Texto sobre Dança

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Tuas virtudes

Nunca me destes a chance
De tira-la em uma dança,
Mas fizestes o meu coração
Bailar de amores por ti.

Eu me torno inteiro
Quando estou com você,
Mas sou parte de um todo
Quando a vejo apartar-te de mim.

O brilho dos teus olhos
Iluminam os meus sonhos,
Mas se não a vejo
Vão-se as estrelas do meu céu.

E no meu mundo imperfeito
Sem a delicadeza do teu ser,
As tuas virtudes
É tudo que me falta para viver.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠Vêm dançar?

Dança comigo olhando nos meus olhos e se não estiver confiante eu te guiarei,
Dança comigo acompanhe os meus passos, ou se você achar melhor eu acompanharei os teus sem medo de errar,
Eu quero uma dança com vários movimentos, envolvida em sentimentos e aquecida pelos teus abraços apertados,
Vêm dançar?

Inserida por Ricardossouza

⁠Dois cisnes


Dois cisnes na lagoa,

a aproximação cheia de encantamentos,

na dança a beleza e a suavidade dos movimentos é exposta,

atraídos pelo clima de amor eles dançam até o cair da noite,

nos olhares sem a soberba, as asas são abertas e em círculos é apresentado o ultimo movimento antes da partida dos indomáveis corações apaixonados.

Inserida por Ricardossouza

⁠Com as duas mãos vou

escrever poesia no ar,

Vou entrar na roda

de Dança das Pretinhas d'Angola

para o teu coração

de longe de vez capturar;

Os meus quadris vão se soltar

e com minha saia vou sarandear,

E você vai acabar se declarando

para mim quando menos pensar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Celebrando a Dança dos Engenhos,
dançando a Dança do Bangüê
festejo os teus doces trejeitos.

Vamos dançando até o chão
um seduzindo o outro,
estamos presos pelo coração.

No final de tudo como já
sabíamos sempre foi eu e você
dançando a Dança do Bangüê.

Com todas as tuas manias,
eu te louvando com olhar
e foi te cobrindo de poesias
que você passou a me amar.

No ritmo da vida e dos engenhos
não há como contestar,
tu és a minha música favorita
que eu escolhi dançar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Mais veloz do que
a Dança do Tambor
é a Súcia que eu vou
dançar com o meu amor.

Com meu suçador
serei boa suçadeira
dançarei a noite inteira,
e não estou de brincadeira.

Quando chegar a Jiquitaia
sem despedida do meu amor,
de mãos dadas iremos
para onde só nós sabemos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ciranda

Da Zaranda que virou Ciranda
lembro-me da primeira
dança da minha infância
que enraizou-me na terra
de tal maneira que virei poeta
que cirandeia com as letras
enquanto as pega emprestadas
com a Lua enquanto escuta
e canta as cirandas de Lia
protagonizando a interminável
com toda a possível Poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Comprei tecidos coloridos
para nos trajar como
manda o figurino
da Dança do Pau Arara,
Os rapazes dançarão
com as mãos para trás,
As moças dançarão
com as mãos nas cinturas,
Todos juntos para frente,
para trás e para os lados
até chegar o momento
que os pares serão formados,
espero que a partir daí
estaremos apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A música celestial
e a dança do Hemisfério
sobre a Pátria Austral
estão ao redor de mim
de maneira sobrenatural.

Profundamente reconheço
igual como quem assiste
a um baile, lê um livro
ou até mesmo desperta
no meio da noite
após ter um sonho bom.

Há em mim a liberdade
igual a do Condor andino
que enfrenta a tempestade
e assiste o mundo todo
ruindo do alto do seu ninho.

Resistindo olhar um outro
curso do destino,
nunca parei de desejar
e nem de imaginar
como devem os olhos
que em secreto povoam
o desejo perpétuo que carrego.

(Olhos recatados que provocam
sonhos intensos de elucidação
no meu selvagem coração).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Dança da Ratoeira

Algo em nós já morava

com amor e paixão,

De longe a Dança da Ratoeira

atrai a nossa atenção,

Entramos sem permissão

e acabaram chamando

para o centro para cantar

e dançar a tradição,

Foi assim que você de vez

entregou o seu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bumba Meu Boi Canarinho

O Capitão avança, dança
e anuncia levantando
a alegria e a festança
que com ele vem chegando
para fazer a gente sacudida.

Bumba Meu Boi Canarinho
caiu no laço do Vaqueiro,
coitado, pobrezinho,
O Bumba Meu Boi agonizou,
e depois ninguém
mais ouviu se ele suspirou.

O Pai Francisco e a Mãe Catirina
estão preocupados
com o Dono da Fazenda
porque o Bumba Meu Boi Canarinho
era dos bois o preferido.

Pares de indígenas,
eles rapazes e elas meninas,
Junto com os Caiporas
acompanham o ritmo
dos músicos e a direção
que apontam os Caboclos.

O Cazumbá mantém
a ordem entre os Brincantes
enquanto a Burrinha
chora pela perda do querido
Bumba Meu Boi Canarinho.

O Dono da Fazenda foi
com fé atrás do Pajé,
E foi assim que ressuscitou
o Bumba Meu Boi Canarinho,
e todo o mundo pela rua comemorou.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pau de Fitas

Na auge da Festa Junina
quero ser a ventania que
enquanto dança o Pau de Fitas
balança as bandeirinhas
e nossas expectativas meninas.

Cruzar o seu encantador olhar
e com jeitinho de acarinhar,
quando a gente se encontrar
no Tramadinho ou no Trenzinho,
perceberá que és o meu amorzinho.

No Zigue-Zague não deixar
para depois assim será
quando no Zigue-Zague a dois
o calor do meu toque
carinhoso com o teu encontrar.

Quando a hora chegar
da Feiticeira a gente dançar,
a tua atenção despertar,
para a Rede de Pescador
encantar de vez o seu amor.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como uma estrela que dança nua

No teu íntimo Universo,

Tenho o sublime compromisso

De ser explícito desejo,

Para ser consumido por você

Sempre que te der vontade.



Entre nós habita uma magia

No nosso exílio submerso,

Vive um precioso engajamento

De ser liberdade

Sem rotina e sem cobrança,

Para vivenciarmos a liberdade.



Sem reverso e com contentamento

De subverter nossas rotinas,

Temos o gosto até pelo perverso

Não temos limite e pudor,

Absortos em nossas magias

Para brindarmos a cada momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠São Bento do Sul

Da Música, da Dança, da Literatura
e de cada herança da imigração,
Eis me poesia dedicada
com o balanço das matas dos parques
e a revoada das tuas aves,
Passeando de Maria-Fumaça
com todo o direito e charme.

São Bento do Sul, amada
fostes, és e para sempre será,
A cidade bonita que embala
o meu amor por todos os lugares
e me dá motivos para venerar.

São Bento do Sul, a sua poesia
está até na movelaria,
e por ti retribuo com a poética
da cada dia para que a gente
se encontre, converse e sorria,
és a minha razão de viver
e a melhor companhia.

São Bento do Sul, adorada
fostes, és e para sempre será,
A cidade que me leva
a qualquer hora a estrada cruzar,
e me dá razões para nela morar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nos Taurídeos do Sul

das noites novembrinas

e nos Leonídeos no céu

dos instantes incertos

dançando nos hemisférios;

O teu nome é a canção

que resguardo com as chaves

de mais de mil silêncios.



Em noite de eclipse lunar

parcial tentando quebrar

as resistências em nome

dos teus olhos por todas

as fronteiras dos sonhos

de um convergente destino

que nas estrelas está escrito

muito além do que pensamos.



Unida com a imigração,

nos cárceres políticos

e certa que ao seu coração

em primaveril sagração

do amor em florescimento

me tranquilizo mesmo

sem saber ao certo quando

e onde nos encontraremos.



Em todas as escalas,

alturas e potências

do amor à primeira vista

aguardo a nossa hora,

até Lua, Saturno e Júpiter

em conjunções na orbe

estão certos que não há

tempestade capaz de nos perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pude observar a [dança]

- do sol e do luar -

No oceano de amar,

Para seguir a luz

De quem me ama...,

E de mim nunca se cansa.



Destarte, posso tanto,

- em segredo -

Sagrado com afeto,

Espalhar este canto.



Pude passar a tarde

- de sol e luar -

A observar o mar,

Imaginando você em cena,

Ditando poesia suave,

E um sussurrar com [arte].



Evidente, nesta poesia

- intimista -

A deslizar nas areias

Palmilhando as conchas,

Para tomares conta,

E para quando abraçares:

- Roubares o meu beijo

Deslizando no canteiro

Escrevendo poesias boêmias

Com as pétalas das gardênias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Da forma
que o 'paladino'
do Império
sugeriu ao povo,
Intuí que o
Deus da Guerra
não dançará
na Venezuela
e nem no continente,
Por mais que uns
e outros tentem,
Só peço tudo
se acalme,
e me devolvam
o mar, a tropa
e o General
inteiros e com vida.

Ao som de Torrealba
não consigo cessar
de pedir para que
esclareçam de
uma vez as intrigas,
Não há como respirar
enquanto não abandonar
o quê abafa a alma.

Nas linhas do destino
escrevo de a minha
recusa de não
parar de falar,
enquanto a paz
não nos for
plenamente devolvida,
Precisamos de paz
na América Latina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ipira

Dança o vento no Meio Oeste,
o tempo me leva pela mão
e Ipira querida te tenho no coração.

Ipira, inconfundível,
és terra de Santa Catarina,
e deste Meio Oeste a linda poesia!

Antiga Colônia do Rio do Peixe,
água para a minha sede
e água para peixe,
não há nada que me desvie ti:

Ipira, minha valente,
o teu nome é tupi-guarani
e te amo muito além do que escrevi!

Te amo por tudo o quê passou,
por aquilo que és e a tua
História que ainda irá escrever.

Esta Ipira aguerrida que mantém igual coragem gaúcha que a fez
cidade, que ensinou ter fé na vida
não temendo nunca tempestades
e sempre com otimismo se erguer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A dança do ventre
não é diferente
da dança da vida,
e nem da poesia
que pode ser lida
nos pormenores.

A mulher quando
dança coreografa
todos os passos quase
sempre de uma vez.

Rendição e entrega
na viração dos astros,
assim gira e revela
por precipitação
e visíveis as ânsias.

O homen quando
dança busca um
passo de cada vez
com dose e sensatez.

Sedução e cálculo
de arqueiro envolvente,
para levar a flutuar
lento e flamejante.

Longe de tudo a guarda
de mim mesma assumo
o mistério, a espera
e o brinde da acrobacia
do imparável Universo
sobre este Hemisfério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Na dança das horas confirma-se:
O calendário mostrou a sua força.
A paixão findou com o tempo,
O destino varreu-me com o vento.
O teu telefonema vale este poema,
Para dizer que nunca tive vocação
De "Carolina na janela" que por noites,
E, que por causa da tua indiferença:
Aguardei, aguardei com paciência
O baile da rosa e do beija-flor,
Eu vestida de fino perfume,
Poderia ter florescido o amor.

Eu fui reduzida ao teu caleidoscópio
Repleto de egoísmo, e talvez até de cinismo
Com a minha boa fé de moça você brincou.

Doravante, mais amadurecida
Não me farei de convencida,
Por causa da tua aproximação,
Destarte o que fazes da tua cor
De cravo e canela - morena,
Que vale muito mais de um poema,
Não vai virar mais a minha cabeça,
E nunca mais há de me fazer cair em tentação!

Eu sou dona do meu próprio destino,
Você não é mais um menino,
Não darei-te o meu tempo e o meu ouvido.

Porque eu encontrarei o Astro Rei
Que me trate com fino gaúdio,
Porque eu encontrarei o poeta
Que talvez não me escreva,
Mas que me invada com poesia.
Trazendo afeto e novo sentido a minha vida,
Coroando a minha madrugada de estrelas,
E vestindo-me de mil cometas e rendas
Com o fino afeto que as conchas são carregadas
Pelo mar do oceano de amar;
Entenda, quem não me fez feliz na juventude
Jamais me fará feliz na maturidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt