Texto sobre Dança
Eternamente.
Está tudo na balança
O passo do universo
Dança entre o concreto e o aço
Arquiteta espaço entre as estrelas
Exatidão termina
Onde germina a escolha
e recomeça na colheita
É preciso olhar a casa
Alguns instantes, dentro
Antes de abrir as janelas
Toda vela içada
Há de soprar pra todos
O seu vento ou não devido
Sem ruido ou pressa
Aos pássaros, eternamente
O céu nosso de cada dia
Sem nenhuma garantia que é de sol
Não importa quantos cravos há
Sempre haverá mais rosas
Ela nascerá mais linda
Às roupas no varal
Um pouco mais de Sol te resta
E se ajeita, ainda
Pra toda dúvida, uma incerteza
Migalhas no caminho
Nunca vão fazer ninguém voltar
Muda a estação, folhas vivas
Pra morte, o facão
O tempo, o vento e o chão
Uma fase vivida, o momento
Pra qualquer quase vida,
a diária desistência
Igualmente contrária
Resistente, existe
Se houvesse algum pranto escondido
Assim permanecesse
Cada coisa em seu lugar
Quando a palavra
Que apesar
De repetidas vezes repetida
De repente
Ela não for ouvida
Grita mais alto a dor devida
Ao tenor, o contralto
O verso ao avesso
Uma grande verdade apenas
Partida em milhões
de mentiras pequenas
Em cada cor, a parcela de luz que lhe cabe
À escuridão, a vela
À vela, o vento.
A lição que te cabe, aprendida
Não dá pra entender quantas outras
Nunca tomaremos tento
Isso, é só Deus que sabe.
Edson Ricardo Paiva.
Simbiose do meu Coração
No jardim do meu ser, uma simbiose floresce,
Onde meu coração dança em uma doce prece.
Uma ligação profunda, um laço de encanto,
É a simbiose perfeita, um elo de encanto.
No compasso dos batimentos, num ritmo suave,
Uma dança sincronizada, um abraço que engrave.
Meu coração pulsa vida, em busca de calor,
E encontra no mundo, uma parceira de valor.
É um mutualismo etéreo, onde a alma encontra lar,
A alegria e a tristeza, juntas a caminhar.
Meu ser encontra abrigo, na sinfonia do sentir,
Um comensalismo de emoções, a sorrir e a existir.
No palco do peito, uma peça de parasitismo amoroso,
Onde o amor se alimenta, um afeto poderoso.
Um coração que se doa, um hospedeiro da paixão,
Enquanto o amor, como parasita, deixa a marca da união.
Na simbiose do meu coração, uma dança de sonhos,
Onde emoções se entrelaçam, como rios e riachos.
É uma história que se escreve a dois, em cada batida,
Uma jornada de afeto, na qual a alma é nutrida.
Assim, no jardim do meu ser, a simbiose se expande,
Um elo indestrutível, onde a vida se expande.
Meu coração encontra eco, naquela que o compreende,
Uma simbiose de amor, que eternamente se estende.
Sob o céu estrelado, a doce melodia,
Tu dizes ser louca por mim, amor que contagia.
Na dança do destino, somos loucos a sonhar,
Unidos em desatino, juntos a navegar.
Teu sorriso é a luz que guia minha jornada,
No abraço do tempo, minha alma acalentada.
Oh, como anseio por tua voz, a saudade que traz,
Em cada pensamento meu, és o eterno compaz.
Nossos corações entrelaçados, laço etéreo e forte,
Nessa história de amor, és minha sorte.
Jamais poderias saber, o quanto és meu alicerce,
Em teus olhos, vejo a vida, o amor que floresce.
No palco da vida, breve jornada,
Cada alma dança, uma balada.
Efêmero é o tempo que aqui se tem,
Mas na essência da existência, há um além.
Não são anos que contam a história,
É a intensidade que traz à memória.
Na dança efêmera do respirar,
Encontramos razões para amar.
Não importa o relógio que tic-taca,
Mas sim a alegria que em nós se destaca.
Cada batida do coração, um compasso,
A vida, um poema que escrevemos em abraços.
Morreremos todos, destino comum,
Mas como vivemos é o nosso cartum.
No caderno do tempo, o que gravamos,
São os sorrisos, os amores que deixamos.
Que a melodia da vida seja intensa,
Que o amor seja a essência.
Na efemeridade do nosso viver,
A beleza está em aprender a florescer.
Na dança efêmera da vida a findar,
Cada alma encontra seu término a vibrar.
Não são os anos que moldam a jornada,
Mas sim o viver, na estrada iluminada.
Em cada passo, um conto a tecer,
O tempo, efêmero, a desaparecer.
Importa mais a essência, a intensidade,
Do que a contagem fria da saudade.
A vida é um poema breve a declamar,
Cada instante, uma chance de amar.
Na fugacidade, a lição se revela,
O valor da existência, joia singela.
Assim, em despedidas que ecoam,
Encontramos sentido no que ficou.
Pois no palco efêmero da mortalidade,
A arte é viver com autenticidade.
Dança das cadeiras sob a ótica da utopia
Momentos de estresse, a rotina cheia de pequenas divergências em diversos assuntos, maltrata qualquer relacionamento, independente de seu tempo de existência.
Pensamentos confusos, tristeza, desejo de desistência e a desistência da desistência me toma pelas mãos, só de pensar que és parte de mim.
Um estranho sentimento de ter parte de mim arrancada, sufoca e me aperta o peito.
Aí você sorrir timidamente, olha em meus olhos e fala de amor.
Me abraça e me beija com uma energia oposta a que me tomara antes, derretendo tudo e me fazendo apenas desejar estar em seus braços e ser sua menina.
"A terra seca anseia pela chuva
Chamando a garota para a dança das gotas
Haja felicidade, comtemple o vôo das águas
Una-se ao magnífico homem! e
Venha apenas apreciar a garota dançando
Assim como a água
Evoque sua criança,
Alivie o que ela pensa a respeito do seu ser.
Gruniu o céu com luz empoderando a beleza
Aprisionada de uma mulher, quebrou-se a
Restrição que abita teu corpo?
Ouve as gotas
Tocando o rosto dela? Olhe o seu sorriso, vai
Abraçar-la, se sentires que o cheiro da chuva salta daquele corpo parabéns, tu amas de verdade."
Na dança sutil entre sombras e luz,
A fuga se ergue como um véu fugaz,
Mas seu encanto é efêmero, ilusório,
Pois ao fugir, a alma se dispersa.
Quem parte carrega mais que seu fardo,
Leva consigo um eco de despedida,
Um eco que ressoa nos corações deixados,
Marcando-os com a tinta da ausência.
A fuga é uma coreografia de solidão,
Uma dança onde o vazio é o par,
E quem foge dança ao som do silêncio,
Deixando para trás um palco vazio.
No fim, as fugas são como poemas tristes,
Que desumanizam os versos da vida,
E quem parte, por mais que busque se esconder,
Deixa um rastro indelével de suas pegadas.
Então fique até ter coragem para permanecer e dividir as levezas, preencher os espaços para que o eco não dissipe ímpar as coisas não compreendidas. Deixe a tinta daquelas ausências insistentes escorrem sob os pés enquanto bailamos.
Na beira da fogueira ela dança,
e com seu olhar marcante,
e sorriso enigmático,
a cigana encanta.
A magia que ela exala
vem da sua ancestralidade,
poder concedido àqueles
que se conectam
à sua espiritualidade.
É incomum a amplitude
da luz e a sua “majestade”,
que a todos seduz,
sem nenhuma dificuldade.
Num instante excepcional
dentro da minha mente,
a dança dos ventos de movimentos espontâneos, deleitosos e intensos embalados por uma música
de frugalidade
conseguiu unir o espírito do amor
e a alma da vivacidade,
então, ficaram em sincronismo,
dois laços de singularidades
num notável equilíbrio.
Ela dança conforme a sua própria música
por estar segura de seus passos,
ainda que, muitas vezes, imperfeitos,
é necessário ter uma mente astuta
para poder acompanhá-la
ou ao menos, chegar o mais perto disso,
entretanto, não quer dizer seja ingênua
para ficar esperando pelo par perfeito
e sim que aprendeu a ser mais seletiva,
quer dançar com quem corresponda aos seus passos de um jeito preciso
conduzidos por dedicação, amor e entusiasmo
com o máximo de sincronia possível.
No salão da madrugada,
a insônia e o meu sono começam
a dançar
uma dança de paços precisos
e envolventes
que os fazem ignorar o passar do do tempo,
ficam tão focados um no outro
que nem se importam se estou presente,
observando tudo forçadamente
e que enquanto não param,
eu não durmo.
Portanto, são inconvenientes
só querem ficar juntos,
espero que parem logo
para que assim
eu poça finalmente dormir.
Na dança do tempo, o pensamento vagueia,
Entre sombras de dúvida, a mente semeia.
Questões que flutuam, como folhas ao vento,
No jardim da existência, busca o entendimento.
A
Oh, efêmero mistério, que é viver,
No palco do cosmos, a dança a reviver.
Entre paradoxos, a mente se expande,
Buscando na essência o que o tempo comanda.
Em cada escolha, um destino se entrelaça,
No tecer da razão, a mente abraça.
Filosofia, guia na jornada incerta,
Do pensamento humano, a eterna descoberta.
Teu peito bate conforme a música
Teu corpo dança em sintonia
Teu cabelo sobe, desce, rodopia
Teus olhos me olham, fascínio, magia
Te olho, encanto, calor, arrepia;
Suas listras, eu leio, eu beijo, anseio
Suas curvas, derrapo, perigo, passeio
Seu beijo, é quente, veneno, desejo
Seu toque, intenso, macio é arte
Te faço, refaço, de parte em parte.
Ela é a própria essência da natureza, uma flor silvestre que dança ao vento, sua beleza é um mistério, seu encanto é uma promessa.
Em sua aura de mistério, ela esconde segredos não contados, exalando a curiosidade dos que se aproximam.
Ela é flor silvestre que, ao sentir a carícia dos ventos, desabrocha em toda a sua esplendorosa vulnerabilidade, revelando uma beleza que transcende o efêmero.
O povo que festeja não se sabe
de alegria ou de dor,
... mas dança a música que entoam.
A melodia vem com a canção e o povo festeja.... viva a mazela, escondam a desgraça, a peste o pudor...
entrou-se em devaneio onde esquecemos a caça o caçador,
as derrotas, e desesperanças.
Tudo adormece, entramos em devaneio é carnaval
São Bento do Sul
Da Música, da Dança, da Literatura
e de cada herança da imigração,
Eis me poesia dedicada
com o balanço das matas dos parques
e a revoada das tuas aves,
Passeando de Maria-Fumaça
com todo o direito e charme.
São Bento do Sul, amada
fostes, és e para sempre será,
A cidade bonita que embala
o meu amor por todos os lugares
e me dá motivos para venerar.
São Bento do Sul, a sua poesia
está até na movelaria,
e por ti retribuo com a poética
da cada dia para que a gente
se encontre, converse e sorria,
és a minha razão de viver
e a melhor companhia.
São Bento do Sul, adorada
fostes, és e para sempre será,
A cidade que me leva
a qualquer hora a estrada cruzar,
e me dá razões para nela morar.
O Hemisfério Celestial Sul
dança sobre este destino
profético, poético e profundo,
Carregando o fascínio,
a devoção e o poema oculto,
Porque dos meus beijos
não há mais como adiar,
Te esperar para mim é grei
e ter paciência eu sei;
Não há mais como nos distanciar
porque nem mesmo as fronteiras
são limites para quem sabe amar.
Mais veloz do que
a Dança do Tambor
é a Súcia que eu vou
dançar com o meu amor.
Com meu suçador
serei boa suçadeira
dançarei a noite inteira,
e não estou de brincadeira.
Quando chegar a Jiquitaia
sem despedida do meu amor,
de mãos dadas iremos
para onde só nós sabemos.
A Dança do Barreado
que eu prefiro é
a que faço com ele no meu prato,
O Barreado é filho
do Entrudo e o quê
ele me deu e ainda
me dá quando é preparado
mantém o meu coração completamente apaixonado,
Não vai demorar muito
tempo para servir um bem
saboroso para colocar
no meu e no seu prato.
