceria. O "lugar da mulher" era um conceito geográfico e social rígido, onde o silêncio era a maior virtude esperada.
O Presente:O Despertar e o Atrito
Vivemos o tempo da transição. As conquistas são inegáveis: ocupação de espaços de poder, independência financeira e o direito à voz. Porém, esse progresso gera atrito.
A Violência: O aumento visível da violência muitas vezes é a reação desesperada de estruturas antigas que se recusam a morrer.
A Família e Sociedade: Estamos renegociando o que significa ser família. O desafio atual é equilibrar a autonomia individual com o cuidado coletivo, combatendo o preconceito que ainda rotula a mulher que escolhe caminhos fora do padrão tradicional.
O Futuro: ASabedoria da Integração
O futuro que o sábio vislumbra não é uma inversão de poder (a substituição de uma opressão por outra), mas a superação do gênero como limitador de humanidade. A sociedade sábia será aquela onde a "conquista" de uma mulher não seja vista como um evento extraordinário, mas como a normalidade de um potencial humano sendo plenamente exercido.
A reflexão central:
A sabedoria da vida nos ensina que o patriarcado não feriu apenas as mulheres, mas desumanizou os homens ao proibi-los de sentir e cuidar. O Dia da Mulher é o marco dessa correção histórica: uma busca por um mundo onde a força não precise ser violenta e a sensibilidade não seja vista como fraqueza.
O Rio e a Represa: Uma Reflexão sobre a Liberdade Feminina.
A sabedoria da vida nos ensina que o tempo não é uma linha reta, mas um fluxo.
Se observarmos o patriarcado como uma antiga represa, entenderemos que ele não apenas "organizou" a sociedade, mas represou a potência de metade da humanidade.
Por séculos, o passado foi o tempo do represamento: águas paradas, onde a vida acontecia sob pressão e silêncio.
Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.
Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.
Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.
E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.
Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.
Relacionamento 3+1
Se você não entender isso sobre relacionamentos… você vai se frustrar.
Não é falta de amor que acaba com a maioria das relações.
É a incapacidade de lidar com a vida adulta.
As pessoas entram achando que química resolve tudo.
Que vontade sustenta rotina.
Mas não sustenta.
Relacionamento no mundo real exige estrutura.
E existe uma regra simples:
3 + 1.
Primeiro: compatibilidade intelectual.
Se vocês não conseguem se entender no básico, toda conversa vira desgaste.
E onde não há comunicação… o respeito morre.
Segundo: compatibilidade emocional.
É maturidade pra aguentar pressão sem descontar no outro.
Porque ninguém foi feito pra ser depósito de frustração.
Terceiro: compatibilidade sexual.
Desejo. Conexão. Entrega.
Sem isso, vocês são só dois amigos dividindo contas.
Só que a vida não é perfeita.
Esses três pilares nunca vão estar fortes ao mesmo tempo.
Vai ter fase com muito desejo e pouco diálogo.
Fase com parceria, mas sem química.
E é aí que muita gente desiste…
Quando na verdade deveria entender:
os pilares fortes sustentam a relação até os outros se alinharem.
Mas tem um quarto fator.
O mais importante de todos.
Alinhamento de rota.
Porque não adianta se gostar…
se um quer crescer e o outro quer parar.
Se o futuro não é o mesmo, o relacionamento vira peso.
E mais cedo ou mais tarde…
alguém afunda.
Isso não é sobre romance.
É sobre realidade.
Algumas pessoas não querem somar na sua vida, querem apenas o controle sobre ela. Elas destroem a sua paz e te prendem em explicações sem fim, só para testar até onde vai a sua 'coleira'.
Maturidade é entender que quem não tem futuro para oferecer, oferece caos. Quando as atitudes são instáveis e as desculpas são vazias, afastar-se não é orgulho. É a única resposta lógica.
O erro comum é tratar a Bíblia como um livro que fala apenas sobre Deus. Ela fala também sobre você. Sobre seus mecanismos internos. Sobre seus padrões de fuga, de orgulho, de medo, de negação. Os personagens não são apenas figuras históricas. Eles são arquétipos psicológicos. O traidor vive em você. O justo vive em você. O covarde vive em você. O fiel vive em você. E o conflito entre eles é diário.
Quando alguém afirma que sua interpretação é a única correta, essa pessoa revela mais sobre sua necessidade de controle do que sobre o texto em si. A Bíblia não se submete ao ego humano. Ela o atravessa. Ela o expõe. Ela o relativiza. Não existe leitura neutra. Toda leitura passa pelo filtro da história pessoal, das feridas, das crenças, das defesas. Por isso, duas consciências diante do mesmo versículo jamais estarão no mesmo ponto.
Isso não significa que tudo é relativo ao ponto de não haver verdade. Significa que a verdade é grande demais para ser capturada de uma vez só. Você acessa fragmentos conforme sua capacidade de sustentar aquilo que vê. O arquiteto do universo não errou ao fazer assim. A perfeição não está na rigidez. Está na adaptabilidade simbólica. Um texto que ainda conversa com você milhares de anos depois não sobreviveu por acaso.
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