Texto sobre Confiança
Confiança três, Vicinal dez.
Fui à Confiança três, vicinal dez.
Comi queijo...
Fiz matança,
De peixeee.
Voltei meio que inchado
Não bebi
Não sou pé inchado.
Porém pium algum
Teve pena de mim.
Corri no lavrado,
Montei a cavalo.
Uma páscoa sem igual
Amigos família.
Gente louca e normal.
Cheirinho do campo
A meu nariz traz encanto.
Falta de luz de água?!
Nada melhor que um garapé
Indo a pé.
Inda pena lá
Ter sido alguns dias
Contos os dias
Para voltar para lá.
Lembro do por do sol,
Da espingarda mal usada.
Do jipe no lavrado,
Na piçarra, no mato.
Ê saudade daquele lugar
Que o peru
Põe até o dono a correr!
Se fosse por eu,
Seria o lugar
Ideal para envelhecer.
"" Regras de boa convivência
deposite confiança
mas não queria retirar com juros e correção monetária
adquira honestidade
e devolva na mesma moeda
plante boas ações
e colha alguns frutos
construa dentro de si um mundo melhor
e tudo a sua volta se beneficiará...""
Mais uma vez, a confiança esvaiu-se.
Seus olhos encontraram os meus, fixos em minha alma.
Sua voz ecoou, proferindo palavras que buscavam acalmar a tormenta em meu peito:
"Não se preocupe com mais nada. Doravante, eu sou seu amparo."
Você me assegurou, com a convicção estampada no semblante:
"Essas pessoas que a feriram agiram com puerilidade, movidas pela imaturidade."
Instintivamente, meu rosto desviou-se, um reflexo da desconfiança que me assola.
Com delicadeza, suas mãos emolduraram minha face, trazendo meu olhar de volta ao seu.
E, novamente, as palavras que eu ansiava ouvir, carregadas de promessa:
"Grace, não se preocupe. Agora, você tem a mim."
Naquele instante, vislumbrei a sinceridade cintilando em suas palavras e refletida em seu olhar.
Contudo, até o presente momento, meu rosto permanece voltado em sua direção, em uma expectativa silenciosa.
Aguardo, com apreensão, que as palavras temidas se concretizem: "Grace, siga seu caminho, pois também me reconheço imaturo para oferecer o cuidado que você merece."
Como reconstruir algo que foi perdido no tempo, reconstruir sentimentos, sensações, confiança, prazeres.
Como parar de sentir dor, a dor de algo que é inevitável, um áudio inaudível, um ato devastador.
Irei eu transgredir a efemeridade? Ou deixa-la ser parte de mim?
Que as lágrimas que hoje escondo, dentro de um soluço interno de coragens pedindo socorro, não me sufoquem, mas que me levem por esse mar ao destino certo.
O Livro da Vida.
Eu não conheço
Nem nome e nem endereço
de todos que merecem confiança
Não sei diferenciar
Quem vive calcado em esperança
Daqueles que se vendem por qualquer preço
Sei que existem também
Pessoas que se dão de graça
Pelo apego à desfaçatez
E prazer egoísta em ser um nada
Não conheço o nome das Estrelas
Nem o nome das flores
Elas são Flores e Estrelas do mesmo jeito
A despeito do que quer que se pense
Então procuro não pensar
Tento também viver minha vida
Sabendo que um dia vou prestar contas
Por cada palavra, cada gesto
e cada pensamento
de resto
Pouco importa ao mundo
Aquilo que eu sinto
Cada um segue mentindo
A seu modo
E do seu jeito
Minha vida diz respeito a mim
Mesmo assim
Eu me respeito
Não me dou ao direito
de julgar nada que sei
Não me cabe
Meu compromisso é com Deus
E sei que Ele também sabe
E percebe melhor que eu.
Os dia correm
O tempo passa
Prossegue a vida
Nessas idas e vindas
Tudo prossegue só de ida
Cada gesto e cada palavra
Cada resto de mentira oculta
Escritos no livro da vida
Um dia tudo se desdobra
A cada um
Conforme as sua obras
Edson Ricardo Paiva
Confiança.
Não é somente estar junto na vida
Mas um passo à frente e além
É conquistar o direito
A ter sua ausência sentida
É ser alguém dentro da outra vida
Sentar-se lado a lado
Num banco de praça
Dar risada da piada
Mais sem graça que houver
E brincar de advinhar
A cor do carro que vem
É ser lembrado na hora de um sorvete
Colher frutinhas num canto da calçada
Dividir quando se tem tudo
Querer estar por perto
Na hora em que não tiver
Nada pra fazer
E nenhum lugar pra ir
É fazer rir na hora da tristeza
Conversar conversa à toa
Andar de mãos dadas na rua
Dividir a mesa
Ter sempre um olhar de bondade
Amor
Simplicidade
Fazer sentir
E também sentir a falta
Ler história boba em voz alta
É ter um perdão pronto a perdoar
É sentir confiança
Ser feliz igual criança
E amar de todo coração
Amor de mulher
Amor de amor
Amor de irmão
Amor de amar
Estar junto até o fim
Amor de jamais abrir mão
do direito de querer
Assim era o amor
Que eu sentia por você
Edson Ricardo Paiva
O que vale na vida
Não se pesa em nenhuma balança
Não lesa abraço e nem confiança
Abrigo e telhado
O Pensamento distante
A trilha, o atalho
Tristeza que ninguém notou
Um olhar calado fala mais alto
E te leva com ele
A sabedoria de ser julgado
Num tribunal inimigo
E receber um julgamento honesto
A vida não é como se escreve
O lado bonito é mais profundo
E não vale o escrito
Um resto de lembrança
A voz rouca
O pavio apagado
O "tanto faz" do olhar além
Pela lente da janela
As gentes que vem do outro lado
A poeira que flutua
Um cavalgar constante
O Panteão, o tempo.
Ah, o tempo...se a gente o soubesse!
A energia
Telúrica e presente
Maior que milhões de universos
O reverso da lente
A maneira certa de dizer
Coisas que a ninguém se diz
O momento feliz que não veio
E foi pra nunca mais
Há coisas que não se muda
Contudo se modificam
Como tudo
Pra essas o tempo pára
As demais são passageiras
E se afere o valor que elas tem
A mais valia o sabe
Um lugar que se oferece, quando houver
O pão também
E segue cada segundo
Que nem se fosse eternamente
E que pra sempre vai ser assim
Sem pressa
Pois o tempo é lento e precioso
Mas é também caprichoso, quando preciso
E que esteja presente
O tempo todo
E que acalme a alma só de olhar
A rama da alegria
O lado de dentro da calçada
Alento pra dor sem cura
O olho que busca
Oculto na escuridão
Se não trouxer, tenta
Um suspirar nostálgico
Isso te basta
O querer
É esse o valor da vida.
No âmago do meu ser
Edson Ricardo Paiva..
Um dia antes e depois.
Porque encontrar sentidos,
se você pode ter um sorriso.
Tenha confiança de arriscar.
Conheça novos lugares,
novas culturas.
Seja diferente.
Talvez um mistério interessante.
Ou uma descoberta intrigante.
Surpreenda-se e surpreenda.
Que os momentos sejam únicos,
seus amigos amados,
quem sabe um abraço.
Vivemos para pensar,
saiba o que falar.
Não deixe o tempo decidir
a sua hora de brincar!
Bom dia!
Para o Sábado:
Comece o seu dia com fé e confiança. Abra os seus braços para receber as muitas bênçãos que estão chegando em sua vida.
Que a luz divina lhe ilumine e que com a gratidão você propague o bem.
Ofereça o que há de melhor no seu coração.
Viva, ore, ame e se alegre.
Que hoje a esperança predomine!
Bom dia!
Domingo:
Comece o seu dia com fé e confiança. Abra os seus braços para receber as muitas bênçãos que Deus está enviando para você.
Que a luz divina lhe ilumine e lhe aqueça. E que com a gratidão você propague o bem.
Hoje ofereça o que há de melhor no seu coração.
Viva, ore, ame e seja feliz!
Confiança reluzente nos olhos, um olhar astuto de felina, sedução feita de uma doçura apimentada, envolvida pela vitalidade da noite, agindo com uma desenvoltura charmosa, segura, uma arte delicada, precisa, de belas formas, suavidades de curvas, cabelos, corpo e lábios, boca pequena e carnuda, somatório admirável que se junta a sua essencialidade valorosa, amável, um amor sincero que transborda, composição sublime, de fato, encantadora.
Fragmento da tua rica natureza que possui hábitos noturnos, pois é quando anoitece, que desperta, então, os seus instintos são aguçados, a ternura divide espaço com o desejo, a fogosidade vivifica todo o teu ser, o calor similar ao que está presente em algumas trocas intensas de afetos, beijos ardentes, na correspondência de sentimentos em momentos emocionantes que fazem esquecer facilmente do tempo.
Não é somente a lua que possui suas fases e que fica mais à vontade à noite, esta tua peculiaridade prova exatamente isso, ainda que muitos não percebam, o que para estes certamente é uma grande pena e contrariamente, uma dádiva para quem a percebe, uma oportunidade de ser avivado com a versão veemente da tua naturalidade, veemência noturna, atraente singularidade.
Confiança de um amor puro, a bênção preciosa no mundo de uma criança
numa sensação de renascimento, um sabor de esperança, fruto de um abraço sincero, acolhedor, que passa segurança, também dos risos e da atenção que fazem aliviar a dor, então, feliz de quem alcança o esmero de um ser de tanto valor que traz o frescor da infância graças a constância de amar do Senhor.
Existe uma confiança atraente
no teu olhar,
teus movimentos são delicados
e atrevidos,
assim, o teu espírito aparenta ser
de uma felina,
és livre, muito linda e grande
é a tua esperteza,
possuis ainda a essência de uma rosa,
o teu florescer é encantador,
a tua presença logo se nota
por transmitir enlevo e amor.
*Pureza,Confiança * Esperança!*
"Nosso Jardim florido é...
pois com amor,eu cuido
para que,nossos amigos
inebriem-se com
o perfume que
as rosas exalam
e assim apaixonem-se
pela vida,dádiva
concedida
por Nosso Criador,
Deus Nosso Fiel
Amigo,que
nos guia por
caminhos,onde
a paz anda
de mãos dadas
com o mais sublime amor."
Tatiane Oliveira 25.07.2014
02:01 hrs
Confissões de uma Fé Inabalável
Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.
A vida ensinou-me que o amor
Só caminhará feliz
De mãos dadas com a confiança
Fico parada, em silêncio
Espero a madrugada
Na esperança que o universo
Cumpra a promessa
Daquele lindo sonho
Tão real no meu coração.
E assim fica o meu olhar
Perdido no horizonte
Onde tudo acontece um dia.
CONFIANÇA EQUIVOCADA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Marisa, pessoa muito sem medos deixou Márcia, sua filha menor, aos cuidados de Amanda, em quem confia plenamente. Amanda precisou sair, mas deixou Márcia com Clarice, também de sua inteira confiança. Clarice, que da mesma forma tinha compromisso e confia muito em Fernanda, não pensou duas vezes: deixou Márcia com ela, que por sua vez a deixou com Carla, conhecida recente.
Acontece que Carla, que conhece Fernanda mas não conhece Clarice, que conhece Amanda mas não conhece Marisa, igualmente precisou sair e não teve opção: precisou confiar na própria Márcia, que só conhece Clarice, que não está em casa, e não faz ideia de aonde a mãe anda. Sequer sabe chegar em casa, pois nessa corrente de confianças, foi parar bem longe de sua rua.
Agora Marisa, que deixou Márcia com Amanda que deixou com Clarisse que deixou com Fernanda que deixou com Carla que deixou com ninguém, procura desesperadamente a filha, pelas ruas desconhecidas do bairro em que mora faz pouco tempo. Marisa sem medos está com medo e grita por Márcia, ouvindo estranhos dizerem a todo instante para confiar em Deus que confia no ser humano em que não se pode confiar.
DE CONFIANÇA E RISCO MORAL
Demétrio Sena - Magé
Muitas vezes veladamente, mas a sociedade considera os ofícios de ator, tatuador, fotógrafo, até bailarino e tantos outros/outras ligados às artes interativas ou de contato, como de risco moral. Esse pensamento engessado leva em consideração as supostas chances de abusos cometidos por profissionais ou de seguidos relacionamentos eróticos consensuais e relâmpagos.Tal preconceito quase não considera esses trabalhos como trabalhos. É como se as pessoas tivessem desde bem novas, determinadas taras que um dia precisarão disfarçar de profissões.
Em todos os setores da sociedade existem os profissionais e clientes abusivos. Quase todos os contratados por pessoas ou empresas lidam, em algum momento, mais reservadamente com determinados contratantes ou colegas de trabalho. É neste momento que a confiança mútua tem que se fazer valer, observadas as atitudes, os olhares, ambientes e possibilidades de concretização de uma possivel intenção distorcida ou perigosa. Seres humanos devem ser pensantes, observadores, criteriosos e procurar saber profundamente com quem lidam tanto no dia a dia quanto em determinadas ocasiões. Contratar um profissional, não importa para qual trabalho, exige cuidados e critérios, de ambas as partes, que podem reduzir drasticamente as muitas possibilidades de abusos.
Qualquer profissional que não tenha boa indole poderá tentar se aproveitar de alguma situação. O entregador, da confiança da dona de casa... o professor e a professora, do fetiche de alguns alunos e alunas... o médico, da inocência da paciente que não se importa com a falta da enfermeira em determinados procedimentos... o pastor, padre, guru (...) da fiel que lhe faz confidências, confissões ou pede conselhos e nem percebe seus olhares compridos que levam a gestos inadequados visando mais e mais... o pediatra, da negligência de pai ou mãe que não atenta para o quanto é importante a sua presença, mesmo que a criança ou adolescente seja pura esperteza. Motorista particular, atleta, cantor(a), enfermeiro (a), militar, normalista, encanador... todos podem ser vítimas, algozes ou simplesmente se valer do fetiche alheio.
Na hora certa, o que vai determinar atitudes é o conjunto caráter/cuidados/observação/critério/bom senso. Esse conjunto pode afastar abusos ou atos consensuais que ferem o profissionalismo. O que jamais pode haver é a generalização de um preconceito enraizado que sempre se impôs a determinados profissionais, quase todos das artes. Não é a profissão que é de risco moral... é o ser humano como profissional, colega e cliente. "Se um não quer, dois não brigam" e se ambos fazem valer seus critérios, exigências e cuidados, a confiança não será traída.
PARAÍSO DESFEITO
Demétrio Sena - Magé
Nós trocávamos tanta confiança;
era tanta certeza de que o outro
saberia entender os seus limites
e manter a bonança do que havia...
Nossos olhos mostravam tal pureza;
nossos corpos não tinham medo algum;
era só natureza em sintonia,
sem palavras nem tratos hormonais...
Confiávamos tanto no segredo
e jamais precisamos combinar;
só pairavam no ar magia e sonho...
O que tento repor entre nós dois,
é aquela versão de paraíso
que depois de algum tempo se desfez...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
"Se o salário do pecado é a morte, o salário da confiança é a traição.
Às vezes, o sonho do homem que ama, é não ter coração.
Deus, viu meus pensamentos, pegou-se em prantos, alarmado, percebeu que pra minh'alma, já não existe perdão.
Tornei-me uma cria do ódio, órfão do amor, amante da solidão.
Tentei criar um futuro para nós, mas agora, na minha mente, só permeia a destruição.
Prostrei-me de joelhos, roguei aos céus, para que ela seja infeliz, que conheça o sofrimento, que sinta, do meu sofrimento, ao menos uma fração.
Cristo, perdoe-me por este pedido, por esta oração.
Mas não sou como tu, não sou capaz de amar ao próximo, não sou capaz do perdão.
Sou capaz somente do pecado, do ódio, da morte, da confusão.
O mundo que tu criastes para nós Pai, tornou-se um todo de podridão.
O próprio Cristo, fora testemunha da dura lição.
O salário do pecado é a morte, o salário da confiança é a traição..." - EDSON, Wikney
