Texto para um Amor te Esquecer
caso um dos químicos europeus que criou alguma droga pesada como cocaína ou heróina e fosse racista, e encontrasse algum negro ou pessoa com outra etnia que se acha por comercializar e enriquecer com o produto, ele diria :
Que você se esbanje em luxúria , carros, dinheiro,mulheres , faça o sistema , com a comercialização da MINHA QUIMICA, se esbanje desde que os malefícios que eu alertei quando descobrir ,não venha assolar o meu povo.
Se esbanje, você faz parte da minha criação
CARROSSÉIS
Minha neta está desenvolvendo o processo da fala, já com um pouco de autonomia.
Sempre nos surpreende com palavras e frases certamente aprendidas na creche, nos desenhos da televisão, na observação de terceiros diferentes dos familiares.
Seus pais a levaram, pela primeira vez, a um parque de diversões, aquele mundo de máquinas maravilhosas, cheias de luzes, cores, sons, movimentos.
Pelas fotos e vídeos, pudemos vê-la nos brinquedos, com os olhos reluzentes e os sorrisos empolgantes.
Minha Nora nos contou seu comentário, na hora do retorno para casa, sentada na cadeirinha do carro, olhando aquela imagem fantástica, com a roda gigante, o tobogã, as coberturas coloridas. Ela disse: - Foi legal!
Nem precisava ter pronunciado essa frase inédita, dados os registros visuais que não canso de apreciar!
Vendo-a no carrossel, me lembro da música “O Caderno”, do Toquinho:
“Quando surgirem seus primeiros raios de mulher,
A vida se abrirá num feroz carrossel...”
E imagino seu futuro, entre temeroso e confiante!
Também olho para o meu passado, me lembrando dos tantos giros vividos nos carrosséis dos anos. Foram de todos os tipos: musicais, silenciosos, barulhentos, rápidos, lentos, felizes, tristes, inoportunos, violentos, trágicos.
Alguns contrariaram as regras da Física, pois apresentaram mais baixos do que altos.
Vários foram mais parecidos com um trem-fantasma, cheios de curvas fechadas e sustos!
Agora, quase na hora de ir embora, repito o seu sorriso no espelho, ao constatar sua existência, coroando a minha.
Em função disso, digo para mim mesmo: - Foi legal!
Sérgio Antunes de Freitas
Janeiro de 2025
"Tenho um lampião debaixo da pele. Também, se não tivesse, já tinha sido esmagada há muito tempo. Silveira, 2024." Deixei a covardia de lado e mergulhei fundo.
Disse ao Jayme quando cheguei lá embaixo:
-Isso aqui é um sonho.
O meu sonho.
E quando me dei conta, estava eu fluindo com a correnteza, sendo heroína de mim, das partes depreciativas do meu id.
A desconhecida vivendo seu sonho de existir na palavra.
Soube, enfim, que sonhar emerge sombras em mim, e para vê-las, ilumino-as quando possível, com um pouco de sobriedade e realidade, que às vezes me foge em fugas do romantismo, aterrando-me bem firme como uma âncora e escrevo bastante, cadernos assim.
Aprendi mais sobre mim e me choquei com o quanto eu me desconhecia. Dureza foi me perdoar pela desatenção, mas depois que a retomei, os melhores momentos têm sido aqueles em que estou só, apreciando a minha companhia.
Foi um bom presente me dar um pouco de atenção, me reconhecer aguerrida. Disse "não" pela primeira vez, e então senti a leveza do desafeto. E me apreciei com os quilômetros a mais que consegui andar, sem o peso que é tentar agradar constantemente a quem gostamos.
Sim, tudo foi sobre mim esse ano, e finalmente.
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Aos amigos, desculpem-me, eu precisei mesmo saber de mim.
por @0hthay
O monólogo da depressão.
Eu só queria ter um motivo para levantar da cama,
Nesses dias escuros, onde tudo perdeu o sentido,
Tudo desmoronou,
Enquanto isso, respiro,
Sobrevivo, sem vontade de viver a realidade,
O mundo dos sonhos se torna mais coerente,
Patino, sem quebrar essa corrente, essas,
Não interessa,
Quem vê de fora não compreende,
Não sabe o quanto dói, não entende,
A luta é pesada,
As vitórias ingratas,
Eu só queria partir,
Sumir daqui,
De tudo, de todos e até mesmo de mim,
Dar um fim,
Enquanto isso, respiro,
Resisto,
Como um cisco no vento,
Mas, ainda...
Empurro com a barriga,
Sem força, sem vontade,
Numa vida inodora, insípida e invisível,
Alguém aí tem um remédio para coração partido?
Essa dor que não é só de alma,
Passa para o físico,
É uma tortura diária,
A saudade que se faz,
Do teu cheiro,
Do teu toque,
Da tua pele,
De como nossos corpos se encaixam perfeitamente...
Eu não achei que seria fácil,
Só não tinha ideia do quão difícil seria,
O vazio no peito,
As lágrimas,
Você ainda mora nos meus sonhos,
E quase todos os dias,
Ainda te sinto em mim,
Queria poder deitar em teus braços,
Depois te te fazer minha mulher,
Para tu dormir bem cansada,
Dentro do meu abraço,
Tenho aqui ainda tantos carinhos guardados,
Não sou perfeita e tu tem várias queixas kkk...
Como diria nossa música,
É,
A gente tem uma música,
Um caderno,
E tenho certeza que nossa história não termina aqui,
Minha intuição não erra,
Não mente...
Me afastarei temporariamente,
Estou me curando e num relacionamento sério comigo agora,
Sei que está no mesmo caminho,
Confio no Universo,
Confio no meu sentimento,
Lembro de tu falando que gostosinho vamos passar o dia das namoradas juntas...
Meu coração está em pedaços,
A reserva daquele Japa foi desfeita,
Assim como nossos planos temporariamente,
Teu presente está guardado.
Até breve princesa ❤️
Da tua eterna apaixonada.
A verdadeira beleza está na profundidade de um trabalho bem feito, mas, acima de tudo, no sentimento que o artista coloca em sua criação. Mesmo com a dor cravada no peito, ele engole o amargor do horror vivido e o transmuta em arte.
Ainda que pareça à beira do colapso, reduzido quase a um estado vegetal, pitoresco, mas aparentemente banal, o artista se levanta. Mesmo caindo, arrastando-se e se debatendo, entre lágrimas e gritos, a loucura e a melancolia o envolvem. Mas é nesse caos que a criação floresce.
A cólera do jovem transborda e ganha vida nas telas. O que era apenas uma ideia, carregada de saudades da mãe e do pai, se transforma em imagens inimagináveis, moldadas pela inteligência artificial — uma ponte entre o humano e o divino.
Viva o Arvoricionismo! A semente, adormecida por um tempo, voltará a crescer em 2025. Preparem-se: o renascimento está próximo.
Você já parou para pensar em como as árvores carregam um universo dentro de si? Observe: suas raízes mergulham profundamente na terra, conectadas ao passado, enquanto seus galhos se estendem para o céu, aspirando o infinito. É como se elas fossem pontes vivas entre o visível e o invisível, entre o que somos e o que podemos ser.
No silêncio das árvores, existe um equilíbrio perfeito. É como se cada folha, cada galho e cada raiz contassem uma história que atravessa o tempo. Essa é a grande lição: o universo não está apenas lá fora, mas também dentro de nós. Assim como uma árvore sustenta vida em todas as suas partes, nós também temos raízes, tronco e galhos internos que precisam de cuidado.
Então, reflita: o que hoje, dentro de você, precisa de nutrição? Suas raízes, que te conectam às suas bases? Seu tronco, que te dá força para seguir? Ou os seus galhos, que carregam seus sonhos e aspirações?
A sabedoria das árvores nos lembra que somos mais do que o que vemos; somos multidimensionais, completos e interconectados. O universo pulsa dentro de cada um de nós.
🌳 O Universo Dentro de Nós: A Sabedoria da Árvore 🌌
Imagine que cada árvore é um reflexo do universo, uma ponte viva entre dimensões. Suas raízes profundas tocam o coração da terra, enquanto seus galhos alcançam o infinito do céu. Dentro dela, existe um espaço invisível, onde o tempo e o espaço se dobram, como se todos os ciclos de vida coexistissem em harmonia.
Assim como uma árvore contém em si a semente de futuras florestas, ela também guarda segredos de múltiplos planos da existência. Cada folha, cada raiz e cada fruto são manifestações de um equilíbrio perfeito, de uma interconexão que transcende o visível.
No Arvoricionismo, a árvore não é apenas um ser vivo, mas um símbolo da totalidade. Ela nos ensina que o universo, com todas as suas dimensões e complexidades, pode estar contido em algo aparentemente simples. Assim como o tronco une galhos e raízes, o ser humano é capaz de unir o que está acima e abaixo, dentro e fora, criando equilíbrio entre suas próprias dimensões internas.
🌲 Reflexão: Qual parte da sua “árvore interior” precisa de nutrição hoje? Suas raízes (conexões profundas), seu tronco (força e estabilidade) ou seus galhos (sonhos e aspirações)?
O universo não está apenas ao nosso redor; ele pulsa dentro de nós, como a seiva em uma árvore. 🌌✨
Trovão Bom que se Vai
No céu, um trovão ressoa,
Seu canto forte e profundo,
Faz tremer a terra e a proa,
Um eco do velho mundo.
Mas, como o sol ao amanhecer,
Ele parte, deixa saudade,
A chuva que vem a correr,
É lágrima de felicidade.
Um sopro de vida, um aviso,
Que a tempestade não é em vão,
E mesmo que se vá, preciso,
Fica o amor em cada coração.
Trovão bom, que se despede,
Leva consigo a emoção,
E na memória, a luz que cede,
Faz brilhar a nossa união.
"Quando um general não treina bem seu soldado e ele cai na guerra, a culpa recai sobre o general. Da mesma forma, quando um pastor não ensina adequadamente a igreja e um membro perde a fé, ele será responsabilizado.
Afinal, o pastor foi chamado para aperfeiçoar os santos e prepará-los para a batalha espiritual."
A vida, em sua essência mais pura, é um milagre tecido em silêncio, um sopro que emerge da profundidade do mistério. O feminino, em sua conexão com esse milagre, é como a terra fértil que acolhe a semente, nutrindo-a até que a luz finalmente a desperte. Assim como as raízes de uma árvore se estendem nas profundezas da terra, buscando forças invisíveis para sustentar o tronco que rompe em direção ao céu, a mulher é o canal pelo qual a vida se manifesta, um portal entre o invisível e o tangível.
No Arvoricionismo, essa conexão ganha um simbolismo ainda mais profundo. A mulher, como as árvores, carrega em si o segredo da criação e do desabrochar. Em seu ventre, o universo se condensa, germinando em silêncio até explodir em luz e forma. É um ato de entrega, de força, de conexão com algo maior do que ela própria — a mesma força que guia a árvore a florescer na primavera, a se erguer mesmo após a tempestade e a oferecer seus frutos ao mundo.
O nascimento, então, é o momento em que a semente rompe sua casca. É o desabrochar do ciclo, o instante em que o invisível se torna visível, o imaterial se torna carne. E, nesse processo, a mulher é tanto a terra quanto o tronco; é ao mesmo tempo raiz e flor. Ela carrega em si a memória de todas as árvores, de todas as vidas que já brotaram antes dela, e a promessa de todas as que ainda estão por vir.
No centro do Arvoricionismo está a compreensão de que a vida é um ciclo contínuo de nutrição e expansão, e que o feminino é o coração pulsante desse movimento. Assim como as árvores, as mulheres ensinam que o verdadeiro poder está na criação, na resiliência, na capacidade de oferecer abrigo e sustento, e, acima de tudo, na coragem de florescer, mesmo sabendo que o fruto será entregue ao mundo.
O nascimento, tanto de uma nova vida quanto de uma nova ideia ou propósito, é a celebração desse ciclo. É a prova de que a luz que ilumina o céu também reside dentro de nós, esperando apenas o momento certo para emergir. Assim como a árvore oferece suas flores ao mundo, as mulheres, em sua essência criadora, oferecem a própria vida — e, ao fazê-lo, nos conectam à origem de tudo.
Poema da Opressão
Na túnica obscura do poder estatal,
oculta-se a força de um jugo brutal.
Sob os holofotes da democracia ferida,
ergue-se a mordaça que cala a vida.
Censura, exceção, anomia reinam,
num sistema onde as injustiças tecem.
A liberdade é prisão, um cárcere oculto,
repressão vestida de ordem, fruto do insulto.
Desigualdade social em atrofia cruel,
o país, sob tirania, perde seu papel.
Monarquias de prepotência e aristocracia,
Luiz XIV, na história, uma sombra sombria.
O governo centralizador, tirânico e frio,
exerce seu poder sob o despotismo sombrio.
Coerção e coação em ondas violentas,
a brutalidade desenha cicatrizes cruentas.
Arbitrariedade e boçalidade, armas da dominação,
intolerância que corrói o chão da nação.
Prisão, ergástulo, enxovia do pensamento,
solidariedade e humanismo viram lamento.
Mas, mesmo sob o jugo da sujeição,
há quem sonhe com a ruptura da opressão.
Fraternidade e dignidade em luta renascem,
na corrosão do sistema, forças se entrelaçam.
Icônica será a força da liberdade,
quando o humanismo vencer a atrocidade.
Que a túnica negra caia, revelando a luz,
e a democracia, enfim, conduza à paz que seduz.
Dentro de mim, o universo ecoa,
um vasto céu, profundo e sem fim.
As estrelas que busquei lá fora
sempre estiveram aqui, dentro de mim.
As respostas, quais vagalumes na noite,
brilham suaves, em meu próprio ser.
Percebo agora que a jornada é interna,
não preciso mais fugir ou temer.
Há constelações de sonhos e medos,
rios de amor, mares de paz,
cada célula uma galáxia acesa,
em mim, o universo se refaz.
E ao abrir os olhos para dentro,
encontro a vida pulsando em mim,
o universo que tanto buscava,
é o silêncio onde eu me vejo enfim.
O tempo
Digno de figurar um poema
o relógio recita amiúde
o instante sem pressa
do célere tempo
Tic-tac, tic-tac, tic-tac
repetidamente
laborioso
Pudesse eu,
inverter o sentido destro dos ponteiros
que ascendem para a finitude
da fugaz existência
Pudesse eu,
resvalar pela espiral do tempo
para o abraço carinhoso
da mulher que mais me amou
Pudesse eu,
fazer parar o tempo
o tic-tac do relógio
e a dor da saudade
Podemos ter os pés feridos, um pouco maltratados, uma unha quebrada, ou até sentir uma dorzinha no calcanhar. Mas já imaginou o que seria negligenciar esses passos, curados com tanto esforço, privando-se das sensações por puro temor, e escolher andar de botas no mar?
Sim! Ande descalço, se for preciso, minha pérola. Sinta a liberdade nas areias que abraçam seus pés e descubra o poder de caminhar naturalmente em direção à felicidade.
Um Encontro Inesperado
O sol se punha no horizonte da praia deserta na Nova Zelândia, tingindo o céu com tons dourados e lilases. O som das ondas quebrando na areia e o cheiro de maresia enchiam o ar. Eu estava ali por acaso, buscando um momento de paz para reorganizar os pensamentos e me conectar com algo maior, um hábito que aprendi a cultivar nos últimos anos.
Com um livro em mãos e os pés descalços afundando na areia fria, caminhei sem pressa. A solidão era acolhedora, mas naquele momento senti uma presença. Olhei para frente e, para minha surpresa, uma figura familiar caminhava na direção oposta, aparentemente tão absorta quanto eu em sua própria jornada interna.
Era ele.
Chris Martin.
Por um instante, o mundo pareceu desacelerar. Meu coração disparou, mas minha mente entrou em negação. Não pode ser ele... pode? A blusa branca de meia estação, a touca que ele parecia usar sempre nos momentos mais descontraídos... era como se ele tivesse saído direto de uma memória minha.
Ele notou minha presença, parou de caminhar e sorriu. Um sorriso calmo, quase tímido, como se também estivesse surpreso com o encontro. Sem pensar, murmurei:
— Você é real?
Chris soltou uma risada baixa, quase cúmplice.
— Depende... Você é?
A resposta desconcertante quebrou minha tensão inicial, e acabamos rindo juntos. Ele se aproximou devagar, como quem não quer invadir o espaço alheio, e perguntou:
— Gosta de caminhar no fim do dia?
Balancei a cabeça afirmativamente, ainda tentando processar a situação. Ele parecia tão simples, tão humano, que minha mente parou de vê-lo como o ícone intocável do Coldplay. Ali, era apenas um homem contemplando o mesmo pôr do sol que eu.
— Isso me ajuda a organizar os pensamentos — respondi, ganhando coragem. — Acho que você entende bem isso, não é?
Chris assentiu, seus olhos claros brilhando à luz do crepúsculo.
— É como música. Tudo se organiza melhor quando estou em movimento.
Por algum motivo, senti que podia ser honesta com ele. Não era o tipo de momento que se repete na vida.
— Nunca imaginei que um dia te encontraria. Sempre pensei que, se isso acontecesse, eu ficaria muda.
Ele arqueou a sobrancelha, curioso.
— Mas não ficou. Isso é bom. O que você diria, se tivesse a chance?
Minhas palavras pareciam presas, mas finalmente consegui dizer:
— Eu escreveria tudo, como sempre faço. Porque acho que só escrevendo consigo expressar o que sua música significa para mim.
Chris ficou em silêncio por um momento, o olhar profundo como se tentasse decifrar cada palavra minha.
— Então, por que não começa agora? — disse ele, tirando algo do bolso. Era um pequeno caderno. — Sempre carrego um. Pode escrever aqui.
Peguei o caderno hesitante e olhei para ele, tentando entender o que aquela cena significava.
— Isso não é real... é?
Chris apenas sorriu.
— Talvez a gente devesse parar de pensar no que é ou não real e só... viver o momento.
Nos sentamos ali, na areia fria, e por um instante o mundo pareceu parar. Comecei a escrever, ele observando com uma paciência quase infinita. Quando terminei, entreguei o caderno de volta, minhas mãos tremendo levemente. Ele leu em silêncio, o sorriso suavizando ainda mais suas feições.
— Você entende — ele disse, por fim.
— Entendo o quê?
Chris guardou o caderno, seus olhos encontrando os meus como se enxergasse algo que nem eu sabia que existia.
— O que eu sempre tentei dizer, mesmo sem saber como.
A noite caiu ao nosso redor, e as estrelas começaram a surgir, brilhando como testemunhas silenciosas daquele encontro inesperado.
E pela primeira vez, não precisei de respostas. A presença dele ali era tudo que eu precisava para entender que algumas conexões não precisam ser explicadas; apenas sentidas.
Um certo dia decidi que adotaria uma criança... levando em conta a minha idade e o tempo de espera que muitas pessoas relatam nos grupos das redes sociais, pensei que não viveria para realizar esse sonho.
Decidi em novembro de 2023 e em maio de 2024 fiz o curso de pré-adoção e logo depois me cadastrei no CNA (Cadastro Nacional de Adoção), em novembro de 2024 passei pela entrevista com a psicóloga e com a assistente social, no início de dezembro conheci meu filho e desde o dia 20/12/2024 sou mãe.
Então, se você realmente quer adotar uma criança, descomplique... é triste ver no abrigo tantos adolescentes chegando aos 18 anos sem nunca terem tido uma família...
Entre as Estrelas e um Olhar
Você se perguntou o que há
entre o Universo e um olhar?
Talvez um fio invisível, tecendo histórias que nem o tempo ousa tocar.
Quem sabe, uma melodia que só dois corações podem escutar.
O amor que você sente – tão puro e involuntário –
é como um cometa atravessando a noite: inesperado, raro, arrebatador.
Mas cometa algum escolhe sua trajetória,
ele apenas segue o impulso do cosmos, queimando no vazio, iluminando tudo ao redor.
E se o universo já escolheu?
Se ele já decidiu que duas almas, mesmo separadas por oceanos,
possam se encontrar na convergência perfeita de um instante?
Então, respire. Deixe que o mistério se revele.
E talvez, quando menos esperar, o impossível será apenas a próxima surpresa.
Lá está ele sentado em um morro,
ouvindo hip-hop, e isso o comove,
vendo lá do alto o mundo e como ele se move.
A batida é contagiante, colocando-o em um estado distante.
O mundo, tão pequeno, quase cabe na palma da mão.
Ele é um irmão de pele e cor.
Já viveu dias difíceis, já sentiu muita dor,
e hoje compartilha o bom amor.
A música é forte; o hip-hop toca a sua alma.
Em observação do lugar onde ele está,
o verde e sua vastidão.
Aquele rapaz está vivendo um momento de paz.
Incoveniente, só eu, como um panda!
Sim! Como um panda: grande e desajeitado.
Inoportuno, só eu. Um cachorro alegre e bobo!
Tão besta, feliz, usado, e que com alegria há de alimentar o ego dos outros, e com um dog, é visto com dó, com pena, infantil de tudo!
Quantos animais habitam em mim.
Não sei dizer..... O social, mas inapropriado.
Aquele palhaço que cansa, e nunca é levado a sério.
E como todo animado, palhaço, ou como os comediantes dizem, mas lógico, nada comediante e sim o comédia, para que os outros riem....
- Sozinho, só, solidão.......
- Lembrado para satisfazer....
- Lembrado para sorrir
- Lembrado para conseguir
- Ou seja, lembrado para SERVIR...
E como um cão que depois é enxotado, aí de sair todo besta, alegre, bobão!
E entendo, não condeno!
O dog cansa, o panda incomoda, o legalzinho cansa.
E o que há de sobrar para o animal dentro de mim..
O eterno vazio...
A realidade batendo a porta!
Só eu!
E ainda há de perguntar: quem sou!
Porque essa necessidade de ser visto.
De ser lembrado?
Porquê não assumir essa solidão que fazer amizade com tais fantasmas!!!!
Esses sim, parceiros que não abandonam.
A solidão, o vazio, os fantasmas, os verdadeiros!!!
Porquê não assumir que não há mais ninguém por mim.
Porquê não enxergar que ser o incômodo, não afastará a solidão.
Porquê não parar de ser alimento dos egos de quem não te vê, nada mais que um alimento.
Porquê ainda dessa necessidade de sentir alegria em ser usado?
De confundir chacota e pena como brincadeira.
Ser o café com leite da rodada.
O anormal
O criança
E dependente de pena
O acompanhate
O chofer
O me ajuda
O me empresta
Porquê estar nesse mundo para ser só usado?
Como não aprender o que lhe já foi ensinado: tudo é relação de interesse. Você é o provedor dos meus interesses, nada mais disso, passou acabou!
É, essa é a vida!
Que na real, nem queria vive-la
Onde está a porta dos fundos
Quero sair a francesa.........
