Texto para um Amor te Esquecer
O curioso, é que no próprio pensamento mitológico, o surgimento do Homem não é exatamente um episódio nobre .Você se lembra que o homem surge da iniciativa de Epimeteu e Prometeu, de compensar o tédio cósmico promovido por Zeus. O homem surge tanto ele como os demais mortais como uma tentativa de divertimento, não é exatamente a aparição triunfal que imaginávamos para nós, e o que é mais curioso, que em relação aos animais o homem surge à partir de um erro. O erro de ter entregue aos animais, todos os atributos, acessórios, prerrogativas e todas as armas que a natureza poderia ter para enfrentar o mundo e a eles mesmos e , ao homem nada sobrou. Talvez por isso Prometeu tenha entregue ao homem a astúcia, para que ele mesmo fabricasse o que lhe faltava, porque o homem nasceu zerado, incompetente, incapaz de sobreviver por contra própria, se entregues à si mesmo, perece. Coube ao homem aprender a viver no meio do caminho, como se fora aprender a remar, remando. Desprovido de tudo e coube ao homem desenvolver uma tecnologia de vida que a natureza pode lhe dar. Lembra-se que a tartaruguinha sai do ovo, e vem a primeira onda e já é tartaruga, um recém nascido ao lado, vem a primeira onda e já é um recém nascido afogado. Portanto, se o valor é concomitante ao surgimento do homem, o valor tem a ver com a própria condição humana e esta , não é a mais auspiciosa e a mais rica, pelo contrário, é a de carência, de escassez ,debilidade. Se o valor é uma invenção humana ,aparentemente faz parte desse aprendizado para a vida que o homem teve que se desenvolver para apetrechar os seus, que como ele ,nasceram na carência e carestia e na impossibilidade .O valor então, faz parte dessa tecnologia que o homem desenvolveu para se virar, sem os recursos que a natureza por alguma razão, lhe privou.
Somente o conhecimento liberta o ser humano,o mau é mau poque ele é ignorante,se um indivíduo mau soubesse que fazendo mal aos outros,ele ao fim faz mal a ele mesmo,ele se corrigiria. É um processo educacional que acorrenta a fera em cada um de nós, existe um paleoantropólogo chamado Richard Leakey e que por sinal é filho do também muito famoso Louis Leakey, um homem que respeito muito, apesar de não conhecer pessoalmente, li um pouco do livro quando tinha 16 anos e o doutor Louis Leakey se torna até um pouco exagerado quando diz que do ponto de vista inato,aquilo que a gente trás de berço,de bagagem cromossomial,ele diz que do ponto de vista cromossômico, isso é zero. Discordo e acho um exagero,mas que o processo educacional tem um força gigantesca na formação do cidadão, não tenhamos dúvida.
O pior dos juízes, são os que habitam a única túnica negra e se torna um demiurgo rábula, é o homem que, hoje, está mais disposto a julgar, é o cristão mal-educado que, aos poucos, se transforma no agnóstico mal-humorado preso no ponto extremo de uma controvérsia cheia de princípios que ele nunca compreendeu que se caminha em corda bamba em uma curva solenoide que, mesmo quando caminha e compreende, retorna ao ponto inicial de energia, devastado por uma espécie de tédio hereditário diante daquilo que ele não conhece e cansado de ouvir aquilo que nunca ouviu.
Encontrando um sentindo, no sentido de ser encontrado, despeça-se de si, não se apegue ciosamente ao que já se tornou. Desfrute dos benefícios da impermanência, do frutuoso ritual de renascer, porque do vazio que lhe sobra, um novo ser apodera, e é assim que evoluímos. Somente a luta mudará a vida.
A existência do luto é um paradoxo. No momento em que um pessoa morre, essa pessoa não sofre mais. Porém, a morte dessa pessoa trará sofrimento para seus entes queridos. Então, a existência do luto é um fruto do fim do sofrimento de um amado, e também, do luto desta pessoa. A existência do luto revela o egoísmo inconsciente natural da mente humana.
A vida não é feita de anos, meses ou dias. É feita de momentos. Um instante de felicidade pode iluminar uma vida inteira de escuridão. Um olhar, um abraço, uma palavra dita na hora certa pode mudar o rumo de tudo. Não é sobre contar o tempo, mas sobre viver o que realmente importa dentro dele.
Palavras são pontes ou muralhas. São curas ou feridas. Um simples "eu acredito em você" pode mudar a trajetória de alguém. Assim como um "você não é capaz" pode destruir um sonho antes mesmo de nascer. Escolha bem o que diz. Às vezes, uma única frase dita no momento errado pode ser lembrada para sempre.
Os corpos despertam na disciplina regrada de um encontro despercebido. Suaves na calma da sua santidade. Abençoados por uma mão que inocenta todas as atitudes pensadas ou não. O pecado não existe mais e não há mais também um tempo para despedida. Ficamos atônitos ao lembrar de que um beijo selou nosso destino e contou para o mundo quem realmente éramos. Trocamos olhares e esperamos pelo abraço matinal.
Nesses dias frios desenho a imagem do desejo no espelho embaçado do banheiro. Sinto um acréscimo de estima e me deleito numa existência superiormente interessante. Controlo com minhas mãos aquilo que meu corpo espera. Escrevo os recados pra você e deito numa cama vazia pensando como seria sua presença aqui! Nossa vontade não nos deixaria em paz, mas nós também nunca pedimos para que ela nos deixasse. Essa correria traz na sua pressa a saudade de um beijo que agora só posso recordar.
Fosse uma fábula, fosse uma mágica, fosse um sonho que trouxesse a realidade com o despertar. Mas a cidade já está acordada, ela nunca sonha porque ela nunca se põe a dormir. Como poderia então almejar algo mais surrealista do que a própria experiência concreta de seus braços que escondem abraços sob o cansaço de quem a desafia?
Desprezo a ignorância dos imberbes que se auto-proclamaram senhores do universo. Só se for um universo de diamantes de vidro, de soluços intelectuais e cultura saboreada numa refeição digna de uma hiena. No universo deles eu cago e vomito palavrões. Afogo o último verso do poema nas minhas inquietudes para não correr o risco de ver a poesia e a prosa cometendo suicídio ao passar pelas bocas porcas que nada tem a dizer.
Bebemos as nossas necessidades como um sedento se satisfaz num Oasis após uma jornada seca, onde até seus ossos estiveram ameaçados de se esfacelar. Minha garganta só grita as frases que ela aprendeu durante sua história. Enquanto os sonolentos dormem, é no meu palco que as apresentações acontecem. O show arranca suspiros, leva multidões a um delírio entorpecente de espasmos e contrações. O rosto se desmancha nocivo num balde de alívio que provoca consternações. Meu amigo está na hora de parar.
O vicio regenerado posto sob o pedestal da virtude. O cálice abominável guardando um avental púbico exige que a noite ouça mais um desabafo das nossas bexigas, e as plantinhas recebam a chuva urinária daquilo que melhor soubemos preparar. Não podemos lavar as mãos, as torneiras não existem por aqui. Seca-se o rosto na vaga sensação da agonia. Vingar a intempérie do nosso juízo talvez fosse uma boa maneira de começar um auto de penitência. Seria uma “mea culpa”? Acho que está mais para uma “máxima culpa” e choramos depois de mijar na relva. Ainda bem! Torço pra não chegar o dia em que eu ouçamos o choro e sintamos o mijo.
Demos um beijo, nossas bocas selaram o acordo. Apresentamos nossas almas, nos despedimos, mas sem saber, naquele momento eu levava um tanto de você e deixava outro tanto de mim. Logo iria atrás de você para buscar meu eu que faltava, devolver seu eu que levava e sem perceber me deixaria contigo mais uma vez! Até que chegou o dia em que percebemos que nos levávamos completos um no outro, e que meu corpo levava seu espírito e seu corpo levava minha vida. Prometemos então cuidar dos nossos corações que não mais sabiam a quem pertenciam, pois misturamos nosso suor, nossa carne e nosso amor. Sentia sede de você, sinto sede de você e mato a minha sede na sua saliva.
E essas noites que passam rápido demais, e esses dias que passam devagar! Um frio incólume, acompanha um vento despretensioso. Ele chega protegido pelo nosso corpo, certo de que o calor dos nossos braços o fará dispersar, ou se prender. Ele sabe que não perderemos calor, mas que o convidaremos para ficar, provando que corpos que se amam incendeiam cada canto onde estão.
Eu beijei a lua um milhão de vezes e nunca deixei a terra sob meus pés. Seu sorriso sempre foi o motivo da minha perdição e nossos jogos sedutores me fazem sonhar, eu admito. Afastei-me da distância exata me perdendo em números irreais.Criei fórmulas sem nexo só para poder divagar nas minhas segundas, terceiras e quartas intenções. Senti o labirinto da sua boca roçando meu rosto e nos cantos de um beijo busquei o centro do seu sabor. Sentei aos pés de uma árvore e provei o mel que se rendia diante da surpresa da sua companhia! E a voz me dizia sempre pra pular, fechar os olhos e voar!
Como um rio que corre naturalmente para o mar, algumas coisas estão destinadas a acontecer. Não sabemos ao certo o destino, mas seguimos o mesmo caminho. Somos iguais nas imperfeições e perfeitos nas distrações, quando sem querer imaginamos cenas que ainda não vivemos e nos entregamos aos desejos censurados no mundo real.
Entre o fogo do desejo cobramos o preço de um beijo, e enquanto todos corriam passando por nós, aguardávamos numa estrada, nesse caminho a sós! Ouvi sua respiração, senti o seu suor. Ouvi seu coração quando me aproximei o bastante para perceber que nos unimos na batida certeira de um compasso exato.
Já venci o sono para saber de você, um pouco mais do que você queria me dizer! Já venci distâncias para poder te levar, pegar em sua mão e tatear um sorriso num rosto que se abria para minha imaginação. Minha cabeça dormiu contigo um sono carinhoso, sono de uma noite inteira! Enquanto a escuridão da terra nos ocultava, enquanto a lua só era vista porque eu voltava, esse imenso planeta girava com seus vivos e seus mortos na cabeceira! No meio de uma frase um beijo, no meio desse beijo uma alucinação. Perguntei se aquilo de fato era verdadeiro ou seu meus braços que rodeavam sua cintura, estavam envolvidos por devaneios!
O trabalho em equipe não se define apenas pala participação conjunta se individuos em um projeto corporativo. O sentido de equipe se consolida e ganha importância, quando há soma de esforços e, mais do que isso, quando nasce a muiltiplicação de capacidades, com incetivos e apoios mútuos, ganhando o grupo força própria e superior, capaz de inimaginável sucesso
