Texto para um Amor te Esquecer

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Secar o erudito

Abri um antigo estojo
esquecido,
no seu bojo
canetas de finas penas
folheadas a ouro
Veio-me lembranças
parcas
de valores estreitos,
as canetas seriam de efeito
àqueles que se sustentam
pela pompa do objeto
pela ostentação
As penas, além de mim,
tiveram outros donos
que nada fizeram com elas
Fui homenageada
e as obtive por prenda
como estratagema
para secar as minhas escritas
assim, como o tinteiro
que junto delas, secou
Joias improdutivas
ferramentas impróprias
sem envergadura
às prosas e poesias.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Escarnecimento

Ei! Linda mulher
venho lhe pedir um favor
Qual o motivo do meu pedido?
Já que você laçou o meu vagabundo amigo
o meu velho colibri
me faça então esse favor.
Cuida da minha camélia
para que ela floresça bela
me faça esse favor.
O meu vagabundo colibri
abandonado pela flor mais bela
do mesmo pomar da minha camélia
já se distanciou...
Ei! Linda mulher
para cuidar da minha camélia
observe a sua cútis como ficou mais bela
depois que o meu vagabundo colibri te adubou.
Adube a minha camélia
para que floresça mais bela
adicione a ela, vitaminas para plantas que dá flor
principalmente , ferro, mas aos pouquinhos
do mesmo tamanho daquele que ainda te aduba
-se aduba-?!!!
Assim, ela florescerá muito mais bela,
da mesma maneira como você ficou.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Para mim:
Todo Cláudio tem que ser Antônio
Grande poeta anônimo.
Todo Zé um novo horizonte
Água que brota da fonte.
Toda Eliza rainha Beth
Perturbou é pivete.
Toda espiritualidade, Margarete
Vida dura, interprete.
Todo Xande um grande achado
Amor espelhado.
Toda Iza tem que ter ira
Na pele das crias, casimira.
Todo Luiz, Luizinho
Deus quem leva pra outro ninho.
Toda Maria uma filosofia
Refutem a poesia.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Esterco

Disseste bem
Não valho um esterco
Foste o esterco falaz
que tentara adubar e adular
a mim, essa linda roseira
germinada entre as duras rochas.
O esterco há tempo
fora perdendo os atributos
as particularidades
propriedades
penetrabilidade
Hoje tu, esterco
só aduba e lisonjeia
ervas daninhas.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Quando eu morrer

Quando eu morrer
cante, grite, dance
ao som de um rock progressivo
com letra peculiar

Beba, conte piadas
morra de rir
faça do momento
a mais pura alegria

Quando eu morrer
não espezinha a minha alma
esqueça as minhas terríveis condutas
a vida é sábia, brilhante e justa

Inserida por MariadaPenhaBoina

À Rosa
A Rosa mulher quer ser bela
Toda rosa é única e bela
Sustentada por um caule espinhoso
E é isso que deseja a Rosa?
Desejar é um direito ao encanto da beleza
Então Rosa mulher, que se cumpram os seus caprichos
Cuide bem dos seus olhos claros
Eles são as suas rosas
Que é a essência única da sua beleza
Produzindo uma viva impressão de deleite e admiração
Sustentados por um caule que, mesmo adubado com esmero
O tempo não perdoa

Inserida por MariadaPenhaBoina

Ah! Esse calor que se sente
É às vezes um arrepio demente
Que faz o olhar infinito.
Sem pressa na ocasião
Aprazível sensação
Absolutamente perdido
Nos jardins esquecidos.
Não existem os astros
As cores e o espaço
Doa-se totalmente
À ação do desconhecido
Apêndice do desejo.
Amor é o orgulho sem censura
E tão somente
Amamos a nós mesmos.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Espelho partido
Nasci sob o brilho de um espelho dourado,
Que refletia o mundo como ela queria.
Mas a luz, tão falsa, trazia ao meu lado
Sombras que o amor nunca preencheria.
Sua voz era um cântico enfeitiçado,
Ressoando louvores a si, tão vazios.
E eu, pequena, em seu mundo moldado,
Afogava-me em mares frios.
Seu olhar me feria com indiferença,
Como quem vê o outro e nada enxerga.
Eu buscava seu amor, mas na ausência
Só via a máscara que nunca se entrega.
Minha dor era calada, um grito mudo,
Pois quem ousaria a verdade contar?
Que o colo materno, tão profundo,
Era um abismo pronto a devorar.
Eu, folha caída ao vento cruel,
Tentava brotar em terra estéril.
Mas ela, rainha de um falso céu,
Pisava meus sonhos com garras de ferro.
Hoje carrego cicatrizes invisíveis,
Marcas de uma luta que ninguém vê.
Pois ser filha de quem ama impossíveis
É aprender a amar sem nunca receber.
Mas há força no pranto que em mim brotou,
Raízes que nasceram do chão quebrado.
E o que ela negou, a vida me ensinou:
Sou inteira, mesmo no espelho rachado.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠O arquivo das estações
Guardei um mapa num lugar perdido,
onde o tempo, por descuido, hesita.
Os traços são rios que secaram cedo,
mas ainda guardam o murmúrio da vida.
As árvores falam línguas apagadas,
e suas folhas, arquivos de eras,
sussurram verdades disfarçadas
nos códigos de antigas primaveras.
O céu é um espelho de névoa e ferro,
onde as estrelas, frias, descansam.
Os ventos carregam ecos austeros,
memórias partidas que não se alcançam.
Ainda assim, no silêncio partido,
há mãos que moldam o que não existe.
Nas cinzas do velho, o novo é tecido,
num fôlego breve, sutil, mas persiste.
Os sonhos futuros não têm formato;
são só fragmentos em órbita errante.
Mas cada estação, num ciclo exato,
guarda uma semente sempre pulsante.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠O dia em que as palavras se calaram

Hoje sou terra sem chuva, sem brisa,
um campo onde a semente se perde.
O verbo me olha de longe, indeciso,
e o silêncio, de súbito, me fere.

A máquina observa, ávida e fria,
cataloga, prevê, analisa.
Mas não há código que resgate o dia
em que a alma recusa a brisa.

Nenhum cálculo encontra o caminho
por onde o mistério da criação se lança.
Não há padrão que ensine o destino
do verso que nasce só na bonança.

Sem inspiração, sou sombra dispersa,
um eco no vácuo do próprio existir.
A IA me observa, mas segue imersa
num mar de dados sem me atingir.

Que descanse a pena, que cesse o intento,
não há atalhos para o renascer.
Pois só no abismo do desalento
é que a poesia volta a viver.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Matemática e a estatística (ciência de dados)
Um olhar desprevenido para a simplicidade do saber
A matemática e a estatística são como mapas bem desenhados: quando temos as direções corretas, o caminho se torna claro e intuitivo. O que muitas vezes assusta não está na complexidade dos números, mas na falta de quem os apresente com a devida clareza. O medo nasce da cegueira de quem ensina sem preparar o olhar do aluno para enxergar os padrões, a lógica e a beleza que permeiam cada fórmula e cada dado. Com explicações bem construídas e exemplos próximos da realidade, a matemática e a estatística se revelam tão naturais quanto a própria vida, porque, no fundo, elas nada mais são do que a tradução dos fenômenos que nos cercam.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Saboreando um café com Jorge, escrever é (sobre a vida):
...mostrar os detalhes do cotidiano, as aflições e as surpresas de viver entre humanos e ser humano, isto é a vida.
...pois a vida, um livro aberto como ela é, quer ela seja escrita em tinta e às vezes sem papel, apenas com o movimento das horas e das notas e rodapés do ancião barbudo chamado Tempo, grita, chama e pede por penas que escrevam as espadas e sempre busquem uma nova vírgula, para uma nova sequência a ser vivida.

Inserida por NHETOMIL

Senhores corneteiros, façam suas críticas e sugestões. Obrigado.

TEMPESTADE DE IDÉIAS É UM PROCESSO CRIATIVO EM QUE TODOS DÃO SUGESTÕES, SEM MEDO DE ERRAR E SEM SE PREOCUPAR COM VIABILIDADE; E NINGUÉM DEVE CRITICAR A SUGESTÃO ALHEIA, MAS APRESENTAR OUTRA SUGESTÃO QUE JULGUE MAIS APROPRIADA.

Inserida por NHETOMIL

⁠Todos temos a mente diferente uma da outra, se fossemos todos iguais a vida seria tosca, cada um pensa de um jeito e seu jeito não é errado todos somos loucos e loucos pensam em loucuras. é só você pensar antes de falar, não tem nada de errado em pensar diferente isso não é ser inconveniente é só seu jeito de se expressar as vezes parece que é ruim mas seja forte pois sempre tem um fim.

O final chegou ao pé da letra você é forte e já suportou muita treta, fica quieto na sua e não se meta em confusão pois gritos e caos têm muitos pontos de exclamação, cala boca me disseram fica na sua eu fiquei não me afetei pois a vida eu sei que continua.....

Inserida por AnaJuz

..dessa fez fui atender uma freirinha de 80 anos, que possuía um notebook Itautec.
Adoro lidar com pessoas dispostas, onde a idade é um fator que agrega valor e não desistência!
Uma senhora muito querida, já aposentada da congregação e com muita dificuldade para enxergar.

Precisava instalar um software, onde ela pudesse falar e que fosse covertido em texto, instalei o Via Voice.
(O IBM ViaVoice é um software de reconhecimento e sintetização de voz em português que permite que você dite ao invés de digitar e escute ao invés de ler).

Tratava-me como a uma neta: oferecia café, biscoitos, bolo, e muitos sorrisos...
Sobre a geladeira, ornada com paninhos bordados, um maravilhoso pão doce... e descendo pelo canto do prato uma "passarelinha" brilhante e agitada... de formigas!
Contos que conto!
(Jô Farias)

Inserida por jofariash

⁠Poema : Gotas De Sofrimento
Autor : Wélerson Recalcatti

Quão difícil é pra um poeta
Escrever um sentimento
Numa escrita que afeta
Trazendo tanto sofrimento

De um povo que foi castigado
Uma gente tão sofrida
Que hoje morre afogado
Pela mesma água que um dia deu vida

Que hoje varreu um estado
Que era conhecido por ser forte
Eis um povo desesperado
Ainda tentando contar com a sorte

A ajuda tá chegando
Vem por meio dos irmãos
Muitos que estão doando
Muitos que abrem as mãos

Vejo as lágrimas nos rostos
Se misturando à água no chão
Faz morrer neste desgosto
Faz partir o coração

Vidas que se perderam
Histórias destruídas
Pessoas que morreram
Que gritaram, mas não foram ouvidas

A tristeza é aparente
Nas revistas e jornais
Só restando desta enchente
Ruínas e restos mortais

Casas que abrigravam
Outras tantas moradias
Empresas que sustentavam
Hoje a água invadia

Devastada está a terra
E os campos, plantações
Pra virar cenário de guerra
Só falta as balas e os canhões

O lenço colorado
Está caído no chão
O Rio Grande Acabado
Pede ajuda e proteção

Sofre o gaúcho agonizando
Pela perda e pela dor
E ainda tem alguns roubando
Sem um pingo de amor

Mas se deus quiser tudo vai passar
E aos poucos tudo melhora
Mas não podemos deixar de rezar
Pedir a Deus, Nossa Senhora

Que proteja este povo
Que já sofreu tanto e ainda chora
Que vai construir um mundo novo
E a ajuda não demora

Mas é de doer no pensamento
A aflição de perder o que conquistou
Cada gota é um sentimento
Por cada vida que levou

Hoje o céu está cinzento
Sumiu aquele lindo azul
Pois vivem no sofrimento
As terras do Rio Grande Do Sul

Se você puder ajudar
Ajude o nosso irmão
Mas se só puder orar
Faça uma oração

Peça com grande fervor
Com toda a fé que possuir
Para Deus nosso senhor
Que ele possa intervir

Eu uso da minha arte
Encerro dizendo amém
Eu já fiz a minha parte
Faça a sua também

Inserida por welerson_recalcatti_1

TELEFONE

Estou concentrada e, num disparate, o susto
Um trim, trim, trim
É o telefone a tocar
Esvazia-se momentaneamente o meu cérebro
Inusitadamente, inconscientemente
Como um afogamento é a sensação
Raiva, ódio, sofrimento
Mas tenho que falar
Alô, Oi, Sim, sei lá o quê
Do outro lado, um “como vai você”?
Então reflito, falar
Como vou? Nada mudou
Vou indo, sem pensar
Num presente indecente
Com um muro a minha frente
Mas o que interessa, como vou?
Vou a pé, de trem, de ónibus
Vou como bem me apetecer
Como posso também, não ir
Vou bem, vou mal
Que diferença faz
Que farás por mim
Independente da resposta que receber?
Mas depois que me deixou por um momento, no vazio
Minhas respostas se tornam monossilábicas
Como tu queres ser perfeito
Com seu tosco telefonema?
Atrapalhando o meu estado criativo
Minha concentração perfeita
Meu invólucro intransponível
Quebrado por um telefonema inútil.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Sonhos de menina mulher

Fantasiei quando menina
Casar e ter meus filhos
Um menino e uma menina
De olhos bem clarinhos

Não foi fantasia
Foi um sonho realizado
Tive um casalzinho
De olhos clareados

Sonhei também como mulher
Fantasias até perversas
De viver com o meu companheiro
Como amantes exotéricos

Neste sonho glorioso
Quis conhecer lugares
Fazer coisas loucas
Sem traição, na liberdade

Mas este companheiro? Não tive
Não acompanhou a minha ilusão
Achou melhor a acomodação
Sobre o mesmo colchão

Não cativou a amada
Para viver os mesmos valores
Preferiu afagar os seus sonhos
Com a mulher da vida errada.

Neste caso, só agradeço
Ao sonho que tive com os filhos
Pois o sonho de mulher
Caiu no precipício.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Tatuagem

Vou tatuar o meu corpo
Com um Escorpião
Porque sou racional,
Mas destrutiva de coração.

Não, não - Vou tatuar Ideograma japonês.
Representando a minha índole refinada
Pelo meu bom gosto estético
Fidelidade e amor.

Oras! O Coração em chamas
Para mostrar o meu domínio
Tipificar este poder
Apenas cognitivo do meu ser.

E o Tubarão?
Caminho na solidão
Curiosa por missão
Sem submissão.

Vou, é tatuar um Dragão
Para sentir o meu controle
Meu desejo
Minha auto-afirmação.

Ou caio na esparrela
Tatuando os símbolos Tribais
Neste motivo abstrato
Voltar-se-ão olhares que sinto escasso.

Ou uma Lagartixa?
Para manter o meu autocontrole
E a contenção dos sentimentos?
Que lamento! Tatuagem.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Setembro de 2003 em Portugal

Está um lindo dia
O sol brilhante o céu sem nuvens
Dá vontade de sair.
Imagino o mar deve estar magnífico
Mas estou presa as raízes
Dos meus sonhos infantis.

Coisas que idealizei
Momentos que revelei
Decisões que tomei
Estão agora reflectidos
Em minha face lânguida
Da perversidade que não imaginei.

Sofro ora agora
Pelo destino que me dei
Que outrora não consegui, livrar-me.
Chora meu coração
Pela empatia que concebe
Pelo outro sofrimento.

O quê deu errado?
Quem foi o culpado?
Que magia negra foi esta?
Que consegue sempre me consternar
Colocando-me com o ego arrependido
Daquilo que não quis fazer?

Foram erros de placenta
Que a regressão não consegue explicar.
Concepção talvez indesejada
Que reflecte na pessoa mal amada
De forma desesperada
Mas não consegue se livrar.

Passo agora este mal presságio
Para os entes mais queridos
Que no futuro se acharão esquecidos
Do ventre que os gerou
Moribundos e mal amados
Na mesma cadeia de valor.

Inserida por MariadaPenhaBoina