Texto Romance
Vamos juntos nesse romance,
Cheio de piratas, heróis e vilões,
De sorrisos, lágrimas e corações,
Partidos ou apaixonados.
E a cada novo lance,
Aparecem novos personagens,
Nessa deliciosa aventura,
Com páginas inseguras,
E verbos muito animados.
Sempre existirão os capitulos triste,
Infelizmente isso existe,
Mas eles só existem,
Porque são essas páginas que emocionam,
Que fazem todos chorarem,
E torcerem ainda mais
Pelo sucesso dos mocinhos.
Mas às vezes os protagonistas,
São um tanto egoístas,
E acabam sozinhos.
Porém, o que prevalece é um final feliz,
Desenhado num quadro de giz,
Onde o tesouro é encontrado,
E os corações apaixonados,
São entrelaçados.
Mesmo que a aventura seja díficil,
Que o herói tenha que se espremer,
E passar por um problemático oríficil,
Tudo vai valer a pena,
Pois o tesouro só tem valor,
Quando é conquistado com suor.
E assim é o amor,
Ele sempre está ao seu redor,
Pois ele é o objetivo,
Ou o verdadeiro motivo,
Dessa aventura insana,
Que é a vida humana.
Chore, Grite e Sorria,
Se machuque, mas encontre a alegria,
Você consegue, todo humano consegue,
Esta tudo empregnado no seu dia-a-dia,
Parece que foi colocado por magia,
Para que os humanos não desistam.
Coloque romance no seu bolso,
Enxuque qualque lágrima insistente,
Que ficou em seu rosto,
Respire fundo e com gosto,
E siga em frente,
Daque a pouco, você voltara a sorrir,
Voltará a ficar contente, novamente.
No fim, tudo será por um triz,
E assim, no seu final feliz,
Você vai estar no paraíso,
Sem ter recebido nenhum aviso,
Rodeado de petálas de liz.
Nenhum tipo de relação, nenhuma amizade, romance ou até uma simples conversa com o vizinho é perca de tempo ou desgaste. Nenhum investimento é maior que o tempo e o carinho sincero que dedicamos a quem passa por nossas vidas. Isso não tem preço!! Nenhum um presente é mais valioso do que um abraço sincero na hora certa. E é essa a maior riqueza da nossa existência valorizar e ser valorizado(a).
Quem desvaloriza o outro, desvaloriza a si mesmo.
Em uma cidadezinha pacata se passava este romance.
Era o início do verão em Soledad, se passava da 00:00h, sem sono pela prova da faculdade do dia seguinte. Julieta resolve esperar o sono chegar entrando em um bate papo, só para conversar com alguém desconhecido e sem compromisso, como ja fizera outras vezes. Mas algo mudará seu futuro naquela madrugada.
Julieta era uma morena franzina, cabelos longos e pretos, olhos castanhos escuros. Universitaria e tinha 21 anos naquela época. Gostava de se distrair, de sair, de dançar e namorar. Estava soleira pois já tinha passado maus bocados em seu antigo relacionamento e prometera a si mesma nunca mais amar. Inocente, achava que isso seria possivel, mal sabe ela que naquela noite encontraria a dona dos seus olhos. Isso mesmo, DONA, Julieta era lésbica, havia assumido para sua família e tivera outros relacionamentos homoafetivos. Enfim.
Entrara em uma determinada sala e começara a conversar com as pessoas que lá estavam. Derepente chama a atenção de uma moça que morara na cidade vizinha. Começaram a conversar e se identificaram. Resolveram ter um pouco mais de privacidade e sair daquela sala cheia de estranhos que poderiam observar sua conversa, então trocaram endereços de email.
Julieta conhecera Clarisse, mulher mais velha e com filho. Clarisse era morena clara, cabelos medianos e cacheados, lábios grossos, olhos castanhos escuros, de baixa estatura. Fora casada há algum tempo e tivera um filho, fruto deste casamento. Filho este que Julieta conheceria depois do primeiro encontro com Clarisse que aconteceria no ultimo mês do ano. Depois de algumas horas no msn trocaram números de celular e desde então começaram a conversar. Julieta que prometera nunca mais se apaixonar, já estarava envolvida desde o primeiro "oi".
Depois de dias de conversas, Julieta resolve dizer à Clarisse estar interessada em uma moça a qual não vira muito (nunca pessoalmente), mas que tivera medo de que essa moça deixasse de ser sua amiga e resolvera preservar a amizade guardando tudo para si mesma. Ato falho, Clarisse sabia que Julieta falava dela, então começou a estimulá-la a falar para a dita"moça" sobre seus sentimentos. Julieta então se declara e logo depois confessa que prometera a si mesma não querer mais amar ninguém, mas ela chegara devagar e conquistara seu amor por completo. Clarisse não era assumida, mas também se envolvera por Julieta e nasce assim um amor proibido e secreto.
Romance impossível
Eu tanto quis te amar
Palavras suaves eu queria te falar
Andar ao seu lado e lhe tocar
E com você sonhos doces sonhar
Sentir saudades sua e poder telefonar
Sabendo que do outro lado você está
Louca para me ouvir e falar
Que sem o meu amor não consegue respirar
Mas a vida não é tão simples assim
E o sol não pode a lua amar
Nem as estrelas conquistar o mar
Sem a pena de se afogar
Meras formalidades querem nos separar
Problemas de ordem cultural e familiar
Sem a preocupação de uma chance me dar
Para mostrar que lá, eu também posso chegar
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?
De chocolate quando estou na TPM;
Daquele romance proibido e os encontros secretos;
De quando vejo aquele lindo sem camisa, deitado na minha cama;
De ter as coxas da Ivete Sangalo;
De esganar as motos que me cortam pela direita ou que surgem do nada e avançam sem ao menos olhar;
De injustiça para os pobres e pretos e impunidade para os ricos, políticos, bandidos;
Da fome no mundo e dos que estão morrendo de fome neste momento, paradoxalmente minha geladeira está cheia de coisas gostosas e estou de dieta para baixar o colesterol;
De tanta violência anunciada nos jornais;
De programas que estimulam o lado mais obscuro do ser humano e são sucesso de público, principalmente entre os adolescentes;
De gente preguiçosa;
De ciúme exagerado;
De desculpa esfarrapada;
De quem tem inveja do sucesso alheio;
Dos incompetentes;
Dos nóias que matam e roubam sem nem ao menos saber o que estão fazendo;
Do desrespeito/intolerância com as mulheres, crianças, idosos e homossexuais;
De ser criança;
Do mar em dia ensolarado;
De ar-condicionado em dias quentes;
De um dia de princesa no salão;
De ganhar na loteria e realizar muitos desejos, ajudar os familiares e amigos;
De beijo de língua;
De viajar SEMPRE, de preferência com amigos bem queridos;
De conhecer os recantos de Paris com as dicas de Danusa Leão em seu livro “De malas prontas”;
De fazer mestrado;
De conhecer a vida e obra do maravilhoso José Saramago;
De saber de cor um poema de Drummond ou de Pessoa;
De ir a um cruzeiro com Roberto Carlos;
De assistir a um show da diva Maria Bethânia;
De rezar antes de dormir;
De ouvir conselhos quando se está em dúvida para uma decisão importante;
De chorar em final de novela ou em filme água com açúcar;
De férias;
De feriado;
De fim de semana;
De ter filhos e vê-los crescerem com saúde;
De ter um amor que valha a pena;
De dançar;
De cantarolar no trânsito ou no chuveiro;
De acender um incenso;
De picolé de limão;
De abraço apertado;
De receber elogios;
De dar o ombro pro amigo chorar;
De mãos dadas;
De soneca na rede;
De cafuné;
De massagem no pé;
Da vida simples no interior;
De ser honesto e ensinar isso às pessoas à sua volta;
De ser um BOM exemplo;
De escrever um livro no Facebook que tá bombando e colher os louros disso!
E você? Tem fome e sede de quê?
''Amor Importuno''
Romance funesto,
amo porém detesto,
rio mas não de felicidade,
e sim de nervoso,
arde tanto,
passando-se a sensação carbonizar o osso,
e quando tomamos conta,
estamos sendo entalado pelo ar do fogo,
fumaça, desgraça,
passamos tempos investindo em nossa morada,
para vir uma maré infortuna
e destruir-se vossa casa,
nesses momentos devemos ser espertos,
trocar nosso lar de lugar
pra uma certa distancia do mar
que não seja muito longe e nem muito perto.
Será que um dia vou viver um belo romance? .
Não um romance de filme, mas sim um real?
Será que ele vai gostar de mim, mesmo me faltando alguns parafusos?
Será que é um absurdo eu sonhar em ganhar um girassol?
Ou querer um papel escrito"quer namorar comigo" e ter as opções "sim e sim"?
Isso é muito clichê?
Eu tenho um romance
Um romance que não sei descrever
Ela me envolve
Me molda e me transforma
Nela eu sinto conforto
Com ela quero estar
Quanto mais eu desejo
Mais calho a desejar
Nas noites claras
Nos momentos triste
Ela sempre esteve lá
Minha amiga pra sempre
Minha companheira fiel
A quem me refiro?
Não a alguém
Mas a uma paixão
Esta é a musica
"escrevo versos de amor ..
escrevo estrelas luar e romance..
escrevo mil palavras e canções ..
mas o que esta escrito nas entrelinhas do meu coração é mais lindo que mil poemas de amor e todas as rosas do jardim do amor!!
Está escrito a fogo paixão e magia ...
marcado pelo brilho do seu olhar e o sorriso mais encantador que uma noite de luar pode me brindar..."
Versos entrelinhas e rosas.
Jeran Del'Luna - O Gitano
Onde anda o Romance?
Talvez no facebook, orkut, msn, ...?
Onde andam a Conquista, a Paquera, onde se esconderam meninas?
Mulheres romanticas? Meu Deus me lembro que em algum momento da minha vida eu conheci uma, mais qual era o nome dela mesmo?
Acabou; olhos nos olhos.
Acabou o encanto do brilho no olhar.
Onde está aquele sorriso terno, tímido, semi sem vergonha?
Agora só apenas sorrisos prontos, pelos perfis da rede.
Fotoshop..., meu Deus, quanta coisa artificial, quantos sentimentos artificiais.
O que são serestas mesmo?
Nossa e os luais..., cantavamos, bebiamos, beijavamos, ficavamos felizes, olhando para a lua, estrelas, ao infinito...
Será que acabou?
Onde será que se esconde?
Vampire Romance
Almas frias, olhos famintos
Aversão a toda e qualquer claridade
Que fazem de pessoas objetos ofuscados
E que então seguem sem saber onde estão indo
Nós enxergamos no escuro!
Somos estranhos, anti-sociais, claustrofóbicos e originais
Meu amor, vamos celebrar a nossa união
Venha, a marcha fúnebre já está tocando!
Entre deslizando sobre as sepulturas
Com seu longo vestido negro
E então a cerimônia se iniciará
O sacerdote declama em sua voz sepulcral
As passagens de um “hino” em latin
Inicia-se a união...
Venha meu amor, quero lamber e sugar as suas feridas
Quero sentir do mel ao pus!
Quero seu sangue sobre o meu corpo
Auto-flagelação, a nossa canção de ninar
Brincando com estiletes
Á luz da vela negra que chora em um vermelho rubro
Quero despi-la, a apreciar a tua palidez
Ver teu sangue correndo pelas suas veias saltadas
Suas pupilas dilatadas
Sua mente deslizando num labirinto entorpecido
Então a toco por dentro e sinto-a quente
E deslizo meus lábios por toda a sua pele gelada
Esvaecidos roxos!
É quando a majestade da madrugada cai sobre nós
Regendo maestricamente
O uivar, os gemidos e a agradável chegada de uma tempestade
E um brilho delirante na nossa deusa nublada
É a presença quase que ocultada pela tempestade
De um astro hipnotizante
Contrastando, deixando um tom de roxo
Refletindo quase que como um espelho o reflexo do inferno
Pelos cantos rastejamos...
Visões turvas, suor frio, músculos e órgão rígidos
E o espetáculo flui...
Uma alma só, dois corpos unidos
Crave suas unhas, grite, chore, sangre e corte-me!
Á beira de um aneurisma
Minha anêmica metade,
Sincronizadamente, tomamos posse um do outro
Almas frias
Mas que somente quando se encontram
Tornam-se quentes, a uma temperatura irreal
E então finalmente a fusão da origem a um único ser andrógino!
Após séculos,
Finalmente retornamos eternamente a nossa forma original.
O que é a verdade?
Não seria um romance proibido,
De dois amores que se escondem
Dos olhos públicos curiosos,
Para que se amem em secreto?
E que não foi capaz de escapar
Do anonimato, do segredo,
Revelando-se um escândalo?
E, muitas vezes, não seria a verdade
Senão uma desavergonhada escandalosa?
Não seria um espelho embaçado,
Que não reflete bem nossa face,
Mas, mesmo assim, permite-nos
Um vislumbre aproximado
De nossos rostos?
Ou nossa sombra pelas paredes,
Com seu desenho não tão exato,
Sem noção tridimensional,
Distorcendo-se à medida
Do movimento de nossos corpos
Ou da luz que nos ilumina...
Incapaz de nos representar
Como faz o pintor a um quadro.
Uma simplificada aproximação?
Não seria, senão, como um alvo
Para um arqueiro,
Onde as flechas são atiradas,
E tenta-se atingir
O mais perto do centro?
Uma narrativa que tenta ser
Tão próxima da realidade,
Como a flecha ao meio do alvo?
Não seria ela
Como as estrelas do céu
Que não podemos tocar,
Ser apenas desejosos disso?
Não seria a verdade
Como o corpo de uma mulher casada
Que pertence a outro homem
E nunca poderemos tocar,
Nem nos mais ambiciosos sonhos?
Não seria, então,
Como o troféu de um esporte,
Tal como os gregos amavam praticar,
Que exige um treinamento rigoroso,
E a cada falha, procura-se evolução,
Até conquistar o resultado?
Não seria a verdade
As ideias que vagam
O pensamento dos loucos,
Um sonho dentro de nossas mentes,
Inventada pelos neurônios?
Ela existe fora da mente delirante?
Se tens um propósito então avance!
De tênis rasgado ou descalço
Sem tenda no êxodo desse romance
Entenda, ter êxito não é fácil
Atenta ao talento de quem merece
E tenta, tenta pois o tempo corrói o aço
Se precisar correr corra
Corroa o falso
De dentro de si pra fora
Reforce seus traços
Desenhe-se, por honra
Dê cor a seus atos
Romance é fantasia.
Só funciona quando alguém escreve o roteiro.
Paixão é ilusão.
A gente se apaixona pelo que falta em nós,
não pelo que o outro é.
Quando a ilusão acaba,
não acaba o amor.
Acaba a mentira.
E aí vem a pergunta
que ninguém quer responder:
Você ama
ou só gostava de não estar sozinho?
Amor é construção.
Cansa.
Dá trabalho.
Obriga a escolher todos os dias
a mesma pessoa.
Quando um cai, o outro ajuda.
Mas às vezes
os dois estão caídos
e ninguém fala sobre isso.
Talvez amor não seja felicidade.
Talvez seja responsabilidade.
E talvez
nem todo mundo
queira amar de verdade
Fui chama em teu peito, paixão passageira,
Teu zelo era um manto bordado em romance.
Éramos beijos, almas em sintonia,
Um desejo que se jurava verdadeiro...
Mas era apenas o labirinto da minha ingenuidade.
Caminhei anos por uma estrada sem destino,
Buscando abrigo no teu cuidado,
Refletindo meu sorriso no teu riso raso.
Até que o desdém pelo meu saber virou arma,
E a distância, antes dor, tornou-se tua regra.
Teu "respeito" eram mentiras bem vestidas,
Capa de proteção para esconder o abismo.
Desde o tempo em que eu era apenas menina,
E o teu desejo, um incêndio que me consumia...
Hoje o fogo é cinza, o caminho é outro.
O ciclo se encerra.
A história descansa em paz...
Ass Roseli Ribeiro
A vida é um livro de páginas imprevisíveis,
ora pintadas de romance, ora marcadas por suspense.
Carrega dramas intensos, noites de terror,
e batalhas que nos moldam em guerras silenciosas.
Somos escritores de cada capítulo,
atores de um roteiro sem ensaio,
protagonistas de um único espetáculo:
o filme da vida, que só se revela ao ser vivido.
CLADISSA -
ROMANCE DE:
Marcelo Caetano Monteiro.
CAPÍTULO XXI
A DIGNIDADE DO PENSAMENTO.
O entardecer descia lentamente sobre as colinas da Úmbria. As muralhas do mosteiro, erguidas em pedra austera, recebiam a luz crepuscular que lhes dava uma aparência grave e solene. No interior da antiga sala capitular, onde tantas decisões haviam sido tomadas ao longo das décadas, uma atmosfera de tensão espiritual parecia suspensa no ar.
Ali estava Cladissa.
A jovem mantinha postura serena, embora soubesse que sua presença naquele recinto não era um simples chamado disciplinar. Diante dela encontrava se o superior da ordem, homem de idade avançada, cuja autoridade era reconhecida tanto pela hierarquia religiosa quanto pelos senhores feudais da região.
Entre ambos havia silêncio.
Não era um silêncio vazio. Era o silêncio das épocas em que ideias novas ameaçam tocar os alicerces do costume.
O superior observava Cladissa com uma mistura de inquietação e severidade.
Filha, começaram a chegar relatos perturbadores sobre tuas palavras. Dizem que tens falado de liberdade entre os irmãos, de consciência livre diante de Deus, de pensamento que não se curva diante da tradição.
Cladissa não abaixou os olhos.
Sei do que falam, respondeu ela com serenidade. Mas nada disse que não esteja já gravado no espírito humano desde sua origem.
O velho religioso inclinou levemente a cabeça.
Explique se.
A jovem respirou profundamente, como quem recolhe as próprias convicções na região mais íntima da alma.
Deus concedeu ao ser humano algo que nenhuma instituição pode possuir em seu lugar. A consciência. E onde existe consciência, existe também o direito de pensar. Se a fé não puder atravessar o crivo da razão, então ela não passa de temor disfarçado.
O superior franziu o semblante.
Cuidado com tuas palavras. A liberdade que defendes pode dissolver a ordem que protege a fé.
Cladissa respondeu com voz firme, porém respeitosa.
Não é a liberdade que destrói a fé. É o medo que a enfraquece. Quando a verdade é autêntica, ela não teme o pensamento. Pelo contrário, ela o convida.
O religioso levantou se lentamente.
Durante séculos, a Igreja preservou a unidade da crença. Sem autoridade, o mundo mergulha no caos das opiniões.
Cladissa ergueu o olhar para a janela estreita por onde a última luz do dia penetrava.
A unidade que nasce do medo é apenas silêncio imposto. A verdadeira unidade nasce da compreensão. Cada espírito caminha por sua própria jornada interior. Nenhuma alma cresce sob o peso da imposição.
O superior caminhou alguns passos pela sala.
Tua linguagem é perigosa. Ela semeia inquietação. As pessoas simples não compreendem essas sutilezas. Precisam de orientação, não de questionamentos.
Cladissa voltou a fitá lo.
A orientação não deve apagar a luz interior do homem. Quando a autoridade impede o pensamento, ela transforma a fé em servidão.
O silêncio tornou se mais pesado.
Por alguns instantes, o superior pareceu lutar internamente entre a admiração e o dever institucional.
Sabes que muitos já te acusam de heresia.
Cladissa respondeu sem hesitação.
Se pensar é heresia, então a própria razão humana seria uma falha na criação divina. Mas eu não creio que Deus tenha criado o espírito humano para que ele viva acorrentado.
O velho religioso fixou nela um olhar profundo.
Estás consciente das consequências de tuas ideias.
Sim.
E ainda assim as defendes.
Sim.
A serenidade da resposta parecia mais poderosa que qualquer desafio.
Cladissa continuou.
A verdade não pertence às instituições. Ela pertence ao espírito que busca compreender. Se o homem não puder perguntar, também não poderá aprender. E se não puder aprender, permanecerá sempre infantil diante do universo.
A noite começava a cair.
Lá fora, passos ecoavam no pátio de pedra.
O superior voltou lentamente à cadeira.
Filha, talvez não percebas que tuas palavras abrem portas que muitos temem atravessar.
Cladissa respondeu com doçura grave.
Toda época teme o primeiro passo em direção à liberdade. Mas o pensamento é como o vento. Pode ser contido por algum tempo, porém jamais aprisionado para sempre.
Naquele instante, a porta da sala capitular abriu se com brusquidão.
Dois guardas do senhor feudal entraram.
O superior não se moveu. Seu olhar permaneceu fixo em Cladissa.
Ela compreendeu.
A jovem ergueu se com dignidade tranquila, como alguém que já esperava aquele momento.
Antes de sair, voltou se uma última vez para o superior.
A liberdade de pensar não nasce da rebeldia. Nasce da própria estrutura da alma humana. E um dia, mesmo aqueles que hoje a temem compreenderão que nenhuma verdade pode florescer sob correntes.
Cladissa foi conduzida para fora.
A porta fechou se lentamente.
E na sala silenciosa permaneceu apenas a inquietação de uma ideia que, uma vez pronunciada, jamais poderia ser completamente silenciada.
Porque quando uma consciência ousa afirmar a dignidade do pensamento, ela inaugura no mundo uma chama que nem mesmo as sombras da história conseguem apagar.
Flores da madrugada serenas faces
Petulância se tornou romance
Então a luz te deixou .
Num penhasco de emoções me torturei
Pois a cada monto que sonhei esperei estar ao seu lado...
Mais nada nem ninguém ousou ferir meu coração tão profundamente que mundo terminou...
As flores secaram o deserto do seus olhos buscam vida meus olhos.
Mas jas a origem de um sentimento puro para aonde foi embora nunca mais voltou...
Sendo sensatez ganha sombras num novo tempo de lucidez a tenho como novo amor que começou as flores antes mortas ganham vida resiste em mais um momento irônico do tempo se torna o temporal.
Há um romance sonâmbulo
sob os teus olhos de Lorca...
Palavras pretensiosas arremessadas,
e um arranque automático
entre algo épico
e o pesadelo lírico,
na alta madrugada.
Com o peso da alma
cheia de poesia intensa,
onde o mundo olha
para as personagens
que não podem corresponder
devido à profundidade,
à leveza e à liberdade
de ser o que sou — escolhi.
Diante da lua cigana,
num estado de êxtase,
sob os teus olhos de Lorca,
ainda talvez acordada
todavia desejo o real,
pois a essência segue intacta.
Firme vivendo o suspense
de um romance sonâmbulo:
"Ver-te que te quero ver-te",
nos teus braços que também
querem ver-me em meio ao verde.
Onde não sei como, quem dará
e qual será o passo primordial,
ao se se conseguirá alcançar o pleno final.
Ainda quero dedilhar um mundo inteiro com pontos, virgulas e reticências...
Quero dedilhar romances enlaçados e complicados com encontros e desencontros, mais encontros eu confesso. Rs!
Quero dedilhar sentimentos tão humanos... com cada engano que o coração permitir.
Acredite, a única coisa que não quero dedilhar é Você!
Você, eu quero tal qual os traços reais. Imperfeitinha como apenas a própria perfeição poderia dedilhar.
