Texto sobre Água

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ADEUS

Leve contigo
o canto triste do teu adeus
e a gota d’água,
as meias palavras ditas à meia luz
do teu pensamento
e as flores,
douradas e passageiras.
Talvez queira as madrugadas
agora vazias de algum encanto
e os acordes
de nossa canção desesperada
em sonata desarranjada.
Deixe minha alma entregue a mim
e meu corpo
a diluir o gosto de tua boca.
Deixe a alvorada
e não leve a poesia.
Não mais serão teus,
os versos meus.

Inserida por rosemarih

imples assim
No planeta água nasce um ser,
Ponto de luz lágrimas e comoção.
Ao lado, seres da mesma tribo.
A vida se apresenta de forma visual
Uma tanto amado e desejado, querido.
Perspectivas de um grande futuro,
sonhos; médico? engenheiro? talvez.
Primeiros passos são sempre os mais difíceis; tombos, sangue lágrimas.
Os genitores acompanham o desenvolvimento, momento de comparações, semelhanças.
Palavras ainda não são formadas um som de choro e constante pelas madrugadas.
Na tentativa de agradar os pais se assemelham; brincam e até choram, momentos inesquecíveis únicos e verdadeiros
Os primeiros passos o levam a lugares; um canto da sala, atrás do sofá coisas novas, agora ele pode ir se quiser e voltar quando se cansar.
Alimentar e preciso um chazinho da vovó, um leite quente materno, algumas carinhos e um bom sono.
Um dia se veste de azul, outro de amarelo, olha só Bebê que lindo este chinelo
Tudo parece um mundo encantado
com luzes, cores, e cheiro, um príncipe ou princesa no centro das atenções, encantos e fortes emoções
ser pai
ser mãe,
ser humano

Inserida por lucianomartinss

Meu beijo é água, e não é por saciar a sede não;
É incolor, insípido e inodoro;
Nunca mais marquei como marcava, encantava e descabelava os rapazes;
Sou a garota do primeiro e único encontro;
Sentia orgulho de mim por quê mesmo?
Eu não sou nada, e não ser nada não tem nada a ver com o niilismo.
Pobre escrava da minha própria loucura...

Inserida por AngelaBeatrizSabbag

ERAM NOITES DE PIRILAMPOS

Era um baião de dois
Eu mais você
O verso e reverso
Água de moringa
Galope de dez mil léguas
Eu de pardo, era agora todo
esbranquiçado de poeira
Pegava do bojo, sacava a viola
e descosturava um repente
Eu era o rei das quermesses
Um poema com nada de hipérboles,
sem metáforas e nem superlativos.
-Ganhei vosmecê com muita prece.
E, confesso, nunca soube o que era isso
Fazer poema é bonito, mas difícil.
E com a noite descia a lua,
e no nosso quarto morava o paraíso

Inserida por MartaGuim

Melania Ludwig
1 de abril de 2014 · ·

FALTA D'ÁGUA

Isso pode virar samba, mas pelo jeito não vou poder sambar...

Estamos sem uma gota d´água, nem pro pé molhar
Muito menos pra se banhar ou preparar o jantar

Isto não se faz, pelo menos um recado deviam ter deixado
Disseram pra água economizar, mas não que iria acabar

Agora como é que vai ser se já começa a anoitecer
Quem vai tomar uma providência com esta maledicência?

Estamos sem um pingo d`água...
Estamos sem um pingo d`água...

mel - ((*_*))

Inserida por MelaniaLudwig

O caminho assim se apresenta:
Tem água cristalina que brota da fonte
Tem pedras escorregadias a transpor
Tem o sol ao longe a brilhar
Mas pode ter também
a chuva a te molhar
Você pode estar acompanhado
Mas pode também
sentir o peso da solidão
Em qualquer situação
É sua a decisão
Você pode escolher
Entre IR ou FICAR
Bom dia!
Que o dia hoje seja decisivo para você!
Caminhar com Deus, seja sempre seu lema!

edite lima /15 de abril/2016

Inserida por editelima

Nós desportistas, desde a mais tenra idade , nos abraçamos , tomamos da mesma água, misturamos nossos suores, socorremos nossos companheiros ensanguentados, independente de credo, ideologia e etnia, também choramos e sorrimos juntos.
Nosso lema é a celebração do instante, assim como a vida; e nesta celebração sagrada o preconceito passa longe.

Sidney Santos
Prof. Educação Física e Técnico Desportivo
CREF 120222 G/SP

Inserida por Poetadossonhos

Você é água,
Linda em sua nascente,
E mesmo sem ver todos os seus caminhos,
Sei que seu destino é crescente,
Sem eira nem beira, hora cachoeira, hora apenas corrente,
Seu sorriso, ainda na minha mente
Se espalha e toma todas as formas
Você é água, em sua eterna mudança,
ainda assim tão igual,
tão criança, tão jovial,
Mas carrega o peso do seu mundo
como Atlas carrega o peso global
Eternamente mutante à meus olhos, porém a mesma em todas as suas formas, caminhos e lembranças
Você é água, mas temo que em sua magnificência, eu desaprenda a nadar em sua presença,
mas mal sabes tu, que anseio por me afogar em ti.
Você é água, pequena.
Escrito por: Theophille Ramos

Inserida por gabi-botelho

Pingo d' água

na torneira lá de casa.

Pouca água nos mananciais.

Não quero ver guerra na vida da gente!

Paradoxo na beira do cais.

Planeta Terra

Perdendo identidade,

seca documentada de cidade a cidade

Água no olhar

gotejando sem parar

Consciência!!!

Lave nosso pensar.

Inserida por bellocristiane

VIDA

Onde te encontro?

No útero da fêmea grávida
No olhar da criança pávida
Na fonte da água que jorra
Nas lágrimas da mãe que chora...

Onde te encontro?

Na chuva que molha o roçado
No arrependido que confessa o pecado
No vento que uiva lá fora
No filho que vai embora
No céu de estrelas cintilantes
Na árvore de frutos saciantes...

Onde te encontro?

Na ajuda que pede o mendigo
No animal dócil ou que ameaça perigo
No ladrão que assalta o mercado
No funcionário que acaba amordaçado
No sol que os dias clareia
Na lua que paixões incendeia...

Onde te encontro?

Na fumaça do casebre distante
No jardim de cada habitante
No mar com suas embarcações
Na terra onde há plantações
No Deus que estou sempre a crer
No amor que sinto por viver...

Onde te encontro?

Na morte onde sei
que outra vida viverei...

mel - ((*_*))

Melania Ludwig, 28/04/2015

Inserida por MelaniaLudwig

Será que é amor

Telhado furado, uma gota d'água cai no meu colchão
Um pingo de chuva, uma gota do céu, escuto um trovão

Eu sinto na pele um leve arrepio e penso em você
O vento lá fora sopra e trás frio, começo a escrever

Falo de amor, da linda menina que me encantou
Dentro do meu peito, um estranho sentimento, será que é amor?

Inserida por FernandoPinheiroLima

UM POUCO DO QUE SOU

Sou a água do coco, o doce da cocada.
Do corpo, a água de cheiro.
Morro na praia, todos os dias, depois de molhar teu corpo inteiro.
Sou a poça nas estradas, e da criançada, o poço;
sou o suor do teu rosto, a chuva, a enxurrada.
Sou o sereno da madrugada, o orvalho,
e as lágrimas dos teus olhos.

Sou a esperança dos idosos,
e a doce alegria das crianças,
sou o fiel da balança,
o ouro da torneira.

Sou o “direito”, o amor perfeito
que brota do chão,
que desce do céu;
sou bombeada,também, pelo coração.

Sou um devoto em súplicas,
estou no pássaro que voa,
sou a vida na Terra, acontecendo.

Sou uma célula pulsando em cada canto.

Estou na presa fugindo; e na ave de rapina.
Sou a fonte brotando,
água cristalina,
Juntinho dos buritis;
pra não me estender muito, sou de todos os lugares: do Planalto Central,
da Serra da Mesa, da Moeda, da Canastra...
Da Serra Geral.
Sou das veredas do Guimarães Rosa, da Serra do Curral,
do Pantanal...

sou de Minas Gerais,sou Universal:
sou vista até em Marte.

Por fim, sou a justiça qual rio a correr,
que não pode secar;
sou a vida escoando
procurando o mar.

-24.04.16

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Quem sou Eu

Sou á agua que dá a vida
Sou a esperança sou amor
Sou seu porto mais seguro
Sou o alivio para a dor.

Eu sou a ave que voa
No infinito azul do céu
Sou a fria e densa neblina
Cobrindo a terra com um véu.

Eu sou o calor do sol
Que brilha aquece e queima
Sou a noite enluarada
Que reflete sobre a mata
A mão do senhor que reina.

Eu sou o perfume da flor
Que a abelha atrai
Sou criança mulher menina
Sou mãe sou filha sou pai.
Juce Helena.

Inserida por JuceHelena

A água que te banha é esgoto
Logo depois de te banhar;
E tudo que tu come são fezes,
E tudo, no fim, lixo escroto.

Nada se cria, nada se destrói;
Nada brota em solo aleatório
Do que cravas no dente e rói,
Permanece por tempos nesse solo.

Pro lixo estou me lixando
Mas se o lixo se vai propagando
De esgoto em esgoto afundando
Se esgota o planeta, o homem, o plano.

Inserida por Eu1695

Amo-te sem me cansar de o dizer
Inspiro-te como ao ar que respiro
És a água que sacia a sede do meu viver,
és o sonho pelo qual sempre deliro.
És aquele a quem tento tocar
e simplesmente não consigo
és a areia que leva o mar,
e que trago sempre comigo.
És o único que falando me diz
que o meu mundo é também o teu
tu me fazes feliz
nesta vida que Deus me deu.
Até as nossas lágrimas são irmãs
e os nossos risos iguais
as nossas dores tão fans
dos nossos tão doces ais.

Inserida por EdemilsonRibas

A beleza da natureza
Está em tudo que existe amor
Está no seu olhar sentido
Na água doce purificada
Nos encontros melancólicos
No adeus tristemente
No coração apertado
Nas suas mãos entrelaçadas
No seu peito esplêndido
Na alegria dos festejos
Nas correntes sanguíneas
Na elevação da alma
Nas flores da primavera
Nas sombras das árvores
Na cama frutífera
No touch screen do prazer
Nas curvas abundantes
Nos poros dilatantes
Na proteção penetrante
No carinho dos lábios
Na paixão dos abraços
No fervor do seu corpo
Na primeira vista
Cortando profundamente os sentimentos
Que sangram ardentemente na arte do viver...

Inserida por AmiltonPolycarpo

A água cai do chuveiro até atingir as minhas costas e percorrer as curvas do meu corpo. Olho até o líquido no chão que segue para o ralo. Ao entrar em contato com a minha pele, a água assume tons distintos. As cores diversificam-se conforme meu estado. O líquido é tingido pelas minhas emoções, ele sofre metamorfose ao tocar e correr pela minha pele que exala uma porção demasiada de sentimentos. A raiva faz a água contrair um tom vermelho sangue, a luz do banheiro adquire autonomia acendendo e apagando em intervalos incalculáveis. A felicidade gera um líquido verde, um aroma viciante, tranquilizante e sedutor ocupa o pequeno cômodo. O ódio gera uma lama escura, os músculos se contraem, as sobrancelhas tornam-se uma só linha, a locomoção é impossível, a escuridão domina o pequeno cubículo, os olho se tornam incapazes de ver. A água funde-se em tons marrons e cinzas ao deparar-se com a tristeza, o corpo se contrai, a respiração fica ofegante. As lágrimas são incontroláveis pelo consciente, jorram dos olhos como cachoeiras em meio a uma tempestade.
O amor transforma o transparente da água em azul reluzente, feito água do mar quando atingida pelo sol de fim de tarde, a água purifica o azulejo tirando a sua cor, focos de luz cintilante saem das paredes,do teto e do piso, o corpo assume uma postura leve, como se não existissem partes palpáveis. A respiração invade o interno, atinge todos os pontos e extremidades do corpo. Minha alma salta, gira freneticamente sem medo de obter lesões ao atravessar, com braços e pernas, as paredes. Um sorriso abrilhanta a minha face, a benevolência domina todos os cômodos da casa. Sou sentimento em carne e osso, meu corpo é um depósito formado para comportar minhas emoções colossais.

Inserida por dhiefersonlopes

Mergulhar... Ir fundo e de cabeça.
Se no corpo houver medo, que o espírito o vença.
Se a água não for vida, que nadando emerja,
Se a batalha for dura, que vencendo esteja.
Se lutar lhe for gosto, boa aventura lhe seja.
Mas tente voar, lute com tudo pois nada de bom e puro lhe vem de bandeja!

Inserida por caiobetuel

Insensatez

Você é minha consciência
Tão transparente como água
Aos tons da seda amarga
Desta inconsciência

Rubras sentenças que apaga
Feito uma praga
De veraneio ignorância
Despejando toda a ânsia

Monstro dentro da adaga
Perfurando a palavra
De perjúrio nesta saga

Parando o mundo Agora
Poente melodia sábia
Do que mais ria

Inserida por Mattenhauer

GOMAS DA PAIXÃO

Aroma de corpo
corpo sob toalha
toalhas em gotas d'água
água em fina camada.

Camadas de desejos
desejos trepidos de volúpias
volúpias movidas a beijos
beijos em marcha a galopar.

Galopar na paixão
paixão de brasas e labaredas
labaredas atiçando fogo
fogo que a ti segreda.

Segreda em seu casulo
casulo que lhe dão gomas
gomas de vontades pesponta
pesponta e aponta o aroma.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes