Texto Qm sou eu
Esperar a chuva passar
e o céu glorioso se abrir,
com você eu sei como
e para onde devemos ir
seja no topo da montanha
com o som do carro
ligado nas alturas
enquanto tocamos estrelas
ou estar presente sempre
quando lê os meus poemas
com você sempre sei onde
ir porque olhos nos olhos
o fluir de um pertence
ao fluir do outro a impelir
rumo a direção ainda
mais alta ou a mais profunda
que nos leve a colocar a expectativa
sobre uma Acropora subulata
esférica potente para que nada
nos alcance e tudo em nós
seja mantido sob proteção oceânica.
Você irá com a sua fantasia
de Rei e eu fantasiada de Rainha,
tu bem sabe como esperei por
este glorioso dia para dançar
o auto natalino na sua companhia.
O Mestre, o Contra-mestre,
os dois embaixadores, o General,
a Lira, o índio Peri, os vassalos,
os dois mateus, os dois palhaços,
a Catirina e a sereia estão ansiosos.
Com o índio Peri você vai me disputar
no ritmo da sanfona, do pandeiro,
do triângulo, do tambor,
da voz do Mestre e do meu amor,
Esta noite promete muito calor
e tem água na bolsinha para dois.
O bailado estará sob a iluminação
da estrela de ouro, da estrela
brilhante e da estrela republicana,
Seremos da rua o poema magistral
sob a escolta do completo figural.
Quando a Banda da Lua se aproximar
chegando quase no final,
algo me diz que você vai se declarar,
e pelo amor se deixar levar,
porque há muito tempo não
tem dado mais para disfarçar.
(Você nasceu para dançar
Guerreiro e ser o meu bem amado).
Todas as vezes que eu
parecia desinteressante
para o seu olhar,
Na verdade você não era
o suficiente interessante
para que eu me esforçasse
para contigo ficar,
E no fundo sempre
soube que alguém como
você não era feito
para na minha vida durar,
Quando você foi embora
não pense que fiquei triste
eu fui é tratar de comemorar,
Porque quando o amor não
existe não vale a pena lutar.
Pastel
Pastel salgado ou Pastel doce,
não me importo com o recheio,
Eu como sempre com tudo
o quê vier dentro,
Eu como de qualquer
até se for Pastel de vento,
O Pastel é herança
da imigração chinesa
que eu louvo e agradeço
com este poema
por fazer parte e História
da nossa mesa brasileira.
Poemas Cinéticos para Rodeio
O tempo envia nuvens e seus
poemas cinéticos para Rodeio,
e eu carrego você no meu peito,
Dizem que é regra que para tudo
na vida sempre terá um jeito,
Procuro como pacto interior
sempre viver e deixar viver
mesmo quando não há nada
correndo perfeito como deve ser.
No nono dia do ano
No nono dia do ano
eu quero que você saiba
que você não sinta culpa
pelo mal que te fizeram,
O troco pertence
somente as leis do destino,
Prossiga com a tranquilidade
de quem fez tudo o quê
estava ao seu alcance,
se preocupe em fazer
o bem para o próximo
e realizar os seus sonhos
de fazer pelo caminho
o nosso mundo mais bonito.
Poesia diurna para Rodeio
Você sente necessidade
de falar comigo,
E eu da mesma forms contigo,
Você vai pegar a estrada
e logo estará vindo,
Com este brilho nestes olhos
tão lindos você não faz ideia
do que estou sentindo,
Você na porta de casa chegando
é poesia diurna para Rodeio,
Um capítulo de amor intenso
que por nós dois está se escrevendo.
No vigésimo quinto dia do ano em Rodeio
No vigésimo quinto dia do ano
em Rodeio, eu tenho na beleza
e no acolhimento deste belo
Médio Vale do Itajaí o sossego
perfeito e o espelho que devo
ser na vida mesmo quando
as circunstâncias não andam
correspondendo aquilo
que mereço e para mim desejo.
Etnocida
Se você quer de maneira
forçada ou por subterfúgio
que eu deixe de falar a minha
língua para falar a sua língua,
Que eu até mesmo esqueça
das palavras que aprendi
para falar aquelas palavras
que você acha melhor para mim,
Que eu pare de identificar
os sinais, as paisagens da História
e o vestuário me fazendo
crer que no meu próprio
povo nunca houve nenhuma glória,
Que eu passe a acreditar
que a minha imagem
merece ser suprimida,
Que eu deixe de apreciar
a cultura e hábitos que
a minha identidade se encontra
unida com a do meu povo
por influências que só nos vulgariza,
Você quer acabar primeiro
com a minha liberdade de pensamento
para depois acabar com a minha vida,
O quê acabo de escrever não é poesia,
é para ter dar a faixa que você
merece mesmo: a faixa de ETNOCIDA.
Se eu não me escandalizar
com alguém passando
fome ou por um sofrimento
enorme já morri por dentro.
Se eu banalizar uma fala
agressiva ou uma guerra
pode ter certeza que
estou no final da linha.
O ditado "Quem não vive para
servir não serve para viver"
é calar para a vida e morrer.
Se posso falar nesta vida,
continuarei falando até que
a morte se dê por vencida.
Vem
Como florescem os Guarapuvus
eu faço festa para você,
e você dança descalço comigo
no meio do salão,
eu sei que sou eu a dona
do seu coração e obra do destino.
O Martim-pescador-verde
quando sai até parece contigo
sempre que me procura
como amoroso abrigo,
saiba que de nós eu não desisto.
Vem, larga tudo e fique
para contar estrelas comigo,
deixemos o mundo lá fora
e dele permaneçamos longe,
para que não sejamos tábua
de salvação e livres fiquemos
de todo e qualquer compromisso.
Sorriso Largo
Para mim, o título de um poema é bem importante
por mais que as vezes eu esqueça dele
acho que é como a vida
as vezes esquecemos de fatos importantes e só lembramos quando já é tarde
ou as vezes nos empolgamos tanto com o desenrolar da história, que o que acreditávamos que era o mais importante, deixa de ser. A vida com você tinha dessas.
Mas se para mim, o tal do título é tão importante
neste, eu deveria ter escolhido a intensidade do seu olhar
acontece que, por mais que seja a parte física que mais gosto em ti
me ocorreu ontem, de me machucar lendo sobre o seu sorriso largo
meu coração diminuiu, e não me permitiu colocar outro
O seu sorriso era a segunda parte que eu mais gostava em ti
lembro quando tive que escolher entre um e outro
seus olhos ganharam porque era como nos comunicávamos quando adolescentes
eu de um lado da sala
você de outro
ainda continuamos assim.
O ano é 2025, 10 anos se passaram
bodas de estanho e zinco para nós
estranho: macio, brilhante e maleável, como o seu sorriso largo
zinco: fortalece o sistema imunológico
talvez eu precise, depois de ver você sendo feliz com outra
meu corpo está de mal comigo desde ontem, o dia do seu aniversário.
E por falar em ontem, eu passei em frente a casa da sua mãe
você me disse que estaria lá
Rua Pedro Henry... era próximo das 00h, gritei seu nome, você não escutou
o céu não estava azul claro, seus pés não calçavam mais sandálias
espero que o Santos perca
ontem o seu sorriso largo foi importante, me machucou
Desculpe, mas eu mudei.
Se você me conheceu a um tempo atrás, então você conheceu uma versão de mim com menos sabedoria do que hoje. Sinto muito te dizer, mas eu mudei. Algumas coisas eu ganhei assim como outras eu perdi. Portanto, encontro-me numa versão mais sábia, mas não muito diferente do que já fui, algumas coisas não mudam. Ainda sou eu mesmo, o que muda são as regras a serem aplicadas, pois aprendi que nem todo mundo merece a nossa melhor versão.
A vida é curta, curta demais
para eu desperdiçar meu tempo na cia da soberba.
Assim como tão breve é o tempo,
que acompanha esse passear/passar da vida,
sem pena ou remorso.
Entre o passar de um segundo para o outro
de umponteiro de um relógio,
pequenas/grandes coisas acontecem!
E esse tempo todo é um aprendizado
e a soberba é inimiga do aprendiz!
Lua, Luar
Ah, se eu pudesse tocar-te
desenhar-te com o dedo
Pálida, branca como gelo.
Solitário, hei de amar-te.
Ah, se eu pudesse descrever,
este encontro entre nós,
o desejo de estarmos sós,
no lampejo, dou-me a escrever:
"- O fino véu translucido,
banha-me de corpo inteiro,
que jaz prazenteiro,
do meu eu, esmorecido.
Todo eu já combalido,
de minh'alma esvanecido,
pois, de ti entorpecido,
meu eu tenho carecido.
Hoje doudo por inteiro,
no silêncio matreiro,
Fugaz e sorrateiro,
ser d'alma poeteiro."
Ah, se pudesse o nevoeiro,
não me deixar arrefecido,
minh'alma teria oferecido,
como amante... fiel escudeiro.
Tão pálida sua luz sombria,
farta-me de tal maneira,
e ao meu coração esgueira,
quente dentre a noite fria.
A face da terra acaricia,
luzente como um ser divino,
toca nest'alma de menino,
que no gélido sereno, ardia.
Como amantes de histórias antigas,
Deusas, homens e meninos,
finda o espírito, tais desatinos,
nesta e noutras épocas vindouras.
Dominante o nevoeiro,
descansa no campo enegrecido,
Pálida, repousa sobre o outeiro,
e finda o campo enegrecido.
Além dos seus olhos...
Estava além...
– do que eu conseguia ver –
Muito além do que eu queria perceber...
E isso me levou aonde eu nunca soube que existia.
Onde eu nunca deveria ir.
Mas fui.
Mesmo sem querer.
E lá estava você.
Realmente como é.
Não como eu imaginei.
E o sonho se desfez.
A magia já não tinha mais encanto.
E, em seus olhos, a verdade se revelou.
E, pela primeira vez, isso me assustou.
Onde está aquele brilho que tanto me conquistou?
Esse estava além.
Muito além do meu amor.
O último dia
O que eu faria com os meus filhos se hoje fosse o último dia....
Os acordaria com um beijo bem quente e demorado...
Assim como fiz ontem...
Depois os abraçaria e daria um bom dia...
Faria o melhor lanche....
Tb, o melhor almoço...
Diria a todo momento que eu os amo...
Assim como fiz ontem...
Mostraria todo o meu amor...
Faria que fosse inesquecível...
Os protegeria de tudo e todos...
Assim como fiz ontem...
E, até os últimos minutos daria grandes esperanças...
Assim... como fiz ontem...
E antes de ontem...
E desde sempre...
Eu não os dei a vida...
Eles deram a minha...
... Morria um pouquinho cada vez que pensava que não poderia ter filhos...
Até hoje ainda não absorvi a emoção de te los em meus braços é uma fusão louca de "tantos" sentimentos...
Já os amava antes de serem concebidos, já os conhecia, já os esperava... Sempre fizeram parte da minha vida...
Não é biológico, nem cultural é destino...
Eu não os dei a vida... Eles deram a minha...
Vivi o suficiente para compreender que a minha vida seria vazia...
Como que se faltasse sempre algo...
Algo que não foi preenchido com o passar dos anos...
Nem com grandes viagens ou com qualquer outra coisa....
Se tem explicação eu não sei...
Assim como não entendo quem não sente ou sentiu isso...
Me sinto completa...
Eles me completam...
Não sei se isso basta...
Porém, me basta...
Eu vi o arco íris no céu!
O meu eu se atrelou a Terra e minha forma etérea decolou numa viagem astral. Encontrei-me numa linda nave espacial. Viajores do tempo eu vi e também o lindo e incomensurável arco íris no céu. Então eu a avistei a Deusa Ísis que me disse: - Veio buscar o tesouro? Mas não vais encontrar, pois ele está incrustado nas encostas mais íngremes do teu subconsciente. Atrelagem num pouso rasante. Sonho que desperta!
O AVESSO DO VERBO
(Sobre o que sobra quando as palavras faltam)
Às vezes eu culpo o silêncio, por não me entender ou mesmo compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar.
Lu Lena / 2026
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