Texto Qm sou eu

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⁠TREM DO TEMPO

Demétrio Sena - Magé

Sou do tempo em que a primavera tinha multicores... a chuva, sempre à tardinha, refrescava os dias de verão... havia sempre uma brisa no outono... e o inverno era frio. Agradavelmente frio. Venho de quando o trem do tempo nunca parava na estação errada.
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Inserida por demetriosena

⁠PECADO

Demétrio Sena - Magé

Sou pra quem o pecado é sobre os outros;
é pecado se alguém ao meu redor
sentir dor, sofrer dano e tiver medo,
for castrado e tangido por meus atos...
Ou também oprimir, não der saída,
tiver peso de algema e de aguilhão,
um arpão que não deixe alguém voar
com a vida sem rédea e sentinela...
O pecado evolui, se torna crime,
se meu ato é tirano, impõe assombros,
põe escombros nas costas doutro alguém...
Destilar preconceito e julgamento;
ser eterno instrumento inquisitório;
há um grave pecado em quem é santo...
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Inserida por demetriosena

⁠TODAS AS BÍBLIAS

Demétrio Sena - Magé

Sou um crente fiel à verdade sem dono;
ao amor sem padrão; que nos faça felizes;
tenho fé no meu sono sem peso e remorsos
que me punam por sonhos ao longo do dia...
Eis a minha oração; pra não termos que orar;
louvo ter liberdade pra não ter louvor;
o meu templo é morar onde as asas da mente
achem todo esse amor que não mora nos templos...
Leio todas as bíblias da vida e do mundo
lá no fundo dos olhos e das bibliotecas;
das nascentes, das matas e seus habitantes...
Eis a minha oferenda; meu dízimo leve
que se atreve a não ser pros colonos da fé;
sou um crente fiel às mensagens do tempo...
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Inserida por demetriosena


FEITO PESSOA

Demétrio Sena - Magé

Ando mais fingidor que o poeta que sou;
que a pessoa, o Pessoa, que todo poeta
sobre a face tão sonsa do chão em que piso
como quem se completa no próprio vazio...
Finjo crer que não fingem que sou invisível,
que deixei de contar nos espaços de afetos,
me tornei muito crível, fiquei muito à mão,
feito insetos que agora não podem voar...
A pessoa, os anseios que habitam meus ares
não encontram mais pares, mas finjo que sim
e não deixo saberem o quanto não mais...
O Pessoa que atua na minha ribalta,
sente falta infinita daquelas pessoas
que fingiam em mim, no meu eu, meu olhar...
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Inserida por demetriosena

⁠PELO QUE SOU

Demétrio Sena - Magé

Os disparos maciços dessas mensagens natalinas e de ano findo, que muitas vezes nos atingem (afinal são maciços), não desmancham possíveis anos inteiros de frieza, indiferença, separatismo, julgamento e preconceito. Especialmente se tudo isso é causado pela religiosidade predominante no país, que, da boca para fora prega o amor incondicional, como deveria mesmo ser. O livro sagrado que, supostamente rege tais fiéis, é utilizado apenas nos fragmentos de textos que lhes dão destaque tão favorável quanto fácil.

Asseguro que as mensagens pessoais diretas, os estilhaços dos disparos maciços e declarações ou gestos pessoais dos que me tratam com afeto sincero, de janeiro a janeiro, recebo com carinho e gratidão. Não pelo momento específico, mas pela convivência diária ou pontual que me mostra quem é quem, não importa o dia de qual mês. Sobre meus silêncios e o recolhimento em fim de ano - quando posso -, peço a todos que me perdoem pelo agora; pelo que não estou... e continuem me aceitando pelo sempre... pelo que sou.
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Inserida por demetriosena

RETICÊNCIA SOLO

Demétrio Sena - Magé

Deixarei que aparências me façam culpado
no que sou, no que não, no que dispensa culpa;
do passado, de agora, o que virá depois,
pois assim faço atalho em minha via-crúcis...
Não encontro coragem pra ter a razão
que não tenho, que tenho, que ninguém teria,
porque meu coração não terá menos dor
onde a minha ferida é nunca mais te ver...
Ser vilão, meio herói, tanto faz para mim,
se no fim desta saga só tem solidão
e serei condenado, mesmo absolvido...
Teu adeus me faz réu que dispensa inocência;
reticência sozinha que dá ponto e nó
no roteiro que a vida entregou ao destino...
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Inserida por demetriosena

(PIN)GENTES

Demétrio Sena - Magé

Há quem sinta saudades do "não sou coveiro";
de governo que manda "passsar a boiada",
quando a própria boiada não sabe que passa
nem percebe o terreiro sob as próprias patas...
Muitos têm nostalgia das "filas dos ossos",
do tirano que "zoa" enquanto o povo morre;
que propõe um veneno pra "santo remédio"
e um porre de farsas pra calar as mentes...
Multidões de capachos da falácia insana,
da versão desumana de governo "brabo",
querem ter novamente o seu "dono e senhor"...
Os que pensam que pisam como são pisados,
querem anos passados de tormenta e caos;
pendurados nos maus é que se sentem bons..
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Inserida por demetriosena

⁠SOBRE TODOS NÓS

Demétrio Sena - Magé

Sou amigo de fulano e cicrano, que são muito amigos de bertano, pessoa muito bem sucedida e influente no bairro em que nós residimos. Bertano tem um problema comigo, por preconceitos que ele nutre porque não tenho religião e sou eleitor da esquerda. Em razão disso, percebo que fulano e cicrano evitam qualquer proximidade comigo em ambientes físicos e virtuais onde bertano esteja (ou não, mas perceba essa proximidade). Em outras palavras; só são próximos a mim, com ele ausente ou distante.

Dia desses fulano e cicrano, que estão sempre juntos, vieram conversar comigo, meio sorrateiros. Olhavam muito em volta: quem sabe, verificando se não passava ninguém que depois pudesse contar para bertano que o viram comigo. Quando eu lhes disse, com muita franqueza, que sabia o que vinha ocorrendo nos últimos dias, eles bem que tentaram se explicar. Disseram que só não queriam aborrecimentos e, pelo que depreendi, havia uns interesses envolvidos, etc. Segundo eles, eu devia entender. Explicações esdrúxulas.

Não entendo. Não entendo escravidão social, afetiva, ideológica, de classe nem qualquer outra... também não entendo "sinsenhorismo" e vocação para camuflagem. Se não entendo, é porque sei lidar com a diversidade... separar quem de quê... ser fiel às amizades opostas entre si... nunca julgar ou deixar que julguem por mim ou me orientem sobre quem é quem. Eu jamais entenderia esse rastejar nas sombras; esse viver de modo a dar satisfações de como vivo, com quem lido e de minhas verdades existenciais.

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Inserida por demetriosena

Não vou à igreja por me considerar perfeito, muito pelo contrario vou porque sei que sou incapaz, incompleto e imperfeito.
Como você, também dependo do amor de DEUS para me completar.
Se ele me confiou a responsabilidade de servi-lo em minha comunidade provavelmente és porque ainda tenho muito que aprender e principalmente ele fez isso para me manter na linha sempre seguindo seus passos...
Obrigado DEUS pelas provações que me tens confiado, a cada uma confirmo ainda mais a minha necessidade de Fé.

Inserida por ironpaulo

TUAREGUE por Ádyla Maciel

Sou andarilho do tempo como os tuaregues do norte da África, apesar da bela paisagem odeio ter que partir tão cedo, assim tão escuro, antes do amanhecer. Nasci para percorrer os quatro cantos da terra, como os atletas superhumanos, como os monges e hippies, porém odeio atravessar o rio em dias de enchentes, mas amo ser água, águia, fênix porque o céu é bonito em qualquer lugar. Sempre amplo, sempre claro.

Inserida por Ladyadyforever

Se sou coração, sou retrato,
Sou o próprio público que faço...
Sou rei no meu domínio,
Súdito no meu reinado...
Sou luz que singra no espaço,
Sou estrela brilhante, sou astro...
Sou dos muros o concreto,
Das nuvens o asfalto...
Sou circo, criança ou palhaço,
Sou o próprio riso que ressalto...
Sou a noite que cai, em úmido orvalho,
Sou brisa, perfume e olfato...
Sou movimento guardado,
Em sonho relicário...
Sou o canto calado,
Sou silêncio, sou aplauso...

Inserida por sandronadine

Da vida não guardo segredos,
Sou tristeza que anda, alegria que convida...
Sou caminho, sou balança,
Encontro e despedida...

Sou lágrima que derrama,
Chuva que não exita...
Para uns sou afronte, para outros vida,
Para uns o nada, para outros o tudo que analisa...

Nem sempre sou flecha que acerta,
Água que inunda...
Sou pena leve que flutua,
Pedra que às vezes afunda...

Sou voz que cala, vento que murmura,
Sou do chão o pó, o mesmo pó que fagulha, sou o erro que tropeça,
A fé que no mundo mergulha...

Inserida por sandronadine

⁠Estou na fornalha ardente, mas as chamas não me queimam,
No abismo escuro, sou chama viva e intensa.
Na cova dos leões, resisto, forte e presente,
Na prisão do tempo, minha alma se renasce e pensa.
Desço ao pó, qual Nabucodonosor,
Esmagada, sem forma, sem rumo ou chão.
Mas, em meio à dor, ao frio, ao torpor,
Sinto Suas mãos me moldando, em oração.
Madrugada fria, clamo e espero,
Na voz que me guia, encontro abrigo e calor.
Mesmo na escuridão, sigo e persevero,
Pois Sua luz é o fogo que testemunho com fervor.
Renuncio a mim, que Ele viva em mim,
Não sou mais eu, sou Seu mover e existir.
Se preciso andar sem ver o fim,
Confiarei, sem hesitar, sem temer, sem fugir.
Que se cumpra o que ainda não vi,
Que floresça o que foi plantado em silêncio.
Pois no tempo certo, enfim,
Serei vaso, ouro purificado, em Seu precioso ensejo.
E quando o fogo cessar sua labareda,
E a noite se render ao amanhecer,
Saberei que a dor foi herança predileta,
Para em Sua glória, eternamente viver.

Inserida por Sarahkoelho

Sou gentil, mas não frágil.
Vigilante — sempre desperta.
Em ação, nunca recuo:
Flor com espinhos,
Armadura que brilha.
Sou passarinho quando quero leveza,
Águia quando é hora de atacar.
Lagoa serena,
Cachoeira brava.
Tenho doçura na fala,
Mas sei ser amarga quando preciso.
Carrego beleza, força e verdade.
Essa sou eu — inteira

Não sou mais o sol que te aquece.
Não sou mais a luz que te ilumina.
Não sou mais a sombra que te refresca.
Não sou mais a água que te sacia.
Não sou mais a lua que te encanta.
Não sou mais o dia que te espera.
Não sou mais a manha que te brinda.
Não sou mais a madrugada que te agoniza.
Não sou mais o lado vazio da cama que te implora.
Não sou mais a ducha que te molha.
Não sou mais o sabonete que te ensaboa.
Não sou mais o pente que te penteia.
Não sou mais o caminho que te companha.
Não sou mais o poeta que te escreve.
Não sou mais as rimas que te explica.
Não sou mais a surpresa de cada encontro.
Sou apenas a despedida de tantos momentos bons.
Sou apenas o que sobrou de mim em você.
Sou apenas aquele abraço, que te faltou um dia.
Sou apenas, e nada mais...(Patife)

Inserida por SaulBelezza

Sou daqui mesmo, terra boa e santa.
Onde tantas e tantos já descansam.
Lugar bom de se viver, de famílias puras.
dentre elas, a minha e a tua.

Não seria justo, falar da minha, esquecendo a tua.
Terra dos Freitas, Pereiras, Martins, Faria,Cabral e Venceslau.
Sem esquecer os Procopios e dos Buenos, Avelinos
Nesse mundo raro, não posso me esquecer dos Barros.

Vejo as pessoas felizes, mas não esqueço os Rodrigues.
As vezes fico tenso, mas aí me lembro dos Lourenços.
As vezes até esqueço de nomes, mas jamais dos Gomes.

Escrevo coisas sem eira e beira, sem esquecer dos Vieiras.
Sem presunção, mas não posso esquecer os Assunção.
Mas respeitos a todas, com maior admiração...(Patife)

Inserida por SaulBelezza

"No fim, sou só um poço de poesias.
Onde se afogou todas as minhas alegrias.
Água amarga, da mais profunda das cacimbas.
Pode ser que, minha felicidade, seja só uma criação minha.
De todas as que já criei, a mais bela das fantasias.
A mais intensa das emoções, infelizmente, não pode ser escrita.
A solidão, torna-me as palavras vazias.
A paixão é uma faca de dois gumes, que têm uma lâmina fria.
Lâmina que fere, e as vezes, nem mesmo o tempo, é capaz de curar as feridas.
Eu tentei ser sua companhia, sua felicidade, sua alegria.
Mas você afogou em mim, todo o amor que, gritava ao mundo que sentia.
O amor que me prometia.
Eu entendo o porquê dessa covardia.
Você descobriu que, no fim, sou só um poço de poesias..."

Inserida por wikney

⁠Sou prisioneiro do que fora dito, escravo do que ficou por dizer.
Sonho com as palavras que ela não disse, meu pesadelo é sem ela viver.
Ser feliz sem ela, ilusão do meu ser.
O ardor que existia naquele olhar, hoje é um todo blasé.
Dor, sofrimento; à minha existência, já não existe mais prazer.
Ver para crer.
Crer para ver.
És a mais bela, és perfeição, és um coral de anjos, mas o que sou sem você?
Pra um amante da razão, graças à sua ausência, até a loucura estou tentando entender.
Em um quarto escuro, devaneio um futuro impossível e escrevo palavras que sei que ela não vai ler.
A cada dia, a cada hora, a todo minuto, eu luto pra aquela lágrima não escorrer.
Enxurrada de emoções, cacimba de desgosto, poço de dor, o que um dia fora o meu bem-querer.
De dentro da cela dessa paixão, fito a janela e não vejo um novo amanhecer.
Longe do fulgor do seu olhar, não me existe um alvorecer.
Para o meu desalento, os grilhões desse sentimento, sou incapaz de romper.
E por isso fiz-me prisioneiro do que fora dito, quiçá, escravo do que ficou por dizer…

Inserida por wikney



⁠Não sou mais do que o reflexo daquilo que vivi até hoje, em várias esferas da vida. Portanto, sou um ser inconcluso, inacabado, em constante mudança, e até a minha morte serei aquilo que me tornarei a cada dia, a cada instante, sempre fundamentada na minha própria essência.

Inserida por reconceituando

⁠Metades de Um Inteiro

Se tua pele não toca a minha, Sou pedra fria à mercê da noite. Se teus lábios não encontram os meus, O gosto do mundo dissolve-se em nada.

Se teus olhos não buscam os meus, O dia se apaga, e a sombra devora. Se teu corpo não envolve o meu, O calor morre, e o vazio se expande.

Se tua alma não se entrega à minha, O tempo estagna, o universo silencia. Porque só existo quando existimos, E no encontro, somos mais que amor.

Inserida por fluxia_ignis