Texto Qm sou eu
Presença
Sou aquele silêncio que não pesa,
mas acolhe.
O olhar que não julga,
mas entende.
Chego sem pressa,
sentando ao teu lado com alma leve
e coração atento.
Não trago respostas prontas,
mas perguntas que despertam.
Meu toque é palavra mansa,
meu tempo é o teu tempo.
E mesmo quando calo,
estou inteira em ti.
Sou presença.
Sou porto.
Sou o agora que te vê —
sem máscaras,
sem pressa,
sem medo.
Gratidão, Senhor...
Por tudo o que sou, por tudo o que tenho, por tudo o que vivi.
Obrigado pelo dom da vida, pelo ar que respiro, pela água que sacia, pelo alimento que me sustenta, pelo acordar todos os dias.
Sou grato pelo teto que me abriga, pela inteligência que guia minhas escolhas, pela energia que me impulsiona e pela saúde que me permite seguir.
Agradeço pela força nos dias difíceis, pelas virtudes que moldam meu caráter, pelos sentimentos que me tornam humano.
Pela alegria que aquece o coração, pelo amor que me cerca, pela paz que acalma a alma.
Sou grato também pelas lutas que me ensinaram, pelos livramentos que me protegeram, pelas situações boas e até pelas ruins — porque delas tirei aprendizado.
Obrigado por suprir todas as minhas necessidades, dia após dia.
E, acima de tudo, por me dar novas chances, por renovar em mim a esperança e me permitir recomeçar.
Que minha vida seja sempre um reflexo dessa gratidão.
Amém.🙏
O tempo passa como vento que sopra sem aviso. Hoje sou presença, companhia, história viva. Amanhã serei lembrança, vestígio do que plantei com amor. Que meus gestos ecoem além do esquecimento, que minhas palavras encontrem abrigo em corações que um dia aprenderão com o que deixei. Porque mais que existir, quero permanecer no que foi cultivado com carinho.
Roberto Ikeda
Gratidão por Quem Fica
Sou feita de traços tortos, de risos fora de hora,
de silêncios que pesam e palavras que às vezes demoram.
Tenho dias nublados por dentro, e tempestades que vêm sem avisar.
Não sou sempre fácil de ler, nem simples de decifrar.
Mas aí estão vocês: teimosos, ternos, presentes.
Com olhos que enxergam além, com abraços persistentes.
Vocês me escolhem, ainda assim,com minhas falhas e medos, com meus excessos e vazios, com os cantos escuros do enredo.
Que coragem bonita é essa, de gostar de alguém assim,
sem precisar que eu mude, sem pedir que eu finja ser "fim".
Obrigada por ficarem. Por me verem inteira na bagunça, por fazerem da minha esquisitice um lar onde mora a confiança.
Amar alguém é ousadia, e vocês ousam todo dia.
Por isso, hoje, minha alma canta:
gratidão, por sua amizade que encanta.
(Des)encaixes
Sou uma peça defeituosa neste quebra-cabeça da vida, tão fragmentado. Não tenho um lugar de encaixe, não. Estou desconectado das outras peças. Talvez eu deva cortar os meus excessos, minhas ásperas arestas que me impedem de encaixar-me neste tão cruel jogo.
Estou vencido, talvez tenha desistido ou mesmo nunca tenha tentado coisa alguma. Devo despir-me das ilusões, das expectativas vãs, para poder encontrar uma peça que possa me completar. Devemos lutar para conquistar o nosso espaço, mas tudo isso me pesa.
A pele que visto é errada; rasguei-me e de mim nada restou. Esta é a razão do meu sofrimento e das coisas fugidias. Quem me dera pudesse resolver este grande desafio, montar este estúpido jogo e dar-me por satisfeito.
Às vezes a vida é traiçoeira, e o destino parece um enigma insolúvel. Mas para mim, a vida nunca foi senão uma acompanhante de sentir. Compreendi finalmente que a sua beleza está na futileza. Aproveitar a vida, deixe-me ser azarado no jogo; tenho tido azar na sorte, mas a minha sorte está no amor, ah, e como eu amei.
Sublime
Fiz grandes e nobres propósitos, mas sou tão pequeno,
Sim, tão pequeno e insignificante.
Observo as grandes cidades de concreto e aço,
Entre arranha-céus que roçam o céu,
Vejo pessoas cruzando as ruas, e os carros.
Há vielas estreitas, onde cada pequeno passo
Descobre o encanto revelado pelo tempo,
Que talvez se perca nesta vida vulgar,
Mas permanece gravado em grafites vulgares.
Vida vulgar, vulgar, como um mendigo verdadeiro.
Vou ao campo e vejo os animais, e as crianças,
Nos vastos jardins, entre rosas delicadas e lírios em flor,
O perfume suave que enche o ar, e o vento que acha meu cabelo.
Cada pétala, um juramento de amor...
Assim saibamos valorizar o simples, o modesto, o singelo.
Descobrir o sublime no cotidiano, no ordinário,
Na essência real das coisas,
Encontrar a beleza que transcende o mundano,
A verdade mais metafísica.
Por trás de cada nascer e pôr do sol dourando o céu,
Onde há pequenos planetas distantes,
Sob os verdes tapetes e vastos campos,
E na imensidão divina, onde o céu se alarga no firmamento.
Sempre há pequenos milagres a perceber,
Em cada gesto simples, um mundo descoberto,
Na plenitude do ser e do existir,
Onde a grandeza habita nas igrejas e casas, e nas mentes,
Onde podemos vislumbrar o infinito num beco e ouvir a voz de Deus num viaduto.
Mas sou, e serei sempre, o que não soube, fiz de mim sublime, humano.
Como ateu que sou, sempre tentei entender a divindade em si. Como pode um mundo tão violento e tão injusto? Se eu fosse deus faria melhor? Como agiria?
No começo, quando jovem, eu achava que agiria como um super-herói. Apanharia quem causasse mal e o destruiria, sem piedade. Seria um justiceiro supremo.
Mas com o tempo, cheguei à conclusão de que violência talvez não fosse a resposta para um mundo melhor. Como alguém que carrega a maior sabedoria do universo pode se curvar à esse tipo de violência? Mesmo que seja pra fazer o bem? Então mudei de ideia: cheguei à conclusão de que simplesmente desintegraria os malfeitores, sem dor, sem sofrimento, só tiraria eles do caminho. Seria mais limpo, mais “justo”, mais pacífico. Dessa forma o mundo seria mais feliz.
Mas daí veio o dilema:
Quem sou eu – apesar de minha divindade - pra decidir quem é bom e quem é mau? Mesmo com todos os meus poderes divinos, teria eu esse direito?
E se não sou capaz de julgar com justiça, não importa o quão divino eu seja, então que tipo de poder é esse no fim das contas?
Depois de muito tempo ruminando essa ideia, encontrei uma solução para o dilema:
Se fosse um deus, eu não puniria, eu ajudaria. Assim passei a admirar e flertar com o poder de cura ao invés do poder da destruição, que tanto admirei. Deixaria os maus à própria sorte. Curaria os doentes, salvaria as crianças, daria outra chance aos que morreram cedo demais — se é que a morte pode mesmo ser “curada”.
Mas aí veio outra pergunta inevitável:
Quem merece ser curado? Todos? Só alguns? Ninguém morreria mais? Isso quebraria o equilíbrio do mundo?
E então veio a última tentativa de solução:
Curaria só as crianças. Afinal, que criança merece morrer? Nenhuma.
Daí outro questionamento surgiu: a partir de que idade as pessoas passariam a "merecer" a morte? Quem decide isso?
Hoje, velho que sou, percebo que se eu fosse Deus, a decisão mais justa seria essa:
dar a vida e me afastar.
Não interferir.
Deixar que cada um trilhe seu próprio caminho, com suas próprias escolhas.
Não porque eu não me importaria, mas porque interferir seria injusto.
E talvez, se existe algo lá em cima, esse “algo” já tenha entendido isso há muito tempo.
Talvez seja por isso que os deuses, se existirem, estão em silêncio.
Porque estão muito além de tudo isso que chamamos de “vida”. De tudo aquilo que chamamos de compreensão.
Nada mais faz sentido.
Sou prisioneira em uma guerra interna, não tenho para onde fugir.Meus inimigos são dúvidas e medos, batalhas travadas em silêncio.
Me pergunto quem sou,para onde vou?
Caminho entre sombras e incertezas,buscando uma luz que me guie.
Preciso me manter constante, firmar meus pés no chão, encontrar força no caos e seguir.
"Senhor, sou grato por tudo em minha vida. Lembro das buscas sinceras por Ti, mesmo sem conhecer Teus caminhos ou ser batizado. Meu coração desejava encontrar a verdade.
Com o tempo, batizei-me e aprendi muito, mas ainda não conhecia a verdade plena. Busquei-a em pessoas e me decepcionei. Então, comecei a ler a Bíblia e encontrei a sabedoria.
Descobri que muitos buscam ilusão, não a verdade. Tentei compartilhar, mas só afastava as pessoas. Hoje, não leio mais a Bíblia como antes e perdi o interesse em certas práticas.
Minha fé em Deus permanece, mas minha igreja se parece com os fariseus – falam a verdade, mas não a praticam. Por isso, me afastei. Pessoas me fizeram duvidar, e parei de ler a Bíblia várias vezes, mesmo voltando em alguns momentos.
Meu coração se aflige pelas pessoas, mas desisti da humanidade e de sua busca pela verdade. Minha fé está em Deus, e que a vontade Dele seja feita. Sei que há tempo para tudo
Minha Jornada de Fé e a Dureza Humana
Senhor, sou grato por tudo que fizeste na minha vida. Lembro das muitas vezes em que busquei o Espírito Santo, das orações em lugares desertos, sozinho, distante de todos. Naquele tempo, eu não conhecia a verdade do mundo, nem muito dos Teus caminhos, mas minha busca era sincera, vinda do coração. Eu não era batizado, não tinha um rumo certo na vida, mas ardia em mim a vontade de achar o Teu caminho, o caminho do Senhor.
Com o passar do tempo, batizei-me em uma igreja e fui aprendendo seus preceitos. Só que, mesmo assim, ainda não conhecia a verdade. Orava constantemente por ela, para seguir os caminhos de Deus e fazer somente a Tua vontade. Houve um período em que busquei a verdade em pessoas, por pura ignorância. E a decepção veio como um soco. Então, eu mesmo, com minha pouca leitura e escrita, comecei a ler, e consegui. Consegui encontrar a sabedoria que tanto ansiava.
Com o que aprendi, acabei descobrindo algo amargo: as pessoas não querem a verdade, e sim a ilusão. Tentei falar, tentei explicar, tentei mostrar. Quanto mais eu falava e orava, mais minha frustração crescia com essas pessoas. E até hoje, eu não leio mais a Bíblia com o mesmo fervor, não tenho mais o interesse de fazer as coisas como fazia antes. Busco orar diversas vezes para tentar reencontrar o caminho de Deus, mas não tenho vontade de me batizar novamente, nem de ensinar ninguém que não queira. Só quero alcançar as pessoas que realmente procuram. Não quero que elas se batizem na "minha" igreja, porque eu não creio mais nela. Minha igreja, como os fariseus, tem a verdade na boca, mas não a obedece. Como Jesus disse: "Façam o que eles dizem, mas não o que fazem, pois o que falam é verdade, mas o que fazem é mentira". Minha igreja, não sei se toda, mas é assim. E por isso, eu me afastei.
É no simples que sou conquistada — e também é na falta dele que vou embora.
A conquista não deve estar apenas no começo, mas do início ao fim da vida.
Não deixe que a rotina do dia acabe com o que vocês sentiam um pelo outro.
Não permita que os problemas afetem seu relacionamento.
Hoje em dia, muitas pessoas têm medo de dizer o que sentem, o que as desagrada, o que as machuca — com receio de serem vistas como fracas.
Coitadas... Mal sabem que a base de um relacionamento, além do respeito, confiança e lealdade, é também a conversa. O diálogo.
Conversem.
O silêncio constrói muros — e muros afastam o que há de melhor.
Você me intriga, Júlia Alves. Confesso que sou um bom leitor de pessoas (não pense de maneira errada, se ligaaa). No entanto, não consigo decifrar você. É uma incógnita fascinante — nunca sei ao certo o que vai dizer, e isso é simplesmente extraordinário. Desperta em mim uma vontade ainda maior de te conhecer, de mergulhar mais fundo no mistério que é você.
Você me instiga a querer me perder no brilho dos seus olhos cor de café, a deixar meu coração se render completamente às ondas hipnotizantes do seu cabelo. De fato, Júlia, você me intriga mais do que posso expressar.
Sou a engraçada.
A mimada que ri alto demais,
que fala sem filtro,
que abraça pra não desabar.
A que sonha pelos outros,
e aconselha mesmo quando ninguém escuta.
Mas no final...
quem é que fica?
O que me leva ao cinema
na intenção de não ver o filme?
Ou o ex que diz que ama, Que eu sou a mulher da vida dele mas não tem coragem de falar isso sem visualização única?
Ninguém fica.
Ninguém.
Vêm, arrancam uma pétala,
levam um pedaço,
e vão embora como se nada fosse.
Até quando serei só lembrança?
A amiga de todos,
a última a ser lembrada,
a que sempre ajuda, mas nunca é chamada?
Cansei.
Agora tem espinho no lugar da flor.
Agora, quem vem, sangra.
Agora, quem tenta colher, se fere.
Porque não levo mais flores nos dedos.
Levo cicatriz.
Levo silêncio.
Levo tudo o que me deixaram.
E não...
não leva mais pétala.
Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão
Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só
Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar
Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim
Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim
A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor
“O Universo Ainda Sonha”
— Uma meditação poética em escala quântica
Sou feito de quase.
De talvez.
De não ainda.
Sou partícula que hesita,
onda que se dobra sobre si,
possibilidade que respira
antes de ser.
O universo não é sólido.
É uma canção suspensa
num campo invisível.
Cada átomo vibra —
não como certeza,
mas como desejo.
O tempo?
Não corre em linha.
Ele espirala.
Há instantes que existem
em superposição:
passado e futuro
emaranhados
no mesmo agora.
O que você lembra
ainda está acontecendo
em alguma dobra do tecido cósmico.
O espaço?
Não separa.
Disfarça.
O que ocorre em ti
reverbera em mim.
Choram estrelas que ainda não nasceram
nos olhos de quem agora duvida.
Chama-se entrelaçamento —
ou talvez,
aliança sutil.
A luz me ensina contradição.
Ela é partícula,
ela é onda.
É uma e muitas.
É presença e ausência.
É o verbo e o silêncio.
Eu também.
Sou sólido para quem me toca,
mas dissolvo-me
quando ninguém está olhando.
Heisenberg sorri no escuro:
“Não podes saber tudo.”
Quanto mais miras meu lugar,
menos sabes meu ritmo.
A vida, então, é incerteza sagrada.
O conhecimento,
um afeto que se contenta em não fechar a equação.
O observador cria o mundo.
A função de onda —
esse poema cósmico de possibilidades —
colapsa
quando você decide olhar.
Não é o mundo que acontece.
É o olhar que o inaugura.
Talvez a realidade inteira
seja tímida.
E só exista
quando encontra atenção amorosa.
No vácuo, há dança.
Mesmo no nada,
há flutuações.
O vazio é fértil.
É berçário de energia.
É o escuro onde o universo
ensaiou seu primeiro choro.
Talvez tudo tenha começado
com um sussurro quântico.
Um leve tremor.
Uma vibração inicial
que não era matéria,
mas intenção.
E do silêncio surgiram campos.
Dos campos, partículas.
Das partículas,
nós.
E ainda assim,
somos lembrança do todo.
Não estamos no universo.
Somos o universo
pensando sobre si mesmo.
Cada escolha tua
colapsa infinitos mundos.
Cada gesto de amor
reconfigura o campo.
Cada palavra sussurrada com verdade
altera a equação cósmica.
Talvez o livre-arbítrio
seja a capacidade
de decidir qual universo
queremos habitar.
E no fim —
ou no começo —
não haverá julgamento,
nem fórmula final.
Apenas uma pergunta
ainda pulsando no vácuo:
“Você dançou comigo?”
E se a resposta for sim,
o universo sorrirá
— e sonhará de novo.
Tomo posse de filha(o) amada (o)que sou!!! Repita cmg!!! Quantas vezes necessário for , sua vida é única , se precisar tome distância, pois o tempo é resposta e no silêncio você vê sua própria companhia desabrochar. Desbloqueie , você pode caminhar sozinha(o) , com Deus a luz sagrada a natureza...
Deus é bom o tempo todo!!! Pessoas não machuque quem quer que seja. Pessoas curadas e felizes não ofendem não machuca , quem dirá dissimula e também não ironiza. A seriedade não é confusa , e intimidade não é fraqueza com certeza.
Sou Caminho
Sou feito de passos, de sonhos e de espera,
De pedras no chão e de esperança sincera.
Carrego nas mãos as marcas do que vivi,
E nos olhos, o brilho do que ainda está por vir.
O tempo me ensina, sem nunca ter pressa,
Que a vida é mais leve quando a alma se aquieta.
Que não há dor que não vire aprendizado,
Nem queda que não tenha um recomeço guardado.
Às vezes sou vento, às vezes sou chão,
Às vezes silêncio, às vezes canção.
Mas sigo em frente, inteiro, apesar da dor,
Feito ponte, feito estrada, feito amor.
E se o mundo pesar, que eu não perca a fé,
Que eu floresça, mesmo sendo só um grão de pé.
Porque viver é lutar, é cair, é sonhar,
É ser raiz, mas também se permitir voar.
Palhaçada
É como o tempo passa,
Outrora,
Emo,
Que sou (confesso),
Usando MSN e Orkut,
Ouvindo Fresno (ainda escuto),
Sofrendo em lágrimas e dores,
De amores que nunca existiram,
Banal?
Não,
Mas, é incrível lembrar de como era a tal!
Não de "me achar",
Nunca fui isso,
Mas, de arcar com as responsabilidades da vida,
Até um pouco egoísta na época,
Achando que trabalho enriquece,
Mas, quem adoeceu com o tempo foi a alma,
Com calma,
A maturidade tomou conta,
E a conta?
Sim,
Chegou, veio com força,
Recuperando o que é bom,
Sanando o que não,
Firme com a firmeza de prego que se move na areia,
Num mundo líquido onde as certezas da vida se tornam incertezas,
Amores, desamores,
E rumores em verdade inconcreta.
Dia 65,
Despertei,
Sim, agora sou melhor pessoa pra você,
Porque aprendi a ser melhor pessoa pra mim,
Te quero porque te amo,
Não porquê nôs precisamos,
O amor é a arte da escolha de ser e fazer feliz todos os dias, Ainda que de longe, nosso caso;
Cuidar de si é cuidar de quem se ama,
Estou orgulhosa de ti,
De mim,
Da nossa caminhada de auto-conhecimento ,
Amar não está vinculado à posse,
E sim deixar o espaço,
A velha história do passarinho,
Tão lindo,
Pra que botá-lo numa gaiola,
Então, voa passarinho,
Sou ninho e não gaiola,
Me libertei das barras soldadas que me prendiam,
Estou pronta para amar,
Troquei,
O álcool por água de bolinha,
A ansiedade por atividade física,
As saídas noturnas por pedaladas diurnas,
Treino,
Bom alimento,
De corpo,
Alma e Espírito,
Sabendo que sempre serei neurodivergente,
Os remédios de cada dia nos daí hoje,
Mas, o equilíbrio persevera,
A Terapia coopera,
E meu amor por ti persevera.
QUEM DISSE QUE SOU POETA?
Quem disse que sou poeta?
Que tenho uma escrita boa?
Que a vida mantenho aberta,
Aos olhos de quem a destoa?
Quem disse que sou poeta?
Quem disse que poesia voa?
Talvez esteja em linha reta
Distante do mestre, Pessoa!
Quem disse que sou poeta?
E ando nas noites de Lisboa?
Saindo e entrando de festa
Seduzindo, seduzido, à toa?
(QUEM DISSE QUE SOU POETA? - Edilon Moreira, Setembro/2024)
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