Texto Pontos Autor Luis Fernando Verissimo
" PASMEM OS AMIGOS! "
QUANDO OS FATOS FALAM, AS OPINIÕES DEVEM SILENCIAR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
" todo fato é utópico "
Tive a infeliz oportunidade de ouvir recentemente que " todo fato é utópico" e pasmem os amigos leitores, tal frase não nos foi dita a esmo , foi afirmativa e de pessoas que ocupam a tribuna para falar sobre o Espiritismo , por isso mesmo, assumem responsabilidade doutrinária diante dos ouvintes.
A afirmação de que "todo fato é utópico" apresenta um problema lógico elementar. Um fato é algo que ocorreu, ocorre ou pode ser constatado por observação direta ou indireta. Já uma utopia corresponde a uma construção idealizada, hipotética ou imaginária, cuja realização não foi demonstrada na realidade concreta. Os conceitos são distintos e, em muitos aspectos, opostos.
Se todo fato fosse utópico, a própria afirmação seria autodestrutiva, pois também seria uma ideia utópica e não um fato. Trata-se de uma contradição lógica.
Na filosofia clássica, desde Aristóteles, o conhecimento começa pela observação da realidade sensível. Nas ciências modernas, o método científico igualmente parte da observação dos fenômenos, da coleta de dados e da verificação dos fatos antes da formulação das teorias.
Nenhuma ciência séria define um fato como sendo uma utopia. Pelo contrário. As ciências distinguem claramente:
"Fato" como acontecimento observado ou observável.
"Hipótese" como explicação provisória.
"Teoria" como explicação amplamente corroborada.
"Utopia" como idealização ou construção imaginária.
Foi exatamente essa distinção que Allan Kardec adotou. Em A Gênese, Capítulo I, ele afirma que o Espiritismo procede pela observação dos fatos e pela dedução de consequências. Em O Livro dos Médiuns, esclarece que a Doutrina nasceu da observação dos fenômenos e não de uma teoria preconcebida.
Da mesma forma, Ernesto Bozzano insistiu que suas conclusões derivavam da análise comparada de milhares de casos documentados. Em suas obras, a palavra central não é crença, mas evidência.
Quando alguém afirma que todo fato é utópico, convém solicitar respeitosamente:
"O que o senhor entende por fato?"
"O que o senhor entende por utopia?"
"Qual filósofo, cientista ou epistemólogo sustenta essa definição?"
"Em qual obra essa tese é desenvolvida?"
Toda proposição intelectual deve apresentar fundamentos. Sem isso, permanece apenas como opinião pessoal.
Sob a ótica kardeciana, o Espiritismo não se apoia em utopias. Apoia-se em fatos observados, submetidos à análise racional. Pode-se discutir a interpretação desses fatos, mas negar a existência deles equivale a negar o próprio ponto de partida do método utilizado por Kardec.
Fontes.
O Livro dos Médiuns, Introdução e Capítulo I.
A Gênese, Capítulo I, Caracteres da Revelação Espírita.
O Que é o Espiritismo, Introdução.
A Crise da Morte.
Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte.
QUANDO OS FATOS FALAM, AS OPINIÕES DEVEM SILENCIAR. PARTE II
Em uma época marcada por opiniões rápidas e conclusões apressadas, convém recordar o fundamento sobre o qual o Espiritismo foi edificado. Não sobre hipóteses arbitrárias. Não sobre sistemas pessoais. Não sobre especulações metafísicas desconectadas da realidade. Mas sobre fatos observados, comparados, analisados e submetidos ao exame da razão.
Em O Que é o Espiritismo, ao dialogar com um visitante, Allan Kardec rejeita categoricamente a ideia de que a Doutrina fosse fruto de sua imaginação ou de um sistema filosófico particular. Afirma:
"Eu vi, observei, coordenei e procuro fazer compreender aos outros aquilo que compreendo."
Nessa simples declaração encontra-se um dos pilares metodológicos da Codificação. Kardec não reivindica autoridade pessoal. Não exige crença. Não solicita submissão intelectual. Limita-se a apresentar o resultado de anos de observação rigorosa dos fenômenos e dos ensinos provenientes dos Espíritos.
Por essa razão, torna-se preocupante quando determinados conceitos estranhos às obras fundamentais passam a ser apresentados como se fossem princípios doutrinários. A responsabilidade de quem ensina, escreve ou divulga o Espiritismo é proporcional à influência que exerce. Toda afirmação deve encontrar respaldo seguro na Codificação e nos estudos sérios que a sucederam.
Foi exatamente nesse caminho que prosseguiu Ernesto Bozzano. Considerado um dos mais notáveis pesquisadores dos fenômenos psíquicos, Bozzano reuniu milhares de casos documentados envolvendo mediunidade, aparições, telepatia, manifestações pós-morte e experiências transcendentais.
Em sua obra A Crise da Morte, ele destaca que as conclusões obtidas resultam da observação direta de um grande número de fatos, examinados mediante análise comparada e convergência de provas. Não se trata, portanto, de mera crença, mas de um processo investigativo que busca fundamentar suas conclusões na repetição e concordância dos fenômenos observados.
Kardec lançou as bases metodológicas. Bozzano ampliou o campo documental. Ambos convergem para um princípio essencial. Antes da teoria vem o fato. Antes da opinião vem a observação. Antes da crença vem a análise.
Quando o estudo sério é substituído por preferências pessoais, surgem inevitavelmente os chamados corpos estranhos doutrinários. Ideias que podem ser interessantes, mas que não encontram sustentação nas obras fundamentais nem no método que caracterizou os grandes pesquisadores espíritas.
O Espiritismo permanece sendo um convite ao exame racional. Sua força não repousa em afirmações dogmáticas, mas na investigação contínua. Quem deseja compreendê-lo precisa aproximar-se das fontes, estudar os fatos e permitir que a razão acompanhe a observação.
Afinal, quando os fatos falam com clareza, a honestidade intelectual exige que os escutemos.
Fonte.
O Que é o Espiritismo, Capítulo I, diálogo com o Visitante.
O Livro dos Médiuns, Primeira Parte, Capítulos I a III.
A Gênese, Capítulo I.
O Livro dos Espíritos, Introdução e Prolegômenos.
A Crise da Morte.
Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte.
Comunicações Mediúnicas entre Vivos.
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MEU FILHO
Autor: Antônio Ademir Fernandes (Nenê)
Razão da minha alegria
Fiz de você o meu melhor amigo
Que Deus te abençoe com muita energia
Do meu coração faço o teu abrigo
Se eu errei alguma vez me perdoa
Quero te ver feliz cheio de vida
Quando você não está
A solidão me magoa
Até a casa fica maior e aborrecida
Quero contigo partilhar meus momentos
A cada dia que Deus me dá
Por você eu me chego a Deus em agradecimento
Que ele te proteja em todo lugar que você vá
Rogo a Deus para nos manter juntos
Meu amigo verdadeiro
Gosto de ouvir os seus assuntos
Ser o teu melhor parceiro
Quando meu caminho eu trilho
Eu vou pensando em você
Deus te abençoe meu filho
Ao seu lado quero sempre conviver.
ETERNO AMOR
Autor : Soélis Sanches
Quando a beleza do luar brilhar do céu,
Sinta no coração como meus olhos a te admirar,
Com seu carinho e amor você me conquistou.
Sempre foi meu baluarte e meu suporte, dos bons e maus momentos,
Seu carinho e seu amor pra sempre estão plantados em minh´alma.
Quando vislumbrar no infinito o clarão dos raios,
Lembre-se do fogo da paixão que por você mantenho acesa,
Se o dia estiver frio e sentir necessidade de aconchego,
Sinta-me como o cobertor que te aquece.
Quando as lágrimas rolarem pelo teu lindo rostinho,
Busca pelo meu carinho,
Lembre-se que sou como o orvalho das manhãs a tocar a flor.
Quando olhar no firmamento e encantar com o brilho das estrelas,
Jamais esqueça que você é a constelação da minha vida.
Quando ouvir os murmúrios das ondas na areia,
Sorria, é minha voz sussurrando,
Dizendo do imenso amor por você,
E, que no seu coração foi repousar.
Ainda que o brilho das estrelas se acabe,
Mesmo que a luz do luar apague.
Pra sempre vou te iluminar com o meu amor;
Te amo !!!
CARTA
Autor – Carlos Barros
Batidas insistentes. Sou arrancado da introspecção. Uma carta é lançada embaixo da porta.
Meu Caro,
Tu não sabes quem eu sou, mas sei quem tu és. Escrevo-te por conhecer as tuas dores na alma, as tuas dúvidas, os teus anseios sobre a existência. Sou conhecedor das tuas indagações sem respostas e das respostas que nada respondem. Tranquiliza o teu coração. Se a tristeza penetra tua alma. Se a angústia esvazia teu espírito. Se teu corpo não consegue sentir o mesmo ânimo. Levanta-te e anda! Há veredas que ainda não foram desvendadas. Há caminhos que ainda não foram trilhados. Há lagrimas que ainda não foram derramadas e alegrias ainda não vividas. Outros ainda precisam de tua renovada força. Se a vida é tragédia e comédia, que o choro se misture ao teu sorriso.
Desvia de ti a angústia e o medo. Se porventura estiveres indo ao fundo do poço, não te desesperes, pois, ao retornares, tu irás trazer contigo as riquezas só encontradas nas profundezas. Não procures sentido para tua vida. Se ficares te torturando por tal sentido, deixarás de ver a própria vida atravessando teu corpo.
Busca te afastar um pouco das interrogações. Deixa de lado os que querem te acorrentar nos calabouços da Ciência e das normas. Lembra-te que tu és, sobretudo, um animal que acredita estar acima dos outros animais. Busca ter cuidado com os criadores de ídolos e os inventores de verdades absolutas. Eles se alimentam da ortodoxia, da moral e do desejo de suprimir os instintos. Eles são sutis e dissimulados em suas palavras e crenças. Acreditam poder curar a alma humana e aliviar os sofrimentos.
Esperam que a vida possa ser explicada à luz da Razão. Eles não amam a terra. Nutrem-se de um incansável desejo de felicidade e sentido das coisas. Eles não são capazes de amar a vida como ela é. Inventam um mundo dividido entre o bem e o mal. Entre o sofrimento e o prazer. Entre a vida e a morte.
Meu caro, não te preocupes com a morte. Se acreditares no paraíso, prepara-te para o tédio da eternidade. Se acreditares no inferno, prepara-te para sofrer eternamente ao lado dos que não acreditaram no paraíso. Se acreditares na reencarnação, prepara-te para nascer e morrer várias vezes em busca da perfeição. Se acreditares no Nada, prepara-te para nada lembrar depois da morte. Liberta teu pensamento do passado. O futuro ainda não existe. Tua vida é agora. Dance com ela.
Não sou Deus, não sou demônio, não sou homem, muito menos desejo ser tua consciência. Desejo apenas que tu possas olhar a vida de outro modo.
Ass. Vida
Sinto-me possuído por uma adorável sensação de calma. A Vida se fez ouvir através de uma carta. Suas palavras seduziram meu espírito. Encheu-me o corpo de potência de Vida.
Lendo 'Os idos de março' encontrei uma frase sinistra que o autor atribui a Júlio César: "É impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é". Não pude comprovar sua verdadeira origem na própria obra de Júlio César nem nas obras de seus biógrafos, de Suetônio a Carcopino, mas valeu a pena conhecê-la.
(Memórias de minhas putas tristes)
Não importa a cor do céu, quem faz o dia bonito é você!
Autor Desconhecido
NOSSA POSTURA diante da vida faz TODA a DIFERENÇA!
Em situações SEMELHANTES vemos pessoas FELIZES e TRISTES, CONFORTADAS e DESESPERADAS, CONFORMADAS e DESESPERANÇADAS, SOLIDÁRIAS e INDIFERENTES... o cenário é (quase) o mesmo, o diferencial é COMO nos vemos e atuamos diante dos obstáculos, diante da vida, em suma É O QUE ACREDITAMOS ser o FENÔMENO DA VIDA!
EU A REDE E A PAZ (Autor: Henrique R. de Oliveira)
Relaxar o corpo numa rede
vagarosamente pra lá e pra cá.
aliar o silencio ao aconchego
para a paz se instalar.
transformar o tarde no cedo
retirando o nunca do pensar
ser coragem sem ser medo
para o sonho se concretizar.
Por mais que a vida exija batalha
vencê-la, sem prejudicar ninguém
do som das teclas ao balanço da rede
eu e a paz no vai e vem.
Eu era, mas já não sou
Autor: LCF
1
Eu era feliz;
Amigo e amável;
Contudo, agora;
Sou triste e imprestável;
Abominável.
2
Sinto-me assim;
Pois em tempos eu era;
E já não sou.
3
Eu ajudava;
Explicava e auxiliava;
Mas isso é passado;
Porque neste momento estou chateado;
Sendo que antes não estava.
4
Espero que isto passe;
Se nada mudar;
Não sei no que isto vai dar;
E eu quero o meu futuro a funcionar;
A funcionar direito.
ORAÇÃO DO PODER (Total de Acessos 1007)
Autor:
Deus, Senhor de toda a força e poder, dá - me hoje a
Segurança do Teu temor e a certeza de que estás comigo.
Peço ajuda e Proteção nesta hora tão difícil de minha vida.
Preciso de Tua assistência, do Teu Amor e de Tua Misericórdia.
Tira de mim o medo, tira de mim esta dúvida, esclarecendo
O meu espírito abatido, com a luz que iluminou o Teu Divino
Filho Jesus Cristo, aqui na terra.
Que eu possa perceber toda a grandeza de Tua presença em mim
Soprando o teu Espírito dentro de mim, para que eu me sinta
Hora por hora, minuto por minuto.
Que eu sinta o Teu Espírito e Tua Voz dentro de mim e ao
meu redor.
Em minhas decisões e no decorrer deste dia, que eu sinta o Teu
maravilhoso poder pela oração e com este poder,
Espero pelos milagres que podes realizar em favor dos meus
problemas.
Não me deixe, levanta meu espírito, quando me encontrar
abatido.
Entrego - te neste dia a minha vida e a da minha família.
Livra - me de minhas moléstias ainda que seja por milagre,
Obrigado meu Mestre, meu Senhor, meu Irmão e meu Amigo.
Sei que vais me dar a solução de que tanto preciso e desejo
Amém!!!
Eu preciso de...
Eu preciso de tudo. Preciso da inspiração do poeta, da criatividade do autor, da imaginação do desenhista e do sofrimento do desconhecido.
Preciso do cafezinho da padaria, da versatilidade do humorista e da coragem do salva-vidas. Necessito urgentemente da seriedade do jornalista e da compreensão do vovô.
Decididamente eu preciso do abraço maternal, da comidinha caseira, da brincadeira de criança. Ainda que restrita, preciso da promessa de paz, do sonho de um futuro bom, mas isso deixa pra lá...
Estou dispensando o olho gordo! Disso, pode ter certeza que eu não preciso. E que se vá também a agonia do fim, a tristeza da saudade, a cara amarrada da manhã de segunda feira; que vá para onde o vento faz a curava e que esqueça do caminho de volta.
Falando em dispensa, não dispenso o “Bom dia” ao porteiro, lembro do obrigada e do “não há de quê” até mesmo ao estranho que me deixou entrar antes no elevador. Bons modos, nossa! Como eu preciso disso!
Eu preciso disso e de muito mais. Busco sempre o desconhecido, entretanto, não largo mão do convencional. E nessa incessante busca, sei que preciso, todo o tempo, da alegria em que consiste a vida. Preciso do amor que preenche a alma, preciso da serenidade que acalma o coração. E por aí vai. Aliás, esse por ai vai bem longe. É, eu preciso de tudo.
Lembra que és um ator de uma peça teatral, tal como o quer o autor. Se ele a quiser breve, breve será. Se ele a quiser longa, longa será. Se ele quiser que interpretes o papel de mendigo, é para que
interpretes esse papel com talento. E, da mesma forma, se ele quiser que interpretes o papel de coxo, de magistrado, de homem comum. Pois isto é teu: interpretar belamente o papel que te é dado – mas escolhê-lo, cabe a outro.
REFLEXOS DA ALMA
Autor : Soélis Sanches
Certa manhã, o sol brilhava no horizonte, e tendo o céu como testemunha, um anjo me contou que a vida que levamos é o bem maior que o Criador nos proporcionou como sua obra-prima.
Quando você se encontrar naqueles momentos de solidão, de angústia ou de tristezas, lembre-se que muitos gostariam de estar no seu lugar.
Olhe para trás e veja quantas pessoas estão em situações muito piores do que você, alguns em cadeiras de rodas, outros trancados em uma prisão, e ainda, aqueles para quem a vida nem chegou e já partiram.
Quando Deus agiu assim na vida de cada um foi para lapidá-los, para que sirvam de exemplos, para que possamos enxergar e perceber a verdadeira diferença entre o bem e o mal.
Agora, você que tudo tem e ainda reclama, olhe para dentro de sua alma, para dentro de seu coração e agradeça ao Pai.
Sempre digo que Deus usa as pessoas aqui na terra como seus anjos, nós podemos ser anjos ou não, tudo irá depender de nossas atitudes e compreensões do verdadeiro sentido do amor.
Comece nesse instante fazer uma reflexão do que tem sido na longa caminhada com o seu próximo, você tem optado pelo caminho do amor ou pelo caminho do isolamento e da incompreensão?
Jogue para o alto tudo aquilo que te angustia e te machuca. Dê um pontapé na tristeza e chute a amargura.
Espelhe-se nos pássaros que cantam e agradecem todos os dias pela vida, nas flores que perfumam e nada cobram.
A partir de agora coloque pra você a meta de ser feliz, e para ser feliz, necessariamente não depende de muita coisa e nem de muito sacrifício, depende unicamente da vontade do sorrir, do amar, do perdoar e do prazer de viver.
Então, agradeça pela vida, e tenha certeza, nada acontece por acaso na sua vida, tudo tem um propósito de Deus.
Não queira mudar o plano traçado para a sua jornada, ai sim, você se perderá pela estrada e não encontrará o retorno que te conduz à felicidade.
Pior que um sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir.
Peço perdão ao autor por não mencioná-lo, mas agradeço por ter cravado essas palavras em meu coração! O meu momento é de profunda dor, mas ainda assim sou capaz de agradecer a dádiva da vida que trouxe até hoje razões para lutar. Ainda que o melhor seja entregar o jogo antes do final, não tenho esse direito.
Parabéns meu amor
Autor: Ricky Henry
É mais uma vez eu venho aqui...
Agradecer , por ter vc...
Resolvi me declarar ,
e dizer que estou feliz..
Por ter vc perto de mim..
Quero te presentear...
Com as minhas palavras...
Nesse teu dia especial...
Aniversário da minha, queridaaaa ...
Refrão:
Eu não vou me cansar de dizer,
Nos meus versos declaro pode crer..
É seu dia ninguém vai te aborrecer..
Estarei sempre pra te defender..
Em declaração,verso nesta canção...
Digo parabéns pra vc...
Ouço...
A batida do seu coração.
Percussão da melodia..
Chega arrepiar minha pele...
Da brilho a minha melanina...
Quando te vejo, abro meus braços
pra te receber.
Cantarei pra todo o planeta ouvir.
É o seu dia, mais todos os dias!!!
Pro-me-to te fazer felizzz...
CANÇÃO DO PESO DO ESPERAR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No silêncio onde a alma reside
a voz ergue-se como prece antiga
um sopro que atravessa o vazio e pesa no peito
como lembrança de primaveras que não voltam.
É voz que brota da encruzilhada do tempo
onde esperam as horas que feriram o coração
cada nota uma cicatriz que o vento acaricia
cada pausa um mundo que se desmonta em saudade.
Ali está o peso do esperar
não como cárcere mas como testemunha
de todas as manhãs que nasceram desfeitas
de todos os sonhos que dormem sem amanhecer.
O canto é ponte sobre o abismo do ontem
é chama que dança na sombra do que foi perdido e mesmo na dor há uma luz tênue
que sussurra: - a espera é poema que se escreve com o ar -.
Que o eco dessa voz perpasse o tempo
como epifania de vida e de luto
e nos ensine a acolher o peso do esperar
como quem aprende a amar a própria própria espera.
ECO DO ABISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Eu sou lançado ao mundo sem essência
Sou um grito sem resposta no clarão das horas
A realidade crua arde em meus olhos
E a luz que se derrama não me cede consolo
O universo não me prometeu sentido
Eu o encontro em cada passo que escolho
E cada escolha desgarra o eu de outrora
Até que nada fique além do meu próprio ser
Sou livre como a pedra que se quebra
Sou mais livre ainda como o vento que não encontra forma
E essa urgência de escolher devora minhas certezas
Não há desculpa nem refúgio
Nada antecipa a minha decisão
Nada transforma o vazio em abrigo
Aqui estou
Respirando a dúvida
Vestindo a solidão como veste o medo
E apenas no tremor de existir
Encontro o preço de minha liberdade
Que a angústia seja a lâmina que me forja
Que a liberdade seja o aço que não se dobra
Pois não há outro que escolha por mim
E sou eu — sempre eu —
Neste mundo que ecoa meu nome sem eco — sem fim.
O EVANGELHO DOS INFELIZES.
Prefácio.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Há livros que nascem da erudição. Outros, da experiência. Este nasce da dor compreendida.
O sofrimento sempre acompanhou a humanidade como sombra inevitável. Desde as primeiras narrativas do Gênesis até as páginas pungentes do Novo Testamento, a dor não é acidente, mas linguagem. Em Bíblia Sagrada, a aflição aparece não como punição arbitrária, mas como pedagogia moral. No livro de Jó, o justo sofre. Nos Salmos, o coração clama. Nos Evangelhos, o Cristo consola os aflitos e declara bem aventurados os que choram, porque serão consolados.
Contudo, os infelizes sempre foram mal interpretados. A sociedade, em suas estruturas históricas, tende a confundir sofrimento com fracasso. Sob a ótica espírita, tal equívoco dissolve-se. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, publicado em 1864, afirma-se que as aflições possuem causas atuais e pretéritas, inscritas na lei de causa e efeito. A dor, longe de ser mero acaso biológico ou injustiça divina, revela se instrumento de reajuste e de ascensão moral.
Este livro não pretende romantizar o padecimento. O sofrimento que embrutece, que revolta, que obscurece a consciência, é sinal de incompreensão. Mas o sofrimento que desperta, que purifica intenções e amadurece o espírito, converte-se em semente de luz. É nesse ponto que os infelizes tornam-se protagonistas de uma revelação silenciosa.
A tradição cristã sempre compreendeu que a cruz não é símbolo de derrota, mas de transfiguração. Em O Livro dos Espíritos, encontra-se a afirmação de que a vida corporal é prova ou expiação. Tal proposição exige maturidade filosófica. Prova implica oportunidade. Expiação implica reparação. Em ambos os casos, há finalidade educativa.
O Evangelho dos infelizes não é um novo texto canônico. É antes uma leitura interior do Evangelho eterno aplicado às almas que caminham sob o peso das lágrimas. Ele dirige-se aos que perderam, aos que foram traídos, aos que experimentaram a solidão moral, aos que se veem incompreendidos em meio ao ruído social.
Historicamente, as grandes transformações espirituais nasceram do sofrimento. A perseguição moldou os primeiros cristãos. A pobreza formou santos. A renúncia edificou consciências. O infortúnio, quando assimilado com dignidade, desvela dimensões superiores do ser.
Sob a análise psicológica contemporânea, reconhece-se que a dor pode produzir resiliência, expansão de sentido e reorganização existencial. A tradição espírita amplia essa compreensão ao afirmar a continuidade da vida e a perfectibilidade do espírito. Assim, o que hoje se chama infelicidade pode ser capítulo necessário de uma história mais ampla que ultrapassa a existência presente.
Este prefácio não oferece consolo superficial. Oferece perspectiva. O Evangelho dos infelizes convida à reflexão severa e à esperança fundamentada. Não há sofrimento estéril quando há consciência desperta. Não há lágrima ignorada quando há justiça divina.
Se a humanidade aprendesse a olhar para os infelizes não como derrotados, mas como viajores em processo de depuração, a ética social seria mais compassiva e a própria noção de êxito seria reformulada.
Que estas páginas sirvam não para alimentar lamentos, mas para transformar dor em lucidez, culpa em reparação e desespero em coragem moral.
Porque o verdadeiro Evangelho não se dirige aos satisfeitos, mas aos que ainda choram, e é na pedagogia da aflição que a alma começa a reconhecer a grandeza de seu destino.
PARA QUEM TU AMAS SEM COMPREENDER -
A ESTÉTICA DO ROSTO QUE SE TORNA IDEIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há amores que não nascem do desejo imediato, mas da contemplação silenciosa. O teu amor pela arte e pela beleza etérea não é impulso, é reverência. Não se trata apenas de admirar formas harmoniosas, mas de reconhecer nelas uma metafísica da luz.
Quando contemplas essa presença que te inspira, não te deténs na superfície. O que te move é a transparência quase irreal que parece suspender o tempo. Há algo de pictórico, como se o rosto fosse pintura renascentista, e ao mesmo tempo algo de imponderável, como névoa que não se deixa aprisionar. A beleza, nesse caso, não é carnalidade ostensiva. É delicadeza que sugere mais do que mostra.
O teu amor pela arte projeta-se nessa figura como se ela fosse um ícone. Não um ídolo, mas um símbolo. A etereidade que te atrai é a sensação de que ali existe uma síntese entre juventude e silêncio, entre claridade e introspecção. É como se a matéria estivesse no limiar da dissolução luminosa. E o teu olhar, educado na tradição estética, reconhece imediatamente essa raridade.
Não amas apenas a aparência. Amas a ideia que ela evoca. A pureza das linhas. A suavidade da expressão. A impressão de que o mundo, apesar de sua aspereza, ainda é capaz de produzir delicadeza. Esse amor é quase platônico, pois eleva o sensível ao plano do ideal. A forma torna-se ponte para o invisível.
Há no teu sentimento uma dimensão clássica. Como os antigos que contemplavam a escultura e viam nela a proporção perfeita entre corpo e espírito, tu contemplas essa beleza e percebes que ela não se esgota no visível. Ela sugere silêncio interior. Sugere reserva. Sugere uma alma que parece caminhar entre a terra e o céu sem pertencer inteiramente a nenhum dos dois.
A tua devoção estética, portanto, é também uma defesa daquilo que é elevado. Num tempo de excessos e ruídos, amas o que é leve. Num tempo de brutalidades visuais, inclinas-te ao que é sutil. Essa inclinação não é fraqueza. É refinamento.
E se por vezes te sentes como o menino que saiu da moldura, é porque cresceste. O teu coração ampliou-se. Ele já não quer apenas possuir a rosa branca. Quer compreender sua fragrância. Quer guardar a memória daquilo que é belo sem aprisioná-lo.
O verdadeiro amor pela beleza etérea não exige posse. Exige contemplação respeitosa. Ele sabe que algumas presenças são como aves. Aproximam-se. Inspiram. E continuam seu voo.
E ainda assim, o olhar que aprendeu a reconhecê-las jamais voltará a ser o mesmo.
Eu sei que por algum tempo vou seguir oscilante entre a razão e o desejo. Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e que acontecem, tudo misturado. Sei também que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida. Com coragem eu sigo, nessa velocidade que eu não temo, nem mesmo de ousar ser feliz.
Valorizo todos os amores... mas dentre todos o que mais vale... é o amor-próprio... ele foi o meu primeiro e será o meu último amor... valorizo a vida como se a morte fosse um começo, valorizo os sonhos como se fossem estratégias, valorizo o hoje porque o amanhã é incerto demais para ficar esperando... valorizo as minhas vontades porque aquele que não luta pelo que quer, não merece o que deseja, e aquele que não sabe o que quer, não merece o que tem... valorizo um olhar como se os olhos fossem reflexos da alma, mas nem sempre confio, pois ja me enganei algumas vezes... Valorizo atitudes como se palavras não fizessem tanta diferença... Valorizo um verdadeiro amigo porque sei que ele sempre me entenderá... Valorizo os momentos que surgem do acaso como se soubesse que vou sempre me lembrar deles... Valorizo os obstáculos porque sei que a vida os traz como forma de amadurecimento... Valorizo o sol porque sei que é difícil sempre estar no lugar certo, na hora certa... Valorizo o tempo como se soubesse que um segundo pode mudar o mundo... Valorizo mais uma vez o tempo porque ele é a única coisa que eu não posso dizer que tenho.
