Texto para um Amor te Esquecer
As vezes sonhamos com algo novo, mas esquecemos da realidade a frente.
Mudar o mundo sempre foi um sonho, confesso que aprendi isso na televisão, quando passavam a Miss Universo , elas diziam ( Desejo a Paz Mudial ) ,porem esse mundo é muito grande , eu desisto dele , desse grande Mundo, acho que cada um em seu canto pode melhorar as coisas , vou começar por onde eu moro , vou seguir devagar, assim caminhando, chego ao meu outro sonho, sonhar novamente por algo maior, e começar novamente pelo menor.
Da relação 2
Fica mais um pouco
amar sozinha, não mais
cola teu rosto absorto
com meus lábios frontais
deixa eu te arranhar revolto
dois loucos ou animais.
Quebra a cabeça e não há encaixe
arranha as peças e me excita
gosto da não sincronia
do nosso desencaixe
já o meu seio palpita.
envolve nas dobras do teu corpo
meu corpo, que nunca mais ache.
gosto de você ao todo
me prender e se perder
das brechas de cada. Ai!
Me ganhar e se soltar.
e te insultar!
de ser presa,prosa
Ou!sobressaltada...
substancial,serva,sal
pimenta e pó.
Olha aonde eu vim parar, velho. No pensador. Quem diria, hein?
Confesso, que, o Pensador é um lugar meio decadente pra postar as coisas, mas a paixão pela escrita, me faz querer publicar em qualquer canto.
Eu me sinto decadente, às vezes. Principalmente, por não ter sido aceito pelo mercado editorial, pois meus livros, têm temas pesados, sabe?
Embora, o Pensador seja um lugar decadente, dá pra ganhar visibilidade aqui. E pelo menos, dá pra vocês me conhecerem.
Somente o meu pseudônimo é Vitts, mas o meu nome é Victor Gonçalves. E escrevo desde os 17 anos.
E depois do Pensador, nunca vou pensar no Blogger como um lugar decadente.
Os meus amigos hipsters, vão dizer: Entrou nessa fase, já?
Eu nunca disse que jamais entraria, apenas disse, que eu não havia entrado.
Em relação à escrita, nunca digo: ''Dessa água não beberei''.
Só espero, que aqui, eu não vire um completo desconhecido, como alguém, que postou Mario Quintana aqui, e colocou como ''desconhecido''. - Chega ser até maldoso.
Enfim, cá estou. E espero, que a Clase C, curta os meus textos.
Fazer o quê? A vida é dura, mas a labuta não pode parar.
Mas não esperem um texto fácil, um sambinha mequetrefe ou um Gonzaguinha fase 1980. Pois, aqui, vocês não vão achar.
Há algum tempo atrás, uma estrelinha brilhou no céu e veio para a terra. Essa estrela fez um acordo muito sério com Deus: no momento em que comprisse sua missão ela iria querer descansar e mesmo que doesse para as outras estrelas da terra ela teria de descansar pois seria melhor para todos.
Passou um tempo a estrela cresceu se tornou uma linda mulher e um tempo depois teve uma linda filha. Mas alguns anos depois, o anjo que mandava recados de Deus veio informar a estrela que tinha chegado sua hora. Não deu tempo de se despedir pois trato é trato mas ela sabia que já estava na hora.
Uma pessoa que fica doente ou melhora ou descansa.
Melhora pois ainda sua jornada não acabou e porque Deus deu uma niva chance pra quem sabe fazer diferente.
Descansa por tanta maldade que fez ou por tanta bondade...
A explicaçao pra pessoas jovens morrerem é que sua viagem na vida foi curta, enquanto eu escrevia morreu uma pessoa mas também nasceu uma estrelinha.
Há estrelas que nunca se apagam pois seu brilho é infinito mesmo já estando mortas mas também há estrelas que foram esquecidas porque na terra nao lembraram.
Força
estar
É existir
Em um espaço que pertenço
É faço a me diferenciar
O respirar maduro e compassado
dos meus olhos vividos e virados
De uma torpe paixão esquecida
Essa agora morre ou sublinhada
Mas caminha entre linhas
que jamais virão essa tal coisa
Esse medo fugido e violentado
... amarrado
roubo de minhas lembranças
ao ar que delira
Seu sorriso espantado...
Ah, este seu sorriso que no primeiro instante me apaixonei.
Sorriso fácil de um coração sincero, riso que transforma num canto que embala nossa dança.
Ah, este seu olhar que me fascina, olhar que brilha quando pede carinho.
Quero neles sempre ter um cantinho para que possa avistar o quanto te quero bem.
Eu tenho medo da tua próxima palavra
Cada frase parece o início de um fim
Eu já tenho medo
Tenho medo de olhar tuas fotos
e sentir teu perfume
medo que me dê esperanças
que apareça com um maço de cigarros
da mesma marca que fumo
Eu devia amar outra mulher
mas esqueci dela
e me apaixonei
Os acordes dessas músicas que escuto
parece que soam
que gritam
o teu nome
Começam devagar
e terminam com a maior força que senti
Isso ta me afetando demais
me puxando do poço
mas
se minha mão escorregar da tua?
e se você faz isso por instinto?
se é por ser uma pessoa boa?
por dó?
Por quê?
me explica
antes que eu me afogue
e não dê tempo de ver
tua silhueta indo embora
e salvando almas
que não a minha.
VIDA VIDA
A vida é um mar enlouquecido
De brutos raios, trovões e gritos
Revolta de uma tempestade de terror
Onde o desespero é um buraco negro
No próprio horizonte de dor já gelada
Da água que nos toca no fundo da alma
Onde a esperança torna-nos catos secos
Como se de flores mortas se tratassem
Castradas de fé, embriagadas de erros mortais
Temos medo do inferno da própria sombra
Entre os gritos que imploram por ajuda
Permanecem no silêncio e no obscuro.
A vida passa rápido
são como páginas de um livro em branco
Não tenho sorrido muito
Nem tenho sonhado tanto
Já não sou mais quem eu vim pra ser
tentei mudar o mundo mostrando quem eu sou
mas no fundo o mundo me mudou
Já nem sei mais
o que vou fazer
Se amanhã o mundo acabar
de manhã eu quero acordar pra ver
Um dia qualquer à sombra do cajueiro..
Vivia o mesmo sonho misturado a despertares onde a tristeza, angústia e solidão se faziam companheiras, afastando-o mais e mais de um dia distante onde conhecia o seu lugar e sua gente.
Onde estavam seu canto, suas coisas, seu quarto, sua cama, a cômoda onde ficavam alguns porta-retratos?
Essa vaga lembrança o deixava confuso.
Porque seu olhar se fixava no chão quando, vez ou outra, alguém passava?
Quanto tempo mais daquela rotina, como se vivesse horas e horas, dias e dias, numa insossa repetição de nadas, sem sentido, aturdido em seu permanente estado de confusão e melancolia?
Alguns instantâneos faziam-no acordar inquieto e perdido, num outro lugar, ambiente simples, de conversas, da varanda, da sombra do cajueiro onde pessoas animadas conversavam e riam tanto, quanto tempo?
- O senhor não comeu nada hoje, vai ficar doente, pode ser que hoje alguém venha vê-lo...
- Precisa parecer melhor, vamos fazer a barba, cortar esses cabelos, trocar esse pijama, tomar um banho, cheirar melhor, o que vão pensar...
- O senhor não está me ouvindo...
- Não tenho mais tempo...
A água fria, por instantes, o desperta desse torpor, sente às costas a parede úmida onde se escora.
- Quem é você?
- Maria, já me esqueceu de novo...
- Onde estou?
- Na sua casa nova...
- Carla?
- Tá vendo, sua filha não pode vir, mas telefona sempre para saber do senhor...
- Chama a Nê...
- Sua esposa foi fazer uma viagem pra bem longe, vai demorar...
- Tome seu remédio, mais tarde volto com seu chá....
- Que dia é hoje?
- Tá mais esquecido, é sábado, dia de visita, por isso tem que ficar bonito...
- Carla..., Nê..., que dia é hoje...
Apenas um dia qualquer na vida de alguém esquecido que se lembra de uma vida distante e que ainda quer seu canto, sua gente, sua memória, seus amores...
Segredos que não nos pertencem...
O outro é um universo a ser explorado, conhecido, para tanto há que se ter paciência, carinho, acolhimento, e só será possível se ele assim o permitir.
Nenhuma pessoa tem o direito de devassar o interior da outra, ainda que se pense que será para ajudá-la.
Mal sabemos de nós mesmos porque, em geral, ficamos na superfície do que e do porque somos e o que fizemos.
As muitas construções que nos moldaram ao longo do tempo, em uma jornada de incertezas, descobertas e medos, nos pertencem.
O que há em nossas entranhas só descobriremos se o quisermos, daí a partilhar, só se for com alguém especial, que nos queira bem e nos inspire absoluta confiança, com uma dose dupla de amor e sinceridade.
Se formos escolhidos por alguém que queira e precise dividir seus segredos que tenhamos muito cuidado com o que soubermos pois, ainda assim, não nos pertence.
Noite lá fora...
noite lá fora,
ser ou ter que parecer forte é difícil,
um pouco de cansaço parece culpa,
ouça, só por ora,
apenas por hoje,
me dá um tempo,
culpa? não,
apenas limite,
por favor, me entenda,
eu preciso parar agora,
só por um instante
deixa-me respirar,
cair no sono,
renovar-me,
quando eu desejar um colo,
ou somente um momento,
sem culpa,
nos falamos ou
apenas,
silêncio...
Bom dia, hoje é realmente um lindo dia. Pense comigo...
- Hoje é dia 19, o mesmo dia que nasci, pois nasci em um dia 19, hoje é dia do Historiador, pois sou, não, não é professor de história, sou pesquisador, sou historiador. Mas para deixar o dia mais radiante, hoje dia 19 de agosto, rememoro o dia do falecimento de meu pai, hoje a alguns bons anos morria o Capitão Edjalma Marques dos Santos, por isso hoje me sinto mais que feliz. Debilitado e os médicos querendo amputar suas pernas, meu pai fechava os olhos pela ultima vez em 19 de agosto. Isso me deixa muito feliz, porque?
- Ele estava sendo humilhado pela dor e descansou...
- Todos nós vamos morrer e ele me ensinou que uma vida bem vivida escreve sua eternidade.
- Meu pai foi caçado e cassado na Ditadura (muito orgulho), pediu demissão da Petrobras (orgulho²), e fez motim dentro de um navio destituindo o comandante (orgulho³), aqui copiei meu pai e fiz o mesmo com um cara de geografia.
- Meu avô, pai de meu pai era analfabeto e estivador, e todos seus descendentes (todos) são pós-graduados, mestres e doutores.
- Meu pai já prendeu seus cunhados por vadiagem, foi respeitado e orgulhosamente esta na história.
- Hoje eu não choro sua morte, não, eu agradeço seu sangue, vida e história.
Agora entende porque fiz história? Entende porque sou feliz e estou feliz hoje?
- As pessoas tem todo o direito de chorar seus mortos, mas não se meta na minha maneira de viver meu PAI. A benção meu pai... Bom dia meu capitão...
Acordado sonhei com você.
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Acordado sonhei com você,
fiz um filme de amor,
dormi abraçado contigo , nos meus pensamentos,
sonhei com você e nossos doces momentos,
mas como tudo isso acontece ?,
se ainda sequer te vi e conheci.
Sera´que é um devaneio, estar abraçado ao teu seio,
ou será apenas pura ilusão ?
Sonhar com você todas as noites,
te abraçar no meu travesseiro,
me cobrir com o teu corpo ,
e sentir teu calor,
será um sonho ?
ou será um pesadelo,
acordar e não te ver?
E mesmo sabendo que em algum lugar,
você existe,
meu coração, de tanto sonhar com você insiste,
em sentir seu perfume,
e imaginar com ciúme, que você esta com aguém.
Mas como pode ser isso,
essa loucura de contigo sonhar,
se nem sei se você existe,
ou se um dia irei encontrar?
Mas de uma coisa eu tenho certeza,
assim como existe a natureza,
você existe em algum lugar.
Que sabe pessoalmente,
ou mesmo nos meus sonhos,
eu encontrarei você.
Quero um livro grande de poesia!
Um segredo guardado em forma de palavras,
Com encantos e toda magia,
Um poema novo todo dia,
E nesta hora de encantamento,
Escreveria toda minha história,
E todas as palavras uma gota de tinta de amor
E deixaria lá no alto, Quem sabe! Um pássaro lindo e
encantador encontre e se encante!
Linda Boneca
A menina que tudo faz...
A boneca da bolsa
Parece mais um cabelo de anjo
Quase parecido com sua dona
Brinca de fazer poesia
Quase todos os dias brinca
de fazer bonecas
Canta com alegria em seus sonhos
bonecas em cantada
faz comidinhas e tudo faz...
Vive em seu mundo encantado,
Usa vestido de bolinhas,
Retalhos moldam seu corpinho.
Quem dera fala com ela nos sonhos...
mas ela não fala!
Minha boneca de pano
e de agulhadas foi feita sem a menos reclama,
Coitada! Ficou estampada numa bolsa
sem amenos pode reclama! Vai ficar lá,
Chorei até não pode fazer mais nada,
e aos poucos fui costurando á pobrezinha
Boneca de pano feita de luz e alma
doce amada e encantada que levara o nome
de Linda Boneca.
Vida pós Copa
Após um mês de estádios lotados e a maior audiência mundial em se tratando de megaeventos o Brasil, lentamente, retoma suas preocupações cotidianas que vêm sendo sistematicamente empurradas com a barriga pelos políticos de sempre. Nada que não tivesse ocorrido em passado recente de triste memória após o período ditatorial que não pode ser esquecido e precisa ainda de muita luz para que se entenda quem e quais foram os protagonistas desse momento histórico e que ainda hoje, sorrateiros, já saíram de sua curta hibernação.
Infelizmente, em praticamente todos os segmentos de nossa sociedade encontramos esses espoliadores contumazes da energia do trabalhador brasileiro comum que os hospeda tal e qual os vermes que sobrevivem em nossas entranhas sem que tenhamos noção ou discernimento de suas vocações Darwinianas anormais, das quais se utilizam para se manterem e perpetuarem sua espécie.
Adotam comportamentos camaleônicos espúrios e inomináveis, assegurando a passagem dessa mesma carga genética de seus mentores que formaram seus feudos em todo o território nacional com as marcas do Coronelismo.
A democracia ainda é a melhor das alternativas, propiciando liberdade de expressão, pensamento e soberania de uma nação, os custos dessa opção continuam muito elevados em nosso país, convivemos ainda com extremas desigualdades sociais e índices alarmantes de concentração de renda.
Os esforços recentes para melhoria das condições de vida de nosso povo, para com a saúde, educação, segurança e bem estar social se mostram insuficientes para que possamos nos acomodar e negarmos nossa condição de jovem nação democrática em busca de um caminho que abarque a todos que trabalham e contribuem para a construção e expansão da riqueza material e cultural que beneficie a todos brasileiros e não os mesmos grupos de sempre.
A Copa acabou, os turistas ficaram maravilhados com nossas belezas naturais e a docilidade de nosso povo, gente tradicionalmente simples e acolhedora, sem dúvida um aspecto positivo desse evento, mas eles vão embora, será que a mobilização das forças armadas, polícias federal, civil e militar será mantida para que, sem a Copa, os índices de violência e total insegurança urbana volte a nos assombrar?
Constatamos em razão da Copa das Copas que podemos enfrentar qualquer problema em nosso país, contudo somos reféns de nós mesmos quando deixamos de exercer nossa cidadania e pouco nos interessamos pelas questões políticas que desde sempre norteiam as prioridades emanadas dos gabinetes.
Os partidos políticos existentes estão muito parecidos em suas cartas de intenções e doutrinas e pouco representam os anseios da grande maioria de nosso povo.
Estratégias e projetos para o país, engendrados pelos partidos majoritários, se confundem em seus resultados, alianças esquisitas e acomodações que supostamente se arranjam para permitir a governabilidade e, ad aeternum. Nós e nossos descendentes pagaremos essa conta.
A Copa acabou, as mazelas estão nos mesmos lugares de sempre, mas temos eleições, não podemos delegar aos mesmos o poder de infelicitar nossas vidas. Podemos e temos que fazer melhor, tendo a consciência de que esse processo é lento e precisaremos ainda de algumas gerações para resgatar alguns poucos valores humanos e morais que são a base para uma sociedade mais justa, a começar pela honestidade e ética.
(Artigo de Paulo Afonso de Barros, publicado no Jornal O Vale, 17.07.2014 - http://www.digitalflip.com.br/ovale/flip/Edicoes/01345%3D17-07-2014/02.PDF)
Mudanças em curso...
Quando de mais um dia na Faixa de Gaza, um fotógrafo capta numa imagem toda a insensatez humana, uma menina, com cerca de dois anos de idade, cobre os olhos da boneca que traz apertada ao peito, como se pudesse protegê-la da visão do horror que testemunha numa área recém-bombardeada e caótica, em escombros e com dezenas de vítimas. Não se faz necessária legenda ou explicações.
Arenas dos Césares, as Cruzadas, Inquisição, Guerras Napoleônicas, Primeira e Segunda Guerras Mundiais, Guerra Fria, Vietnã, Iraque, Apartheid na África do Sul, tantas outras guerras tribais que persistem, todas tem em comum a opressão do ser humano por seus iguais, é o homem em sua cíclica história de conflitos fratricidas.
Não há justificativas ou atenuantes para essas ações trágicas que sempre trouxeram dor e sofrimento à humanidade, com milhões de desencarnes ou sequelados com limitações físicas e emocionais, mostras inequívocas dos apegos ao fanatismo, à vaidade, orgulho e rudez do grau evolutivo em que nos encontramos.
Em meio a todas essas tragédias da história humana na Terra, há outras tantas mascaradas que persistem e abrigam o mesmo princípio, a do poder econômico e político que retroalimenta a violência, fazendo com que a elevada concentração de renda no globo terrestre seja em si mesma a maior das barbáries.
Conhecimentos científicos já existentes que já poderiam ter resolvido problemas básicos nos países mais pobres são ainda meras moedas de trocas, protelando-se as inúmeras possibilidades de um desenvolvimento sustentável, com reduções drásticas da contaminação do meio ambiente e das populações que desenvolvem mais doenças resultantes dos venenos químicos de tudo o que consumimos em nome da manutenção dos ganhos do capital.
Tecnologias avançadas e disponíveis que já permitem curas ou alívio do sofrimento humano demorarão décadas para serem acessadas pela população em geral prevalecendo os interesses econômicos.
Felizmente, em paralelo, está em curso um processo de sensibilização e mudanças representado por inúmeros grupos que nesse instante, em vários locais da Terra, levam socorro espiritual e material em milhares de frentes de trabalho compostas por pessoas que, independente de credos, são os trabalhadores da última hora, atuando decisivamente num período onde a Terra, plano ainda de expiação e provas, transita para um estágio de regeneração.
Todos os líderes políticos, religiosos, espirituais e empresariais tem um grande compromisso para com Deus, colocar em prática o que muito receberam pelas muitas oportunidades de apreensão de conhecimentos pelos estudos, avanços materiais e científicos, razão pela qual muito se pedirá a quem muito recebeu.
Os alertas recebidos do plano espiritual, e as derradeiras oportunidades estão sendo oferecidas para que espíritos encarnados deem sequência ao seu processo individual e coletivo de reforma interior, praticando o desapego, a humildade, a caridade, a generosidade e o amor ao próximo.
Não há castigo de Deus, há apenas a consumação das leis, ação e reação semeadura livre, colheita obrigatória.
Paz e serenidade!
Todos os filhos serão recolhidos...
Ambiente de absoluta escuridão parece mais um lugar de nada, há um vento frio e uma garoa incessantes e, ao fundo, ecoam estridentes vozes, algumas poucas a gargalhar, a maioria é de gemidos e prantos convulsivos, há tantos pedindo socorro meu Deus, legiões de seres com as mãos estendidas, vagueiam e tateiam nesse breu uma saída, alguém que os ouça.
Em meio à atmosfera tão densa alguns emitem débeis sinais de luz.
Há uma caravana de socorristas à espera dessas luzes pálidas, vieram em busca de mais uma pequena e significativa leva de seres em maturação.
Agora, com cuidado, delicadamente iniciam feliz colheita, um a um, são envolvidos em mantas aquecidas, recebendo fluídos ainda necessários que aliviam em parte seu intenso desconforto e sofrimento.
Com os acolhidos dessa exitosa missão a caravana parte para o pronto socorro mais próximo onde outros irmãos, em prontidão, estão para sequenciar o amparo designado.
Quantas incursões mais serão necessárias sabendo-se que milhares ainda ficaram?
Não importa, nenhum filho de Deus será esquecido, há, contudo que se respeitar as leis divinas, cada um no seu tempo, o mérito é individual e coletivo.
Paz e serenidade.
Caroço de manga...
É um dia de domingo e está a pensar se, quando criança, em tempos difíceis para gente humilde, quando sua família e a de tantos outros passavam por necessidades, havia sido feliz, recua aos poucos no tempo para um lugar bem longe de onde está agora, de lá surgem flashes, parece estar com seus sete, oito anos, bem menino.
Está correndo e brincando, descalço na terra de chão batido, num campinho onde se joga bola, lá estão uns vinte meninos, entre eles seus dois irmãos mais velhos que, após disputa de par ou ímpar, montam dois times, escolhido por um deles, jogam até de noitinha, cada partida tem uma regra, “cinco vira, dez acaba”.
Observa cena viva da mãe, louca de brava, chamando-os várias vezes, mas só depois dela dizer, “já pra casa, vô fala pro seu pai...“, é que correm pra casa, os irmãos pulam a cerca de ripas de madeira, ele passa entre elas, chegam suados e com as roupas encardidas da terra vermelha do Paraná, têm as canelas rochas, verdadeiros troféus desse dia.
O pai, tarde da noite, chega sempre cansado, finge então dormir, o ouve dizer, “Cadê os meninos, muita bagunça?” e a santa mãe responder, “Nada não, os meninos são bons demais”, além de bela, doce e serena é uma mãe que protege bem suas crias.
Ajeita-se no chão da sala, mãos na nuca, olhar no teto, leve riso no canto da boca, continua sua aventura, vê o que parece um pomar, tem abacate, goiaba, pêssego, amora, laranja e limão.
Parece cena de cinema, a imagem nítida, está sozinho, contente, sentado no batente da porta da velha casa de madeira, tem até chuva que já está passando e abaixa toda a poeira, como é gostoso o cheiro da terra molhada, está com as mãos e boca lambuzadas da polpa e fiapos de uma fruta, suga o restinho e chega à melhor parte, rói um caroço de manga que fica branquinho, branquinho.
Findas essas lembranças deseja que, em futuro próximo, possa estar com netos que ainda não tem dos seus três filhos já homens criados e que esses meninos ou meninas aprendam que, para estar feliz, mesmo em dias difíceis da vida, basta se lambuzar e roer um delicioso caroço de manga.
